Arquivo da categoria ‘Mundão da internet’

Provavelmente nos últimos tempos você leu/ouviu frases muito similares a estas:

– O paciente João dos Anzóis tomou a fostoetanolamina por seis meses e ficou curado do câncer de próstata!

– O irmão do cunhado da minha tia pegou um táxi e foi ludibriado no troco, além do motorista não ter ligado o taxímetro, ter sido extremamente grosseiro e, para piorar, pego o caminho mais longo para aumentar o valor da corrida!

A estas afirmações se atribui o nome de evidências anedóticas, ou seja, evidências verificadas em um número baixíssimo de eventos – muitas vezes apenas um -, de maneira informal e normalmente por pessoas não-habilitadas a coletá-las. Geralmente, possuem forte apelo emocional e tendem a se integrar rapidademente ao imaginário popular. Mas não servem, de forma alguma, para estabelecer políticas de grande repercussão social, como a aprovação de medicamentos e a elaboração de políticas de mobilidade urbana. No máximo, servem para que elaboremos conclusões generalizadas e desvinculadas dos fatos, nem sempre salutares. Além disso, por seu próprio apelo e repercussão, tendem a ser lembradas de forma mais viva e dramática pelas pessoas. Ninguém comenta, por exemplo, sobre as pessoas que tomaram a mesmíssima substância e infelizmente sucumbiram ao câncer de qualquer maneira, nem das incontáveis corridas de táxi que fez durante a vida em que tudo correu exatamente como o esperado.

Para que se verifique a nocividade deste tipo de procedimento, basta pensar quantas vezes, ao longo da vida, tomamos decisões levados pela emoção – ou, como dizemos, “de cabeça quente” – e acabamos sendo imensamente prejudicados, findando por lamentar o fato de não termos escolhido outro caminho.

Nesta polêmica do Uber, é exatamente frente a isto que nos encontramos: por ter havido um caso grave de agressão a taxista em Porto Alegre, já somos todos contra a “máfia dos táxis” e plenamente favoráveis ao uso do aplicativo.

Mas um minutinho de reflexão traz algumas questões absolutamente relevantes. Por exemplo, é possível confiar inteiramente na iniciativa privada para regular um serviço de utilidade pública, sem a realização de estudos ou qualquer levantamento mais sério sobre a forma como tal serviço é prestado?Exemplos de serviços anteriormente privatizados que simplesmente não funcionam não precisam ser muito procurados. Aparentemente, o Uber verifica antecedentes criminais dos candidatos a motorista, mas num país em que o número de crimes solucionados é irrisório este procedimento assegura a isenção dos passageiros de qualquer risco? E mesmo que o motorista seja uma pessoa idônea, há a garantia de que os dados que trafegam no aplicativo são 100% seguros e impossíveis de serem rastreados por pessoas com interesse em saber a rota exata e os horários de deslocamento de determinada pessoa?

Por outro lado, a pressa dos vereadores de Porto Alegre em vetar o uso do serviço corrobora, e muito, outra idéia já fixada no imaginário popular, segundo a qual todo político é corrupto e está sempre participando de algum esquema. No fundo, qual a real intenção por trás de cada voto? Decidiram com base em dados relevantes e concretos? Possuem condições de apontar eventuais falhas no serviço que justifiquem a proibição? Não possuem nenhum interesse econômico na discussão?

Ninguém sabe concretamente, em nenhum dos dois casos. Como sempre, estamos decidindo coisas relevantes no escuro, não tomando o devido tempo para reflexões e discussões sérias. E este é o ponto: somos um país formado por pessoas que se recusam a raciocinar, simplesmente desprezando a competência técnica, com a crença em que nada de mal irá acontecer pelo simples fatos de agirmos assim. Do dia para a noite, somos todos médicos, engenheiros de minas, geólogos, especialistas em política do oriente médio e engenheiros de trânsito, aptos a dar opiniões definitivas sobre tudo. E, enquanto continuarmos agindo assim, não sairemos do buraco para o qual cada vez mais infelizmente rumamos. Mas só acho…

Como a maioria das pessoas, não li os termos e condições de uso do Facebook e nem de nenhum outro serviço online, mas tenho quase certeza que não há neles qualquer obrigação do usuário emitir sua opinião sobre cada assunto de grande repercussão que surge.

Sendo assim, acaso não tivermos nenhum conhecimento médico, bioquímico ou farmacológico, nem feito pesquisa científica em qualquer área, que tal evitarmos sair praguejando por aí contra a indústria farmacêutica e repetindo, como papagaios, que o Brasil encontrou a cura do câncer, que tudo não passa de uma grande conspiração para desacreditar os pesquisadores brasileiros e que a fosfoetanolamina deve ser colocada nas prateleiras das farmácias ontem?

