DESDOBRAMENTOS
Já não agüento mais! Tudo que acontece no mundo (mundo: desde a esquina da sua casa até os confins do Turcomenistão) é culpa da -segundo Jornal Nacional- maior crise econômica de todos os tempos.
Se o pipoqueiro tropeça, vira as pipocas no chão e, por isto, vendeu menos pipocas no dia, a culpa é da crise financeira mundial. Se repatriarmos jogadores em fim de carreira é porque os times estrangeiros não estão investindo… devido a crise financeira mundial. Se cair a venda de galochas… crise financeira mundial.
Como o mundo ainda não acabou, principalmente graças a algumas cabeças pensantes ainda existentes, fiquei sabendo de uma informação que compartilho com os colegas acadêmicos e leitores em geral: a crise financeira de 1981 (lembram??…sim, vocês já eram nascidos, não adianta mentir), foi muito maior que a atual. Foram quatro anos de recessão mundial após uma década de choques do preço do petróleo (saiu de US$ 4,00 o barril para US$ 40,00), sendo que na época a OPEP fornecia 70% do petróleo consumido no mundo. Esta mudança nos preços corroeu a balança de pagamentos de diversos países, que entraram em default (falência, entre eles Brasil, que na época saiu atrás do FMI). No total, 39 países “quebraram”. Com a quebra dos países, os investimentos estatais que respondem de 20% a 40% do consumo de um país, caíram drasticamente, levando a quebras generalizadas. Junto a isto, a inflação no mundo estava um pouco fora de controle (25% ao ano nos EUA, 100% ao ano no Brasil, 10% ao ano na Europa – ganhamos de todos!!!).
Como resultados, vendas globais de automóveis caíram drasticamente (Brasil queda de 30%, EUA 20%), demissões em massa e o surgimento do neoliberalismo.
Como a quebra foi devido ao Estado, nada melhor do que tirar o Estado de cena e deixar o caminho livre para a iniciativa privada, que saberia melhor posicionar-se frente as mudanças do mercado, não sobrecarregando os pobres pagadores de impostos com ineficiências governamentais.
Quase 30 anos após, nova crise financeira. Só que agora, gerada e parida pela iniciativa privada. E o Estado precisou ir em socorro da iniciativa privada para que o trem não descarrilasse totalmente. Investimentos incorretos, expectativas de ganhos, contabilização de expectativas de ganhos como lucros, fraudes contábeis, fusões esdrúxulas, tudo pelo maior lucro e satisfação dos acionistas. Mas não deu certo e os contribuintes estão pagando a conta novamente.
E agora. O Estado falhou uma vez e criou-se o neoliberalismo. O Neoliberalismo falhou. Qual será o próximo modelo?
Minha vã filosofia sobre o valor único
Em todas as relações da humanidade, e em toda sua história, há um ponto em comum: a necessidade da demonstração de poder.
Nas relações pessoais, sociais, políticas, trabalhistas, conjugais, esportivas e o que mais se imaginar, temos a necessidade de demonstrar poder ou saber quem está no poder.
Estas demonstrações ocorrem de diversas formas: força, inteligência, velocidade (astúcia?), riqueza, informação.
Na demonstração de poder queremos centralizar as atenções e os esforços do meio em nossa direção. O respeito, o dinheiro, as facilidades são os frutos desta atenção. Subjugamos para captar (e cooptar) a energia do meio em nossa direção. Tendo-se mais energia, tornamo-nos mais fortes e com isto perpetuamos a relação poder-vassalagem.
Ao retirar energia do meio e direcioná-la em apenas um foco, damos espaço para outras energias. O vassalo, ao direcionar sua energia construtiva para alguém (aquele que o subjuga) e não obtendo retorno igualmente construtivo, abre espaço para energias destrutivas. Começam com simples pensamentos (ódio, vingança, etc) por sentirem-se desamparadas e evoluem para formas concretas de violência física. Retirar a matéria para preencher a troca de energia.
Por não entender o porque de retirar/perder riqueza material, e querendo acabar com este tipo de atitude de algumas pessoas ou ao menos coibir criando punições a quem realizar este tipo de ato, a sociedade entra em um conflito sem fim, pois a causa não é atacada.
E, na minha vã filosofia, isto existe em TODAS as relações da sociedade.
O valor único
Para quem mora no Brasil, escândalo envolvendo dinheiro público é uma coisa absolutamente cotidiana. É passagem aérea para a família para cá, mensalão para lá, superfaturamento não sei mais onde, num círculo vicioso instalado há décadas e que, para falar a verdade, não sei se alguma geração vai chegar a banir. Reclamamos muito, de tudo, principalmente porque não são tomadas quaisquer medidas para coibir tais abusos. Nenhuma mesmo. Parece que mais sorte tem quem chega primeiro, quem consegue meter a mão na bolsa da viúva antes… Eu, particularmente, ando absolutamente cansado de tudo isso. Desde que me entendo por gente – mais ou menos uns três meses atrás – as coisas são assim, é pilantragem em cima de pilantragem, e já não tem nem mais graça falar disso. O mais dolorido é que esse comportamento reflete exatamente o das pessoas que colocam estas raposas para cuidar do galinheiro: o eleitor. E este, por sua vez, faz tudo o que faz porque tem uma única lógica na sua cabeça: o dinheiro!
