Momento “NÃO”

Quarta-feira, 23 / Julho / 2008

Começo pedindo escusas aos demais acadêmicos pela falta de artigos de minha autoria nos últimos dias. Estou vivendo um momento conturbado, sem muita inspiração, possivelmente potencializado pela TPM (Tensão Pré-Matrimônio).

São muitas coisas a serem vistas, contatos com pessoas, visitas, contratos, enfim, uma gama de situações de ordem prática que vão aparecendo por contingência da opção por mim escolhida. Opção esta que considero acertada, diga-se de passagem. Mas depois do casório tudo muda e a inspiração retorna.


Mudando a fotografia

Quarta-feira, 23 / Julho / 2008

Vou incursionar por terras até então habitadas com grande dignidade, habilidade e conhecimento pelo meu grande amigo Felipe Alemão Wolfarth. Na verdade, estou escrevendo para que ele nos dê sua iluminada opinião sobre o atual momento do colorado.

Acompanhando a movimentação de contratações e vendas do S.C. Internacional, me vem a pergunta: será que esta mudança de fotografia trará o resultado desejado?

Iarley, Fernandão, talvez Guinazu, saíram do time. Gustavo Nery, Rosinei, D´Alessandro, Daniel Carvalho estão chegando. Saem jogadores vencedores e eternizados no coração dos torcedores. Chegam (ou retorna) jogadores de seleções nacionais, também vencedores. Mas serão jogadores em posições aos quais o Inter necessita de reforços? E possuem o espírito, a gana por vitórias? Ou estão chegando para aumentar suas contas bancárias?

Até agora a atual direção parecia mais preocupada com a reforma do Beira-Rio. Espero que Vitório Píffero, agora com a consultoria de Fernando Carvalho, preocupe-se mais com o futebol, dê um direcionamento ao time, dê metas mais ousadas a este grupo. E cobre o atingimento destas metas. O grupo anterior cumpriu o seu objetivo com louvor. Este que se desenha possui predicados para atingir objetivos igualmente grandiosos. E certamente terá uma torcida muito motivada, pois sabemos que é possível ser campeão, desde que o time esteja motivado.


Frases soltas são ruins

Quarta-feira, 23 / Julho / 2008

Não gosto muito dos telejornais brasileiros pois acho que são veículos destinados a desinformação da população. Não tenho mais acesso a TV paga e agora descobri que a internet também não ajuda muito na informação. A não ser que “cavoquemos” muito o lixão até encontrar algo útil.

Tentando acompanhar mais uma rodada de negociações da agenda Doha (mais conhecida como Rodada Doha, pois nesta cidade começaram as rodadas de negociações), encontrei uma série de matérias, em diversos sites, criticando a frase do Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, em que ele compara a postura dos países ricos em relação a globalização e o marketing nazista

“Essa é uma frase sob medida para aqueles que não querem fazer sua parte em agricultura”….”Isso me recorda Goebbels”

Aí reproduziram só o final da frase…pronto! Muitas otoridades ficaram ofendidas, desqualificaram o Ministro, alguns tentaram colocar panos quentes. Mas o estrago já estava feito, tal a quantidade e direcionamento das matérias nos sites, sempre desqualificando a frase do ministro brasileiro e dando mais espaço ao comentário dos ofendidos.

(Quando o presidente americano chamou a tríade Irã, Iraque e Coréia do Norte de “Eixo do Mal”, lembrando a 2º Guerra Mundial, não deram espaço aos ofendidos pela frase. Mas devem existir muitas pessoas que não concordam com esta frase)

Na verdade, o problema da Rodada Doha é muito mais complexo do que a frase de Celso Amorim, a dor dos ofendidos ou algo que a nossa vã imaginação tenta alcançar.

Os EUA e a UE possuem sistemas de subsídios agrícolas que beiram os US$ 100 bilhões de dólares por ano. Subsídios estes que eles estão esperneando muito para cortar, pois garantem a manutenção de uma classe agrícola produtiva e rica. Mas sem subsídios não se sabe qual será o futuro destes. Ao mesmo tempo eles querem que todos os países do mundo abram os contratos públicos para concorrência internacional, além da liberalização do comércio de produtos industrializados. Brasil e muitos outros países têm em seus contratos públicos uma forma de garantir espaço para empresas nacionais na economia. O nó é grande e enquanto alguns tentam desatar muitos continuam a apertá-lo.

Hoje, na lista de produtos agrícolas, a UE tem 40% de ítens em que ela não aceita liberalizar o comércio. Eles acham que açúcar e arroz não são produtos tropicais, logo querem proteger seus produtores. Se eles precisam proteger, é porque não são produtivos; não são produtivos porque estes produtos não são para climas temperados!

É muito interessante a postura do G20 (grupo de países em desenvolvimento, capitaneado por China, Brasil e India), barrando as propostas pouco decentes dos países ricos. Eles notaram que precisam ganhar tempo para adaptarem-se e concorrerem em menor desigualdade com países ricos. E os países ricos precisam urgentemente de novos mercados para seus produtos e empresas. Ou correm o risco de verem suas empresas migrarem para os países em crescimento.Mas os países do G20 sabem que o capital produtivo irá procurar os países mais rentáveis se a Rodada Doha não se definir.

Há o risco de que alguns países busquem acordos bilaterais e enfraquecerem a abertura do comércio mundial. Mas é do jogo. E o jogo é pesado e os países em desenvolvimento precisam entrar para ganhar, pois as definições desta rodada irão nortear todas as legislações mundiais a respeito de comércio exterior. E definições não muito boas hoje tornar-se-ão muito danosas amanhã.

Na verdade, o que os países ricos querem da globalização é o comprometimento do “ovo com bacon”. Eles irão fazer a parte da galinha, cedendo o ovo. E aos países em crescimento, como o Brasil, é esperado a parte de comprometimento do porco…morrer para ceder o bacon.


