Arquivo da categoria ‘Tosco Futebol Clube’

No dia 06/12/2013, a FIFA promoveu o sorteio das chaves da Copa do Mundo de 2014 com muita polêmica nos bastidores, além de ter de enfrentar uma crise institucional brasileira que vem dificultando os preparativos para o evento. Mas política não é o objetivo deste post.

O que interessa é o resultado do sorteio envolvendo 24 seleções que estavam presentes na Copa de 2010, além de outras 8 equipes que retornaram à disputa. Analisaremos as seleções participantes e os grupos formados para o tão aguardado Mundial tupiniquim. Sempre é bom lembrar que ainda faltam 6 meses e muita coisa pode mudar até a bola rolar.

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Grupo A — BRASIL – CROÁCIA – MÉXICO – CAMARÕES

BRASIL: A Seleção Canarinho entra como favorita indiscutível na Copa do Mundo que será jogada em seu quintal. A conquista da Copa das Confederações 2013 acabou por credenciá-la após um período de trevas e desconfiança geral. A marcação começa pelos atacantes, de forma incessante. Falta a confirmação de um atacante e conseguir dominar a pressão gerada pelo favoritismo.

Objetivo — Título. Eliminação é tragédia. Não existirá participação honrosa sem o Hexa.

Números — 19 Copas — 97 jogos – 67 vitórias / 15 empates / 15 derrotas.

Histórico — Campeão (1958, 1962, 1970, 1994, 2002), vice (1950, 1998), 3º lugar (1938, 1978), 4º lugar (1974), 4ªs-de-final (1954, 1982, 1986, 2006, 2010), 8ªs-de-final (1990), eliminado na 1ª Fase (1930, 1934, 1966).

Destaques — Neymar, Thiago Silva e Oscar.

CROÁCIA: A Vatreni conseguiu sua classificação apenas na repescagem contra a emergente Islândia. A qualidade do time croata está bem abaixo daquele que chegou às semifinais da Copa de 1998 e não parece intimidar os adversários. A aposta será na organização defensiva e nos rompantes de alguns atletas tecnicamente acima da média. Não deve ir muito além das 8ªs.

Objetivo — Passar da 1ª Fase. Já seria lucro, ainda mais enfrentando Espanha ou Holanda na fase seguinte.

Números — 3 Copas — 13 jogos – 6 vitórias / 2 empates / 5 derrotas.

Histórico — 3º lugar (1998), eliminada na 1ª Fase (2002, 2006).

Destaques — Modric, Mandzukic e Srna.

MÉXICO: El Tri teve uma trajetória extremamente acidentada até obter a classificação para o Mundial. Para a repescagem contra a Nova Zelândia, somente jogadores de clubes mexicanos foram chamados e isso bastou. Não se sabe qual será a formação titular, mas será favorita para conquistar a 2ª colocação da chave, pois os mexicanos vêm superando a 1ª Fase desde 1994.

Objetivo — Atingir as 4ªs-de-final. Condição que os aztecas só conseguiram quando sediaram a Copa.

Números — 14 Copas — 49 jogos – 12 vitórias / 13 empates / 24 derrotas.

Histórico — 4ªs-de-final (1970, 1986), 8ªs-de-final (1994, 1998, 2002, 2006, 2010), eliminado na 1ª Fase (1930, 1950, 1954, 1958, 1962, 1966, 1978).

Destaques — Oribe Peralta, Guardado e Javier Hernández.

CAMARÕES: Nem sempre os Leões Indomáveis são ferozes, apesar da tradição de estarem disputando seu 7º Mundial. Mesmo com uma classificação esperada, dentro da África existem seleções melhores que eles. Há claras melhoras no sistema defensivo e no meio-campo camaronês, mas que são insuficientes para fazê-los seguir adiante. Será zebra se avançar.

Objetivo — Passar da 1ª Fase. Seria ótimo para uma seleção que já teve glórias e que agora vive de lembranças.

Números — 6 Copas — 20 jogos – 4 vitórias / 7 empates / 9 derrotas.

Histórico — 4ªs-de-final (1990), eliminado na 1ª Fase (1982, 1994, 1998, 2002, 2010)

Destaques — Eto’o, Makoun e Webó.

Grau de dificuldade da chave: MÉDIO — Um favorito absoluto (Brasil) contra seleções de nível intermediário, sendo que o México pode ser considerado, pelo aspecto histórico, o mais cotado à classificação. Entretanto, não haverá jogos fáceis para ninguém.

Prognóstico — 1º Brasil, 2º México, 3º Croácia, 4º Camarões.

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Grupo B — ESPANHA – HOLANDA – CHILE – AUSTRÁLIA

ESPANHA: A Furia manteve seu time praticamente intocável, com o mesmo sistema de jogo herdado do Barcelona. Grandes nomes em todos os setores do time fazem com que os espanhóis sejam favoritos ao bicampeonato mundial. No entanto, a goleada sofrida na final da Copa das Confederações provou ao mundo que não existem times imbatíveis. E os ibéricos sabem disso.

Objetivo — Título. Mas o caminho espanhol poderá ser tortuoso e, quem sabe, muito curto. Já estão preparando desculpas para eventual derrota.