Fenômeno mundial, o endeusamento da bufunfa faz com que as pessoas tomem atitudes cada vez mais tresloucadas, transformando o único valor que não está intrinsecamente ligado ao caráter no único válido. Em síntese, honestidade, lisura, lealdade, palavra, tudo isso são coisas absolutamente dispensáveis e irrelevantes. Apareça bem vestido e com um carro do ano, e ninguém vai se importar se isso tudo foi adquirido com dinheiro honesto ou com desvios e crimes. A influência do larjã é tão grande que cega as pessoas e faz com que algumas atitudes levianas e impensadas as conduza ao extremo: perder dinheiro! Algumas pessoas não se dão conta de que, ainda que possam ter um ganho imediato, isso representa uma perda no futuro, e não necessariamente um prejuízo para o suposto ‘lesado’. Mas não adianta, quando se trata de lucro, vendemos a mãe, desrespeitamos e prejudicamos amigos, colegas de trabalho, familiares e quem mais estiver na volta. Coisas que seriam absolutamente ilógicas passam a representar grandes metas na vida das pessoas. Perde até um pouco o sentido a velha frase feita de que os fins justificam os meios. Atualmente nem as finalidades práticas justificam o fim almejado. Triste viver esses tempos, em que somente a carteira se apresenta como importante. Pena.
Velho George!!!
ALL THINGS MUST PASS – George Harrisson
Sunrise doesnt last all morning
A cloudburst doesnt last all day
Seems my love is up and has left you with no warning
Its not always going to be this grey
All things must pass
All things must pass away
Sunset doesnt last all evening
A mind can blow those clouds away
After all this, my love is up and must be leaving
Its not always going to be this grey
All things must pass
All things must pass away
All things must pass
None of lifes strings can last
So, I must be on my way
And face another day
Now the darkness only stays the night-time
In the morning it will fade away
Daylight is good at arriving at the right time
Its not always going to be this grey
All things must pass
All things must pass away
All things must pass
All things must pass away
100 anos e sem piedade do rival…
É… Mais uma vitória em Gre-Nal. Já são 7 clássicos de invencibilidade. O rival manda seu técnico adiante e a vida segue.
Em breve, FEITOS RELEVANTES, a saga contemporânea do Sport Club Internacional !
A mãe de todos os vícios
Toda e qualquer virtude pode ser definida como o exato meio termo entre duas posturas opostas e antagônicas em uma determinada linha de comportamento. Assim como existem os perdulários, há os avarentos, cada conduta situada em uma ponta de um grande espectro de possibilidades. O centro, ou seja, o equilíbrio entre estas duas características, pode ser classificado como virtuoso. É bom e equilibrado o homem que, sem se descuidar do futuro e sempre sendo previdente, ainda sabe dedicar parte de seus ganhos para o lazer e outros prazeres hedonistas, auxiliando, finalmente, o próximo quando necessário e possível. O raciocínio vale para qualquer aspecto da vida humana. Não existe virtude no excesso, nenhum mérito na insuficiência. Pode-se afirmar, portanto, que o homem médio – assim entendido aquele que pauta suas condutas pelo equilíbrio entre posições eqüidistantes – é o homem bom, honesto, são.
De outra parte, na nossa cultura convencionou-se condenar a mediocridade como algum ruim, indesejável em todos os aspectos. O que poderia parecer um contra-senso, não fosse a análise mais acurada que pode ser feita sobre o ’saber’ popular. A mediocridade, como por nós definida, diz respeito àquela postura arrogante em relação a vida, que o brasileiro é mestre em adotar. Batemos no peito e estufamos o pulmão para falar sobre a nossa ignorância. Lemos poucos, e quando lemos são os Paulo Coelho e Lair Ribeiro da vida. Temos uma política corroída e pobre, mas é o nosso jeito ‘malandro’ de ver o gerenciamento da máquina pública. Acreditamos em qualquer bobagem que nos imponham, lemos ‘O Segredo’, fazemos terapia holística e tomamos florais de Bach adoidado. E continuamos sempre desbordando de qualquer boa conduta. Somos rudes, toscos, mal educados e ignorantes, mas temos muito orgulho disso! Por isso sempre acreditei que a mediocridade, tal como o brasileiro a definiu, é a mãe de todos os vícios. Fugir dela, portanto, e chegar à média, na verdadeira acepção da palavra, deve ser o objetivo de vida de todos nós.