A evolução do pensamento cabeção, ou “cada vez pior”…

Terça-feira, 22 / Julho / 2008

Eu tinha uma galinha que se chamava Marylou
Um dia fiquei com fome e papei a Marylou
Marylou Marylou
Tinha cara de babaca
Marylou Marylou
Botava ovo pela cloaca
Eu tinha uma vaquinha que se chamava Sara Lee
Um dia fiquei com fome e papei a Sara Lee
Sara Lee Sara Lee
Tinha cara de careta
Sara Lee Sara Lee
Botava leite pela teta
Marylou Marylou
Transava até com urubu
Marylou Marylou
Botava ovo pelo “Sul”

Mina
Seus cabelos é “da hora”,
Seu corpo é um violão,
Meu docinho de coco,
Tá me deixando louco.
Minha Brasília amarela
Tá de portas abertas,
Pra mode a gente se amar,
Pelados em Santos.
Pois você minha “Pitchula”,
Me deixa legalzão,
Não me sinto sozinho,
Você é meu chuchuzinho!
Music is very good! (Oxente ai, ai, ai!)
Mas comigo ela não quer se casar,
Na Brasília amarela com roda gaúcha, ela não quer entrar.
Feijão com jabá, a desgraçada não quer compartilhar.
Mas ela é linda,
Muito mais do que linda,
Very, very beautiful!
Você me deixa doidão!!!
Meu docinho de coco!
Music is very porreta! (Oxente Paraguai!)
Pro Paraguai ela não quis viajar,
Comprei um Reebok e uma calça Fiorucci, ela não quer usar.
Eu não sei o que faço pra essa mulher eu conquistar.
Por que ela é linda,
Muito mais do que linda,
Very, very beautiful!
Você me deixa doidão!!!
Meu chuchuzinho!
Eu te “i love youuuu”! pera ai que tem mai um pokinho de u “uuuuu” tcheeeee

É créu!
É créu neles!
É créu!
É créu nelas!
“Vambora, que vamo”!
“Vambora, que vamo”!
Prá dança créu
Tem que ter disposição
Prá dança créu
Tem que ter habilidade
Pois essa dança
Ela não é mole não
Eu venho te lembrar
Que são 5 velocidades…(2x)
A primeira é devagarzinho
Só o aprendizado.
É assim, oh!
Créeeeu…(3x)
Se ligou? De novo!
Crééééu…(3x)
Número 2!
Créu, créu, créu
Créu, créu, créu
Continua fácil, né?
De novo!
Créu, créu, créu,
Créu, créu, créu!
Número 3!
Créu, créu, créu, créu…(3x)
Tá ficando dificil, hein?
Créu, créu, créu, créu (3x)!
Agora eu quero ver a 4!
Créu, créu, créu, créu
Créu, créu, créu, créu
Créu, créu, créu, créu
Créu, créu, créu
Créu, créu, créu, créu
Créu, créu, créu, créu!
Tá aumentando mané!
Créu, créu, créu, créu
Créu, créu, créu, créu
Créu, créu, créu, créu
Créu, créu, créu
Créu, créu, créu, créu
Créu, créu, créu
Segura DJ!
Vou confessar a vocês
Que eu não consigo
A número 5
DJ!
Velocidade cinco
Na dança do créu!!
Créu-Créu-Créu-Créu
Créu-Créu-Créu-Créu…(6x)
Hahahahaha
Créu-Créu-Créu-Créu
Créu-Créu-Créu-Créu…(8x)!
Prá dança créu
Tem que ter disposição
Prá dança créu
Tem que ter habilidade
Pois essa dança
Ela não é mole não
Eu venho te lembrar
Que são 5 velocidades…(2x)
A primeira é devagarzinho
Só o aprendizado.
É assim, oh!
Créeeeu…(3x)
Se ligou? De novo!
Crééééu…(3x)
Número 2!
Créu, créu, créu
Créu, créu, créu
Continua fácil, né?
De novo!
Créu, créu, créu,
Créu, créu, créu!
Número 3!
Créu, créu, créu, créu…(3x)
Tá ficando dificil, hein?
Créu, créu, créu, créu (3x)!
Agora eu quero ver a 4!
Créu, créu, créu, créu
Créu, créu, créu, créu
Créu, créu, créu, créu
Créu, créu, créu
Créu, créu, créu, créu
Créu, créu, créu, créu!
Tá aumentando mané!
Créu, créu, créu, créu
Créu, créu, créu, créu
Créu, créu, créu, créu
Créu, créu, créu
Créu, créu, créu, créu
Créu, créu, créu
Segura DJ!
Vou confessar a vocês
Que eu não consigo
A número 5
DJ!
Velocidade cinco
Na dança do créu!!
Créu-Créu-Créu-Créu
Créu-Créu-Créu-Créu…(6x)
Hahahahaha!
Créu-Créu-Créu-Créu
Créu-Créu-Créu-Créu…(8x)!
Hahahahaha!

Não tenho muito o que dizer sobre isso. Três letras de épocas distintas - anos 80, anos 90/2000 e a época atual -, com o pior que se produziu em termos de música popular brasileira. Rock, rock infantil e a grande massificação atual, o funk carioca. Pare, pense, e responda: aonde vamos parar? Será que haverá uma redenção? Ou daqui para frente é só ladeira abaixo? Se bem que eu acredito ser muito difícil encontrar algo pior que a “Dança do Créu”, mas eu já tinha pensado isso de “Dança da Motinha” e “Bonde do Tigrão” e perdi a aposta… Enfim, o fim se aproxima a galope, e ninguém faz nada para mudar. Aliás, todo mundo parece estar se divertindo horrores…


Parabéns para Glock, porrada para Kovalainen

Segunda-feira, 21 / Julho / 2008

(inspirado na música Porrada - Titãs)

Grande Prêmio da Alemanha, ano da graça de 2008, 10º etapa do campeonato mundial de fórmula 1; circuito mutilado de Hockenheim. País do chucrute, salsicha e do maior piloto de todos os tempos.

Pela enésima vez afirmo e confirmo que a FIA deveria proibir testes coletivos das equipes de fórmula 1 em autódromos utilizados em etapas do campeonato mundial de F1. Como a FIA não escuta ou lê o que escrevo, o GP alemão corria o risco de transformar-se na mais sonolenta corrida do ano. Uma semana antes as equipes tiveram 3 dias para testarem seus carros. E o resultado da corrida estava a copiar os testes.

A sorte do público foi o infortúnio de Timo Glock. Ao menos o seu infortúnio foi na hora e local exatos para mudarem o panorama da corrida. O acidente da Toyota de Glock, na metade da prova (ou seja, no momento crucial de definição de estratégias de corridas), e na mureta dos boxes, deixando muitos pedaços de seu carro sobre a pista, ocasionou a entrada e permanência do safety-car por 7 voltas, embaralhado totalmente a disputa pela vitória. Parabéns Glock, se é para fazer m…, que faça na hora e local corretos.

