Arquivo da categoria ‘Tosco Futebol Clube’

No dia 06/12/2013, a FIFA promoveu o sorteio das chaves da Copa do Mundo de 2014 com muita polêmica nos bastidores, além de ter de enfrentar uma crise institucional brasileira que vem dificultando os preparativos para o evento. Mas política não é o objetivo deste post.

O que interessa é o resultado do sorteio envolvendo 24 seleções que estavam presentes na Copa de 2010, além de outras 8 equipes que retornaram à disputa. Analisaremos as seleções participantes e os grupos formados para o tão aguardado Mundial tupiniquim. Sempre é bom lembrar que ainda faltam 6 meses e muita coisa pode mudar até a bola rolar.

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Grupo A — BRASIL – CROÁCIA – MÉXICO – CAMARÕES

BRASIL: A Seleção Canarinho entra como favorita indiscutível na Copa do Mundo que será jogada em seu quintal. A conquista da Copa das Confederações 2013 acabou por credenciá-la após um período de trevas e desconfiança geral. A marcação começa pelos atacantes, de forma incessante. Falta a confirmação de um atacante e conseguir dominar a pressão gerada pelo favoritismo.

Objetivo — Título. Eliminação é tragédia. Não existirá participação honrosa sem o Hexa.

Números — 19 Copas — 97 jogos – 67 vitórias / 15 empates / 15 derrotas.

Histórico — Campeão (1958, 1962, 1970, 1994, 2002), vice (1950, 1998), 3º lugar (1938, 1978), 4º lugar (1974), 4ªs-de-final (1954, 1982, 1986, 2006, 2010), 8ªs-de-final (1990), eliminado na 1ª Fase (1930, 1934, 1966).

Destaques — Neymar, Thiago Silva e Oscar.

CROÁCIA: A Vatreni conseguiu sua classificação apenas na repescagem contra a emergente Islândia. A qualidade do time croata está bem abaixo daquele que chegou às semifinais da Copa de 1998 e não parece intimidar os adversários. A aposta será na organização defensiva e nos rompantes de alguns atletas tecnicamente acima da média. Não deve ir muito além das 8ªs.

Objetivo — Passar da 1ª Fase. Já seria lucro, ainda mais enfrentando Espanha ou Holanda na fase seguinte.

Números — 3 Copas — 13 jogos – 6 vitórias / 2 empates / 5 derrotas.

Histórico — 3º lugar (1998), eliminada na 1ª Fase (2002, 2006).

Destaques — Modric, Mandzukic e Srna.

MÉXICO: El Tri teve uma trajetória extremamente acidentada até obter a classificação para o Mundial. Para a repescagem contra a Nova Zelândia, somente jogadores de clubes mexicanos foram chamados e isso bastou. Não se sabe qual será a formação titular, mas será favorita para conquistar a 2ª colocação da chave, pois os mexicanos vêm superando a 1ª Fase desde 1994.

Objetivo — Atingir as 4ªs-de-final. Condição que os aztecas só conseguiram quando sediaram a Copa.

Números — 14 Copas — 49 jogos – 12 vitórias / 13 empates / 24 derrotas.

Histórico — 4ªs-de-final (1970, 1986), 8ªs-de-final (1994, 1998, 2002, 2006, 2010), eliminado na 1ª Fase (1930, 1950, 1954, 1958, 1962, 1966, 1978).

Destaques — Oribe Peralta, Guardado e Javier Hernández.

CAMARÕES: Nem sempre os Leões Indomáveis são ferozes, apesar da tradição de estarem disputando seu 7º Mundial. Mesmo com uma classificação esperada, dentro da África existem seleções melhores que eles. Há claras melhoras no sistema defensivo e no meio-campo camaronês, mas que são insuficientes para fazê-los seguir adiante. Será zebra se avançar.

Objetivo — Passar da 1ª Fase. Seria ótimo para uma seleção que já teve glórias e que agora vive de lembranças.

Números — 6 Copas — 20 jogos – 4 vitórias / 7 empates / 9 derrotas.

Histórico — 4ªs-de-final (1990), eliminado na 1ª Fase (1982, 1994, 1998, 2002, 2010)

Destaques — Eto’o, Makoun e Webó.

Grau de dificuldade da chave: MÉDIO — Um favorito absoluto (Brasil) contra seleções de nível intermediário, sendo que o México pode ser considerado, pelo aspecto histórico, o mais cotado à classificação. Entretanto, não haverá jogos fáceis para ninguém.

Prognóstico — 1º Brasil, 2º México, 3º Croácia, 4º Camarões.

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Grupo B — ESPANHA – HOLANDA – CHILE – AUSTRÁLIA

ESPANHA: A Furia manteve seu time praticamente intocável, com o mesmo sistema de jogo herdado do Barcelona. Grandes nomes em todos os setores do time fazem com que os espanhóis sejam favoritos ao bicampeonato mundial. No entanto, a goleada sofrida na final da Copa das Confederações provou ao mundo que não existem times imbatíveis. E os ibéricos sabem disso.

Objetivo — Título. Mas o caminho espanhol poderá ser tortuoso e, quem sabe, muito curto. Já estão preparando desculpas para eventual derrota.

Números — 13 Copas — 56 jogos – 28 vitórias / 12 empates / 16 derrotas.

Histórico — Campeã (2010), 4º lugar (1950), 4ªs-de-final (1934, 1982, 1986, 1994, 2002), 8ªs-de-final (1990, 2006), eliminada na 1ª Fase (1962, 1966, 1978, 1998).

Destaques — Xavi, Iniesta e Casillas.

HOLANDA: Sempre é difícil derrotar a Laranja Mecânica. Nos últimos anos, vem sendo invencível nas eliminatórias que disputou para a Copa e para a Euro. Mas nem sempre se dá bem quando precisa assumir o protagonismo. A equipe é bem disposta taticamente e novos nomes vem surgindo para substituir os veteranos. Agradam pela forma aguda de atacar, mas a defesa vaza.

Objetivo — Semifinais. Um novo vice-campeonato não seria nada ruim, mas existem limites pelo caminho batavo.

Números — 9 Copas — 43 jogos – 22 vitórias / 10 empates / 11 derrotas.

Histórico — Vice (1974, 1978, 2010), 4º lugar (1998), 4ªs-de-final (1994), 8ªs-de-final (1990, 2006), eliminada na 1ª Fase (1934, 1938).

Destaques — Van Persie, Robben e Stekelenburg.

CHILE: Talvez La Roja esteja em sua melhor fase nos últimos 50 anos, mas levou um baque ao ter o azar de cair em uma chave indigesta, com os finalistas da Copa de 2010. Não se pode duvidar da capacidade chilena, mesmo que o retrospecto não recomende a aposta. Assim, vão precisar de uma conjunção de fatores para saírem classificados e ainda evitar o pior na fase seguinte.

Objetivo — Passar da 1ª Fase. A campanha chilena pode ser encerrada ainda no início. Se sobreviverem, poderão ter o Brasil. Já estariam no lucro.

Números — 8 Copas — 29 jogos – 9 vitórias / 6 empates / 14 derrotas.

Histórico — 3º lugar (1962), 8ªs-de-final (1998, 2010), eliminado na 1ª Fase (1930, 1950, 1966, 1974, 1982).

Destaques — Alexis Sánchez, Arturo Vidal e Matías Fernández.

AUSTRÁLIA: Os Socceroos já viveram fases melhores, entre 2002 e 2010. Hoje, com um time que não evoluiu tanto quanto os japoneses, os australianos sequer imaginam passar de fase, principalmente depois das goleadas acachapantes sofridas em amistosos neste ano. Perder com dignidade parece ser o único consolo, além de investir na experiência de seus jovens para 2018.

Objetivo — Não fazer fiasco. Se conseguirem derrotas com pouca diferença de gols e um empate, o dever estará cumprido.

Números — 3 Copas — 10 jogos – 2 vitórias / 3 empates / 5 derrotas.

Histórico — 8ªs-de-final (2006), eliminada na 1ª Fase (1974, 2010).

Destaques — Tim Cahill, Bresciano e Joshua Kennedy.

Grau de dificuldade da chave: DIFÍCIL — Os dois finalistas de 2010 se enfrentam logo de cara, mas o Chile pode beliscar uma classificação se conseguir se impor contra os favoritos. A situação só não é pior porque a Austrália não vem em boa fase. Espanha ou Holanda podem pegar o Brasil cedo.

Prognóstico — 1º Espanha, 2º Holanda, 3º Chile, 4º Austrália.

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Grupo C — COLÔMBIA – GRÉCIA – COSTA DO MARFIM – JAPÃO

COLÔMBIA: Os Cafeteros ressuscitam depois de uma ausência de 3 Copas seguidas. A atual geração é excepcional, sendo que o time tem bons valores em todos os setores. Os resultados levaram os colombianos à condição de cabeça de chave, mesmo com um retrospecto nada grandioso. Chegam para ser protagonistas. Se repetirem 1994/1998, será choro e ranger de dentes.