Por isso o conselho: menos axé e mais cabeça aberta para ouvir outras coisas. Menos esperteza e mais preocupação com os deveres. Não proclame o direito que tens, procure ver se este direito pode ser exercido em prol dos que estão mais próximos. Não compre subwoofer, e se comprar não abra o capô de seu carro quando essa porcaria estiver ligada. Beba com moderação, de preferência não em locais públicos como praias e afins. Respeite o outro. Assim, tudo pode melhorar. Inclusive, por mais incrível que possa parecer, para você também.
Outra que ‘não pegou’.
E eis que, passados sete meses da publicação da chamada “Lei Seca”, aquela que estabeleceu a tolerância zero para o álcool no trânsito, com a fixação de multa de nada menos que R$ 957,70 e suspensão do direito de dirigir por um ano para os motoristas flagrados com até 6 decigramas de álcool por litro de sangue, e até dois anos de prisão para medições com valores superiores a este, o número de acidentes envolvendo motoristas alcoolizados voltou a crescer, apesar de uma sensível mudança no quadro no período imediatamente subseqüente à entrada em vigor da referida lei. Se, no início, sentiu-se uma significativa queda no número de atendimentos a vítimas de acidentes envolvendo motoristas embriagados, as ocorrências deste tipo na cidade de São Paulo em dezembro de 2008 aumentou em 39% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados divulgados pela Superinteressante (edição de fevereiro/2009). Não encontrei dados referentes ao Rio Grande do Sul, mas acredito que esse indicador paulista seja uma amostra relevante do quadro atual, muito similar ao existente anteriormente à lei.
Quando da edição da nova legislação, defendi a idéia de que os novos parâmetros fixados eram absolutamente despropositados, e beiravam ao absolutismo. Tive de ouvir as explicações de sempre, porque em tal lugar é assim, em outro assado, etc. Mas o fato é que nossa draconiana legislação se assemelha, apenas, àquelas de países notoriamente intolerantes em qualquer área, incluindo aí os muçulmanos – cuja proibição do uso de álcool é, antes de mais nada, um preceito religioso. Como não não pretendia impor a idéia a ninguém – a tolerância é fundamental à boa convivência -, deixei o assunto de lado, até mesmo porque, como todos sabem, a fiscalização foi arrefecendo, ninguém mais teve que soprar em bafômetro, as autoridades começaram a esboçar as mesmas desculpas de falta de pessoal e equipamentos, e o cerco foi afrouxando, até o ponto de retornar tudo ao estado inicial. Ou seja, estamos de volta ao caos no trânsito, com todo mundo bebendo e dirigindo à vontade, sem qualquer restrição e/ou medo das conseqüências.
O que me traz de volta ao ponto que sempre defendi: o que falta é fiscalização. Elaborar uma lei extremamente rigorosa pode ser salutar para os fins que se deseja atingir – embora, por vezes, o bom senso seja desnecessariamente sacrificado no processo – mas é somente com um Estado atuante na repressão às condutas indevidas que se obtém qualquer benesse da medida. Em outras palavras, já desgastadas pelo uso, digo e repito: a lei anterior era suficiente para evitar a maior parte dos acidentes, o que faltava, como volta a faltar, é atuação efetiva dos órgãos de controle. Na seqüência, podemos elaborar uma legislação dizendo que os bens do motorista alcoolizados ficarão indisponíveis por um ano, os impostos do infrator sofrerão um acréscimo de 10%, não importando sua origem ou instância. Ou, ainda, já que estamos rumando à absoluta falta de meios-termos, podemos determinar a amputação da orelha esquerda do camarada, e da direita em caso de reincidência. Nada vai resolver sem policiais, devidamente equipados, nas vias públicas.
Essa a triste realidade de nosso país: fazemos leis que ‘não pegam’. Como se fosse possível, numa ordem democrática relativamente estável, existir uma lei apenas para constar, uma legislação vigente mas totalmente ineficaz. Espero que, pelo menos no carnaval, essa degradante catarse de apetites desenfreados e abusos de todas as espécies, a fiscalização empregada no início da vigência da lei seca retorne, e nós possamos reiniciar mais um ano – sim, o ano só inicia depois do carnaval, isso é um fato – com a boa notícia de termos menos mortos nas estradas. Se bem que eu acho muito difícil.
Deixem-me fumar, caramba!
Frank Zappa, gênio que era, uma vez respondeu, perguntado sobre o porquê permanecia fumando, se era radicalmente contra o uso de drogas, que para ele cigarros eram comida. As pessoas em São Francisco podiam ter teorias malucas sobre viverem para sempre, mas ele vivia sua vida fumando e bebendo aquela água preta que estava sempre em seu copo. Deu para entender o conceito? Não paro, e pronto… Respeito lugares públicos, gestantes, crianças, idosos e não-fumantes que manifestam vontade em não participar da minha auto-indulgência. No mais, me deixa fumar quieto. Sim, eu sei, faz mal, prejudica a saúde, aumenta a pressão, etc. Mas é TÃO bom… E, de mais a mais, na minha casa mando eu! Aquele abraço.