O desembaralhar mostrou que existe um piloto combativo na F1 de hoje. Hamilton, caindo para 5º após seu pit-stop, em 10 voltas voltou a liderança, com ultrapassagens na pista. Mas com uma ajuda providencial de seu companheiro de equipe Heiki Kovalainen, que não fez menção alguma de dificultar ou travar disputa com o número 1 da equipe (contratos são contratos, ele é o número 2…). Heiki era o único que dispunha de carro para dificultar o caminho de Hamilton para a vitória. Mas não fez nada mais do que 1 volta à sua frente, permitindo-lhe a passagem de forma assaz cortês. Deixou assim de dar mais emoção à corrida; porrada para Kovalainen!

BMWs com desempenho inferior ao esperado. Luciano Burti comentou que o problema é aerodinâmico (?). Como eles podem ter problemas aerodinâmicos se é o carro com mais dispositivos, chifres, aletas, asas, penduricalhos e traquitanas aerodinâmicas? Toro Rosso com desempenho acima do esperado, graças ao melhor piloto alemão do momento, Sebastian Vettel. Restante na média do esperado. Menos Nelson Angelo Piquet.

Sou critico contumaz de Nelson Angelo. Acho que ele chegou a F1 muito mais por sobrenome e paitrocínio que por méritos próprios. Porém a sorte (e bota sorte nisto) sorriu para ele nesta etapa. Largando em 17º certamente não almejou mais do que chegar ao final da corrida e quiçá marcar um ponto. Mas a suspensão traseira da Toyota de Glock (que ao quebrar sozinha ocasionou o acidente), possibilitou a Nelson Piquet até mesmo liderar a corrida. Aliás, comportou-se de forma muito correta e regular ao andar em 1º e depois em 2º lugar. E chegou a um pódio merecido não só pela sorte (a sorte acompanha os bons), mas pela consistência e regularidade na metade final da prova. Tomara que ele deslanche e silencie minhas criticas.

No frigir dos ovos, o campeonato começa a pender para Lewis Hamilton. A McLaren encontrou o caminho no desenvolvimento do carro enquanto a Ferrari perdeu o caminho. E Hamilton está “sozinho” em sua equipe, enquanto a Ferrari tem o atual campeão e um postulante ao título. Pena que a BMW não está conseguindo alcançar os líderes para aumentar ainda mais a emoção do campeonato. E tomara que a FIA não permita mais testes coletivos. Por que nem sempre terá alguém disposto a dar porrada em muro para aumentar a emoção de uma corrida.


Simples assim

Quinta-feira, 17 / Julho / 2008

“Continuamos, como antigamente, formando médicos, engenheiros, advogados, e não cidadãos. A educação superior deve ser encarada como um direito à cidadania, e não como uma chave de ingresso no mercado de trabalho, como acontece”
Aloísio Teixeira, reitor da UFRJ, durante a 60ª Reunião Anual da SBPC

(e humildemente completo, dizendo que formam-se técnicos e não cidadãos)

Ou na música O Haiti é aqui (Gil e Caetano) “ninguém é cidadão”.

Eis a razão de nossos problemas. Não somos cidadãos na plenitude de sua definição. Vivemos em comunidades porém somos egocentristas. Não imaginamos o quanto nossos atos irão influenciar ou modificar -para o bem ou para o mal- o meio onde vivemos.

Pensar dói, pensar é difícil, pensar é chato, pensando perdemos tempo para realizações concretas, pensar é careta.

Dos garis que jogam sujeira no já sujo Dilúvio, de todos nós que passamos sinais vermelhos, que não separamos o lixo, que não fazemos panelaço na frente dos legislativos municipais (que é de onde surgem muitos de nossos problemas), de presidentes que não tomam ações condizentes com seus cargos. E por aí vai um sem número de exemplos que podem ser descritos para ilustrar e escancarar que o problema somos nós. Sim, NÓS! Eu, você e não os outros. Os outros também têm culpa no cartório, mas não nos isenta da nossa parcela de culpa.

Confúcio simplificou, criando duas categorias: o homem vulgar e o cavalheiro. As diferenças entre estas duas classes são várias, mas uma das diferenças citadas é conceitual: “O cavalheiro, à vista de uma vantagem a ser obtida, deve pensar e agir conforme o que é correto”. Mais uma vez, com humildade complemento: “com o que é correto para a sociedade”. Acredito que 99,99% das pessoas sejam vulgares, inclusive eu.

E volto àquela frase de Lou Marinoff (Pergunte a Platão), simplificando mais um pouco a questão: “Apesar de toda evolução tecnológica de nossa sociedade, ainda nos comportamos da mesma forma de quando vivíamos nas cavernas”. Sim, vivemos em cavernas tecnológicas e ainda temos instintos de neanderthais. E os estragos que ocasionamos são maiores a cada dia.

Ao menos estes estragos ficam a cada dia mais aparentes, e ao menos nos indignamos. Talvez mudemos com o tempo. Ou não.


Engraçado?

Quinta-feira, 17 / Julho / 2008

Um período de férias, quando o camarada está em um estágio de cansaço físico e mental quase insuportável, pode ser a melhor coisa a se fazer. No meu caso, estou aproveitando para colocar um monte de coisas em dia. Mais tempo para fazer as coisas que normalmente não teria tempo, mais cuidado com a vida pessoal. Enfim, puro hedonismo.

Já havia visitado várias vezes o Perólas do Orkut, mas nunca havia tido tempo de avaliar detalhadamente os posts, ainda mais que para acessar o próximo post é necessário dar uma nota para o que se está visualizando. Ontem, munido de alguma curiosidade mórbida e em ritmo de vadiagem remunerada, resolvi dar notas compatíveis com as imagens, para conhecer melhor o site. Poderia dar nota 1 para todos os posts apenas para seguir lendo o blog, mas acho que não é interessante tomar esse tipo de atitude, já que a iniciativa é justamente avaliar o nível da participação brasileira no site de relacionamentos. Em relação ao qual eu tenho uma certa resistência, quero deixar bem claro. Tenho perfil no Orkut apenas para não ficar totalmente fora da órbita e manter contato com alguns velhos amigos que há tempos não vejo ou reencontrar outros dos quais não tinha mais notícia. Mas não adiciono uma viva alma que eu não conheça efetivamente. Sabe aquela coisa ‘fui teu colega na quarta série primária, lembra de mim? Me add aí’. Se eu não lembrar, nada feito.