Números — 13 Copas — 56 jogos – 28 vitórias / 12 empates / 16 derrotas.

Histórico — Campeã (2010), 4º lugar (1950), 4ªs-de-final (1934, 1982, 1986, 1994, 2002), 8ªs-de-final (1990, 2006), eliminada na 1ª Fase (1962, 1966, 1978, 1998).

Destaques — Xavi, Iniesta e Casillas.

HOLANDA: Sempre é difícil derrotar a Laranja Mecânica. Nos últimos anos, vem sendo invencível nas eliminatórias que disputou para a Copa e para a Euro. Mas nem sempre se dá bem quando precisa assumir o protagonismo. A equipe é bem disposta taticamente e novos nomes vem surgindo para substituir os veteranos. Agradam pela forma aguda de atacar, mas a defesa vaza.

Objetivo — Semifinais. Um novo vice-campeonato não seria nada ruim, mas existem limites pelo caminho batavo.

Números — 9 Copas — 43 jogos – 22 vitórias / 10 empates / 11 derrotas.

Histórico — Vice (1974, 1978, 2010), 4º lugar (1998), 4ªs-de-final (1994), 8ªs-de-final (1990, 2006), eliminada na 1ª Fase (1934, 1938).

Destaques — Van Persie, Robben e Stekelenburg.

CHILE: Talvez La Roja esteja em sua melhor fase nos últimos 50 anos, mas levou um baque ao ter o azar de cair em uma chave indigesta, com os finalistas da Copa de 2010. Não se pode duvidar da capacidade chilena, mesmo que o retrospecto não recomende a aposta. Assim, vão precisar de uma conjunção de fatores para saírem classificados e ainda evitar o pior na fase seguinte.

Objetivo — Passar da 1ª Fase. A campanha chilena pode ser encerrada ainda no início. Se sobreviverem, poderão ter o Brasil. Já estariam no lucro.

Números — 8 Copas — 29 jogos – 9 vitórias / 6 empates / 14 derrotas.

Histórico — 3º lugar (1962), 8ªs-de-final (1998, 2010), eliminado na 1ª Fase (1930, 1950, 1966, 1974, 1982).

Destaques — Alexis Sánchez, Arturo Vidal e Matías Fernández.

AUSTRÁLIA: Os Socceroos já viveram fases melhores, entre 2002 e 2010. Hoje, com um time que não evoluiu tanto quanto os japoneses, os australianos sequer imaginam passar de fase, principalmente depois das goleadas acachapantes sofridas em amistosos neste ano. Perder com dignidade parece ser o único consolo, além de investir na experiência de seus jovens para 2018.

Objetivo — Não fazer fiasco. Se conseguirem derrotas com pouca diferença de gols e um empate, o dever estará cumprido.

Números — 3 Copas — 10 jogos – 2 vitórias / 3 empates / 5 derrotas.

Histórico — 8ªs-de-final (2006), eliminada na 1ª Fase (1974, 2010).

Destaques — Tim Cahill, Bresciano e Joshua Kennedy.

Grau de dificuldade da chave: DIFÍCIL — Os dois finalistas de 2010 se enfrentam logo de cara, mas o Chile pode beliscar uma classificação se conseguir se impor contra os favoritos. A situação só não é pior porque a Austrália não vem em boa fase. Espanha ou Holanda podem pegar o Brasil cedo.

Prognóstico — 1º Espanha, 2º Holanda, 3º Chile, 4º Austrália.

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Grupo C — COLÔMBIA – GRÉCIA – COSTA DO MARFIM – JAPÃO

COLÔMBIA: Os Cafeteros ressuscitam depois de uma ausência de 3 Copas seguidas. A atual geração é excepcional, sendo que o time tem bons valores em todos os setores. Os resultados levaram os colombianos à condição de cabeça de chave, mesmo com um retrospecto nada grandioso. Chegam para ser protagonistas. Se repetirem 1994/1998, será choro e ranger de dentes.

Objetivo — Atingir as 4ªs-de-final. Uma boa seleção que pode ser premiada com um avanço inédito. Mas o cruzamento na fase seguinte pode impedir isso.

Números — 4 Copas — 13 jogos – 3 vitórias / 2 empates / 8 derrotas.

Histórico — 8ªs-de-final (1990), eliminada na 1ª Fase (1962, 1994, 1998).

Destaques — Falcao García, Guarín e James Rodríguez.

GRÉCIA: O Navio Pirata partiu para mais uma jornada rumo ao desconhecido. A classificação para a Copa foi merecida e os gregos nunca são favoritos, mesmo tendo conquistado a Euro em 2004. Não há chances de repetirem tal odisseia em 2014, sendo suficiente uma classificação à fase das 8ªs. A chave está aberta e a sorte está lançada. Poucos sabem o que será dos helênicos.

Objetivo — Passar da 1ª Fase. Em uma chave com forças medianas, as chances helênicas aumentam.

Números — 2 Copas — 6 jogos – 1 vitória / 0 empates / 5 derrotas.

Histórico — eliminada na 1ª Fase (1994, 2010).

Destaques — Mitroglou, Karagounis e Torosidis.