Posso perder os amigos…mas não a notícia!
Aos 6 anos, o labrador Skeeter é bacharel em direito. No início de novembro, ele recebeu o diploma honorário da Universidade de Baylor, no estado americano do Texas, após acompanhar durante dois anos e meio todas as aulas exigidas para se graduar.
Ela convive com o animal desde 2004. “Ele me ajuda a pegar objetos, já que tenho dificuldades para manipular canetas, por exemplo”, conta Amy.
O diploma da escola de direito da Baylor dá ao cão o título de “dog’tor”, um trocadilho entre os termos “doctor” (doutor, em inglês) e “dog” (cão).
Skeeter, segundo seus colegas de curso, era um participante ativo das aulas. Ele ficava quieto pelo menos durante a maior parte das preleções dos professores, mas rosnava ou latia quando alguém falava por muito tempo.
Ao contrário de sua dona, o cão não deve prestar exame da ordem dos advogados do Texas. “Ele está satisfeito com o diploma”, brinca Amy.
As perguntas para meus amigos (a partir de agora não sei se ex-amigos!) Felipe e Cachorrão:
Será que ele teria lugar no mercado de trabalho aqui?
Será que passa no exame da OAB?
Ele deve saber fazer uma “peticão”?
Difícil é eles encontrarem um cachorro que tenha recebido diploma de Tecnólogo em Polímeros. Nem cachorro sarnento se disporia a fazer este curso (já me adiantando as possíveis críticas).
A morte dos dinossauros
O presidente e executivo-chefe da GM, Rick Wagoner, disse hoje que a empresa está tomando todas as medidas para evitar um pedido de concordata. “A empresa usará todas as fontes de financiamento possíveis para evitar a concordata”, disse em uma conferência por telefone após a empresa anunciar os resultados do terceiro trimestre. Wagoner advertiu sobre as “graves conseqüências” para a economia americana se a GM tivesse que se proteger dos credores.
A maior montadora dos EUA em receita está colocando quase todas as esperanças na ajuda do governo norte-americano e no corte de custos. A empresa informou que está concentrada em aumentar sua precária liquidez por meio de um corte de custos que deve lhe render uma economia de US$ 5 bilhões.
Sem a ajuda do governo ou um aumento nas vendas, a GM disse que sua liquidez alcançará os níveis mínimos exigidos no final deste ano, depois de gastos de US$ 6,9 bilhões no terceiro trimestre. Wagoner disse à rede de notícias CNBC que espera que o Congresso dos EUA tome medidas para apoiar o setor automotivo nas últimas sessões legislativas do ano. A GM informou hoje prejuízo líquido de US$ 2,54 bilhões no terceiro trimestre.
Este é o país do livre mercado, do estado mínimo, do sonho americano. Este é o país que muitos formadores de opinião daqui usam como padrão, bradando (e às vezes vociferando) para mudanças que nos aproximem do modelo americano.
“Pequeno” reflexo de uma postura totalmente avessa ao direcionamento mundial. De um gerenciamento focado no próprio umbigo e que não levou em consideração que os mastodônticos automóveis produzidos por esta empresa para seus alienados consumidores locais não tinham qualquer possibilidade de sobrevida em um mundo globalizado e em constante mutação (odeio esta frase mas é bem apropriada).
Acho melhor é nos distanciarmos um pouco deste modelo… e vivas ao Tata Nano!!!
Os sobreviventes não serão os mais fortes tampouco os maiores, e sim aqueles com melhor capacidade de adaptação.
Quase futebol
O ano da graça de 2008 foi premiado com uma das melhores, quiçá a melhor, decisão do campeonato mundial de Fórmula 1. O campeonato, desde o início, já mostrava que este ano a competitividade voltaria a níveis decentes e a imprevisibilidade retornava, melhorando o espetáculo.
Depois de muito tempo, voltamos a ver motores explodindo nas últimas voltas, disputas internas nas equipes, novos vencedores (3 este ano), e até uma nova equipe vencedora. Nas 18 etapas, foram 7 pilotos diferentes a cruzar em primeiro a linha de chegada e 4 diferentes equipes a vencer uma etapa. Comparação, nos “anos Schumacher” a média era 4 pilotos e 3 equipes diferentes alternando-se na vitória.
O campeonato mostrou-se aberto desde a sua metade, onde viu-se que Ferrari não teria uma vantagem tão grande e que outras equipes poderiam, a partir de estratégia ou braço de piloto, reduzir a diferença em relação a Ferrari e McLaren. E as etapas finais mostraram que o campeão seria definido nos detalhes. Quando digo detalhes, leia-se acerto na escolha de pneus, no ajuste do carro, na estratégia de corrida.