O caso é que eu não consigo rir do que vejo no site. Simples assim. Sinto uma tristeza tão grande, uma revolta com o sistema educacional, uma preocupação com a falta de bom senso/bom gosto e com a total falta de referência do povo brasileiro, estampadas naquelas imagens. Claro que são as pérolas, o crème de la crème da burrice e do mau gosto. Não representam, de forma nenhuma, a sociedade brasileira como um todo. Mas mesmo assim é difícil saber que tem gente que não sabe escrever sequer o mais básico, que não tem a menor noção e/ou pudor, que faz bobagem, pratica crimes, adota atitudes ofensivas, fotografa e ainda publica no tal de yakult. Imagine um antropólogo de uma universidade estrangeira que vá fazer um estudo sobre o povo brasileiro e tem alguma preocupação com a interação social via redes da web. Se souber português, vai chegar a conclusão que somos todos uns imbecis, não merecemos mesmo ter mais do que temos, e chega até a ser surpreendente que não sejamos uma das nações mais pobres, miseráveis e doentes do mundo. A amostragem é pequena, claro, mas ainda assim é uma amostragem. Fiquei deprimido, para falar a verdade.

Quer ter uma pálida idéia do que eu estou falando? Dá uma olhada e veja se dá para dar risada disto.


E isso que o camarada recebe pelo serviço!

Quarta-feira, 16 / Julho / 2008

Varrendo a sujeira para dentro do Arroio Dilúvio
Um grupo de garis fez ontem o que jamais se esperaria de profissionais responsáveis pela limpeza de Porto Alegre.
Os trabalhadores descartaram o resultado da varrição em pleno Arroio Dilúvio, já castigado pela imundice dos esgotos de uma parcela da Capital.
Imagens captadas pelo fotógrafo de Zero Hora Arivaldo Chaves comprovam o erro dos garis, que prestam serviço para o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU). Eles foram fotografados por volta do meio-dia de ontem no cruzamento entre as avenidas Ipiranga e Erico Verissimo, no bairro Azenha. Usando uniformes da Cootravipa, empresa contratada pela prefeitura, eles despejavam sujeira dentro do Dilúvio. Carregavam com eles vassouras, carrinhos, pás e cones usados para sinalizar o trânsito nos locais onde varrem.
- Não podem fazer isso, está errado. Pretendemos notificar e multar a empresa - afirmou o supervisor de operações do DMLU, Adelino Lopes Neto.

É o final dos tempos, com toda a certeza. Então o camarada recebe um salário - baixo, com toda a certeza, mas ainda assim um salário - para realizar a limpeza da cidade e, com preguiça de empurrar o carrinho cheio até um local apropriado para o descarte do lixo coletado, simplesmente atira a sujeira no arroio, sem o menor pudor, em plena luz do dia e com todo mundo passando. Claro que a empresa deve ser multada, e em um valor muito elevado. Essas licitações por menor preço - ou maior ‘faz me rir’, você sabe do quê eu estou falando - acabam nisso: contratados absolutamente relapsos, certos que receberão sua parte da bolsa da Víúva no final do mês, prestando um serviço de qualidade duvidosa. Sim, porque se o gari é culpado pelo ato, também a empresa, que deveria fiscalizar o trabalho de seus empregados e esmerar-se para que ele se desse da melhor maneira possível. Mas não, contrato com o erário não é para ser cumprido, apenas (bem) cobrado. Como diria aquele comentarista de telejornal, “isso é uma vergonha”!


Deu guru!

Quarta-feira, 16 / Julho / 2008

O leitor mais atento deve ter notado que, temporariamente, os quinze últimos posts aqui da casa saíram do ar. Por uma incompetência atroz deste que vos escreve, uma operação de importação do contiúdo (como diria o Briza) aqui do site para posterior importação lá no ‘Projeto Gente Grande’ acabou resultando nesta catástrofe. Para sorte, tinha feito backup dos posts até o do crocodilo assassino do Burundi, e pude recuperar os textos até essa data sem problemas. Como os meus textos posteriores, assim como os do Crânio, estavam salvos no Zoundry Raven, também deu para recuperar as postagens posteriores de nossa lavra - ainda que tenha me custado um deslocamento até a casa dele, onde não pude tomar nenhuma cervejinha, porque estava dirigindo, apesar de estarmos ambos em férias - e, pela graça de Deus, o Alemão não tinha escrito mais nada! Aliás, seu Felipe, traz o notebook no churras de amanhã para a gente instalar e configurar o Raven para o senhor. Muito melhor e mais prático que o Word, além de servir para essas eventualidades. Enfim, todos os textos foram recuperados, mas, infelizmente, os comentários se perderam. Desculpem a barbeiragem. Voltamos com nossa programação normal.


Por que continuar blogando.

Terça-feira, 15 / Julho / 2008

Dúvida atroz que tem me perseguido nos últimos dias. Não que eu tenha ficado abalado com a treta que tive com o Grande Abóbora a ponto de perder a convicção no que escrevo. Na verdade, só a aumentou, mas isso é outro assunto. O problema é que a assim chamada blogosfera brasileira dá sinais de uma podridão escandalosa e fico meio cabreiro de participar desse balaio de gatos. Já compreendi que não sou bem vindo, afinal de contas não provoco brigas desnecessárias, não me envolvo em polêmicas e nem critico gratuitamente quem pensa diferente de mim. Se você for verificar os comentários aos diversos posts aqui da casa, verá que eu tomo laço de todos os lados, principalmente dos outros dois acadêmicos. Mas essa é a própria essência do tal de blog, a controvérsia, a discussão sadia e educada sobre pontos controvertidos. Às vezes 'rola um clima', o sujeito fica indignado com o que leu e acaba transparecendo no debate uma certa irritação. Faz parte do jogo, toda interação humana eventualmente descamba para o desentendimento e a irritação. Fico me perguntando - e não respondendo, afinal não falo com qualquer um - se vale a pena continuar nesses termos, se para ter audiência o camarada precisa ser pedante, arrogante e mal-educado. Felizmente, tive uma epifânia que me fez concluir que sim, vale a pena. Em razão de dois momentos e situações distintas.