Igualmente, se nunca lemos o Corão nem temos conhecimentos suficientes sobre a situação política, social e econômica no Oriente Medrio, que tal não pregar, imediatamente, a morte de todos os muçulmanos como forma de alcançar a paz mundial?

Em último caso, na dúvida, que tal usarmos o bom e velho bom senso?

Se a frase “a indústria farmacêutica não quer a cura do câncer para continuar vendendo quimioterápicos” fizer algum sentido, que tal se colocar no lugar de um grande acionista de uma farmacêutica e se perguntar se um remédio que cura o câncer não poderia ser vendido por muito mais que um quimioterápico, aumentando o lucro? Que tal considerar que o câncer, infelizmente, é uma doença que costuma apresentar recidivas e seria muito mais interessante vender o medicamento para o mesmo paciente duas, três ou quatro vezes (lembre-se, todos os casos seriam curados, portanto sempre haveria esta possibilidade) ao invés de quimioterapia apenas uma? Ou ainda, conforme o resultado dos testes clínicos, estabelecer um tratamento com a droga mediante administração contínua para evitar recidivas, lucrando indefinidamente em cima de cada paciente?

Da mesma forma, se a tentação de dizer que é muita coincidência ocorrer um ataque terrorista islâmico toda vez que a população brasileira prepara uma manifestação importante contra um partido que quer estabelecer uma ditadura socialista/comunista no Brasil, que tal parar para pensar no motivo pelo qual um grupo religioso radical e extremista colaboraria com um partido que professa um sistema político e econômico que historicamente tem simplesmente varrido as religiões, inclusive de forma violenta, dos lugares onde passa?


Executivo da France Telecom sai, depois de 24 suicídios na empresa
Do Valor OnLine
SÃO PAULO – A operadora francesa France Telecom anunciou hoje a saída de seu vice-presidente, Louis-Pierre Wenes, após uma onda de suicídios de trabalhadores verificada na empresa nos últimos meses.
O executivo será substituído por Stéphane Richard, ex-vice-presidente das operações internacionais, também cotado para assumir a liderança da empresa em 2011, no lugar do atual presidente-executivo Didier Lombard.
Os sindicatos culpam a restruturação da companhia realizada por Wenes pelos 24 suicídios ocorridos no quadro de funcionários da France Telecom, em cerca de 20 meses. O plano de modernização envolveu mudanças nas funções dos trabalhadores dentro da empresa, além da cobrança de novas metas.
A empresa, em contrapartida, afirma que esta taxa de suicídio não é incomum para uma companhia de seu porte.
(notícia do site G1 05/10/09)

Isto é a parte prática, ou como diriam os auditores de ISO 9000, as evidências objetivas das políticas ditas voltadas aos recursos humanos, a valorização das pessoas, ao investimento no capital humano. Isto é o que está escrito no mural de 9 entre 10 empresas. O maior bem de uma empresa são seus funcionários. Ou ao menos aqueles que sobreviverem.

Ou, segundo os comentários de colegas, ao ouvirem mais um plano de reestruturação da empresa: “Quem ficar vai ficar bem!”

Um período de férias, quando o camarada está em um estágio de cansaço físico e mental quase insuportável, pode ser a melhor coisa a se fazer. No meu caso, estou aproveitando para colocar um monte de coisas em dia. Mais tempo para fazer as coisas que normalmente não teria tempo, mais cuidado com a vida pessoal. Enfim, puro hedonismo.

Já havia visitado várias vezes o Perólas do Orkut, mas nunca havia tido tempo de avaliar detalhadamente os posts, ainda mais que para acessar o próximo post é necessário dar uma nota para o que se está visualizando. Ontem, munido de alguma curiosidade mórbida e em ritmo de vadiagem remunerada, resolvi dar notas compatíveis com as imagens, para conhecer melhor o site. Poderia dar nota 1 para todos os posts apenas para seguir lendo o blog, mas acho que não é interessante tomar esse tipo de atitude, já que a iniciativa é justamente avaliar o nível da participação brasileira no site de relacionamentos. Em relação ao qual eu tenho uma certa resistência, quero deixar bem claro. Tenho perfil no Orkut apenas para não ficar totalmente fora da órbita e manter contato com alguns velhos amigos que há tempos não vejo ou reencontrar outros dos quais não tinha mais notícia. Mas não adiciono uma viva alma que eu não conheça efetivamente. Sabe aquela coisa ‘fui teu colega na quarta série primária, lembra de mim? Me add aí’. Se eu não lembrar, nada feito.