COSTA DO MARFIM: Os Elefantes tem jogadores incrivelmente habilidosos, mas falta espírito de equipe. São muitos líderes veteranos no vestiário e os egos podem atrapalhar na busca por objetivos. A classificação à Copa não foi tão fácil, mas a chave sorteada foi ótima. Agora, os africanos terão de provar que não são apenas talentos individuais, mas sim um time.

Objetivo — Passar da 1ª Fase. Depois de dois mundiais batendo na trave, os marfinenses poderão, enfim, ir além do óbvio.

Números — 2 Copas — 6 jogos – 2 vitórias / 1 empate / 3 derrotas.

Histórico — eliminada na 1ª Fase (2006, 2010).

Destaques — Drogba, Gervinho e Yaya Touré.

JAPÃO: Para quem acompanhou a trajetória dos Samurais Azuis ao longo dos últimos 20 anos fica perceptível a evolução de seu futebol. Os japoneses são capazes de enfrentar qualquer rival em igualdade, mas ainda falta um pouco de malandragem. Mesmo assim, tem um ótimo sistema ofensivo e são candidatos a avançar adiante na competição, dificultando a vida dos favoritos.

Objetivo — Atingir as 4ªs-de-final. Os nipônicos vão tentando, se aperfeiçoando e, quem sabe, chegando aonde ninguém esperava.

Números — 4 Copas — 14 jogos – 4 vitórias / 3 empates / 7 derrotas.

Histórico — 8ªs-de-final (2002, 2010), eliminado na 1ª Fase (1998, 2006).

Destaques — Kagawa, Keisuke Honda e Endo.

Grau de dificuldade da chave: FÁCIL — Quem tem mais bala na agulha nesse grupo? Talvez a Colômbia e o Japão se sobressaiam nos confrontos, mas há um equilíbrio evidente de forças sem que exista um grande favorito ou uma “galinha morta”. Quem fizer 4 pontos sobrevive.

Prognóstico — 1º Colômbia, 2º Japão, 3º Costa do Marfim, 4º Grécia.

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Grupo D — URUGUAI – COSTA RICA – INGLATERRA – ITÁLIA

URUGUAI: É incrível o potencial desse país de apenas 3,5 milhões de habitantes. A Celeste não se intimida e vai enfrentar adversários dificílimos logo de cara, o que não chega a ser problema para os charruas. A questão é saber se o time já veterano suportará o ritmo de jogo e o fator climático. Se bem preparados, podem ir longe a ponto de causar danos irreparáveis às potências europeias.

Objetivo — Semifinais. A lembrança de um novo Maracanazo empolga os uruguaios. Será que conseguem ir tão longe?

Números — 11 Copas — 47 jogos – 18 vitórias / 12 empates / 17 derrotas.

Histórico — Campeão (1930, 1950), 4º lugar (1954, 1970, 2010), 4ªs-de-final (1966), 8ªs-de-final (1986, 1990), eliminado na 1ª Fase (1962, 1974, 2002).

Destaques — Luis Suárez, Cavani e Lugano.

COSTA RICA: Los Ticos tiveram um azar danado e terão de lutar contra três campeões mundiais. Os costarriquenhos tem um bom time, que passou com folga pelas eliminatórias. Mas não devem sobreviver ao grupo fatídico. A única certeza é a de que poderão sentir como está o nível de seu futebol jogando contra gigantes e, quiçá, beliscar um ponto aqui e outro lá.

Objetivo — Não fazer fiasco. Os enfrentamentos não permitem aos centro-americanos nada além de sonhar. Se empatarem um jogo, será zebra.

Números — 3 Copas — 10 jogos – 3 vitórias / 1 empate / 6 derrotas.

Histórico — 8ªs-de-final (1990), eliminada na 1ª Fase (2002, 2006).

Destaques — Joel Campbell, Celso Borges e Bryan Ruiz.

INGLATERRA: A empáfia e a soberba dos ingleses poderão ser determinantes para sua eliminação logo na fase inicial. Mesmo com uma classificação tranquila para o Brasil, o English Team não é tudo isso que andam pintando na Terra da Rainha. Não bastasse as dificuldades que têm quando jogam contra seleções médias, agora terão duas potências loucas para tirá-los da Copa.

Objetivo — Semifinais. E olhe lá! Isso porque tem tradição, mas até para passar da 1ª Fase será complicado.

Números — 13 Copas — 59 jogos – 26 vitórias / 19 empates / 14 derrotas.

Histórico — Campeã (1966), 4º lugar (1990), 4ªs-de-final (1954, 1962, 1970, 1982, 1986, 2002, 2006), 8ªs-de-final (1998, 2010), eliminada na 1ª Fase (1950, 1958).

Destaques — Rooney, Gerrard e Milner.

ITÁLIA: A Squadra Azzurra chega com um sistema de jogo ofensivo e com algum toque de bola, algo impensável para uma seleção que praticava o ferrolho (Catenaccio) até poucos anos. É favorita e os adversários sabem disso. O problema é que os italianos tomaram gosto pelo ataque e se desguarnecem defensivamente, o que resulta em jogos com muitos gols. Bom para quem assiste!

Objetivo — Título. Os italianos pensam grande e isso sempre funciona nas adversidades. Podem ser Penta.