Em 24-04-08 saiu uma matéria muito bem escrita pelo Daniel Duende no site Global Voices Online, citando um texto aqui da casa, com todos os créditos e link para o site. Foi a primeira grande referência à ABRIC na web, e já estávamos há mais de ano na labuta. Como não ficamos pagando pau, pedindo link, fazendo cortesia com chapéu alheio, xingando leitor, enfim, como não estamos explorando o esquemão tradicional de 'inserção' na blogosfera, para nós foi uma vitória, um grande passo rumo ao nível de (aqui está certo, podem procurar) atenção atual, que nem sei se merecemos. Enfim, foi uma resposta legal ao nosso trabalho - trabalho não é bem o termo, mas vá lá - e fez muito bem para o ego. Desde então, a quantidade de posts subiu, assim como a qualidade. Eu até ando com vergonha de escrever, porque Alemão e Crânio estão se superando a cada dia.

O outro fato, bem menos agradável, veio em 28-06-08. Nem quero falar muito sobre o assunto, ficar aqui relembrando o irrelevante e explicando o óbvio é muito cansativo. De verdade. Resumindo, se o leitor não acompanhou a quizília, fui criticado, escarnecido e ofendido, chamado de comunista, bundão e debilóide. Tudo porque ousei discordar das eminências que fazem a tal blogosfera ou, como eles mesmos adoram dizer, 'fiz um mimimi'. Mantenho tudo o que disse, e acrescento que foi muito triste ver tudo aquilo acontecer, ficou tão evidente a vontade de criar polêmica à toa para se promover e ao mesmo tempo de reafirmar a visão tacanha de um grupo fechado hermeticamente e impenetrável para meros mortais como nós. Enfim, conseguir audiência à custa de baixaria, que é o que dá IBOPE. Por mais que digam o contrário, que são 'OS' inteligentes e que não querem gentalha no site deles, os caras perceberam que o povão gosta mesmo é de ser chutado, chamado de burro e ignorante, enquanto assiste alguém se digladiando a troco de quase nada.

Mas que diabos eu quero dizer com tudo isso? Simples, no mês de abril tivemos um incremento de 58% no número de visitações em relação a março, enquanto que em junho foi apenas de 17%. Ou seja, a matéria do Global Voices foi muito mais significativa para o nosso blog - aqui vale lembrar, não se tratam dos pára-quedistas que os blogueiros profissionais abominam, mas pessoas que continuaram retornando, porque a estatística permaneceu igual dali para frente - do que o barraco com um dos medalhões da blogosfera profissional. É bem verdade que o dia com maior visitação da ABRIC foi na segunda, 30-06-08, quando o post do Big Pumpkin foi lido por seus devotos, que saíram a tacar lenha na fogueira, dizendo que eu era um retardado por ter afirmado coisas que, na verdade, eu NUNCA escrevi. Mas esse é o 'efeito Contigo', a fofoca atrai um monte de gente, mas logo na próxima perde a graça. Enfim, concluí que é melhor seguir escrevendo sobre o que acredito, da forma que sempre fiz, que a coisa só tende a melhorar. Sigo blogando, portanto. Ainda mais que o 'Projeto Gente Grande' está em fase de finalização, e agora já não dá para voltar atrás.


Freio para a globalização (mas com ABS, para não derrapar)

Terça-feira, 15 / Julho / 2008

Devido as manifestações de meus nobres colegas bloguísticos ao post sobre o petróleo e a globalização, resolvi discorrer mais um pouco sobre o tema.

BigDog citou os problemas existentes em alguns países exportadores de petróleo, tais como miséria e má distribuição de renda. No entanto, estas mazelas já existiam aqui muito antes da nossa auto-suficiência em petróleo.

A indústria de extração de petróleo pode ser um multiplicador ou um concentrador de rendas. Os países árabes, devido a acordos comerciais e políticos com seus antigos aliados-donos-colonizadores, direcionaram-se ao modo concentrador de renda. Deixaram todo o trabalho de exploração, fornecimento de insumos (peças, engenharia) a cargo de empresas estrangeiras. E estas pagam royaltes ao governo. E só o governo e alguma meia dúzia de cinco funcionários árabes da linha de produção ganham algum (ou muito dinheiro).

Os países nórdicos (Noruega, Inglaterra) que possuem boas reservas de petróleo no mar, não tem o problema de concentração de renda. Pois a engenharia e todos os insumos (plataformas, maquinário, peças de reposição, mão-de-obra qualificada) são próprios. Eles não são bobos; por quê desperdiçar toda a riqueza do petróleo comprando o que precisa para extrais o petróleo?

O Brasil estava parado neste quesito. Ou remando para trás, pois a privatização da Petrobras era certa no tucanato. Felizmente o atual governo não privatizou e ainda revitalizou esta empresa. E só estamos batendo recordes de descobertas devido ao apoio à indústria naval (para construção de plataformas) e as indústrias de fornecimento de sistemas e engenharia (temos algumas empresas brasileiras líderes em tecnologia de equipamentos para extração de petróleo). Nosso modelo não é o concentrador, pelo menos no governo do "mutilado".

Quanto a energia em si, até que o Brasil possui um sistema bastante flexível. Sistemas hídricos, carvão, petróleo, biocombustíveis, gás. Mas todos eles serão insuficientes para atender o crescimento econômico dentro do modelo atual. E a fabricação de produtos tornar-se-á cada vez mais cara devido ao custo da energia. E também o transporte dos produtos irá encarecer (por isso a globalização está em xeque). Esta será a equação: manter o sistema atual com custos elevados, ou desmontá-lo (retornando ao de três décadas atrás) e preparar-se para os efeitos colaterais?

Mas uma notícia legal.

http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=57285

Isto corrobora com minhas idéias de descentralização. Talvez eu esteja com o foco certo.


Acho que ele também gosta de Fórmula 1!!!

Segunda-feira, 14 / Julho / 2008

E eu que tinha pensado em reduzir o tom das críticas em relação ao Felipe Massa….

Correr na chuva é difícil. Já corri de kart (aluguel, tranqueirinhas lentas e divertidas!) na chuva e, dado as dificuldades que enfrentei, tentei imaginar um Fórmula 1 na chuva… Se a 60km/h a visualização da pista e dos adversários era um mero exercício de imaginação, a 300km/h precisa-se ter uma imaginação assaz fértil, rápida, e de sorte! Mas não sou profissional do volante então, minhas críticas pouco importantes ao Felipe Massa.