Objetivo — Atingir as 4ªs-de-final. Uma boa seleção que pode ser premiada com um avanço inédito. Mas o cruzamento na fase seguinte pode impedir isso.

Números — 4 Copas — 13 jogos – 3 vitórias / 2 empates / 8 derrotas.

Histórico — 8ªs-de-final (1990), eliminada na 1ª Fase (1962, 1994, 1998).

Destaques — Falcao García, Guarín e James Rodríguez.

GRÉCIA: O Navio Pirata partiu para mais uma jornada rumo ao desconhecido. A classificação para a Copa foi merecida e os gregos nunca são favoritos, mesmo tendo conquistado a Euro em 2004. Não há chances de repetirem tal odisseia em 2014, sendo suficiente uma classificação à fase das 8ªs. A chave está aberta e a sorte está lançada. Poucos sabem o que será dos helênicos.

Objetivo — Passar da 1ª Fase. Em uma chave com forças medianas, as chances helênicas aumentam.

Números — 2 Copas — 6 jogos – 1 vitória / 0 empates / 5 derrotas.

Histórico — eliminada na 1ª Fase (1994, 2010).

Destaques — Mitroglou, Karagounis e Torosidis.

COSTA DO MARFIM: Os Elefantes tem jogadores incrivelmente habilidosos, mas falta espírito de equipe. São muitos líderes veteranos no vestiário e os egos podem atrapalhar na busca por objetivos. A classificação à Copa não foi tão fácil, mas a chave sorteada foi ótima. Agora, os africanos terão de provar que não são apenas talentos individuais, mas sim um time.

Objetivo — Passar da 1ª Fase. Depois de dois mundiais batendo na trave, os marfinenses poderão, enfim, ir além do óbvio.

Números — 2 Copas — 6 jogos – 2 vitórias / 1 empate / 3 derrotas.

Histórico — eliminada na 1ª Fase (2006, 2010).

Destaques — Drogba, Gervinho e Yaya Touré.

JAPÃO: Para quem acompanhou a trajetória dos Samurais Azuis ao longo dos últimos 20 anos fica perceptível a evolução de seu futebol. Os japoneses são capazes de enfrentar qualquer rival em igualdade, mas ainda falta um pouco de malandragem. Mesmo assim, tem um ótimo sistema ofensivo e são candidatos a avançar adiante na competição, dificultando a vida dos favoritos.

Objetivo — Atingir as 4ªs-de-final. Os nipônicos vão tentando, se aperfeiçoando e, quem sabe, chegando aonde ninguém esperava.

Números — 4 Copas — 14 jogos – 4 vitórias / 3 empates / 7 derrotas.

Histórico — 8ªs-de-final (2002, 2010), eliminado na 1ª Fase (1998, 2006).

Destaques — Kagawa, Keisuke Honda e Endo.

Grau de dificuldade da chave: FÁCIL — Quem tem mais bala na agulha nesse grupo? Talvez a Colômbia e o Japão se sobressaiam nos confrontos, mas há um equilíbrio evidente de forças sem que exista um grande favorito ou uma “galinha morta”. Quem fizer 4 pontos sobrevive.

Prognóstico — 1º Colômbia, 2º Japão, 3º Costa do Marfim, 4º Grécia.

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Grupo D — URUGUAI – COSTA RICA – INGLATERRA – ITÁLIA

URUGUAI: É incrível o potencial desse país de apenas 3,5 milhões de habitantes. A Celeste não se intimida e vai enfrentar adversários dificílimos logo de cara, o que não chega a ser problema para os charruas. A questão é saber se o time já veterano suportará o ritmo de jogo e o fator climático. Se bem preparados, podem ir longe a ponto de causar danos irreparáveis às potências europeias.

Objetivo — Semifinais. A lembrança de um novo Maracanazo empolga os uruguaios. Será que conseguem ir tão longe?

Números — 11 Copas — 47 jogos – 18 vitórias / 12 empates / 17 derrotas.

Histórico — Campeão (1930, 1950), 4º lugar (1954, 1970, 2010), 4ªs-de-final (1966), 8ªs-de-final (1986, 1990), eliminado na 1ª Fase (1962, 1974, 2002).

Destaques — Luis Suárez, Cavani e Lugano.

COSTA RICA: Los Ticos tiveram um azar danado e terão de lutar contra três campeões mundiais. Os costarriquenhos tem um bom time, que passou com folga pelas eliminatórias. Mas não devem sobreviver ao grupo fatídico. A única certeza é a de que poderão sentir como está o nível de seu futebol jogando contra gigantes e, quiçá, beliscar um ponto aqui e outro lá.

Objetivo — Não fazer fiasco. Os enfrentamentos não permitem aos centro-americanos nada além de sonhar. Se empatarem um jogo, será zebra.

Números — 3 Copas — 10 jogos – 3 vitórias / 1 empate / 6 derrotas.

Histórico — 8ªs-de-final (1990), eliminada na 1ª Fase (2002, 2006).

Destaques — Joel Campbell, Celso Borges e Bryan Ruiz.

INGLATERRA: A empáfia e a soberba dos ingleses poderão ser determinantes para sua eliminação logo na fase inicial. Mesmo com uma classificação tranquila para o Brasil, o English Team não é tudo isso que andam pintando na Terra da Rainha. Não bastasse as dificuldades que têm quando jogam contra seleções médias, agora terão duas potências loucas para tirá-los da Copa.

Objetivo — Semifinais. E olhe lá! Isso porque tem tradição, mas até para passar da 1ª Fase será complicado.

Números — 13 Copas — 59 jogos – 26 vitórias / 19 empates / 14 derrotas.

Histórico — Campeã (1966), 4º lugar (1990), 4ªs-de-final (1954, 1962, 1970, 1982, 1986, 2002, 2006), 8ªs-de-final (1998, 2010), eliminada na 1ª Fase (1950, 1958).

Destaques — Rooney, Gerrard e Milner.

ITÁLIA: A Squadra Azzurra chega com um sistema de jogo ofensivo e com algum toque de bola, algo impensável para uma seleção que praticava o ferrolho (Catenaccio) até poucos anos. É favorita e os adversários sabem disso. O problema é que os italianos tomaram gosto pelo ataque e se desguarnecem defensivamente, o que resulta em jogos com muitos gols. Bom para quem assiste!

Objetivo — Título. Os italianos pensam grande e isso sempre funciona nas adversidades. Podem ser Penta.

Números — 17 Copas — 80 jogos – 44 vitórias / 21 empates / 15 derrotas.

Histórico — Campeã (1934, 1938, 1982, 2006), vice (1970, 1994), 3º lugar (1990), 4º lugar (1978), 4ªs-de-final (1998), 8ªs-de-final (1986, 2002), eliminada na 1ª Fase (1950, 1954, 1962, 1966, 1974, 2010).

Destaques — Pirlo, Balotelli e Buffon.

Grau de dificuldade da chave: DIFÍCIL — O “grupo da morte” com três campeões mundiais determina a classificação para aqueles que tiverem margem de erro mínima. Os ingleses podem sobrar, pois sua fase não recomenda. P. S.: “Pobre” Costa Rica!

Prognóstico — 1º Itália, 2º Uruguai, 3º Inglaterra, 4º Costa Rica.

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GRUPO E — SUÍÇA – EQUADOR – FRANÇA – HONDURAS

SUÍÇA: A Schweizer Nati é um caso para estudo técnico. O time nem é tão bom assim, passou por eliminatórias fáceis sem problemas, venceu amistosos contra potências e virou cabeça de chave. Porém, os helvéticos não convencem e tampouco preocupam seus adversários. Não é de se duvidar que caiam eliminados logo de cara, afligidos pelo clima tropical e por suas fragilidades técnicas.

Objetivo — Atingir as 4ªs-de-final. A ideia dos suíços é ficar em 1º no grupo e evitar um aguardado confronto com a Argentina.

Números — 9 Copas — 29 jogos – 9 vitórias / 6 empates / 14 derrotas.

Histórico — 4ªs-de-final (1934, 1938, 1954), 8ªs-de-final (1994, 2006), eliminada na 1ª Fase (1950, 1962, 1966, 2010).

Destaques — Shaqiri, Inler e Lichtsteiner.

EQUADOR: La Tri teve mais sorte do que os chilenos e caíram em uma chave viável. Após classificar sem vencer fora de casa nas eliminatórias, terá de jogar sem o benefício da altitude. O time não é ruim e pode fazer frente a grandes adversários. Pesam a falta de experiência em disputas de alto nível e a falta de bons nomes em algumas posições do time.

Objetivo — Passar da 1ª Fase. Já seria o suficiente para agradar aos andinos. Indo além é zebra!

Números — 2 Copas — 7 jogos – 3 vitórias / 0 empates / 4 derrotas.