Números — 17 Copas — 80 jogos – 44 vitórias / 21 empates / 15 derrotas.

Histórico — Campeã (1934, 1938, 1982, 2006), vice (1970, 1994), 3º lugar (1990), 4º lugar (1978), 4ªs-de-final (1998), 8ªs-de-final (1986, 2002), eliminada na 1ª Fase (1950, 1954, 1962, 1966, 1974, 2010).

Destaques — Pirlo, Balotelli e Buffon.

Grau de dificuldade da chave: DIFÍCIL — O “grupo da morte” com três campeões mundiais determina a classificação para aqueles que tiverem margem de erro mínima. Os ingleses podem sobrar, pois sua fase não recomenda. P. S.: “Pobre” Costa Rica!

Prognóstico — 1º Itália, 2º Uruguai, 3º Inglaterra, 4º Costa Rica.

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GRUPO E — SUÍÇA – EQUADOR – FRANÇA – HONDURAS

SUÍÇA: A Schweizer Nati é um caso para estudo técnico. O time nem é tão bom assim, passou por eliminatórias fáceis sem problemas, venceu amistosos contra potências e virou cabeça de chave. Porém, os helvéticos não convencem e tampouco preocupam seus adversários. Não é de se duvidar que caiam eliminados logo de cara, afligidos pelo clima tropical e por suas fragilidades técnicas.

Objetivo — Atingir as 4ªs-de-final. A ideia dos suíços é ficar em 1º no grupo e evitar um aguardado confronto com a Argentina.

Números — 9 Copas — 29 jogos – 9 vitórias / 6 empates / 14 derrotas.

Histórico — 4ªs-de-final (1934, 1938, 1954), 8ªs-de-final (1994, 2006), eliminada na 1ª Fase (1950, 1962, 1966, 2010).

Destaques — Shaqiri, Inler e Lichtsteiner.

EQUADOR: La Tri teve mais sorte do que os chilenos e caíram em uma chave viável. Após classificar sem vencer fora de casa nas eliminatórias, terá de jogar sem o benefício da altitude. O time não é ruim e pode fazer frente a grandes adversários. Pesam a falta de experiência em disputas de alto nível e a falta de bons nomes em algumas posições do time.

Objetivo — Passar da 1ª Fase. Já seria o suficiente para agradar aos andinos. Indo além é zebra!

Números — 2 Copas — 7 jogos – 3 vitórias / 0 empates / 4 derrotas.

Histórico — 8ªs-de-final (2006), eliminado na 1ª Fase (2002).

Destaques — Caicedo, Antonio Valencia e Walter Ayoví.

FRANÇA: Quando todos imaginam que eles estão mortos, Les Bleus ressurgem das próprias cinzas. A classificação à Copa foi sofrida e agora os franceses querem colocar o vagão nos trilhos. Eles têm uma história vitoriosa e jogadores acima da média em todos os setores da equipe. Não se duvida que possam alcançar as finais. A fênix gaulesa vai agir como um predador.

Objetivo — Semifinais. A tendência é essa. Mas os franceses sempre surpreendem, de forma positiva ou negativa. Aguardemos.

Números — 13 Copas — 54 jogos – 25 vitórias / 11 empates / 18 derrotas.

Histórico — Campeã (1998), vice (2006), 3º lugar (1958, 1986), 4º lugar (1982), 4ªs-de-final (1938), eliminada na 1ª Fase (1930, 1934, 1954, 1966, 1978, 2002, 2010).

Destaques — Ribéry, Benzema e Abidal.

HONDURAS: O crescimento dos Catrachos nos últimos anos foi visível. Mas o time ainda tem carências táticas e técnicas que impedem grandes ambições. Além disso, a seleção hondurenha tem fama de violenta e de retranqueira, o que não convém para uma Copa do Mundo. Alguns bons nomes que jogam na Europa despontam e podem servir para um futuro próximo.

Objetivo — Não fazer fiasco. Vencer uma partida pela 1ª vez será o máximo para os hondurenhos. É segurar atrás e só sair na boa.

Números — 2 Copas — 6 jogos – 0 vitórias / 3 empates / 3 derrotas.

Histórico — eliminada na 1ª Fase (1982, 2010).

Destaques — Bengtson, Roger Espinoza e Maynor Figueroa.

Grau de dificuldade da chave: MÉDIO — Nenhuma das seleções desse grupo pode ser considerada favorita ao título. A França teve sorte e a Suíça não é digna de ser cabeça de chave. O Equador pode se beneficiar do clima e aprontar uma surpresa. Quantos cartões amarelos Honduras levará?

Prognóstico — 1º França, 2º Equador, 3º Suíça, 4º Honduras.

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GRUPO F — ARGENTINA – BÓSNIA E HERZEGOVINA – IRÃ – NIGÉRIA

ARGENTINA: A Albiceleste vem com o melhor do mundo ainda virgem de boas atuações em uma Copa. A ambição é ser campeão na casa do vizinho e maior rival. Os hermanos tem excelentes jogadores no meio-campo e ataque, mas o mesmo não pode ser dito nas posições defensivas. Vão precisar equilibrar a equipe para almejar o título, o qual está mais próximo do que nunca.