Mas o final do campeonato parece que, ou inspirou-se no futebol (que é uma eterna caixa de surpresas) ou algum roteirista de suspense resolveu ditar os rumos da prova. E o resultado é que tivemos “dois campeões” num espaço de 20 segundos. Impressionante.
1117 voltas e a decisão ficou para a última volta; 28h38´41 segundos de corrida, e passados 20 segundos do final da última etapa e ainda não tínhamos certeza de quem seria o campeão. O campeonato foi decidido ao apagar das luzes, em apenas 0,02% do tempo de disputa. Nos últimos 0,02%!
Não foi a mangueira pendurada na etapa de Singapura; talvez o motor explodido na Hungria. Quem sabe os desastrados GPs da Inglaterra e da Malasia que tiraram o campeonato de Felipe Massa. Não tiraram porque ele chegou a ser campeão, por 20 segundos ele foi campeão. Pena que só por 20 sagundos.
Na minha cabeça…
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O filho do Seu Tertuliano
Pois, eis que uns tempos atrás, nosso acadêmico e nubente Alemão nos apresentou o seu Tertuliano e sua história.
Fiquei curioso para saber como sua descendência estaria nos dias atuais. Chafurdando aqui e ali, consegui encontrar um dos filhos “das macegas” do seu Tertuliano: Jesmison. Criatura assaz esperta e ligada no mundo moderno, apesar de sua vida simples ligada ao campo.
Dono de “uns equitare de terra” na divisa de Coronel Bicaco e Bossoroca, vivia da criação de galinha, de onde ganhava dinheiro vendendo ovos, reprodutores, galos de rinha, galinha preta para despacho e tudo mais que se relacionava ao distinto gallus domesticus.
Sempre muito atento às conversas no povoado, para estar bem informado e não passar por grosso cada vez que ia entregar seus produtos, Jesmison foi adequando seu negócio as necessidades do mercado, pois muito ouviu falar em concorrência, qualidade, cliente (coisa que pra ele é como as piguanchas o chamam lá na zona), e todo este vocabulário dos bolichos modernos.
Assim acabou por desenvolver um tipo especial de ovo. Mudando o jeito de criar as galinhas, com ração e cuidados especiais, conseguiu um tipo de ovo que passou a ser apreciado pela Dona Hermecinda, que fazia bolos e quitutes especiais e pelo seu Getulio, que preparava panquecas e xis especiais no seu pé-sujo(*).
A fama se espalhou rápido e trouxe a reboque mais clientes. Jesmison que não era bobo lembrou da questão de oferta e procura e resolveu usar um dos aprendizados lá do povoado: aumentou os preços!
Dona Hermecinda e seu Getulio ficaram brabos, mas pagaram, afinal o produto era bom. E os novos clientes nem se importaram, pois não conheciam o preço antigo e estavam maravilhados com a qualidade do produto.
Vendendo para outros mercados (este nome estranho para outros bolichos em outros povoados), acabou fazendo mais fama e aumentando ainda mais a freguesia (que era como preferia chamar os clientes…coisa de maloca). Passou a ganhar muito dinheiro e viu que sua atenção às conversas na cidade lhe rendeu algo de útil.
Tudo acontecia muito rápido. Aumentou o aviário, comprou equipamentos, tinha funcionários, fez empréstimos no banco (era visível seu nervosismo na primeira vez que sentou na frente do gerente…ele nunca se imaginou falando de igual com um engravatado). Chegou até a usar gravata, com um nó torto que ele fez, para ir outras vezes ao banco e sentir-se como um homem de negócios e não como um simples criador de galinha.
Um dia o gerente do banco lhe fez uma proposta de sociedade. Era irrecusável!!! Ganharia dinheiro suficiente para comprar 10 vezes o que ele já tinha. Não entendeu porque tanto dinheiro mas não recusou. E a cada dia mais ovo e mais dinheiro!
Um ano depois o mesmo gerente, e agora sócio, lhe propôs vender ações da “empresa” (aquele antigo galinheiro) na bolsa de valores. Aí foi difícil para o Jesmison entender; bolsa, pedaço da empresa, sociedade anônima, não saber quem era sócio seria muito complicado. O Claudionor era sócio porque era gerente do banco, se tornou seu amigo, ajudou bastante. E ademais ele conhecia até o avô do Claudionor antes de entrar no banco pela primeira vez, só não conversava com ele pois se sentia um pouco inferior diante de alguém estudado e engravatado. Mas o sócio lhe convenceu e ganharam mais dinheiro ainda. Todos queriam um pedaço do “galinheiro” do Jesmison!
Jesmison estava rico como nunca imaginara…mas não perdeu a cabeça e poupou muito, investiu em terras, comprou alguns prédios lá no povo e não esbanjou muito. Quando muito uns presentinhos para uma chinoca mui linda que ele conheceu em São Borja. Mas preferia era deixar o dinheiro na guaiaca e não investia em ações de outras empresas como o seu “primeiro sócio” fazia.