O caso é que eu não consigo rir do que vejo no site. Simples assim. Sinto uma tristeza tão grande, uma revolta com o sistema educacional, uma preocupação com a falta de bom senso/bom gosto e com a total falta de referência do povo brasileiro, estampadas naquelas imagens. Claro que são as pérolas, o crème de la crème da burrice e do mau gosto. Não representam, de forma nenhuma, a sociedade brasileira como um todo. Mas mesmo assim é difícil saber que tem gente que não sabe escrever sequer o mais básico, que não tem a menor noção e/ou pudor, que faz bobagem, pratica crimes, adota atitudes ofensivas, fotografa e ainda publica no tal de yakult. Imagine um antropólogo de uma universidade estrangeira que vá fazer um estudo sobre o povo brasileiro e tem alguma preocupação com a interação social via redes da web. Se souber português, vai chegar a conclusão que somos todos uns imbecis, não merecemos mesmo ter mais do que temos, e chega até a ser surpreendente que não sejamos uma das nações mais pobres, miseráveis e doentes do mundo. A amostragem é pequena, claro, mas ainda assim é uma amostragem. Fiquei deprimido, para falar a verdade.

Quer ter uma pálida idéia do que eu estou falando? Dá uma olhada e veja se dá para dar risada disto.

Deu guru!

Publicado: 16/07/2008 por BigDog em Mundão da internet, Não há o que não haja!

O leitor mais atento deve ter notado que, temporariamente, os quinze últimos posts aqui da casa saíram do ar. Por uma incompetência atroz deste que vos escreve, uma operação de importação do contiúdo (como diria o Briza) aqui do site para posterior importação lá no ‘Projeto Gente Grande’ acabou resultando nesta catástrofe. Para sorte, tinha feito backup dos posts até o do crocodilo assassino do Burundi, e pude recuperar os textos até essa data sem problemas. Como os meus textos posteriores, assim como os do Crânio, estavam salvos no Zoundry Raven, também deu para recuperar as postagens posteriores de nossa lavra – ainda que tenha me custado um deslocamento até a casa dele, onde não pude tomar nenhuma cervejinha, porque estava dirigindo, apesar de estarmos ambos em férias – e, pela graça de Deus, o Alemão não tinha escrito mais nada! Aliás, seu Felipe, traz o notebook no churras de amanhã para a gente instalar e configurar o Raven para o senhor. Muito melhor e mais prático que o Word, além de servir para essas eventualidades. Enfim, todos os textos foram recuperados, mas, infelizmente, os comentários se perderam. Desculpem a barbeiragem. Voltamos com nossa programação normal.

Dúvida atroz que tem me perseguido nos últimos dias. Não que eu tenha ficado abalado com a treta que tive com o Grande Abóbora a ponto de perder a convicção no que escrevo. Na verdade, só a aumentou, mas isso é outro assunto. O problema é que a assim chamada blogosfera brasileira dá sinais de uma podridão escandalosa e fico meio cabreiro de participar desse balaio de gatos. Já compreendi que não sou bem vindo, afinal de contas não provoco brigas desnecessárias, não me envolvo em polêmicas e nem critico gratuitamente quem pensa diferente de mim. Se você for verificar os comentários aos diversos posts aqui da casa, verá que eu tomo laço de todos os lados, principalmente dos outros dois acadêmicos. Mas essa é a própria essência do tal de blog, a controvérsia, a discussão sadia e educada sobre pontos controvertidos. Às vezes 'rola um clima', o sujeito fica indignado com o que leu e acaba transparecendo no debate uma certa irritação. Faz parte do jogo, toda interação humana eventualmente descamba para o desentendimento e a irritação. Fico me perguntando – e não respondendo, afinal não falo com qualquer um – se vale a pena continuar nesses termos, se para ter audiência o camarada precisa ser pedante, arrogante e mal-educado. Felizmente, tive uma epifânia que me fez concluir que sim, vale a pena. Em razão de dois momentos e situações distintas.

Em 24-04-08 saiu uma matéria muito bem escrita pelo Daniel Duende no site Global Voices Online, citando um texto aqui da casa, com todos os créditos e link para o site. Foi a primeira grande referência à ABRIC na web, e já estávamos há mais de ano na labuta. Como não ficamos pagando pau, pedindo link, fazendo cortesia com chapéu alheio, xingando leitor, enfim, como não estamos explorando o esquemão tradicional de 'inserção' na blogosfera, para nós foi uma vitória, um grande passo rumo ao nível de (aqui está certo, podem procurar) atenção atual, que nem sei se merecemos. Enfim, foi uma resposta legal ao nosso trabalho – trabalho não é bem o termo, mas vá lá – e fez muito bem para o ego. Desde então, a quantidade de posts subiu, assim como a qualidade. Eu até ando com vergonha de escrever, porque Alemão e Crânio estão se superando a cada dia.