Objetivo — Título. O chaveamento e o fator sorte permitem aos argentinos chegar à final sem cruzar com adversários mortais.

Números — 15 Copas — 70 jogos – 37 vitórias / 13 empates / 20 derrotas.

Histórico — Campeã (1978, 1986), vice (1930, 1990), 4ªs-de-final (1966, 1974, 1982, 1998, 2006, 2010), 8ªs-de-final (1994), eliminada na 1ª Fase (1934, 1958, 1962, 2002).

Destaques — Messi, Di María e Agüero.

BÓSNIA E HERZEGOVINA: Os Dragões vão fazer sua merecida estreia no maior palco do futebol mundial, depois de superar uma guerra civil sangrenta e diversos obstáculos esportivos. Bateram na trave em outros momentos, mas agora tiveram competência e uma dose de sorte para cair em uma chave com apenas um favorito. Devem classificar à fase seguinte se suas estrelas corresponderem.

Objetivo — Passar da 1ª Fase. Para isso os bósnios não precisarão realizar façanhas. Basta jogar o que sabem.

Números — 0 Copas — 0 jogos – 0 vitórias / 0 empates / 0 derrotas.

Histórico — estreante.

Destaques — Dzeko, Misimovic e Pjanic.

IRÃ: Os Persas vêm à Copa com um misto de sorte e competência, tirando do caminho o Uzbequistão, rival asiático favorito à vaga e melhor tecnicamente. Agora, a realidade é outra e os devotos de Maomé terão de assumir riscos para vencer uma partida e poder sonhar com uma inesperada classificação de fase. Mesmo contra dois adversários médios, não devem ter êxito.

Objetivo — Não fazer fiasco. Mesmo caindo em um grupo fácil, a vida dos iranianos será dura. Marcar gols é o desafio.

Números — 3 Copas — 9 jogos – 1 vitória / 2 empates / 6 derrotas.

Histórico — eliminado na 1ª Fase (1978, 1998, 2006).

Destaques — Shojaei, Nekounam e Ghoochannejhad.

NIGÉRIA: Foi fácil a classificação das Super Eagles para o Brasil. Os campeões africanos em 2013 já sentiram o “gostinho” do Mundial ao disputarem a Copa das Confederações. Mas vão precisar melhorar, e muito, para avançar. Os nigerianos defendem mal e parecem lentos e displicentes em alguns momentos, o que pode custar caro. Caso sigam adiante, a eliminação é iminente.

Objetivo — Passar da 1ª Fase. Mesmo com o pensamento indo além, a realidade dos africanos é partir cedo da Copa.

Números — 4 Copas — 14 jogos – 4 vitórias / 2 empates / 8 derrotas.

Histórico — 8ªs-de-final (1994, 1998), eliminada na 1ª Fase (2002, 2010).

Destaques — Obi Mikel, Emenike e Victor Moses.

Grau de dificuldade da chave: FÁCIL — É a Argentina e mais ninguém nessa chave muito fraca. O Irã não vencerá nenhuma partida. Fica a briga pela classificação em 2º lugar entre nigerianos e bósnios. O fator climático deve pesar à favor dos africanos se sua defesa for consistente.

Prognóstico — 1º Argentina, 2º Nigéria, 3º Bósnia e Herzegovina, 4º Irã.

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GRUPO G — ALEMANHA – PORTUGAL – GANA – ESTADOS UNIDOS

ALEMANHA: Atualmente, a Mannschaft é considerada a melhor seleção do mundo. O time mescla jogadores dos dois melhores clubes alemães do momento e representa a essência do futebol contemporâneo. Porém, a sorte parece não acompanhar os tedescos. A chave é duríssima e o caminho até a final é cheio de armadilhas. Mas quem duvida que eles não possam levantar a taça?

Objetivo — Título. Ser tetracampeã mundial é o objetivo perseguido há mais de 20 anos pelos germânicos.

Números — 17 Copas — 99 jogos – 60 vitórias / 19 empates / 20 derrotas.

Histórico — Campeã (1954, 1974, 1990), vice (1966, 1982, 1986, 2002), 3º lugar (1934, 1970, 2006, 2010), 4º lugar (1958), 4ªs-de-final (1962, 1978, 1994, 1998), eliminada na 1ª Fase (1938).

Destaques — Özil, Götze e Thomas Müller.

PORTUGAL: A Seleção das Quinas tem um dos melhores jogadores da atualidade, mas uma equipe que não corresponde na hora “H”. A classificação à Copa foi merecida, mas sofrida. Os lusos tiveram um destino aziago ao terem de estrear contra a Alemanha e vão precisar de bom futebol para sobreviver nesta chave perigosa. A tendência é seguir adiante e encarar cada jogo como uma final.

Objetivo — Semifinais. Porém, os portugueses podem cair bem antes se confrontados contra favoritos ao título.

Números — 5 Copas — 23 jogos – 12 vitórias / 3 empates / 8 derrotas.

Histórico — 3º lugar (1966), 4º lugar (2006), 8ªs-de-final (2010), eliminado na 1ª Fase (1986, 2002).

Destaques — Cristiano Ronaldo, João Moutinho e Bruno Alves.