E com tanto dinheiro, Jesmison largou o trabalho no “galinheiro”, que passou a ser administrado por pessoal com estudo, alguns engravatados, que faziam de tudo para a empresa dar ainda mais dinheiro. E conseguiam; cada vez que Jesmison visitava a empresa eles mostravam uns papéis cheios de riscos e traços (demorei a descobrir que eram gráficos) que mostravam que ele estava ganhando ainda mais dinheiro.
Este pessoal com estudo e engravatado, no entanto, acabou por esquecer alguns cuidados na redução de custos, não seguiram a receita original do Jesmison e a empresa começou a declinar, não conseguindo a mesma qualidade e produtividade. Agravado pela crise internacional, as ações da empresa começaram a declinar. Tragédia com ato final, as galinhas pararam de colocar ovos, devido a um medicamento que tentaram aplicar para aumentar a produção.
E assim quebrou o galinheiro do Jesmison; muita gente ficou desesperada, muitos perderam dinheiro. Menos o Jesmison, que guardou muito bem o que ganhou com o suor do seu rosto aliado ao seu estudo informal nas conversas do povoado.
Como o Jesmison vivenciou muita coisa nestes últimos anos e, por ser alguém que aprendeu muitas coisas ao seu jeito, não me contive e perguntei, na opinião dele e resumidamente, porque o galinheiro quebrou. A resposta, depois de um pigarro e um olhar ao longe:
- Contaram com o ovo na sambica da galinha.
VIVENDO A HISTÓRIA
Voltando.
Após um período de reclusão em locais ermos e distantes, fazendo reflexões sobre a busca essencial e após a desilusão de descobrir que a resposta fundamental é 42, retorno ao mundo das gentes de blogs, antes que o patrão me demitisse por abandono de emprego e para partilhar um pouco das descobertas transcendentais de um ermitão de metrópole.
O melhor deste meio tempo é ver a história acontecendo na frente de nossos olhos, dia-a-dia, e poder acompanhá-la de uma forma radical até, esmiuçando-a, procurando todos os detalhes relacionados, todas as formas de apresentação. Espero ver esta história nos livros, e também espero vê-la transcrita de uma forma menos “direcionada” do que hoje é apresentada a todos nós.
A “Crise financeira dos mercados”, é talvez o reinício da história contemporânea. Eric Hobsbawn teria dito, na queda do muro de Berlim, que ali estava decretada o fim da História, talvez por não termos mais o suposto bem contra o suposto mal. No atentado de 11 de setembro de 2001, o mesmo disse que ali era o reinício da história. Talvez porque ali voltávamos ao eterno combate do bem contra o mal (não importando quem vocês acham que é o bem e quem é o mal; eu ainda não tenho opinião formada a respeito!).
Não gosto muito desta visão simplista de mundo, muito cultuada pelo sistema capitalista, de maniqueísmo esteorotipado. Dos desenhos animados, às novelas, ao futebol, esportes em geral, cinema holiudiano e diversas outras formas de expressão que envolvam o consciente e o subconsciente coletivo são direcionadas a forma maniqueísta de entender o mundo. É assim que a história foi escrita e a aprendemos através dos livros didáticos.
Agora, neste momento e em vários momentos destes últimos dois meses, vemos a história transcorrer segundo à segundo, imagens, reportagens e comentários que estarão nos livros de história. Só que os livros didáticos de nosso tempo escolar apresentavam história de algo que não presenciamos. Agora estamos presenciando e podemos julgar e criar a nossa idéia de história. Em quais meios de comunicação você obtém informações sobre a crise? Em quem acreditar? Como compreender o que está ocorrendo e o que pode ocorrer?
Aqui no Brasil tenta-se criar um pânico; lá fora já existe o pânico. E o sistema mundial entrará em profunda crise de identidade a partir de agora, pois aquilo que era a maravilha, o belo, o ópio de todos, é exatamente o que ocasionou o problema. Com um agravante: uma meia dúzia de cinco ganharam, e muitos perderam. Só que desta vez até aqueles que ganhavam acabaram perdendo. E eles viram o que durante muitos anos acontecia ao largo deles: bilhões de pessoas perdem para que alguns ganhem. Perdem não só dinheiro, perdem dignidade, direito a vida, ao sonho, a cidadania. Estes que agora entraram para o time dos perdedores, é somente na questão financeira direta; apostaram e perderam. Mas certamente não gostaram.
Dentre tantos perdedores, um está passando em branco: o estado nacional. “Nunca antes na história deste mundão véio sem porteira” o estado nacional se mostrou tão fraco perante o capital; governates são apenas expectadores à mercê da vontade expeculativa de poucos abastados. A farra de papéis que enriqueceu alguns, criou sonho de enriquecimento em outros, mostrou-se uma grande armadilha à soberania de governos e governantes. Em nome da liberdade de mercados, baniu-se a atuação reguladora do estado. Retorno à selvageria, porém tecnocratizada e estabelecida legalmente e marketicamente, já que todos os formadores de opinião a defendiam.
