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Em todas as relações da humanidade, e em toda sua história, há um ponto em comum: a necessidade da demonstração de poder.

Nas relações pessoais, sociais, políticas, trabalhistas, conjugais, esportivas e o que mais se imaginar, temos a necessidade de demonstrar poder ou saber quem está no poder.

Estas demonstrações ocorrem de diversas formas: força, inteligência, velocidade (astúcia?), riqueza, informação.

Na demonstração de poder queremos centralizar as atenções e os esforços do meio em nossa direção. O respeito, o dinheiro, as facilidades são os frutos desta atenção. Subjugamos para captar (e cooptar) a energia do meio em nossa direção. Tendo-se mais energia, tornamo-nos mais fortes e com isto perpetuamos a relação poder-vassalagem.

Ao retirar energia do meio e direcioná-la em apenas um foco, damos espaço para outras energias. O vassalo, ao direcionar sua energia construtiva para alguém (aquele que o subjuga) e não obtendo retorno igualmente construtivo, abre espaço para energias destrutivas. Começam com simples pensamentos (ódio, vingança, etc) por sentirem-se desamparadas e evoluem para formas concretas de violência física. Retirar a matéria para preencher a troca de energia.

Por não entender o porque de retirar/perder riqueza material, e querendo acabar com este tipo de atitude de algumas pessoas ou ao menos coibir criando punições a quem realizar este tipo de ato, a sociedade entra em um conflito sem fim, pois a causa não é atacada.

E, na minha vã filosofia, isto existe em TODAS as relações da sociedade.

O valor único

Publicado: 02/06/2009 por BigDog em Um muito sobre nada...
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Para quem mora no Brasil, escândalo envolvendo dinheiro público é uma coisa absolutamente cotidiana. É passagem aérea para a família para cá, mensalão para lá, superfaturamento não sei mais onde, num círculo vicioso instalado há décadas e que, para falar a verdade, não sei se alguma geração vai chegar a banir. Reclamamos muito, de tudo, principalmente porque não são tomadas quaisquer medidas para coibir tais abusos. Nenhuma mesmo. Parece que mais sorte tem quem chega primeiro, quem consegue meter a mão na bolsa da viúva antes… Eu, particularmente, ando absolutamente cansado de tudo isso. Desde que me entendo por gente – mais ou menos uns três meses atrás – as coisas são assim, é pilantragem em cima de pilantragem, e já não tem nem mais graça falar disso. O mais dolorido é que esse comportamento reflete exatamente o das pessoas que colocam estas raposas para cuidar do galinheiro: o eleitor. E este, por sua vez, faz tudo o que faz porque tem uma única lógica na sua cabeça: o dinheiro!

Fenômeno mundial, o endeusamento da bufunfa faz com que as pessoas tomem atitudes cada vez mais tresloucadas, transformando o único valor que não está intrinsecamente ligado ao caráter no único válido. Em síntese, honestidade, lisura, lealdade, palavra, tudo isso são coisas absolutamente dispensáveis e irrelevantes. Apareça bem vestido e com um carro do ano, e ninguém vai se importar se isso tudo foi adquirido com dinheiro honesto ou com desvios e crimes. A influência do larjã é tão grande que cega as pessoas e faz com que algumas atitudes levianas e impensadas as conduza ao extremo: perder dinheiro! Algumas pessoas não se dão conta de que, ainda que possam ter um ganho imediato, isso representa uma perda no futuro, e não necessariamente um prejuízo para o suposto ‘lesado’. Mas não adianta, quando se trata de lucro, vendemos a mãe, desrespeitamos e prejudicamos amigos, colegas de trabalho, familiares e quem mais estiver na volta. Coisas que seriam absolutamente ilógicas passam a representar grandes metas na vida das pessoas. Perde até um pouco o sentido a velha frase feita de que os fins justificam os meios. Atualmente nem as finalidades práticas justificam o fim almejado. Triste viver esses tempos, em que somente a carteira se apresenta como importante. Pena.