Felipe Massa, após uma corrida cerebral e perfeita na França, mudou do vinho para a água e, em Silverstone, conseguiu brindar a todos os espectadores e torcedores da F1 com uma apresentação digna de principiante. A quantidade de erros, a própria falha em ajustar o carro não levando em consideração a possibilidade de chuva e a posição final de corrida, tendo levado 2 voltas de Lewis Hamilton demonstram que ainda há um bom caminho a trilhar para que Felipe Massa torne-se um piloto campeão sem contestações. A sorte dele é que existe um certo nivelamento de erros em seus mais próximos desafiantes, e isto lhe permite, após algumas bobagens no campeonato, ainda ser o líder.

Mas este campeonato está contando com a ajuda niveladora do Ilustríssimo Senhor São Pedro, popularmente conhecido como "gerenciador do tempo e clima". Em 9 etapas disputadas até agora, a chuva esteve presente em 3 delas, o que ajudou no comparecimento do Sr. Imprevisível de Almeida aos autódromos. E nesta corrida em Silverstone, o agraciado foi Rubens muito criticado Barrichello, que mantendo-se na pista e andando o mais rápido que o seu carro permitia, conseguiu chegar ao glorioso terceiro lugar.

E assim, na metade do campeonato, há 3 pilotos dividindo a liderança em pontos e bobagens. E mais 3 pilotos só espreitando e esperando para cometer menos bobagens que estes, nas próximas nove etapas. Um ótimo campeonato, muito disputado, tanto em pontos como em barbeiragens!


Freio para a globalização?

Segunda-feira, 14 / Julho / 2008

A atual escalada dos preços do barril de petróleo, além de servir de desculpa para a inflação mundial, poderá servir de teste para a globalização. E será muito interessante de assistirmos, de camarote, a busca por alternativas energéticas que possibilitem a manutenção do modelo econômico mundial.

A globalização pode ser comparada ao fim dos modelos escravocratas do século XIX e crescente industrialização da Europa. Naquela época, buscava-se novos mercados para desafogar a produção da incipiente indústria, e uma das formas encontradas para aumentar o contingente de consumidores foi com a abolição da escravatura em vários países. Com a liberdade (?) e o trabalho (mal) remunerado, mais pessoas poderiam decidir o que fazer com o seu dinheiro. Com um pouco de marketing, pode-se fazê-las consumir produtos industrializados. Com um pouco de esperteza e má fé, costurava-se apoios políticos para liberar portos apenas para produtos importados de um determinado país ou criar leis que proibissem a instalação de indústrias em outros países, favorecendo os pioneiros da revolução industrial.

E o que isto tem a ver com os dias atuais?

O Petróleo é (ou era) uma das formas de energia mais baratas e de fácil logística, permitindo a movimentação de cargas de forma fácil e rápida. Ou então fornecendo energia para indústrias, comércio e principalmente residências, que com disponibilidade de energia podiam adquirir um sem fim de ítens, úteis ou supérfluos, realimentando o sistema industrial. Não obstante a utilização energética, a partir de meados da década de 50, adquiriu maior importância como matéria-prima para os polímeros termoplásticos e termofixos.

E a globalização procurou encontrar novos mercados para novos ou velhos produtos. Quase no mesmo estilo do século XIX, as empresas mais arrojadas partiram em busca de acordos comerciais, mudanças políticas e econômicas, para que mais pessoas pudessem consumir, aumentando -óbvio- seus lucros. Para isto, energia nas residências, um pouco de dinheiro e muito de crédito para camadas mais pobres. E fabricação nos países mais baratos, não importando a distância do mercado consumidor. E paralelo a este movimento mundial (que não tem 20 anos), ocorreram as consolidações, reorganizações e fusões de grandes empresas. Com isto, poucos grupos mundiais passaram a deter fatias muito grandes de poder sobre matéria-prima, energia, logística, possibilitando pouca margem para negociação.

Resultado de tudo isto: 20 anos após os primeiros movimentos mais claros da globalização, conseguiu-se inserir quase uma Europa inteira no mercado de consumo. Porém com menos empresas fornecendo produtos e apenas um planeta fornecendo insumos! E o estouro seria inevitável.

O petróleo continuará subindo, até porque ainda existe um longo caminho até encontrar-se soluções práticas e econômicas para substituí-lo. Porém não sei se a globalização resistirá a preços acima de US$ 300,00 o barril de petróleo. Aí talvez valha a pena voltar aos parques industriais menores, para atender o consumo de determinada região apenas. Isto porém revitalizaria os sindicatos, o que não é bom para o capitalismo…

A história ficará muito legal a partir de agora!


As cinco mais. Mulheristicamente falando.

Segunda-feira, 14 / Julho / 2008

Todo relacionamento saudável deve se basear na idéia de que, não, não somos a última bolachinha do pacote, tem coisa melhor por aí, e não custa nada procurar. Pode parecer irreal, mas já presenciei diversos casos em que o camarada não larga tudo de mão por medo de não encontrar mais ninguém que o ature. E vice-versa, evidentemente. Existem, ainda, casos em que um dos parceiros imagina que o outro vai se deseperar, sofrer, cortar os pulsos com uma lixa de unha, mas menos de um mês depois da separação a pessoa já está todo(a) pimpão/pimpona, faceiro(a) como ganso novo em taipa de açude, se perguntando por que diabos ficou tanto tempo gramando naquela situação horrorosa. Enfim, é a vida.

Para evitar complicações, vamos deixar bem claro: por mais improvável que seja, sempre existe a possibilidade de aparecer coisa melhor. Não se iluda, isso é uma realidade. E um bom exercício para se preparar para esta realidade é elaborar a lista das pessoas em relação às quais não resta nem dúvida. Algo do tipo 'se fulana me der bola, sinto muito, mas o aviso prévio está automaticamente dado'. Nessa lista, vale sonhar, delirar, arrolar seres inatingíveis, enfim, traçar critérios. Tudo isso para dizer que minhas inquestionáveis - somente as vivas, evidentemente, porque a Audrey Hepburn, se fosse viva, não me daria a menor bola; morta, então… - são as seguintes:

Coisas de velho…


Só bebendo.