O livre mercado mostrou-se uma criança de 3 anos de idade, que esboça sua independência, quer e chora por sua independência. Mas na primeira traquinagem que dá errado corre chorando pelos pais. E o estado precisou socorrer aqueles que sempre ganhavam e agora perderam. Qual a utilidade do estado? Porque cargas dágua eu pago impostos?
Num churrasco da ABRIC, após muitas cervejas, tive a iluminção que me fez vaticinar que o comunismo iria retornar através dos EUA…fui apedrejado mas não recuei. De uma certa forma acertei, pois a intervenção do estado para socorro aqueles que forçaram a selvageria corresponde, até o presente momento, a cerca de 25% PIB deles. Ao mesmo tempo, alguns governantes pedem ao governo comunista de Pequim ajuda para salvar o capitalismo (a China tem reservas de trilhões de dólares-verdadeiros e não virtuais- que poderiam “oxigenar” a economia mundial). Mudanças de cadeiras: quem era bom fez o mal, quem representava o mal precisa salvar o bom, já que este fez o mal mesmo achando quesempre fazia o bem, e quem faz o mal pode agora fazer o bem, mesmo que este bem seja para perpetuar o mal. Não entendeu? Ótimo, neste sistema atual nada é para ser entendido e sim para repetir as frases bestas do Jornal nacional.
Mas não se fie só no jornal nacional. Procure informações de outras vertentes pois a história não pode ser contada só pelo vencedor, principalmente quando não sabemos quem será o vencedor.
De como tudo virou merda…
Quantas fotos você tem em seu perfil do orkut? E quantas realmente precisariam estar lá? Quantas necessitam de uma legenda de três linhas para que alguém possa ter uma vaga idéia do motivo pelo qual aquela imagem foi parar lá? Quantos contatos você tem no MSN? E com quantos você teria vontade de sentar em uma mesa de bar para uma conversa de verdade? Quando você vai comprar seu iPhone? E tem alguma idéia do que fazer com ele? Já ouviu pelo menos a metade dos discos que baixou? Tem alguma noção do que está acontecendo agora? Pelo menos ilustrativa, vai… Tem gente nascendo, morrendo, casando (né, seu Felipe?), separando, cagando e andando… Todos sem rumo, sem noção, sem sentido, sem nada… Eu, mais um.
A propósito, o Boteco Natalício realmente é o melhor de Porto Alegre. Disparado, sem nem graça… Chopp cremoso, a costelinha de porco com mel defumado (quer casar seu Felipe? Vai perder essa), a sobremesa de goiabada com queijo… Enfim, o melhor.
Projeto um disco por dia.
Pois é, completamos três meses sem nenhum requentado do cachorrão. Não que alguém tenha sentido falta do meu tradicional amontoado de asneiras, mas o caso é que eu gostava de escrever a coluna. Mas porque não escrevo, então? Simples, mesmice… Na verdade, estava um pouco estagnado em termos musicais, ouvindo muitas vezes os mesmos discos, de novo e de novo. Coisas da velhice que se aproxima à galope. Por absoluta falta de qualquer novidade, fui deixando meu espaço ir se perdendo, e mesmo agora, depois de três meses inteiros, não tenho muito o que escrever. Como também já não tenho saco de ficar esperando disco vir pelo fio do telefone nos P2P da vida, não há nada de novo no front… Para corrigir isso, resolvi encarar com bravura novos cardápios musicais. Eu, que sempre critiquei o tal de Orkut por ser um negócio totalmente inútil, finalmente descobri uma utilidade para o troço. O esquema é o seguinte: uma banda diferente por dia, um disco por vez. Não importa o estilo, a época, nada, o que importa, simplesmente, é não estar na lista dos mesmos de sempre. Nesse samba do crioulo doido, já passaram por aqui XTC, Killing Joke, Os Mulheres Negras, Hüsker Dü, The Ataris, Oingo Boingo, Helmet, Bad Brains, KC & The Sunshine Band, Wolf Parade e Spock’s Beard. Pode ser que, em breve, eu retome o requentado. Por enquanto, estou me divertindo horrores com a maluquice. Claro que não estou organizando nada, e a maioria dos arquivos vai para a lixeira imediatamente depois de terem sido ouvidos. Mas está legal…
Operários gremistas entram em greve para tomar um gostoso chocolate galáctico
Inter 4 x 1 Grêmio
O título acima, alusivo aos nossos desalentados vizinhos segundinos, não merece qualquer reparo. Foi uma lavada, uma partida sensacional do INTER, que poupou o combalido rival de sofrer uma estrondosa goleada ao “tirar o pé do acelerador” no segundo tempo do jogo.