GANA: Mesmo sendo a melhor seleção africana desde 2006, os Estrelas Negras foram contemplados com rivais indigestos e vão ter de suar muito para seguir em frente no Mundial. O ponto positivo é a união dos jogadores em torno do objetivo. O lado ruim é a defesa, que não é tão consistente quanto o restante do time. Se passarem de fase, podem repetir o resultado de 2010.

Objetivo — Atingir as 4ªs-de-final. Já será difícil a classificação para a fase seguinte. Mas quem acredita sempre alcança.

Números — 2 Copas — 9 jogos – 4 vitórias / 2 empates / 3 derrotas.

Histórico — 4ªs-de-final (2010), 8ªs-de-final (2006).

Destaques — Asamoah Gyan, Essien e Muntari.

ESTADOS UNIDOS: Há tempo os Yanks são considerados os melhores da CONCACAF, superando os vizinhos mexicanos. Classificaram-se facilmente para a Copa e agora precisam provar que não são somente uma potência olímpica. Os americanos tem uma boa equipe, que se recusa a perder. Suas chances de seguir adiante ficaram reduzidas pelo funesto sorteio, mas eles confiam.

Objetivo — Passar da 1ª Fase. A realidade seria outra se os norte-americanos não tivessem o azar de cair nesse grupo.

Números — 9 Copas — 29 jogos – 7 vitórias / 5 empates / 17 derrotas.

Histórico — 3º lugar (1930), 4ªs-de-final (2002), 8ªs-de-final (1994, 2010), eliminado na 1ª Fase (1934, 1950, 1990, 1998, 2006).

Destaques — Donovan, Dempsey e Michael Bradley.

Grau de dificuldade da chave: DIFÍCIL — Alemanha favoritíssima e Portugal buscando a classificação dentro de um grupo bem encardido, sendo um sorteio injusto para norte-americanos e ganeses. Todos os integrantes passaram de fase na Copa de 2010, mas agora dois ficarão de fora.

Prognóstico — 1º Alemanha, 2º Portugal, 3º Estados Unidos, 4º Gana.

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GRUPO H — BÉLGICA – ARGÉLIA – RÚSSIA – COREIA DO SUL

BÉLGICA: Os Diabos Vermelhos voltaram em grande estilo e com um futebol vistoso. Jovens atletas de alto nível técnico vão garantir aos belgas bons resultados pelos próximos 10 anos. Como cabeça de chave, devem confirmar uma classificação tranquila. O limite da equipe ainda é desconhecido e, por isso, devem ser respeitados pelos adversários. A inexperiência pode pesar contra.

Objetivo — Semifinais. A realidade permite aos belgas sonharem com voos altos. Mas o mau tempo (clima) pode prejudicá-los.

Números — 11 Copas — 36 jogos – 10 vitórias / 9 empates / 17 derrotas.

Histórico — 4º lugar (1986), 4ªs-de-final (1982), 8ªs-de-final (1990, 1994, 2002), eliminada na 1ª Fase (1930, 1934, 1938, 1954, 1970, 1998).

Destaques — Hazard, Fellaini e Lukaku.

ARGÉLIA: As Raposas do Deserto conseguiram seu bilhete para a Copa “com a calça nas mãos”. Praticam um futebol antiquado e defensivo, sendo que outras seleções africanas poderiam estar em seu lugar (Egito ou África do Sul). Tiveram sorte nas eliminatórias e também no sorteio, mas não devem complicar para belgas e russos. Podem arrancar um ponto contra os coreanos e nada mais.

Objetivo — Não fazer fiasco. Primeiro, os argelinos precisam marcar gols. Empatar um jogo é motivo para comemoração.

Números — 3 Copas — 9 jogos – 2 vitórias / 2 empates / 5 derrotas.

Histórico — eliminada na 1ª Fase (1982, 1986, 2010).

Destaques — Lacen, Djebbour e Bougherra.

RÚSSIA: Os russos garantiram seu lugar na Copa com louvor. Ainda apresentam instabilidade em algumas partidas, mas se vê que há uma solidez defensiva e um futebol de contra-ataques. Os herdeiros da CCCP não tem grandes ambições e precisam se preparar para 2018, quando receberão o evento. Podem engrossar contra adversários superiores, mas não devem chegar longe.

Objetivo — Atingir as 4ªs-de-final. Os russos esperam rivais difíceis em um cruzamento na fase seguinte. Mesmo assim, suas chances não são desprezíveis.

Números — 9 Copas — 37 jogos – 17 vitórias / 6 empates / 14 derrotas (incluindo URSS).

Histórico — 4º lugar (1966), 4ªs-de-final (1958, 1962, 1970, 1982), 8ªs-de-final (1986), eliminada na 1ª Fase (1990, 1994, 2002) (incluindo URSS).

Destaques — Kerzhakov, Shirokov e Akinfeev.

COREIA DO SUL: Houve queda de rendimento considerável dos Tae Guk Warriors de 2002 para cá. A classificação ao Mundial foi difícil e não motiva os sul-coreanos a obter grandes façanhas. Demais disso, é bom abrir os olhos porque os asiáticos correm muito e descem o sarrafo na mesma medida. Se vão ir adiante? Só se os adversários jogarem abaixo das expectativas.