Histórico — 8ªs-de-final (2006), eliminado na 1ª Fase (2002).

Destaques — Caicedo, Antonio Valencia e Walter Ayoví.

FRANÇA: Quando todos imaginam que eles estão mortos, Les Bleus ressurgem das próprias cinzas. A classificação à Copa foi sofrida e agora os franceses querem colocar o vagão nos trilhos. Eles têm uma história vitoriosa e jogadores acima da média em todos os setores da equipe. Não se duvida que possam alcançar as finais. A fênix gaulesa vai agir como um predador.

Objetivo — Semifinais. A tendência é essa. Mas os franceses sempre surpreendem, de forma positiva ou negativa. Aguardemos.

Números — 13 Copas — 54 jogos – 25 vitórias / 11 empates / 18 derrotas.

Histórico — Campeã (1998), vice (2006), 3º lugar (1958, 1986), 4º lugar (1982), 4ªs-de-final (1938), eliminada na 1ª Fase (1930, 1934, 1954, 1966, 1978, 2002, 2010).

Destaques — Ribéry, Benzema e Abidal.

HONDURAS: O crescimento dos Catrachos nos últimos anos foi visível. Mas o time ainda tem carências táticas e técnicas que impedem grandes ambições. Além disso, a seleção hondurenha tem fama de violenta e de retranqueira, o que não convém para uma Copa do Mundo. Alguns bons nomes que jogam na Europa despontam e podem servir para um futuro próximo.

Objetivo — Não fazer fiasco. Vencer uma partida pela 1ª vez será o máximo para os hondurenhos. É segurar atrás e só sair na boa.

Números — 2 Copas — 6 jogos – 0 vitórias / 3 empates / 3 derrotas.

Histórico — eliminada na 1ª Fase (1982, 2010).

Destaques — Bengtson, Roger Espinoza e Maynor Figueroa.

Grau de dificuldade da chave: MÉDIO — Nenhuma das seleções desse grupo pode ser considerada favorita ao título. A França teve sorte e a Suíça não é digna de ser cabeça de chave. O Equador pode se beneficiar do clima e aprontar uma surpresa. Quantos cartões amarelos Honduras levará?

Prognóstico — 1º França, 2º Equador, 3º Suíça, 4º Honduras.

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GRUPO F — ARGENTINA – BÓSNIA E HERZEGOVINA – IRÃ – NIGÉRIA

ARGENTINA: A Albiceleste vem com o melhor do mundo ainda virgem de boas atuações em uma Copa. A ambição é ser campeão na casa do vizinho e maior rival. Os hermanos tem excelentes jogadores no meio-campo e ataque, mas o mesmo não pode ser dito nas posições defensivas. Vão precisar equilibrar a equipe para almejar o título, o qual está mais próximo do que nunca.

Objetivo — Título. O chaveamento e o fator sorte permitem aos argentinos chegar à final sem cruzar com adversários mortais.

Números — 15 Copas — 70 jogos – 37 vitórias / 13 empates / 20 derrotas.

Histórico — Campeã (1978, 1986), vice (1930, 1990), 4ªs-de-final (1966, 1974, 1982, 1998, 2006, 2010), 8ªs-de-final (1994), eliminada na 1ª Fase (1934, 1958, 1962, 2002).

Destaques — Messi, Di María e Agüero.

BÓSNIA E HERZEGOVINA: Os Dragões vão fazer sua merecida estreia no maior palco do futebol mundial, depois de superar uma guerra civil sangrenta e diversos obstáculos esportivos. Bateram na trave em outros momentos, mas agora tiveram competência e uma dose de sorte para cair em uma chave com apenas um favorito. Devem classificar à fase seguinte se suas estrelas corresponderem.

Objetivo — Passar da 1ª Fase. Para isso os bósnios não precisarão realizar façanhas. Basta jogar o que sabem.

Números — 0 Copas — 0 jogos – 0 vitórias / 0 empates / 0 derrotas.

Histórico — estreante.

Destaques — Dzeko, Misimovic e Pjanic.

IRÃ: Os Persas vêm à Copa com um misto de sorte e competência, tirando do caminho o Uzbequistão, rival asiático favorito à vaga e melhor tecnicamente. Agora, a realidade é outra e os devotos de Maomé terão de assumir riscos para vencer uma partida e poder sonhar com uma inesperada classificação de fase. Mesmo contra dois adversários médios, não devem ter êxito.

Objetivo — Não fazer fiasco. Mesmo caindo em um grupo fácil, a vida dos iranianos será dura. Marcar gols é o desafio.

Números — 3 Copas — 9 jogos – 1 vitória / 2 empates / 6 derrotas.

Histórico — eliminado na 1ª Fase (1978, 1998, 2006).

Destaques — Shojaei, Nekounam e Ghoochannejhad.

NIGÉRIA: Foi fácil a classificação das Super Eagles para o Brasil. Os campeões africanos em 2013 já sentiram o “gostinho” do Mundial ao disputarem a Copa das Confederações. Mas vão precisar melhorar, e muito, para avançar. Os nigerianos defendem mal e parecem lentos e displicentes em alguns momentos, o que pode custar caro. Caso sigam adiante, a eliminação é iminente.

Objetivo — Passar da 1ª Fase. Mesmo com o pensamento indo além, a realidade dos africanos é partir cedo da Copa.

Números — 4 Copas — 14 jogos – 4 vitórias / 2 empates / 8 derrotas.

Histórico — 8ªs-de-final (1994, 1998), eliminada na 1ª Fase (2002, 2010).

Destaques — Obi Mikel, Emenike e Victor Moses.

Grau de dificuldade da chave: FÁCIL — É a Argentina e mais ninguém nessa chave muito fraca. O Irã não vencerá nenhuma partida. Fica a briga pela classificação em 2º lugar entre nigerianos e bósnios. O fator climático deve pesar à favor dos africanos se sua defesa for consistente.

Prognóstico — 1º Argentina, 2º Nigéria, 3º Bósnia e Herzegovina, 4º Irã.

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GRUPO G — ALEMANHA – PORTUGAL – GANA – ESTADOS UNIDOS

ALEMANHA: Atualmente, a Mannschaft é considerada a melhor seleção do mundo. O time mescla jogadores dos dois melhores clubes alemães do momento e representa a essência do futebol contemporâneo. Porém, a sorte parece não acompanhar os tedescos. A chave é duríssima e o caminho até a final é cheio de armadilhas. Mas quem duvida que eles não possam levantar a taça?

Objetivo — Título. Ser tetracampeã mundial é o objetivo perseguido há mais de 20 anos pelos germânicos.

Números — 17 Copas — 99 jogos – 60 vitórias / 19 empates / 20 derrotas.

Histórico — Campeã (1954, 1974, 1990), vice (1966, 1982, 1986, 2002), 3º lugar (1934, 1970, 2006, 2010), 4º lugar (1958), 4ªs-de-final (1962, 1978, 1994, 1998), eliminada na 1ª Fase (1938).

Destaques — Özil, Götze e Thomas Müller.

PORTUGAL: A Seleção das Quinas tem um dos melhores jogadores da atualidade, mas uma equipe que não corresponde na hora “H”. A classificação à Copa foi merecida, mas sofrida. Os lusos tiveram um destino aziago ao terem de estrear contra a Alemanha e vão precisar de bom futebol para sobreviver nesta chave perigosa. A tendência é seguir adiante e encarar cada jogo como uma final.

Objetivo — Semifinais. Porém, os portugueses podem cair bem antes se confrontados contra favoritos ao título.

Números — 5 Copas — 23 jogos – 12 vitórias / 3 empates / 8 derrotas.

Histórico — 3º lugar (1966), 4º lugar (2006), 8ªs-de-final (2010), eliminado na 1ª Fase (1986, 2002).

Destaques — Cristiano Ronaldo, João Moutinho e Bruno Alves.

GANA: Mesmo sendo a melhor seleção africana desde 2006, os Estrelas Negras foram contemplados com rivais indigestos e vão ter de suar muito para seguir em frente no Mundial. O ponto positivo é a união dos jogadores em torno do objetivo. O lado ruim é a defesa, que não é tão consistente quanto o restante do time. Se passarem de fase, podem repetir o resultado de 2010.

Objetivo — Atingir as 4ªs-de-final. Já será difícil a classificação para a fase seguinte. Mas quem acredita sempre alcança.

Números — 2 Copas — 9 jogos – 4 vitórias / 2 empates / 3 derrotas.

Histórico — 4ªs-de-final (2010), 8ªs-de-final (2006).

Destaques — Asamoah Gyan, Essien e Muntari.

ESTADOS UNIDOS: Há tempo os Yanks são considerados os melhores da CONCACAF, superando os vizinhos mexicanos. Classificaram-se facilmente para a Copa e agora precisam provar que não são somente uma potência olímpica. Os americanos tem uma boa equipe, que se recusa a perder. Suas chances de seguir adiante ficaram reduzidas pelo funesto sorteio, mas eles confiam.