Segunda-feira, 14 / Julho / 2008

Não gosto muito de filmes de super-heróis, especialmente porque o roteiro é sempre uma variação sobre aquela manjada história do grande problema a ser resolvido, com um arquiinimigo que descobre a fraqueza do herói no meio do caminho e quase o tira completamente de ação, mas no final tudo dá certo, com todos vivendo felizes para sempre. Foi por isso que me interessei em assistir Hancock, um filme com uma proposta diferente: o herói em questão é um alcoólatra inveterado, que causas prejuízos incalculáveis para resolver as crises com criminosos, mais atrapalhando que ajudando. Por isso, é odiado por todos e perseguido pela justiça. Claro que no final iria rolar uma reabilitação, Hancock deixaria de ser um bebum gambá dependente químico - ou qualquer outro jargão "politicamente correto" que se aplique ao caso, não vou quebrar a cabeça com isso - mas este final açucarado certamente não retiraria a possibilidade de boas tiradas cômicas no decorrer do filme. Ao menos foi o que imaginei.

Ledo engano… O filme não consegue decolar nem para um lado, nem para o outro. Não chega a ser hilário, mas também não é uma história clássica de super-heróis, que certamente agradaria aos fãs do gênero. Quando você sai do cinema achando que poderia ter feito melhor, mesmo não sendo roteirista, mesmo sendo um camarada medianamente inteligente - ou, visto do outro ponto de vista, medianamente burro - é porque algo está definitivamente errado. Não sei se é influência da era politicamente correta em que vivemos, mas diversos ganchos são perdidos, possibilidades não são exploradas. O filme tinha tudo para ter tiradas de humor mais corrosivas, detonando situações incômodas do dia-a-dia moderno-corporativo-dinheirista, caprichando mais nas bobagens cometidas pelo protagonista sob o efeito do goró, enfim, não sendo tão policiado do ponto de vista da nova ordem moral reinante. Na verdade, a única piada realmente engraçada do filme é escatológica e gratuita, e faz o sujeito rir apenas para não perder o dinheiro do ingresso. Para não entregar o roteiro, direi apenas que é anatomicamente impossível de acontecer. Sobre a parte da reabilitação, então, não dá nem para falar. Totalmente dispensável.


Gustave, o crocodilo assassino do Burundi

Domingo, 6 / Julho / 2008

Um dia desses eu estava assistindo vídeos no YouTube, sem qualquer finalidade específica, só por curiosidade, até que me deparei com este:

Trata-se de uma filmagem independente (aparentemente), contando breve histórico de Gustave, um crocodilo-do-nilo que vive no Burundi, pequeno país da África central. Segundo consta, o réptil tem 6 metros de comprimento, mais de 900 kg e cerca de 60 anos de idade, tendo devorado mais de 300 seres humanos às margens do Rio Rusizi, que desemboca no famoso Lago Tanganica.

A enormidade do animal, classificado como o maior crocodilo já visto na África, deve-se ao seu gosto peculiar por carne humana, hábito que desenvolveu na época em que a ditadura militar do Burundi jogava os inimigos do regime no habitat de Gustave.

Evidentemente, a National Geographic já fez máterias sobre o “jacaré” em sua programação. Mas o mais incrível é que foi rodada uma produção bastante criticada sobre o crocodilo para o cinema, chamada “Primitivo”, no qual o réptil é superdimensionado e visto como um pesadelo. Não vi o filme, mas boa coisa não deve ser.

Para encerrar, comentando o vídeo que assisti, só posso dizer que o crocodilo realmente existe, não é um monstro de outro mundo, age instintivamente como os outros répteis e está fazendo o seu papel: se alguém se bobear e cair na sua área, ele devora.

Creio que não vai ser fácil conseguir capturar viva essa lagartixa!


Para o alto e avante!

Domingo, 6 / Julho / 2008

Inter 3 x 0 Coritiba

Super Alex. Ele foi o nome da partida, marcando os 3 gols e liderando o INTER em sua primeira vitória tranqüila no Brasileirão 2008, apenas na 9ª rodada. Porém, o aproveitamento do clube ainda é ruim no campeonato, havendo expectativa de crescimento.

Desde que Bustos e Orozco deixaram o time, a defesa do INTER melhorou substancialmente, deixando de tomar gols bobos e tendo desempenho seguro nas duas últimas partidas. Até Índio, que vinha tendo atuações comprometedoras, passou a jogar bem, graças à companhia de Sorondo, o xerife insubstituível da zaga Colorada. Eu já havia alertado sobre o fato de que Índio necessitava de um companheiro acima da média para voltar a render, pois Orozco afundava tudo como uma erosão descontrolada na área defensiva. Aliás, os colombianos devem ir embora de uma vez, para que seja possível a contratação de outros estrangeiros.

Em que pese a ausência de Magrão no jogo contra o Coxa, Maycon entrou bem. Taison, em seu 2º jogo, ainda vai dar muito o que falar. Incrível é ter de aceitar que a saída de Fernandão representa o crescimento técnico de Alex e de Nilmar no ataque, pois a forma de jogar é modificada. Alex já deu mostras durante o Gauchão, quando Fernandão não jogou alguns jogos, que poderia ditar outro ritmo para o time, assumindo o controle do meio-campo e, até mesmo, a artilharia da equipe, tal qual ocorreu hoje.

Ainda é cedo para tecer qualquer projeção, uma vez que o INTER ainda briga para escapar das últimas posições da tabela (12º colocado, 2 pontos acima da zona de rebaixamento). O campeonato será longo e dificílimo para o Colorado, principalmente nos jogos fora do Beira-Rio. Sem pontuar fora, não há evolução. Bolívar vai trazer grande segurança à defesa e outras contratações deverão ser feitas, além da inclusão de novos valores vindos da base, como Guto, Tales e Sandro.

É o fim de um ciclo e o início de outro. Tite começa sem alarde, mas com resultados, para frente.


Eu mereço!