O outro fato, bem menos agradável, veio em 28-06-08. Nem quero falar muito sobre o assunto, ficar aqui relembrando o irrelevante e explicando o óbvio é muito cansativo. De verdade. Resumindo, se o leitor não acompanhou a quizília, fui criticado, escarnecido e ofendido, chamado de comunista, bundão e debilóide. Tudo porque ousei discordar das eminências que fazem a tal blogosfera ou, como eles mesmos adoram dizer, 'fiz um mimimi'. Mantenho tudo o que disse, e acrescento que foi muito triste ver tudo aquilo acontecer, ficou tão evidente a vontade de criar polêmica à toa para se promover e ao mesmo tempo de reafirmar a visão tacanha de um grupo fechado hermeticamente e impenetrável para meros mortais como nós. Enfim, conseguir audiência à custa de baixaria, que é o que dá IBOPE. Por mais que digam o contrário, que são 'OS' inteligentes e que não querem gentalha no site deles, os caras perceberam que o povão gosta mesmo é de ser chutado, chamado de burro e ignorante, enquanto assiste alguém se digladiando a troco de quase nada.

Mas que diabos eu quero dizer com tudo isso? Simples, no mês de abril tivemos um incremento de 58% no número de visitações em relação a março, enquanto que em junho foi apenas de 17%. Ou seja, a matéria do Global Voices foi muito mais significativa para o nosso blog – aqui vale lembrar, não se tratam dos pára-quedistas que os blogueiros profissionais abominam, mas pessoas que continuaram retornando, porque a estatística permaneceu igual dali para frente – do que o barraco com um dos medalhões da blogosfera profissional. É bem verdade que o dia com maior visitação da ABRIC foi na segunda, 30-06-08, quando o post do Big Pumpkin foi lido por seus devotos, que saíram a tacar lenha na fogueira, dizendo que eu era um retardado por ter afirmado coisas que, na verdade, eu NUNCA escrevi. Mas esse é o 'efeito Contigo', a fofoca atrai um monte de gente, mas logo na próxima perde a graça. Enfim, concluí que é melhor seguir escrevendo sobre o que acredito, da forma que sempre fiz, que a coisa só tende a melhorar. Sigo blogando, portanto. Ainda mais que o 'Projeto Gente Grande' está em fase de finalização, e agora já não dá para voltar atrás.

Um dia desses eu estava assistindo vídeos no YouTube, sem qualquer finalidade específica, só por curiosidade, até que me deparei com este:

Trata-se de uma filmagem independente (aparentemente), contando breve histórico de Gustave, um crocodilo-do-nilo que vive no Burundi, pequeno país da África central. Segundo consta, o réptil tem 6 metros de comprimento, mais de 900 kg e cerca de 60 anos de idade, tendo devorado mais de 300 seres humanos às margens do Rio Rusizi, que desemboca no famoso Lago Tanganica.

A enormidade do animal, classificado como o maior crocodilo já visto na África, deve-se ao seu gosto peculiar por carne humana, hábito que desenvolveu na época em que a ditadura militar do Burundi jogava os inimigos do regime no habitat de Gustave.

Evidentemente, a National Geographic já fez máterias sobre o “jacaré” em sua programação. Mas o mais incrível é que foi rodada uma produção bastante criticada sobre o crocodilo para o cinema, chamada “Primitivo”, no qual o réptil é superdimensionado e visto como um pesadelo. Não vi o filme, mas boa coisa não deve ser.

Para encerrar, comentando o vídeo que assisti, só posso dizer que o crocodilo realmente existe, não é um monstro de outro mundo, age instintivamente como os outros répteis e está fazendo o seu papel: se alguém se bobear e cair na sua área, ele devora.

Creio que não vai ser fácil conseguir capturar viva essa lagartixa!

Acabei de travar uma batalha com um cavalo de tróia sacana que queria arregimentar meus dados pessoais para enviar a algum endereço de mail, de onde certamente seriam utilizados para me lesar em algum aspecto, quase que certamente no financeiro. A origem? Um arquivinho *.ppt que veio anexado em um e-mail recebido. Não vou dizer quem foi o remetente da mensagem, mas posso assegurar que eu não abro essas coisas, em hipótese nenhuma. Não adianta enviar *.ppt ou *.pps para mim, com pensamentos profundos e edificantes de algum obscuro filósofo tibetano, ou sobre o valor da amizade, yada-yada-yada, que eu não tomarei conhecimento do conteúdo. Vai tudo direto para o lixo. O problema é que esse sacana se auto-executou com a simples abertura da mensagem, rodando suas rotinas sem vergonhas para amealhar informações confidenciais de pobres incautos. É por essas e por outras que eu renovo minha assinatura eletrônica no banco a cada utilização e formato completamente o HD do computador com alguma freqüência. Claro que não adianta, já dei uma de usuário “dois-dentes” e caí num golpe desses, mas, pelo meu perfil, o banco acreditou imediatamente na minha versão – sim, tem esperto que tenta dar calote simulando crimes eletrônicos – e repôs o dinheiro.