Objetivo — Passar da 1ª Fase. Se os orientais conseguirem a proeza da classificação, já estarão satisfeitos mesmo se forem esmagados pela Alemanha nas 8ªs.

Números — 8 Copas — 28 jogos – 5 vitórias / 8 empates / 15 derrotas.

Histórico — 4º lugar (2002), 8ªs-de-final (2010), eliminada na 1ª Fase (1954, 1986, 1990, 1994, 1998, 2006).

Destaques — Son Heung-Min, Koo Ja-Cheol e Park Chu-Young.

Grau de dificuldade da chave: FÁCIL — Talvez uma das chaves mais previsíveis do mundial. Bélgica e Rússia devem classificar com “um pé nas costas”. Mas todo o cuidado é pouco contra os coreanos. Desconfio que os argelinos sequer marcarão um gol nos três jogos.

Prognóstico — 1º Bélgica, 2º Rússia, 3º Coreia do Sul, 4º Argélia.

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EM RESUMO:

Favoritos ao título — Brasil, Alemanha, Argentina, Espanha e Itália.

Podem surpreender — Holanda, Bélgica, Colômbia, Uruguai, França e Portugal.

Não devem ser protagonistas — Inglaterra, México, Suíça, Croácia e Rússia.

Incógnitas — Chile, Equador, Estados Unidos, Japão, Nigéria e Costa do Marfim

Fiéis da balança — Camarões, Bósnia e Herzegovina, Gana, Coreia do Sul e Grécia.

Sacos de pancada — Costa Rica, Irã, Argélia, Austrália e Honduras.

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Catraca Filmes apresenta: A Coisa Tá Preta 2, a história de luta e fé de um povo desesperado. Conheça a história por trás (no bom sentido) da torcida que inovou a forma de contagiar um estádio, criando a Analvalanche. Épico, tocante, triste. Um filme para toda a família. (Verifique a classificação etária, não nos responsabilizamos por cenas de rompimento anal).

Mais informações no site oficial.

E eu achando que DVD sobre a conquista da segunda divisão era o fim da várzea… Agora estão fazendo filme sobre a torcida. No 3, vão entrevistar os ambulantes que vendem comida na entrada do chiqueirão… Que fase, heinhô?

INTER BICAMPEÃO DA AMÉRICA!

Prólogo: depois de quase 5 meses sem escrever um artigo para a ABRIC, olho para trás e vejo que na minha última postagem eu estava deveras preocupado (S.O.S. Colorado), pois o Sr. Fossati certamente não levaria o INTER à lugar nenhum.

Essa pequena introdução apenas dá ensejo ao que vou dizer. O Sport Club Internacional, como clube de futebol, tem surpreendido a todos, inclusive aos seus adeptos mais fanáticos. Mesmo em um ano que parecia ter sido mal planejado, quase modorrento, o Inter foi lá e créu!! (com o perdão do péssimo vernáculo).

Antigamente, nas décadas de 80 e 90, o INTER formava grandes times mas não ganhava muita coisa, quase só Campeonatos Gaúchos, e olha lá! Era sofrido ser Colorado. Dava trabalho ouvir e assistir cada jogo, principalmente nas partidas mais decisivas, quando o time amarelava e entregava o jogo. Os gremistas tinham um prato cheio em termos de corneta e gozação. Enfim, ser Colorado naqueles idos era muito complicado. Nós, adolescentes e jovens, nascidos em meados dos anos 70, precisávamos perseverar muito para não desistir dos nosso sonhos. Enquanto isso, o rival empilhava títulos.

Cachorrão e Crânio hão de lembrar das verdadeiras indiadas que fazíamos para ver os jogos do INTER no Beira-Rio, em uma época de poucas luzes, mas de muitos “Betos Cruzes”, “Zezinhos”, “Zabalas” e “Celsos” (não o Roth). Éramos heróis da resistência em termos de coloradismo.

Mas no alvorecer do novo milênio, algo de bom estava guardado para os vermelhos. O clube passou a sanear suas dívidas, a prezar pela boa administração e por investimentos em categorias de base. E, por incrível que pareça, o co-irmão parou de vencer e a gente inverteu totalmente a lógica que havia até então.

Você, Colorado que tem menos de 20 anos de idade, não entende, mas foi muito difícil se manter fiel ao clube nos anos de escassez. Agora, tudo é fácil. O time ganha até quando poucos acreditam. A grandeza do INTER está aí para todos verem. Ficou fácil, bem mais fácil ser Colorado!

S.O.S. COLORADO

Publicado: 25/03/2010 por Wolfarth em sport club internacional, Tosco Futebol Clube

São José POA 3 x 0 Inter.

Fiasco. Vexame. Fracasso. Ruindade. Podridão. Soberba. Inércia.

Não faltam adjetivos para descrever a “beleza” que foi a atuação do Inter contra o poderoso Zequinha no Passo D’Areia. A direção é omissa e incapaz de tomar uma decisão drástica, no sentido de estancar a sangria desatada que tomou conta do futebol Colorado.