Objetivo — Passar da 1ª Fase. A realidade seria outra se os norte-americanos não tivessem o azar de cair nesse grupo.

Números — 9 Copas — 29 jogos – 7 vitórias / 5 empates / 17 derrotas.

Histórico — 3º lugar (1930), 4ªs-de-final (2002), 8ªs-de-final (1994, 2010), eliminado na 1ª Fase (1934, 1950, 1990, 1998, 2006).

Destaques — Donovan, Dempsey e Michael Bradley.

Grau de dificuldade da chave: DIFÍCIL — Alemanha favoritíssima e Portugal buscando a classificação dentro de um grupo bem encardido, sendo um sorteio injusto para norte-americanos e ganeses. Todos os integrantes passaram de fase na Copa de 2010, mas agora dois ficarão de fora.

Prognóstico — 1º Alemanha, 2º Portugal, 3º Estados Unidos, 4º Gana.

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GRUPO H — BÉLGICA – ARGÉLIA – RÚSSIA – COREIA DO SUL

BÉLGICA: Os Diabos Vermelhos voltaram em grande estilo e com um futebol vistoso. Jovens atletas de alto nível técnico vão garantir aos belgas bons resultados pelos próximos 10 anos. Como cabeça de chave, devem confirmar uma classificação tranquila. O limite da equipe ainda é desconhecido e, por isso, devem ser respeitados pelos adversários. A inexperiência pode pesar contra.

Objetivo — Semifinais. A realidade permite aos belgas sonharem com voos altos. Mas o mau tempo (clima) pode prejudicá-los.

Números — 11 Copas — 36 jogos – 10 vitórias / 9 empates / 17 derrotas.

Histórico — 4º lugar (1986), 4ªs-de-final (1982), 8ªs-de-final (1990, 1994, 2002), eliminada na 1ª Fase (1930, 1934, 1938, 1954, 1970, 1998).

Destaques — Hazard, Fellaini e Lukaku.

ARGÉLIA: As Raposas do Deserto conseguiram seu bilhete para a Copa “com a calça nas mãos”. Praticam um futebol antiquado e defensivo, sendo que outras seleções africanas poderiam estar em seu lugar (Egito ou África do Sul). Tiveram sorte nas eliminatórias e também no sorteio, mas não devem complicar para belgas e russos. Podem arrancar um ponto contra os coreanos e nada mais.

Objetivo — Não fazer fiasco. Primeiro, os argelinos precisam marcar gols. Empatar um jogo é motivo para comemoração.

Números — 3 Copas — 9 jogos – 2 vitórias / 2 empates / 5 derrotas.

Histórico — eliminada na 1ª Fase (1982, 1986, 2010).

Destaques — Lacen, Djebbour e Bougherra.

RÚSSIA: Os russos garantiram seu lugar na Copa com louvor. Ainda apresentam instabilidade em algumas partidas, mas se vê que há uma solidez defensiva e um futebol de contra-ataques. Os herdeiros da CCCP não tem grandes ambições e precisam se preparar para 2018, quando receberão o evento. Podem engrossar contra adversários superiores, mas não devem chegar longe.

Objetivo — Atingir as 4ªs-de-final. Os russos esperam rivais difíceis em um cruzamento na fase seguinte. Mesmo assim, suas chances não são desprezíveis.

Números — 9 Copas — 37 jogos – 17 vitórias / 6 empates / 14 derrotas (incluindo URSS).

Histórico — 4º lugar (1966), 4ªs-de-final (1958, 1962, 1970, 1982), 8ªs-de-final (1986), eliminada na 1ª Fase (1990, 1994, 2002) (incluindo URSS).

Destaques — Kerzhakov, Shirokov e Akinfeev.

COREIA DO SUL: Houve queda de rendimento considerável dos Tae Guk Warriors de 2002 para cá. A classificação ao Mundial foi difícil e não motiva os sul-coreanos a obter grandes façanhas. Demais disso, é bom abrir os olhos porque os asiáticos correm muito e descem o sarrafo na mesma medida. Se vão ir adiante? Só se os adversários jogarem abaixo das expectativas.

Objetivo — Passar da 1ª Fase. Se os orientais conseguirem a proeza da classificação, já estarão satisfeitos mesmo se forem esmagados pela Alemanha nas 8ªs.

Números — 8 Copas — 28 jogos – 5 vitórias / 8 empates / 15 derrotas.

Histórico — 4º lugar (2002), 8ªs-de-final (2010), eliminada na 1ª Fase (1954, 1986, 1990, 1994, 1998, 2006).

Destaques — Son Heung-Min, Koo Ja-Cheol e Park Chu-Young.

Grau de dificuldade da chave: FÁCIL — Talvez uma das chaves mais previsíveis do mundial. Bélgica e Rússia devem classificar com “um pé nas costas”. Mas todo o cuidado é pouco contra os coreanos. Desconfio que os argelinos sequer marcarão um gol nos três jogos.

Prognóstico — 1º Bélgica, 2º Rússia, 3º Coreia do Sul, 4º Argélia.

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EM RESUMO:

Favoritos ao título — Brasil, Alemanha, Argentina, Espanha e Itália.

Podem surpreender — Holanda, Bélgica, Colômbia, Uruguai, França e Portugal.

Não devem ser protagonistas — Inglaterra, México, Suíça, Croácia e Rússia.

Incógnitas — Chile, Equador, Estados Unidos, Japão, Nigéria e Costa do Marfim

Fiéis da balança — Camarões, Bósnia e Herzegovina, Gana, Coreia do Sul e Grécia.

Sacos de pancada — Costa Rica, Irã, Argélia, Austrália e Honduras.

Catraca Filmes apresenta: A Coisa Tá Preta 2, a história de luta e fé de um povo desesperado. Conheça a história por trás (no bom sentido) da torcida que inovou a forma de contagiar um estádio, criando a Analvalanche. Épico, tocante, triste. Um filme para toda a família. (Verifique a classificação etária, não nos responsabilizamos por cenas de rompimento anal).

Mais informações no site oficial.

E eu achando que DVD sobre a conquista da segunda divisão era o fim da várzea… Agora estão fazendo filme sobre a torcida. No 3, vão entrevistar os ambulantes que vendem comida na entrada do chiqueirão… Que fase, heinhô?

INTER BICAMPEÃO DA AMÉRICA!

Prólogo: depois de quase 5 meses sem escrever um artigo para a ABRIC, olho para trás e vejo que na minha última postagem eu estava deveras preocupado (S.O.S. Colorado), pois o Sr. Fossati certamente não levaria o INTER à lugar nenhum.

Essa pequena introdução apenas dá ensejo ao que vou dizer. O Sport Club Internacional, como clube de futebol, tem surpreendido a todos, inclusive aos seus adeptos mais fanáticos. Mesmo em um ano que parecia ter sido mal planejado, quase modorrento, o Inter foi lá e créu!! (com o perdão do péssimo vernáculo).

Antigamente, nas décadas de 80 e 90, o INTER formava grandes times mas não ganhava muita coisa, quase só Campeonatos Gaúchos, e olha lá! Era sofrido ser Colorado. Dava trabalho ouvir e assistir cada jogo, principalmente nas partidas mais decisivas, quando o time amarelava e entregava o jogo. Os gremistas tinham um prato cheio em termos de corneta e gozação. Enfim, ser Colorado naqueles idos era muito complicado. Nós, adolescentes e jovens, nascidos em meados dos anos 70, precisávamos perseverar muito para não desistir dos nosso sonhos. Enquanto isso, o rival empilhava títulos.

Cachorrão e Crânio hão de lembrar das verdadeiras indiadas que fazíamos para ver os jogos do INTER no Beira-Rio, em uma época de poucas luzes, mas de muitos “Betos Cruzes”, “Zezinhos”, “Zabalas” e “Celsos” (não o Roth). Éramos heróis da resistência em termos de coloradismo.

Mas no alvorecer do novo milênio, algo de bom estava guardado para os vermelhos. O clube passou a sanear suas dívidas, a prezar pela boa administração e por investimentos em categorias de base. E, por incrível que pareça, o co-irmão parou de vencer e a gente inverteu totalmente a lógica que havia até então.

Você, Colorado que tem menos de 20 anos de idade, não entende, mas foi muito difícil se manter fiel ao clube nos anos de escassez. Agora, tudo é fácil. O time ganha até quando poucos acreditam. A grandeza do INTER está aí para todos verem. Ficou fácil, bem mais fácil ser Colorado!

S.O.S. COLORADO

Publicado: 25/03/2010 por Wolfarth em sport club internacional, Tosco Futebol Clube

São José POA 3 x 0 Inter.

Fiasco. Vexame. Fracasso. Ruindade. Podridão. Soberba. Inércia.