O que me leva a pensar, seriamente, é sobre a utilidade do PowerPoint. Sério, todas as vezes que fui submetido ao conteúdo gerado por esse programa, das duas uma: ou uma sensação de sono profundo ou uma desconfortável descrença na raça humana. Quando utilizado para fins profissionais, o software tem se revelado, salvo raríssimas exceções, a pior muleta para gente sem nada a dizer. Se o camarada precisa utilizar “recursos visuais” para explicar o seu ponto de vista, ou para passar algum ensinamento, certamente não vai ser a projeção de uma telinha colorida, com tópicos soltos e desconexos, muitos sobre os quais o sujeito não tem absolutamente nada a acrescentar, que vai resolver o problema. Quando aplicado para fins ‘sociais’, então, o programa é o próprio quadro da dor sem moldura. Juntar um monte de imagens fofas com uma música melada ao fundo, passando mensagens de caderno da Hello Kitty, deveria ser proibido por lei. Ou então gerar o banimento permanente do usuário do meio virtual. Algo assim: o sujeito houve a campainha, vai atender, e é uma agência especializada em coibir o uso do PowerPoint. “O senhor enviou o arquivo ‘miguxo.ppt’ para todos os contatos de sua lista e, infelizmente, algumas delas prestaram queixas. Vamos apreender seu computador, cortar sua linha telefônica, suspender sua assinatura de TV a cabo e trancá-lo no banheiro por duas horas, para que o senhor reflita melhor antes de fazer outra bobagem destas”. Eu seria o primeiro a ligar para o “denuncie PowerPoint” quando criassem o serviço.

Buenas, como eu disse no meu último post, não sei se existe(m) outro(s) universo(s). Nem mesmo o sapiente Crânio ousou formular alguma teoria sobre o assunto, motivo pelo qual concluí que os universos paralelos não estão ao nosso alcance.

Ato contínuo, deletei o meu blog pessoal denominado “Universo Paralelo do Futebol”, local ermo e desabitado, onde reinava o império das baratas e das aranhas, sem ter um post novo há quase um ano. Convenhamos que de “universo” aquele submundo não tinha nada!

Evidentemente que o propósito adotado de me dedicar exclusivamente à ABRIC (ou futura ABRICON) é muito mais atraente, dada à grandiosidade do projeto elaborado pelo acadêmico BidDog, não havendo mais qualquer motivo para manter página paralela voltada estritamente para o esporte bretão.

Enfim, o “Universo Paralelo do Futebol” já vai tarde. Há muitos outros assuntos interessantes para serem comentados além do futebol e, por isso, confio cegamente nesta tríade intelectualmente acima da média para acabar com a pasmaceira e com muitas idéias curtas que grassam pelo mundo virtual, este sim, um verdadeiro universo dentro do universo.

Comecei a escrever na ABRIC, que no início era apenas um papo de bêbados num dos tantos churrascos com os outros dois ilustres acadêmicos, principalmente porque gostaria de expôr algumas idéias de modo mais abrangente. Depois, com o desenrolar da brincadeira, continuei fazendo questão de participar, porque é um grande prazer compartilhar idéias com o Felipe e o Crânio. Ler o texto desses caras, então, é um deleite pessoal. Todos os dias, acesso o site pelo menos umas duas vezes, só para conferir se não surgiu nada de novo daquelas cabeças iluminadas. Não, não faço isso para aumentar artificialmente a estatística do blog, até mesmo porque minha própria visita não é contabilizada pelo sistema do wordpress. Enfim, estou aqui para me divertir, dizer o que quero da maneira que me aprouver.

Mas eis que, cansado de tanto ler na ‘blogosfera’ – alguém podia pensar um termo melhor, pois não? – brasileira que o leitor é burro, indolente e preguiçoso, bem assim que quem está ganhando dinheiro com blog é uma criatura simplesmente genial que nos faz o favor de compartilhar sua sabedoria, resolvi comentar este post do Fim da Várzea, mais um dos milhares de textos reafirmando que nós, que não somos gênios, não vamos ter vez no ‘mercado’ do blog. Tomei laço lá mesmo e, ainda, aqui. Não que eu me importe, mas já que enfiei a mão no vespeiro, tenho algumas coisas a acrescentar, ainda mais porque, ao contrário do que sempre fiz, respeitando todo mundo que já passou pela ABRIC, fui sumariamente ridicularizado. Já que estamos no baile, vamos dançar esta.

Não acho errado ganhar dinheiro com blog. Talvez um dia, se a situação se apresentar, até venha a fazer isso, se bem que aqui teremos que dividir tudo por três, o que já complica. Só quis demonstrar que nem sempre o blog surge com essa intenção, pode ser que alguém blogue o resto da vida sem ganhar nada por isso, apenas pelo prazer de fazer algo em que acredita. Enfim, cada um na sua. Nós temos, sim, uma audiência que seria desprezada por muito problogger, mas não por gente que está começando agora. Não dá para generalizar dizendo que números ridículos são assim considerados por qualquer um. Se o sujeito inicia o blog imaginando que terá umas cem visitas mensais e acaba com mil, vai ficar mais do que satisfeito. E para muito problogger, isso seria simplesmente a insolvência. Mil visitas por mês não pagam o leitinho das crianças. O difícil é quando alguém lê tudo o que tu escreve e pessoaliza. Tem muita gente desesperada, sim, para aparecer, para começar a ganhar dinheiro. Não disse isso de ‘A’ ou ‘B’, por isso não preciso responder se há ou não desespero aqui ou acolá.