Sábado, 5 / Julho / 2008

Recebi a seguinte mensagem de e-mail:

Sabe tem cantores ou grupos de musicas que marcam nossa vida, e sabemos que tudo pode acontecer quando acreditamos, a nossa vontade trazer o A-ha para o Brasil novamente, como poderiamos trazer o Queem sem o Fredy Mercury o Roling Stones, os restantes dos beatlhes entre outros,
O A-ha marcou nossa vida e gostariamos bastante que eles voltassem e queriamos sua ajuada divulgando e prospectando sua volta para amigos, pois me separei da minha futura esposa em 1994 e voltei com meu amor em 2006, sempre amando e lembrando da maior banda de musica lenta.
Comecamos a namorar em 1991 fomos ao show deles e queremos de volta no Brasil, pois minha Mae adora eles, ajude-nos a traje-los novamente em Sao Paulo em [editado para evitar qualquer colaboração] se quizer se comunicar mande e-mail para [editado para evitar qualquer colaboração]
Beijos Fabio. Os acentos nao foram computados

A cada dia eu detesto mais o spam. Qual a chance de alguém conseguir alguma coisa desse modo, enviando uma mensagem mal escrita, feita basicamente de idéias soltas e desconexas, errando crassamente o nome de artistas - tá se fosse para escrever ‘Lynyrd Skynyrd’ eu até entenderia, mas BEATLES o sujeito não pode errar - enfim, enchendo caixas postais de lixo. E ainda mais para pedir ajuda para que seja realizado um show do A-Ha!!! Claro que não há como selecionar, no meio do pacotão de e-mails válidos que se adquire de algum picareta virtual - ops, desculpe, agregador de mala direta - para quem enviar a mensagem, mas um pouquinho de bom senso poderia ajudar. Algo do tipo “se você é fã do A-ha e gostaria de trazê-los de volta ao Brasil, clique no link abaixo e participe da campanha”, deixando para que o destinatário escolha se vai ou não saber as condições necessárias para que ocorra o evento proposto, e isentando os demais do sofrimento. Se o sujeito não souber nem criar e hospedar um site básico para arregimentar pessoas, ainda assim existem serviços on-line para esse tipo de tarefa. Eu, só de raiva, estou fazendo o seguinte:

A-Ha na Casa do Caralho!!!

Pronto, ajudei a mandar o A-Ha para algum lugar.


A praga do Power Point

Sexta-Feira, 4 / Julho / 2008

Acabei de travar uma batalha com um cavalo de tróia sacana que queria arregimentar meus dados pessoais para enviar a algum endereço de mail, de onde certamente seriam utilizados para me lesar em algum aspecto, quase que certamente no financeiro. A origem? Um arquivinho *.ppt que veio anexado em um e-mail recebido. Não vou dizer quem foi o remetente da mensagem, mas posso assegurar que eu não abro essas coisas, em hipótese nenhuma. Não adianta enviar *.ppt ou *.pps para mim, com pensamentos profundos e edificantes de algum obscuro filósofo tibetano, ou sobre o valor da amizade, yada-yada-yada, que eu não tomarei conhecimento do conteúdo. Vai tudo direto para o lixo. O problema é que esse sacana se auto-executou com a simples abertura da mensagem, rodando suas rotinas sem vergonhas para amealhar informações confidenciais de pobres incautos. É por essas e por outras que eu renovo minha assinatura eletrônica no banco a cada utilização e formato completamente o HD do computador com alguma freqüência. Claro que não adianta, já dei uma de usuário “dois-dentes” e caí num golpe desses, mas, pelo meu perfil, o banco acreditou imediatamente na minha versão - sim, tem esperto que tenta dar calote simulando crimes eletrônicos - e repôs o dinheiro.

O que me leva a pensar, seriamente, é sobre a utilidade do PowerPoint. Sério, todas as vezes que fui submetido ao conteúdo gerado por esse programa, das duas uma: ou uma sensação de sono profundo ou uma desconfortável descrença na raça humana. Quando utilizado para fins profissionais, o software tem se revelado, salvo raríssimas exceções, a pior muleta para gente sem nada a dizer. Se o camarada precisa utilizar “recursos visuais” para explicar o seu ponto de vista, ou para passar algum ensinamento, certamente não vai ser a projeção de uma telinha colorida, com tópicos soltos e desconexos, muitos sobre os quais o sujeito não tem absolutamente nada a acrescentar, que vai resolver o problema. Quando aplicado para fins ’sociais’, então, o programa é o próprio quadro da dor sem moldura. Juntar um monte de imagens fofas com uma música melada ao fundo, passando mensagens de caderno da Hello Kitty, deveria ser proibido por lei. Ou então gerar o banimento permanente do usuário do meio virtual. Algo assim: o sujeito houve a campainha, vai atender, e é uma agência especializada em coibir o uso do PowerPoint. “O senhor enviou o arquivo ‘miguxo.ppt’ para todos os contatos de sua lista e, infelizmente, algumas delas prestaram queixas. Vamos apreender seu computador, cortar sua linha telefônica, suspender sua assinatura de TV a cabo e trancá-lo no banheiro por duas horas, para que o senhor reflita melhor antes de fazer outra bobagem destas”. Eu seria o primeiro a ligar para o “denuncie PowerPoint” quando criassem o serviço.


Tudo como dantes no quartel d’Abrantes

Quinta-feira, 3 / Julho / 2008

O Fluminense tentou ser grande, mas fracassou.

Depois de ser rebaixado para a Segundona duas vezes na década de 90 (1996 e 1997), tendo caído para o inferno da Terceirona em 1998, o Fluminense conseguiu se reerguer aos poucos e conquistou a Copa do Brasil de 2007. Vaga na Libertadores garantida, planejou o ano de 2008 com grande aporte de capital (leia-se UNIMED), fez investimentos e contratações, dando amplas condições para entrar no páreo pela disputa do cobiçado caneco da Libertadores da América.

No entanto, em pleno Maracanã, com apoio quase total do público presente, o tricolor do Rio não conseguiu controlar os nervos e perdeu o título para a LDU Quito (EQU) em dois grandes jogos, ao cabo dos quais foram marcados 10 gols, havendo a necessidade da decisão da Libertadores ir para os pênaltis. Aí, tudo foi por águas abaixo para os comandados de Renato Gaúcho, os quais perderam 3 cobranças e deram aos equatorianos o 1º título na história do futebol do país andino.

Não costumo torcer para clubes brasileiros na Libertadores, exceto quando jogam contra o nosso vizinho petulante (GFBPA), podendo classificar a derrota do Fluminense como boa para os meus interesses, pois posso afirmar, com orgulho, que o INTER continua sendo o último clube brasileiro Campeão da América e do Mundo.

Aparentemente, o Fluminense tinha mais condições de ser campeão, mas tenho certeza que houve falha no planejamento para a final, “racha” no grupo ou “oba-oba” típico brasileiro, o que só comprova que não existe facilidade, tampouco acaso no mundo da bola. O goleiro Cevallos, da LDU, provou que no futebol, acima de tudo, deve prevalecer a vontade de vencer, com alma.