Não faltam adjetivos para descrever a “beleza” que foi a atuação do Inter contra o poderoso Zequinha no Passo D’Areia. A direção é omissa e incapaz de tomar uma decisão drástica, no sentido de estancar a sangria desatada que tomou conta do futebol Colorado.

Tudo o que existia de bom foi perdido em questão de 2 meses. A contratação de Fossati foi, indubitavelmente, uma “involução”. Nada se aproveita. Até a questão técnica foi perdida. Ninguém se entende em campo e os atletas não dão aquele “algo a mais” que possui um time vencedor. Infelizmente, cachorrada, o ano está perdido. E isso eu já sabia. Desde o início do ano eu venho alertando a falta de estruturação adequada, de contratações pontuais e de mobilização.

Está dando tudo errado: a mosca do chifre atacou, agarramos a “miudinha” de tal maneira que o ano está comprometido de forma negativa, sendo necessário que a temporada termine logo para recomeçarmos um novo ciclo.

Ganhar a Libertadores é um sonho distante, situado há anos-luz da realidade do Inter. Se chegarmos às oitavas-de-final é lucro. Quem não marca gol não ganha nada. Só o Fossati pensa que dá…

Já no Brasileirão (que vai começar em seguida) uma boa campanha é quase impossível. Melhor esperar por uma colocação entre o 10º e o 16º lugar. Pior que isso, só o rebaixamento. E do jeito que está é perfeitamente possível a gente cair.

Ah… e o Fossati? Algum Colorado quer que ele continue treinando o Inter? Teve nego me mandando torpedo desejando capar o uruguaio…

Inter 2 x 2 Pelotas.

Depois do 4º empate seguido do time Colorado, contra equipes de qualidade duvidosa (Deportivo Quito, Veranópolis, Cerro e agora o Pelotas), a paciência do torcedor começa a se esgotar. O problema todo se deve à maldita vitória que tivemos no Gre-Nal de Erechim, em uma partida que não valia nada, cujo gol foi marcado com alguma dose de sorte.

Jorge Fossati não é o treinador mais adequado para o Inter, haja visto que seus métodos “inovadores” são, na verdade, um empecilho para a naturalidade e fluidez que deveria haver no sistema de jogo utilizado. Os próprios atletas não compreendem tantas mudanças táticas e substituições inesperadas. A direção é covarde, pois não assume o erro pela contratação de alguém que está deturpando as poucas virtudes que restaram da equipe vice-campeã brasileira de 2009. Quem vai derrubar o técnico? A imprensa? A torcida? Acordem, Fernando Carvalho e Vitorio Piffero, antes que o mundo acabe!

Não dá mais. O Gauchão está praticamente perdido. Mandem embora Jorge Fossati antes que o Inter seja eliminado na primeira fase da Libertadores. Tenho dito.

Quando o árbitro Jean Pierre de Lima apitou pênalti para o Novo Hamburgo aos 22 minutos do 2º tempo, momento em que o Inter vencia o jogo por 1 x 0, o pressentimento que tive desde o início do jogo virou certeza: estavam conseguindo tirar o Inter do caminho do Grêmio e eliminá-lo do 1º Turno do Gauchão 2010.

Desde o começo do campeonato, o Inter utiliza reservas e dá pouca importância à competição regional, na intenção de preparar o grupo de jogadores para a Libertadores da América, objetivo principal do 1º semestre. Quando a FGF manteve inalteradas as datas das últimas partidas do Colorado, os dirigentes do Inter resolveram escalar reservas e atletas do time B na semifinal do turno contra o Novo Hamburgo, pois suas reivindicações não foram atendidas.

A FGF, obviamente, sentindo o desprestígio do Gauchão 2010, concluiu que o Inter não merece conquistar o tricampeonato estadual, pois despreza (com razão) o seu torneio. Escalaram um árbitro tendencioso (pra não dizer outra coisa) que marcou uma série de faltas inexistentes contra o Inter durante o jogo, distribuiu cartões amarelos sem qualquer motivo para os atletas colorados e, por fim, apontou pênalti para um lance que TODOS viram que não foi nada. No fim, com mérito, o Nóia marcou seu gol da vitória. Mas tudo começou a mudar com o tal pênalti inventado pelo Sr. Jean Pierre de Lima, a mando de forças ocultas.

Parabéns, chinelagem, vocês conseguiram! Realmente, o Inter venceria esse Gauchão com facilidade, no 1º e no 2º Turno, sem ter finalíssima. A grande mídia gostou, quem manda no jogo também. Imagina! O Inter anda ganhando demais, temos de dar chances para os mais fracos, aqueles que tentam todo ano e não vencem…

Gremistas… comemorem, porque vocês só vão ganhar Gauchão se não houver Gre-Nal!

Está começando o ano de 2010 para o futebol. E, confesso: não está sendo fácil assistir ao nosso rival Grêmio contratar inúmeros reforços de primeiro escalão – Hugo, Borges, Leandro (que não é o BigDog, infelizmente, pois este é pereba aposentado) – investindo na aquisição de outros tantos, enquanto que o nosso Inter não mudou muito, perdeu alguns de seus maiores nomes ainda em 2009 e trocou de técnico, um uruguaio com vocação para Professor Pardal, que pensa em repetir no Colorado o esquema tático que utilizou na LDU Quito.

Diante disso, resumindo a minha modesta percepção, estou a concluir que o Grêmio deve sagrar-se campeão gaúcho e, talvez, da Copa do Brasil em 2010. O Inter, penso que não ganhará nada.

E é isso! Opinem.

…nem menor.

Publicado: 06/12/2009 por BigDog em Tosco Futebol Clube
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No longínquo ano de 1983, o Grêmio Football Porto Alegrense, doravante denominado ‘eles’, jogou com o descaracterizado Hamburgo da Alemanha e, na prorrogação, sagrou-se campeão da Copa Intercontinental. Campeão do mundo – não vou discutir isso -, retornou para casa e cunhou a frase que, durante 23 anos, martelaria a cabeça dos colorados: “nada pode ser maior”. Doía como um cofre, caindo do terceiro andar e atingindo, em cheio, a cabeça. Campeão do mundo…

Corta para 2006. O campeonato, reorganizado pela FIFA e agora compreendendo os campeões dos cinco continentes, inclui o Sport Club Internacional, doravante denominado ‘nós’, entre os contendores. Após sofrer para eliminar o campeão africano, o Al-Ahly, somos dados com a zebra do campeonato e nos encaminhamos para ser o coadjuvante do título do Barcelona. Ninguém, em são consciência, nos proclamava como favoritos para a disputa, porque o time adversário contava com estrelas de nível mundial. Éramos um bando de índios assustados, deslumbrados, e francamente já havíamos cumprido nosso papel. Jogada a partida, saímos do Japão com a taça e o título de campeões mundiais. Maior que o deles? Menor? Tanto faz, o título é nosso.

Mas, de alguma maneira, continuavam a nos impingir a pecha de time menor, de bufões e intrusos, como se devêssemos nosso título à boa vontade de alguém, como se nossa conquista fosse menor. Claro, essa era a opinião deles, que permaneciam com empáfia e soberba, se proclamando os primeiros, os originais, os imortais… Nessa trilha, lançaram DVD comemorando a conquista da segunda divisão do campeonato brasileiro, uma coisa que efetivamente não deveria dar orgulho para ninguém. Nem a conquista da Copa Sulamericana os dobrou. Continuávamos sendo menores, campeões da segunda divisão da América – como se isto fosse menor do que a segunda divisão do Brasil.

Hoje, entretanto, me liberto de todo o ranço e vou dormir sabendo que sou maior. Entregar o jogo para o Flamengo, após simular alguma resistência – e, de fato, se tivesse jogado a sério, poderiam ter efetivamente batido o campeão brasileiro – foi a coisa mais baixa que eles poderiam fazer. Como se deles pudesse se esperar outra coisa. Não há indignidade, torpeza, vergonha, que eles não estejam dispostos a passar. Hoje, enfim, eu sei. Grêmio: nada pode ser… MENOR. Parabéns, e boa sorte na Copa do Brasil 2010. Que foi tudo que conseguiram arrumar este ano.

Começou a Copa do Mundo 2010!

Publicado: 06/12/2009 por Wolfarth em Tosco Futebol Clube

No dia 04/12/2009, a FIFA promoveu o sorteio das chaves da Copa do Mundo de 2010. A imprensa e os torcedores esperavam por um chamado “grupo da morte”, o que acabou por não acontecer. O que resultou do sorteio? Composições bastante equilibradas, como jamais se viu antes, pois em outras edições haviam sido sorteados grupos fracos e fortes, senão vejamos:

 

Grupo A — ÁFRICA DO SUL – MÉXICO – URUGUAI – FRANÇA — Antes do sorteio, existia um certo temor das seleções cabeças-de-chave em ver a França sorteada em seus grupos. Pois a França acabou caindo exatamente dentro do grupo do país-sede, o mais fraco dos protagonistas. Nada de mais, se não fosse o fato de o México (a melhor seleção do pote 2) e a Celeste Olimpica (bicampeã mundial) integrarem a mesma disputa. Digamos que o grupo A é promissor, pois haverá risco de vermos uma seleção da casa eliminada na Primeira Fase pela primeira vez na história, ou mesmo uma França vice-campeã em 2006 novamente rastejando aos pés dos demais, como fez em 2002.