Agora, a parte que mais me incomodou: se não houvesse tanta resistência a pessoas novas com idéias distintas, porquê o laço? Quero dizer, se não se pode discordar das verdades absolutas escritas por aí, então está confirmada a tese. Eu penso diferente, e pronto! Há, sim, resistência a admitir novos blogueiros nos meios estabelecidos. E não é dando link ou citando textos daqui ou dali que se chega lá. Não vou ficar pagando tributo para quem quer que seja para conseguir meu espaço. E também não me importo se Vossa Senhoria, ou qualquer outro medalhão, acha que não fiz por merecer. Tentei, na melhor das boas intenções, participar de um blog ‘estabelecido’ e só quebrei a cara. Coisa que dificilmente voltarei a fazer. Se estou aqui fazendo o papel do coitadinho, estou mais tranqüilo com minha consciência do que assumindo o arrogante papel do ‘eu estou certo’. Quem lê o que escrevo vai ser respeitado, e se escrever besteira em caixa de comentário vai ser recusado. E pronto. Não vou chamar o leitor de ignorante, burro e salsinha, apenas porque ele não concorda comigo. Essas polêmicas artificiais só servem como chamariz para audiência, porque todo mundo se sente tentado, vez ou outra, a sentar o laço em alguém. Quanto mais arrogante e intolerante, melhor, porque aí as polêmicas crescem, assim como a visitação diária – ops, desculpe, esqueci que o que interessa são os leitores de feeds – e o lucro. Em suma, prefiro ser rotulado de coitadinho do que de pretensioso. Inclusive porque não estou ganhando nada por isso, ao contrário dos autor das críticas, que faturou algum cada vez que você, prezado leitor, clicou no link que incluí no texto.

Fazendo nossa parte.

Publicado: 25/06/2008 por BigDog em Mundão da internet
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ABRIC participando, e não é nem pelos brindes, mas sim pela importância da causa:

Ajude a sustentar a Wikipédia e outros projetos, sem colocar a mão no bolso, e concorra a um Eee PC!
…e também a pen drives, card drives, camisetas geeks, livros e mais! O BR-Linux e o Efetividade lançaram uma campanha para ajudar a Wikimedia Foundation e outros mantenedores de projetos que usamos no dia-a-dia on-line. Se você puder doar diretamente, ou contribuir de outra forma, são sempre melhores opções. Mas se não puder, veja as regras da promoção e participe – quanto mais divulgação, maior será a doação do BR-Linux e do Efetividade, e você ainda concorre a diversos brindes!

Sempre me interessei pelos termos de pesquisa que os leitores utilizam nos motores de busca para chegar aqui no blog. No início, ficava estupefato com algumas buscas, não conseguia compreender como alguém podia utilizar os termos “sexo”, “liquidificador”, “fanta uva” e “pingüins” ao mesmo tempo, mas depois acabei acostumando com a bizarrice humana. Achava até engraçado quando algum internauta desavisado aportava por aqui após perguntar ao Google – como se este fosse um oráculo, pronto a responder qualquer dúvida – coisas do tipo “como faço para depilar minha genitália?”. Claro que isso também tem um lado positivo, porque o argumento “como faço para baixar os triglicerídeos” já trouxe muita gente para este artigo que escrevi, embora ele não seja a resposta adequada à pergunta. Mas, pelo aumento significativo de leitores diários, acredito que essas pessoas acabam gostando do blog, o que nos interessa. Não importa como arregimentar leitores, o que importa é que eles fiquem cativos. Ontem, depois de tanto tempo e já calejado, alguém conseguiu me surpreender com a pesquisa abaixo:

Fiquei intrigado, me perguntando se era comigo. Mas depois concluí que não poderia ser, afinal de contas, se o camarada me conhece a ponto de se preocupar com a minha religião, basta mandar um e-mail que eu respondo: é a Igreja de Jesus Cristo dos Santos do Sétimo Dígito, minha próxima picaretagem quando as lides internéticas se encerrarem. Só aceitaremos, conforme o nome está dizendo, fiéis dispostos a fazer doações de valores com sete casas decimais. Serão pouquíssimos devotos, mas a doação de um já vai dar para viver uns bons anos sem maiores problemas. Por isso, não nos preocuparemos com o número, e sim com a qualidade. Em troca, atendimento espiritual especializado e com atenção exclusiva, porque um cliente que está pagando mais de um milhão merece cafézinho, massagem no pé – vou contratar alguém para fazer, se o fiel for homem – e toalhinha quente. A doutrina? Bom, isso a gente dá um jeito…

Sem brincadeiras, é claro que o leitor estava pesquisando sobre o deus Anubis. Nesse caso – ajudando o Google a superar a torpeza humana – a resposta está aqui.