Mesmo que este não esteja sendo um ano dos melhores para os Colorados, a conquista do Gauchão com o balaio de 8 gols sobre o Juventude e a goleada de ontem representam a superioridade direta do INTER sobre seus adversários regionais. Só que isso não basta para nossas pretensões de clube Campeão do Mundo, título conquistado “anteontem”.
A irregularidade da campanha no Brasileirão está impedindo o clube de disputar o título da competição, haja visto que necessita de 100% de aproveitamento até o final para ser campeão. Já para a vaga na Libertadores, o objetivo está mais ao alcance, bastando a conquista de 23 pontos nos últimos 33 a serem disputados. Sim, é necessário fazer algo próximo de 70% para ficar em 3º ou 4º lugar no Brasileirão. Mas, para quem está vencendo 4 partidas seguidas, tal rendimento é viável.
Confesso que tenho sido um crítico contumaz, exigente e pessimista do nosso sagrado clube, mas a atitude se impõe face às exigências. As contratações, os investimentos e as belíssimas atuações em alguns prélios foram elementos que deram suporte à esperança da massa vermelha. Porém, a irregularidade, as falhas ocasionais em partidas decisivas e o “racha” no grupo de jogadores detectado há pouco tempo trataram de frear o crescimento do time no mês de julho, logo no momento em que mais foram disputadas partidas pelo Brasileirão.
Com isso, a perda de pontos irrecuperáveis naquele interregno levou o clube à posições intermediárias na tabela de classificação, de onde ainda não conseguiu sair, mesmo vencendo 4 seguidas. Não era para eu ter razão nas críticas ferrenhas? Óbvio que sim!
Agora o time parece engrenado, ensaiado, preparado fisicamente e unido. Ah, se tivesse sido assim desde maio…
Pré-sal. E agora, José?
Tenho lido muito sobre a discussão acerca do petróleo do pré-sal e todas as implicações políticas e econômicas decorrentes da exploração deste recurso natural. Pelo que entendi, a idéia de Molusco I, o engraxado, é fundar uma nova estatal dedicada exclusivamente à exploração das reservas, retirando da Petrobrás – hoje uma multinacional muito distante do ufanismo patriótico que a permeava quando de sua criação – a autorização para captar tais recursos, nacionalizando os lucros, que seriam revertidos para programas sociais. As alternativas mais aventadas para este modelo seriam, a exemplo do que fazem os países nórdicos, criar um fundo de investimento em instituições financeiras internacionais, somente liberando os recursos à medida em que a oferta de produtos e serviços se mostrasse compatível ou houvesse necessidade de gastos urgentes, ou destinar a produção exclusivamente ao consumo interno, estocando eventuais excedentes para momentos de crise de abastecimento.
Claro que a solução da questão está longe de ser pacificada, e quaisquer dos planos acima apontam para benefícios e deficiências que precisariam ser contornada. Minha opinião – sem qualquer embasamento, como sempre – é a seguinte: deixa o petróleo onde está!
Primeiro, porque a abundância de divisas decorrentes da exploração petrolífera se mostrou prejudicial em diversos casos, com países riquíssimos neste campo demonstrando falhas grosseiras em seus sistemas econômicos e sociais. Compreendo que a economia nacional está estruturada suficientemente bem para evitar que passemos a ser uma nação dependente exclusivamente dos recursos advindos da venda do óleo, não havendo indicativos que ocorrerá um abandono das demais fontes produtivas e o estabelecimento de oligarquias enriquecidas em detrimento de uma grande massa de necessitados e desempregados. Mas acredito que, assim como a escassez, a pujança também é difícil de ser administrada. Extraindo apenas o necessário ao consumo interno, obteríamos dois resultados positivos: longe de mãos ambiciosas, o petróleo não se tornaria um facilitador de aventuras econômicas impensadas, permanecendo em reservas ainda disponíveis para eventuais necessidades; e, auto-suficiente na questão energética, o país poderia reduzir o preço dos combustíveis e os custos da indústria, o que gera emprego, desenvolve a economia e fortalece a posição do país no mercado internacional.
Segundo, porque é fato que o modelo energético vigente demorará ainda algum tempo para ser mudado, talvez mais do que resistem as reservas atuais. Nesse caso, qualquer nação que ainda disponha de reservas consideráveis terá na manga um trunfo fortíssimo para negociações internacionais. Aqui eu falo, efetivamente, de chantagem. Ao invés de nos submetermos às regras alheias, podemos vir a ocupar a privilegiada posição de ditar tais regras, condicionando o fornecimento do produto a algumas exigências que só não são aceitas atualmente em razão de nossa posição sempre inferiorizada no cenário econômico. Claro que aqui temos o risco de sofrermos uma invasão armada, sob qualquer pretexto, mas se bem pensada e negociada, a alternativa não é de todo má.
Enfim, a questão é nova e ainda merece muito debate. O que me deixa satisfeito é que, ao contrário de outros tempos, não estamos pensando em gastar tudo em cachaça. Sinal de amadurecimento.