Meu palpite: Grupo A — 1º México, 2º Uruguai, 3º França, 4º África do Sul.

 

Grupo B — ARGENTINA – NIGÉRIA – CORÉIA DO SUL – GRÉCIA — Os hermanos tiveram muita sorte. Vão pegar seleções medianas, que não devem impor maiores dificuldades à aspiração argentina de ser líder da chave. Se existe um grupo relativamente fácil na Copa 2010, este é o grupo. A disputa irá se limitar ao segundo lugar. Os coreanos não evoluíram muito nos últimos anos. Os nigerianos já não possuem a mesma qualidade dos anos 90. A Grécia parece ter a equipe mais sólida, defensivamente. Se manter o padrão, passará de fase.

Meu palpite: Grupo B — 1º Argentina, 2º Grécia, 3º Coréia do Sul, 4º Nigéria.

 

Grupo C — INGLATERRA – EUA – ARGÉLIA – ESLOVÊNIA — Outro exemplo de chave acessível para o cabeça-de-chave, no caso o english team. Os ingleses incrementaram tecnicamente sua seleção ao longo dos últimos anos e devem atingir as semifinais pela primeira vez desde 1990. Não vejo muitas chances para os argelinos e eslovenos na disputa com os norte-americanos, tendo em vista a notória evolução do futebol praticado pelos filhos do Tio Sam, que são favoritos ao segundo posto, algo inédito desde 1994.

Meu palpite: Grupo C — 1º Inglaterra, 2º EUA, 3º Eslovênia, 4º Argélia.

 

Grupo D — ALEMANHA – AUSTRÁLIA – SÉRVIA – GANA — Na minha modesta opinião, trata-se de uma das chaves mais complicadas da Copa. Na verdade, os alemães despontam como favoritos ao primeiro posto. Porém, poderão acontecer surpresas nos jogos contra Sérvia e Gana. Tudo vai depender do aspecto anímico da Mannschaft. Não tenho dúvidas de que os sérvios melhoraram seu futebol e não repetirão o fiasco de 2006 (32º lugar). Gana e Austrália, a despeito de terem atingido as 8ªs-de-final na Copa passada, dessa vez terão de suar muito para vencerem os europeus.

Meu palpite: Grupo D — 1º Alemanha, 2º Sérvia, 3º Austrália, 4º Gana.

 

GRUPO E — HOLANDA – DINAMARCA – JAPÃO – CAMARÕES — A laranja mecânica e a dinamáquina são times cuja força coletiva não deve ser desprezada pelos demais. Os nipônicos correm muito e estão melhorando tecnicamente a cada competição. Já os camaroneses são Eto’o e mais 10. A briga vai ser boa, mas a Holanda tem muito mais qualidade que seus concorrentes. A expectativa é que poucos gols serão marcados nos jogos desta chave, principalmente devido aos esquemas mais defensivos utilizados pelos seus participantes.

Meu palpite: Grupo E — 1º Holanda, 2º Dinamarca, 3º Camarões, 4º Japão.

 

GRUPO F — ITÁLIA – PARAGUAI – NOVA ZELÂNDIA – ESLOVÁQUIA — Outro grupo aparentemente fácil, devido à barbada que deverá ser enfrentar os neozelandeses. Os All Whites devem perder todas suas partidas e o objetivo é não tomar goleadas. A Eslováquia não assusta ninguém, pois não tem jogadores nas grandes ligas européias. Logo, não veremos sofrimento da Azzurra, que virá levemente renovada depois de algumas partidas terríveis nos últimos 2 anos. Nossos vizinhos paraguaios levaram um bocado de sorte e a classificação é viável.

Meu palpite: Grupo F — 1º Itália, 2º Paraguai, 3º Eslováquia, 4º Nova Zelândia.

 

GRUPO G — BRASIL – CORÉIA DO NORTE – COSTA DO MARFIM – PORTUGAL — Na opinião da maioria dos jornalistas e torcedores, o grupo mais difícil da Copa 2010. Mesmo considerando a possível fragilidade dos norte-coreanos (ninguém conhece o time deles), o fato é que brasileiros, africanos e portugueses eram favoritos antes do sorteio. Agora, com os três na mesma chave, um deles ficará de fora. A seleção brasileira não parece que vai embora cedo, pois acertou o pulo nas mãos do Dunga. Inegavelmente, a Costa do Marfim tem um excelente time e vai causar estragos contra qualquer adversário, sendo candidata a atingir as semifinais.

Meu palpite: Grupo G — 1º Brasil, 2º Costa do Marfim, 3º Portugal, 4º Coréia do Norte.

 

GRUPO H — ESPANHA – SUÍÇA – HONDURAS – CHILE — A fúria promete passear em campo nos primeiros 3 jogos. Não há a menor chance para os demais, pois os espanhóis praticam o melhor futebol da atualidade. Únicos a não falar castellano na chave, os suíços estão muito bem e sua defesa não se parece nem um pouco com os queijos feitos no país. Sinceramente, os chilenos estão muito faceiros e não tem bons zagueiros: vão fazer muitos gols e levar outros tantos. E Honduras, em guerra civil, não deverá ser belicosa com seus oponentes.

Meu palpite: Grupo H — 1º Espanha, 2º Suíça, 3º Chile, 4º Honduras.

 

Então é isso! Façam suas apostas que o show vai começar em seis meses. Diferente de outros mundiais, este será disputado no inverno (com temperaturas mínimas em torno de 0°C a 5°C), com jogos em algumas cidades com altitude de 1.500 m e sem que o país-sede seja favorito.

Falando em favoritos, os meus são Espanha, Brasil, Inglaterra, Argentina e Costa do Marfim. Um destes deve ganhar a Copa 2010.

E os teus?

100 anos e sem piedade do rival…

Publicado: 06/04/2009 por Wolfarth em Tosco Futebol Clube

É… Mais uma vitória em Gre-Nal. Já são 7 clássicos de invencibilidade. O rival manda seu técnico adiante e a vida segue.

Em breve, FEITOS RELEVANTES, a saga contemporânea do Sport Club Internacional !

Inter 4 x 1 Grêmio

O título acima, alusivo aos nossos desalentados vizinhos segundinos, não merece qualquer reparo. Foi uma lavada, uma partida sensacional do INTER, que poupou o combalido rival de sofrer uma estrondosa goleada ao “tirar o pé do acelerador” no segundo tempo do jogo.

Mesmo que este não esteja sendo um ano dos melhores para os Colorados, a conquista do Gauchão com o balaio de 8 gols sobre o Juventude e a goleada de ontem representam a superioridade direta do INTER sobre seus adversários regionais. Só que isso não basta para nossas pretensões de clube Campeão do Mundo, título conquistado “anteontem”.

A irregularidade da campanha no Brasileirão está impedindo o clube de disputar o título da competição, haja visto que necessita de 100% de aproveitamento até o final para ser campeão. Já para a vaga na Libertadores, o objetivo está mais ao alcance, bastando a conquista de 23 pontos nos últimos 33 a serem disputados. Sim, é necessário fazer algo próximo de 70% para ficar em 3º ou 4º lugar no Brasileirão. Mas, para quem está vencendo 4 partidas seguidas, tal rendimento é viável.

Confesso que tenho sido um crítico contumaz, exigente e pessimista do nosso sagrado clube, mas a atitude se impõe face às exigências. As contratações, os investimentos e as belíssimas atuações em alguns prélios foram elementos que deram suporte à esperança da massa vermelha. Porém, a irregularidade, as falhas ocasionais em partidas decisivas e o “racha” no grupo de jogadores detectado há pouco tempo trataram de frear o crescimento do time no mês de julho, logo no momento em que mais foram disputadas partidas pelo Brasileirão.

Com isso, a perda de pontos irrecuperáveis naquele interregno levou o clube à posições intermediárias na tabela de classificação, de onde ainda não conseguiu sair, mesmo vencendo 4 seguidas. Não era para eu ter razão nas críticas ferrenhas? Óbvio que sim!

Agora o time parece engrenado, ensaiado, preparado fisicamente e unido. Ah, se tivesse sido assim desde maio…

Mudança significativa de postura

Publicado: 21/09/2008 por Wolfarth em Tosco Futebol Clube

Inter 1 x 0 Vitória

Depois de mais de um mês sem que nenhum dos acadêmicos postasse uma reles artigo neste humilde blog, volto a apresentar meus palpites na seara futebolística, muito embora meu tempo disponível seja pequeno em face do casamento que se aproxima.