Recentemente fiz uma assinatura anual do Last.fm para poder utilizar integralmente os serviços do site, principalmente as rádios online, que são um recurso extremamente útil para quem não quer gastar muito dinheiro para colocar sua rádio – baseada nas estatísticas de seu gosto musical, com as músicas preferidas, bandas escolhidas, etc. – no ar. Em breve, a rádio estará de volta, faltando apenas alguns ajustes para que tudo funcione a contento. O interessante é que, mesmo sendo usuário do site há muito tempo, somente agora estou descobrindo funcionalidades e utilitários muito legais que são disponibilizados pela comunidade. Um deles é o Country Match, um site que, baseado nas estatística de cada usuário, elabora tabelas por país e compara o gosto musical individual com cada uma destas estatísticas. Para o meu espanto, meu gosto musical é mais parecido com o dos usuários… de Ilhas Feroé!!! Um recôndito lugar do qual eu sequer desconfiava a existência, mas cujos usuários do Last.fm tem 22% (vinte e dois por cento) de similaridades em relação às coisas que eu escuto. Eu sempre me considerei um camarada meio alternativo para ouvir música, mais enjoado que tomar Olina em jejum. Mas agora quebrei o recorde. Duvido que alguém consiga ter um resultado mais bizarro que este.

update: Essa semana piorou: Antártida, com 22%. Imaginem quantas pessoas deve haver morando lá. Cada vez mais longe de tudo…

O site Global Voices Online publicou uma matéria em que cita um texto aqui da ABRIC (“Qual a maior tragédia”) como referência no caso Isabella Nardoni, explicando para o mundo o ocorrido. Nós já éramos meio pedantes, donos da verdade e cheios de opinião. Agora, vamos ficar insuportáveis! A partir de hoje, esta é a Brazilian Academy of Confused Thoughts, citada na blogosfera mundial. Espero que a gente consiga manter o ritmo e crescer cada vez mais. Este já foi o mês de maior número de visitações do blog. Não vou falar em números, porque não somos o Cardoso e não ganhamos nada por isso. Mas o fato é que a ABRIC cresce a olhos vistos. E foi só estes dois qüeras voltarem para o negócio deslanchar. Eu, que sempre acreditei, só tenho uma coisa a declarar: eu disse!

Update: uma das coisas que há muito tempo vinha pensando em fazer era retirar os posts da categoria “Disco da Semana” do ar, para evitar problemas legais futuros. Agora foi!

Faz muito tempo que eu venho afirmando que a indústria fonográfica como a conhecemos simplesmente acabou. Isso tem ficado cada vez mais evidente para mim, principalmente quando vejo uma grande loja do setor – a Banana Records – encerrar suas atividades de forma definitiva, fechando a única unidade ainda em funcionamento, aquela da Avenida Nilópolis, em frente à Praça da Encol, com uma melancólica liquidação do tipo “torra tudo” e descontos de até 70%. Claro que aproveitei a oportunidade e comprei vários discos nesta leva, coisas muito boas por preços de até R$ 9,50 (London Calling – The Clash. Isso é que é pechincha!). Mas o fato é que, estando a Banana fora do mercado, restam muito poucas opções de lojas especializadas aqui em Porto Alegre e região. Outra grande cadeia, a Multisom, está focando suas atividades na venda de equipamentos de som e vídeo e instrumentos musicais. As megarredes do setor, Saraiva, Siciliano e Cultura, vendem muito poucos CDs, mais como um complemento para a imensa variedade de livros, produtos de papelaria, softwares e até mesmo notebooks e afins. Ou seja, o mercado fonográfico faz água, e não é pouca.

Se perguntados, os executivos e produtores das gravadoras dirão que é por culpa da pirataria e troca de arquivos digitais via internet. Eu discordo. A culpa é da ganância desenfreada e da cara-de-pau de gente que remunera mal quem cria seus produtos (o músico, que recebe um verdadeiro caraminguá de direitos autorais) e vende a preços estratosféricos o que tem um custo total que tende a zero. Ora, um disquinho de acrílico, com uma caixa de um plástico que eu não faço nem idéia qual seja, mas certamente não deve ser muito caro, com um encarte feito de papel não pode sair por muito mais de R$ 5,00. Isso é quase indiscutível, ainda mais se considerarmos a produção em massa, que barateia o custo final. Claro que se uma determinada banda quiser gravar um lote de mil CDs independentes para divulgação do seu trabalho vai pagar um pouco mais do que isso, mas este custo resulta mais do trabalho de gerar matrizes para os discos e de off-set para a impressão do que pelo produto final em si. Produzidas milhões de unidades, no entanto, o custo cai radicalmente e não se chega ao preço que mencionei nem por decreto. Enfim, não há qualquer justificativa para que se cobre mais de R$ 50,00 por um único CD, preço que está sendo praticado como média nas lojas do ramo. O outro argumento, o do alto custo de divulgação, etc., já nem merece maiores discussões, porque com a internet a pleno vapor não há necessidade de se fazer sequer um folder de divulgação, basta jogar imagens e clips das novas músicas no site para que milhões de pessoas se interessem pelo trabalho. Ou não, vai depender da qualidade.