Tudo o que existia de bom foi perdido em questão de 2 meses. A contratação de Fossati foi, indubitavelmente, uma “involução”. Nada se aproveita. Até a questão técnica foi perdida. Ninguém se entende em campo e os atletas não dão aquele “algo a mais” que possui um time vencedor. Infelizmente, cachorrada, o ano está perdido. E isso eu já sabia. Desde o início do ano eu venho alertando a falta de estruturação adequada, de contratações pontuais e de mobilização.

Está dando tudo errado: a mosca do chifre atacou, agarramos a “miudinha” de tal maneira que o ano está comprometido de forma negativa, sendo necessário que a temporada termine logo para recomeçarmos um novo ciclo.

Ganhar a Libertadores é um sonho distante, situado há anos-luz da realidade do Inter. Se chegarmos às oitavas-de-final é lucro. Quem não marca gol não ganha nada. Só o Fossati pensa que dá…

Já no Brasileirão (que vai começar em seguida) uma boa campanha é quase impossível. Melhor esperar por uma colocação entre o 10º e o 16º lugar. Pior que isso, só o rebaixamento. E do jeito que está é perfeitamente possível a gente cair.

Ah… e o Fossati? Algum Colorado quer que ele continue treinando o Inter? Teve nego me mandando torpedo desejando capar o uruguaio…

Inter 2 x 2 Pelotas.

Depois do 4º empate seguido do time Colorado, contra equipes de qualidade duvidosa (Deportivo Quito, Veranópolis, Cerro e agora o Pelotas), a paciência do torcedor começa a se esgotar. O problema todo se deve à maldita vitória que tivemos no Gre-Nal de Erechim, em uma partida que não valia nada, cujo gol foi marcado com alguma dose de sorte.

Jorge Fossati não é o treinador mais adequado para o Inter, haja visto que seus métodos “inovadores” são, na verdade, um empecilho para a naturalidade e fluidez que deveria haver no sistema de jogo utilizado. Os próprios atletas não compreendem tantas mudanças táticas e substituições inesperadas. A direção é covarde, pois não assume o erro pela contratação de alguém que está deturpando as poucas virtudes que restaram da equipe vice-campeã brasileira de 2009. Quem vai derrubar o técnico? A imprensa? A torcida? Acordem, Fernando Carvalho e Vitorio Piffero, antes que o mundo acabe!

Não dá mais. O Gauchão está praticamente perdido. Mandem embora Jorge Fossati antes que o Inter seja eliminado na primeira fase da Libertadores. Tenho dito.

Quando o árbitro Jean Pierre de Lima apitou pênalti para o Novo Hamburgo aos 22 minutos do 2º tempo, momento em que o Inter vencia o jogo por 1 x 0, o pressentimento que tive desde o início do jogo virou certeza: estavam conseguindo tirar o Inter do caminho do Grêmio e eliminá-lo do 1º Turno do Gauchão 2010.

Desde o começo do campeonato, o Inter utiliza reservas e dá pouca importância à competição regional, na intenção de preparar o grupo de jogadores para a Libertadores da América, objetivo principal do 1º semestre. Quando a FGF manteve inalteradas as datas das últimas partidas do Colorado, os dirigentes do Inter resolveram escalar reservas e atletas do time B na semifinal do turno contra o Novo Hamburgo, pois suas reivindicações não foram atendidas.

A FGF, obviamente, sentindo o desprestígio do Gauchão 2010, concluiu que o Inter não merece conquistar o tricampeonato estadual, pois despreza (com razão) o seu torneio. Escalaram um árbitro tendencioso (pra não dizer outra coisa) que marcou uma série de faltas inexistentes contra o Inter durante o jogo, distribuiu cartões amarelos sem qualquer motivo para os atletas colorados e, por fim, apontou pênalti para um lance que TODOS viram que não foi nada. No fim, com mérito, o Nóia marcou seu gol da vitória. Mas tudo começou a mudar com o tal pênalti inventado pelo Sr. Jean Pierre de Lima, a mando de forças ocultas.

Parabéns, chinelagem, vocês conseguiram! Realmente, o Inter venceria esse Gauchão com facilidade, no 1º e no 2º Turno, sem ter finalíssima. A grande mídia gostou, quem manda no jogo também. Imagina! O Inter anda ganhando demais, temos de dar chances para os mais fracos, aqueles que tentam todo ano e não vencem…

Gremistas… comemorem, porque vocês só vão ganhar Gauchão se não houver Gre-Nal!

Está começando o ano de 2010 para o futebol. E, confesso: não está sendo fácil assistir ao nosso rival Grêmio contratar inúmeros reforços de primeiro escalão – Hugo, Borges, Leandro (que não é o BigDog, infelizmente, pois este é pereba aposentado) – investindo na aquisição de outros tantos, enquanto que o nosso Inter não mudou muito, perdeu alguns de seus maiores nomes ainda em 2009 e trocou de técnico, um uruguaio com vocação para Professor Pardal, que pensa em repetir no Colorado o esquema tático que utilizou na LDU Quito.

Diante disso, resumindo a minha modesta percepção, estou a concluir que o Grêmio deve sagrar-se campeão gaúcho e, talvez, da Copa do Brasil em 2010. O Inter, penso que não ganhará nada.

E é isso! Opinem.