No último post que escrevi (imediatamente abaixo), critiquei acidamente o INTER depois do vexame contra o fraco time do Vasco, dando a entender que o clube não faria nada além de brigar contra o rebaixamento no Brasileirão 2008. Porém, depois de 3 vitórias seguidas, muito embora a posição (11º colocado) não seja a melhor, estamos a 4 pontos de atingir a zona de classificação da Libertadores.

O time melhorou substancialmente na defesa, mas precisa marcar mais gols. Só Alex e Nilmar buscando as redes do adversário não basta. Tite precisa intensificar os treinamentos de jogadas ensaiadas e de finalização, senão a tarefa de chegar entre os 4 melhores será impossível de ser alcançada.

Segundo cálculos precários, entendo que com mais 24 pontos em 36 disputados o Colorado consiga o 4º lugar no campeonato e a aludida vaga na disputa pela América em 2009. No entanto, obter 66% de aproveitamento não será tarefa pouca. O risco de rebaixamento já passou e agora o que vier é lucro, ainda mais que o nosso rival está em queda de rendimento. Se eles forem vice-campeões, a metade vermelha estourará seus foguetes, em sinal de gáudio e regozijo.

Espero que os demais voltem a escrever, porque senão fica chato, né cachorrada!

Afinal, a quem querem enganar?

Publicado: 17/08/2008 por Wolfarth em Tosco Futebol Clube

Vasco 4 x 0 Inter

Como explicar o fato de um time que possui bons nomes em quase todas as posições ter atuações tão pobres?

Essa é a indagação que se faz sobre o INTER na 20ª rodada do Brasileirão. Antes do início do campeonato, o clube gaúcho despontava como favorito ao título. Agora, apenas é figurante e saco de pancadas.

A impressão é a de que tudo está dando errado e conspirando contra nossa paixão. Até da falta de sorte temos de reclamar. Mas a minha insatisfação principal é com a ausência de espírito de equipe, a falta de vontade, a pouca inspiração dos atletas Colorados.

O INTER contratou Bolívar, Gustavo Nery, D’Alessandro e Daniel Carvalho, mas nada mudou. Até acho que piorou, pois se depositam esperanças demasiadas em atletas comuns, que não são craques. São nomes fortes, individualmente falando, mas que não fecham um “time” com o restante dos jogadores.

A direção do clube engana bem a torcida. Só que eu não caio nessa história! Para mim, não basta empilhar contratações de bons jogadores se a estrutura e o planejamento do futebol está fragilizada. Tite não é treinador para o INTER tanto quanto Piffero e Luigi não são nomes para administrar e conduzir o departamento de futebol do clube. Eu não admito mais ser enganado!

A goleada sofrida para o fraquíssimo time do Vasco expôs tudo o que de ruim, de inanimado, de passivo o INTER apresenta nesse Brasileirão 2008. Clemer fez um gol contra impossível de ser descrito. A defesa permite todas as infiltrações do ataque adversário. O meio-campo não marca, nem acompanha a bola. O ataque não faz gols e quando tem chances, desperdiça bisonhamente. A preparação física é deficiente. O treinador é previsível e não ensaia jogadas.

E a direção está arrotando um falso orgulho pela proximidade do centenário do clube, almejando uma distante e inacessível classificação para a Libertadores. A quem querem enganar? ACORDEM, TORCEDORES COLORADOS! NOSSO OBJETIVO É A FUGA DO REBAIXAMENTO. Nada mais do que isso!

Eu já venho dizendo desde o ano passado que não quero ver o INTER na Segunda Divisão em 2009. Depois da Tríplice Coroa, o excesso de otimismo tomou conta de todos no clube, inclusive torcedores. Não vamos pensar que só porque alcançamos glórias recentes tudo será fácil. Que nada! Sem trabalho, sem planejamento, sem objetivo, tudo naufraga. E o INTER, meus caros, está indo para o fundo do poço lentamente, sem que ninguém perceba. É necessário abrirmos os olhos e pararmos de mirar os top 4 do campeonato para nos fixarmos em fugir do descenso.

E só para piorar ainda mais a situação, nosso maior rival já é Campeão Brasileiro de 2008 com 18 rodadas de antecipação. Além disso, em 20 rodadas, está 18 pontos na frente do INTER, sem que exista qualquer hipótese de reversão desse quadro. E mais! Não vencemos sequer o time reserva deles, sendo lógica a conclusão de que vamos ser eliminados pelos pijamistas da Copa Sul-Americana. Ou seja: o que já era ruim, ficará pior.

Portanto, macacada, não fiquem cegos! Não fiquem surdos! Não fiquem mudos! Vamos protestar contra essa direção amadora e paternalista! Temos que evitar o rebaixamento, o único bastião que podemos levantar em nossa comparação com o vizinho. Não nos deixemos enganar por essa conversa barata! Urge que seja feita uma completa assepsia no Beira-Rio.

Depois não digam que eu não avisei…

Nosso ano está acabando em Agosto

Publicado: 07/08/2008 por Wolfarth em Tosco Futebol Clube

Cruzeiro 2 x 0 Inter

Depois de mais uma derrota no Brasileirão 2008, tenho duas certezas: o INTER não disputa mais o título do campeonato e, igualmente, não terá condições de almejar uma vaga para a Libertadores em 2009, ano do centenário.

Incrível como o time Colorado tem se apresentado fraco, submisso, precário, apático, covarde e inofensivo em jogos longe de Porto Alegre. Marca poucos gols e não vence jogos tido como fáceis. O aproveitamento em jogos fora de casa é escasso, apenas 20%. No jogo contra o Cruzeiro, ninguém se salvou: pênalti perdido pelo Nilmar, gol contra do Sorondo… nossos melhores jogadores fazendo lambança.

Alguns dos novos contratados já estrearam. Penso que quando D’Alessandro, Bolívar e Daniel Carvalho estiverem em condições de jogo o time já esteja moribundo no campeonato. Na quarta-feira, dia 13 de agosto, começaremos a Copa Sul-Americana com um Gre-Nal. O que esperar do time do INTER? Com certeza, uma eliminação para o time misto dos bananas. Só está faltando isso.

Ninguém me convence que as coisas vão mudar. A falta de planejamento representa um preço alto para um clube que quer disputar o título do Brasileirão. O clube já utilizou 36 jogadores diferentes em seu jogos válidos pela competição. O grande número de atletas que circularam pelo Beira-Rio faz com que a falta de entrosamento seja visível e a ausência de um time-base gera confusão na cabeça do técnico e dos torcedores. Sinceramente, hoje eu não sei quem é titular do INTER.

Gurizada… o negócio agora é secar o vizinho e escolher um time para torcer no campeonato. Eu já escolhi. Cruzeiro!

Está ficando difícil…

Publicado: 31/07/2008 por Wolfarth em Tosco Futebol Clube

Depois de disputada a 16ª rodada do Brasileirão 2008, começo a temer pelo pior. O INTER não terá condições de brigar por uma vaga na Libertadores, pois o campeonato chega à sua metade. A constatação evidente é a de que nosso time é covarde: não vence fora de casa e marca poucos gols. Nossos reforços ainda não entraram em campo e confesso que quando jogarem, já será tarde para reagir.

Já o co-irmão segue uma espantosa caminhada rumo ao título. Vence jogos fora de Porto Alegre com certa naturalidade e vai levando o campeonato com tranqüilidade impressionante. Ninguém está conseguindo pará-lo. Se os pijamistas encerrarem o 1º turno com pontuação acima de 35 pontos, acho que eles faturam o Brasileirão. E, para os perdedores, sobrarão as migalhas e a dor lancinante na alma.

É o que temos para o momento…

Publicado: 27/07/2008 por Wolfarth em Tosco Futebol Clube

Ipatinga 1 x 0 Inter

Sábado, dia 26 de julho, o INTER tratou de esfriar novamente a motivação de sua já desiludida torcida. Depois de 7 partidas invictas (a última derrota havia sido para o Vitória, por 2 x 1), o clube complicou um pouco suas pretensões à uma vaga na Libertadores e (por que não?) ao título do Brasileirão 2008.

O campeonato está aberto. Nenhum time é imbatível ou desprezível, tanto em casa como fora, servindo de exemplo o modesto Ipatinga, clube do interior de Minas Gerais, contra o qual o INTER jamais havia jogado na história.

Com a competição dando oportunidades à todos, o que se espera de um time de futebol que faz investimentos pesados, como o Colorado, é que vença fora de seus domínios e aproveite algumas situações criadas para marcar gols em partidas como a do último sábado. Mas não foi o que aconteceu. O INTER abusou de perder gols e quando todos esperavam um modorrento 0 x 0, tomou um gol que poderia ser facilmente evitado.

Talvez eu esteja sendo um crítico muito ácido, mas a despeito da estatística dizer que nos últimos 7 jogos o INTER havia sofrido apenas 3 gols, todos marcados por meio de pênaltis duvidosos marcados por arbitragens caseiras e atrapalhadas, o último gol de “bola rolando” havia sido sofrido contra o Vitória quando Orozco estava presente. Curiosamente, o colombiano foi colocado por Tite na defesa Colorada nesse jogo contra o Ipatinga devido às ausências de Índio e Sorondo e o time foi vitimado com uma atuação desastrosa do Sr. Orozco, o pior zagueiro em atuação no futebol brasileiro da Série A.

Evidentemente que a derrota não passa só por Orozco, mas também pelo aproveitamento do ataque, que foi ineficaz barbaridade. Mas o colombiano tosco não sabe sair jogando e isso complica a construção de jogadas e a contenção do adversário, principalmente porque Orozco não sabe fazer a linha de impedimento. Mas como não tínhamos outro zagueiro para utilizar no sábado…

Agora é torcer pela rápida recuperação de Sorondo e pela regularização da situação de Bolívar para, enfim, mandarmos embora o Orozco. Time que almeja mais do que um 7º lugar no Brasileirão não pode brincar com o seu torcedor utilizando atletas que só estão jogando futebol porque não souberam fazer outra coisa em suas vidas.

Mudando a fotografia

Publicado: 23/07/2008 por Crânio em Tosco Futebol Clube

Vou incursionar por terras até então habitadas com grande dignidade, habilidade e conhecimento pelo meu grande amigo Felipe Alemão Wolfarth. Na verdade, estou escrevendo para que ele nos dê sua iluminada opinião sobre o atual momento do colorado.

Acompanhando a movimentação de contratações e vendas do S.C. Internacional, me vem a pergunta: será que esta mudança de fotografia trará o resultado desejado?

Iarley, Fernandão, talvez Guinazu, saíram do time. Gustavo Nery, Rosinei, D´Alessandro, Daniel Carvalho estão chegando. Saem jogadores vencedores e eternizados no coração dos torcedores. Chegam (ou retorna) jogadores de seleções nacionais, também vencedores. Mas serão jogadores em posições aos quais o Inter necessita de reforços? E possuem o espírito, a gana por vitórias? Ou estão chegando para aumentar suas contas bancárias?

Até agora a atual direção parecia mais preocupada com a reforma do Beira-Rio. Espero que Vitório Píffero, agora com a consultoria de Fernando Carvalho, preocupe-se mais com o futebol, dê um direcionamento ao time, dê metas mais ousadas a este grupo. E cobre o atingimento destas metas. O grupo anterior cumpriu o seu objetivo com louvor. Este que se desenha possui predicados para atingir objetivos igualmente grandiosos. E certamente terá uma torcida muito motivada, pois sabemos que é possível ser campeão, desde que o time esteja motivado.

Para o alto e avante!

Publicado: 06/07/2008 por Wolfarth em Tosco Futebol Clube

Inter 3 x 0 Coritiba

Super Alex. Ele foi o nome da partida, marcando os 3 gols e liderando o INTER em sua primeira vitória tranqüila no Brasileirão 2008, apenas na 9ª rodada. Porém, o aproveitamento do clube ainda é ruim no campeonato, havendo expectativa de crescimento.

Desde que Bustos e Orozco deixaram o time, a defesa do INTER melhorou substancialmente, deixando de tomar gols bobos e tendo desempenho seguro nas duas últimas partidas. Até Índio, que vinha tendo atuações comprometedoras, passou a jogar bem, graças à companhia de Sorondo, o xerife insubstituível da zaga Colorada. Eu já havia alertado sobre o fato de que Índio necessitava de um companheiro acima da média para voltar a render, pois Orozco afundava tudo como uma erosão descontrolada na área defensiva. Aliás, os colombianos devem ir embora de uma vez, para que seja possível a contratação de outros estrangeiros.

Em que pese a ausência de Magrão no jogo contra o Coxa, Maycon entrou bem. Taison, em seu 2º jogo, ainda vai dar muito o que falar. Incrível é ter de aceitar que a saída de Fernandão representa o crescimento técnico de Alex e de Nilmar no ataque, pois a forma de jogar é modificada. Alex já deu mostras durante o Gauchão, quando Fernandão não jogou alguns jogos, que poderia ditar outro ritmo para o time, assumindo o controle do meio-campo e, até mesmo, a artilharia da equipe, tal qual ocorreu hoje.

Ainda é cedo para tecer qualquer projeção, uma vez que o INTER ainda briga para escapar das últimas posições da tabela (12º colocado, 2 pontos acima da zona de rebaixamento). O campeonato será longo e dificílimo para o Colorado, principalmente nos jogos fora do Beira-Rio. Sem pontuar fora, não há evolução. Bolívar vai trazer grande segurança à defesa e outras contratações deverão ser feitas, além da inclusão de novos valores vindos da base, como Guto, Tales e Sandro.

É o fim de um ciclo e o início de outro. Tite começa sem alarde, mas com resultados, para frente.

Tudo como dantes no quartel d’Abrantes

Publicado: 03/07/2008 por Wolfarth em Tosco Futebol Clube

O Fluminense tentou ser grande, mas fracassou.

Depois de ser rebaixado para a Segundona duas vezes na década de 90 (1996 e 1997), tendo caído para o inferno da Terceirona em 1998, o Fluminense conseguiu se reerguer aos poucos e conquistou a Copa do Brasil de 2007. Vaga na Libertadores garantida, planejou o ano de 2008 com grande aporte de capital (leia-se UNIMED), fez investimentos e contratações, dando amplas condições para entrar no páreo pela disputa do cobiçado caneco da Libertadores da América.

No entanto, em pleno Maracanã, com apoio quase total do público presente, o tricolor do Rio não conseguiu controlar os nervos e perdeu o título para a LDU Quito (EQU) em dois grandes jogos, ao cabo dos quais foram marcados 10 gols, havendo a necessidade da decisão da Libertadores ir para os pênaltis. Aí, tudo foi por águas abaixo para os comandados de Renato Gaúcho, os quais perderam 3 cobranças e deram aos equatorianos o 1º título na história do futebol do país andino.

Não costumo torcer para clubes brasileiros na Libertadores, exceto quando jogam contra o nosso vizinho petulante (GFBPA), podendo classificar a derrota do Fluminense como boa para os meus interesses, pois posso afirmar, com orgulho, que o INTER continua sendo o último clube brasileiro Campeão da América e do Mundo.

Aparentemente, o Fluminense tinha mais condições de ser campeão, mas tenho certeza que houve falha no planejamento para a final, “racha” no grupo ou “oba-oba” típico brasileiro, o que só comprova que não existe facilidade, tampouco acaso no mundo da bola. O goleiro Cevallos, da LDU, provou que no futebol, acima de tudo, deve prevalecer a vontade de vencer, com alma.

Empate aceitável

Publicado: 29/06/2008 por Wolfarth em Tosco Futebol Clube

Eu tinha poucas esperanças. Antes de começar o Gre-Nal, eu diria que um empate seria um ótimo negócio para o INTER, divisadas as circunstâncias que envolviam os clubes no momento atual. Terminada a pugna, o empate por 1 x 1 foi apenas aceitável para o Colorado.

Não vou dizer que o resultado acabou sendo ruim, justificando que estávamos ganhando e sofremos um gol tolo, do mesmo tipo que sofremos no 1º jogo da final do Gauchão, contra o Juventude. Renan, que ainda será um grande goleiro, teve atitude infantil e totalmente inesperada dentro de sua grande área, com o domínio da bola nas mãos. Acabou expulso e um pênalti foi marcado.

Ainda restavam 12 minutos de jogo e o INTER encarou o rival como se estivesse com os 11 em campo, perdendo uma boa chance de retomar a vitória no último lance da partida, com Nilmar.

Mesmo não tendo assistido o jogo, posso concluir que o goleiro Victor, dos pijamistas, foi o melhor em campo, tendo feito 3 defesas difíceis. Ramon acertou uma bola na trave e ainda tivemos outra grande chance com Alex. Defintivamente, o INTER merecia ter ganho.

Foi o primeiro ponto conquistado pelo INTER fora de casa, em 5 jogos pelo Brasileirão. Para se ter uma idéia da precariedade do INTER fora do Beira-Rio, o jogo contra o Caxias, no Gauchão, fora a última vez que o clube havia saído de campo sem derrota. Desde então, perdemos todos os jogos fora de casa.

Com esse empate, afastamos momentaneamente essa estatística de clube pequeno e roubamos um ponto do maior rival, o qual saiu evidentemente satisfeito de campo, com a certeza de que “achou” um gol que não teria condições de marcar, senão de pênalti.

Agora, mesmo que o 14º lugar na tabela de classificação seja pouco para nossas pretensões, ao menos a dignidade do INTER está preservada.