E esse é o ponto: a indústria fonográfica ficou preguiçosa, porque se acostumou a vender o que queria, pelo preço que queria. A decisão sobre o que lançar sempre foi um dos maiores trunfos do setor, que praticamente moldou todos os artistas – com raríssimas e honrosas exceções -, simplesmente rescindindo contratos dos que não interessavam mais e chegando ao cúmulo de exigir que a produção fosse nesse ou naquele sentido. Coisas do tipo “precisamos de uma nova moda, chama aqueles caras de cabelo vermelho aqui para ver que apito eles tocam”… Nesse roldão, a internet e a facilitação do acesso a todo e qualquer tipo de informação, aliadas à imensa facilidade de produzir um disco com qualidade decente e quase profissional – hosanas aos Pro-Tools e Garage Bands da vida – as pessoas começam a pensar por si mesmas e escolher o que gostam ou não gostam, quebrando o esquema do jabaculê em rádios e na TV. Claro que o Brasil ainda não se encontra neste novo perfil, ainda compramos tudo que nos mandam, mas isso é outra história. Então, não adiantava mais escolher com a empáfia tradicional o que gravar, porque isso já não era garantia de vendas exorbitantes. A cena atual demonstra que todas as gravadoras, agora mais focadas em embutir travas e proteções digitais em seus preciosos CDs, perderam simplesmente o rumo e não sabem mais o que fazem.

O que algum visionário ainda encontrará é uma maneira de vender música no cenário atual, onde tudo está disponível a custo quase zero – só a eletricidade do PC ligado, a mensalidade do ADSL e a mídia de R$ 0,99 -, com um serviço diferenciado e que atraia novamente o consumidor. Este camarada vai ficar muito rico e acabará vendendo a idéia para o Bill, ou para o Steve, ou para o Balmer, o que o tornará ainda mais rico. Alguém se habilita?

Sei que pode parecer meio “Alice” da minha parte, mas desde que foi aprovado na Comissão de Constituição e Justica da Câmara Federal o novo projeto de lei – imensamente criticado em todos os blogs que li – criando penalizações pelo envio de spam, tenho sentido uma sensível redução do lixo eletrônico na minha caixa postal. Pode ser coincidência, é claro, até mesmo porque a lei ainda não se encontra em vigor, mas há muito tempo não recebo aquele e-mail amigo que me deixava imensamente feliz, oferecendo um produto para aumentar o pênis em até cinco centímetros. Cinco, imagina só! Sem brincadeiras, o spam é um negócio tremendamente desagradável, uma verdadeira praga moderna, e é preciso pensar uma forma de combatê-lo e evitá-lo. Claro que compreendo as imensas dificuldades de coibir os abusos, pois os spammers profissionais usam sites baseados em outros países, cujo cadastro não exige qualquer identificação, cavalos de tróia para infectar computadores e torná-los zumbis replicadores de e-mail, etc. Mas não é mais possível conviver com tamanha falta de respeito pela privacidade alheia.

Pois é, o fato é que agora não perco mais as mensagens importantes dos amigos no meio de um monte de porcaria que só serve para ocupar espaço e tornar mais lenta uma internet bunda banda larga que já não é lá essas coisas. Ainda que não seja reflexo da já pensada penalização dos responsáveis, é bom viver sem 143 mensagens inúteis diárias. Meu tempo e meu saco agradecem, compadecidos.

Pode parecer brincadeira, mas existe um site – e, pior de tudo, um livro – ensinando a fazer vários truques com seu pênis (se você tiver um, lógico), uma maluquice chamada de ‘Genital Sculpturing’. Dei uma olhada em alguns dos tais truques e, definitivamente, decidi doar as córneas. Não vai dar para ver tudo antes de morrer. Tem de tudo, “bomba atômica”, “filhote de passarinho”, “Torre Eiffel”, e por aí vai. E, sim, no diagrama eles sugerem que você ateie fogo no fiel camarada. Quer conferir essa doença? Clique aqui. Mas é por sua conta e risco!

Do UOL Esporte
Em Porto Alegre
O Inter aposta numa nova e divertida forma de marketing para espalhar a paixão colorada por todo o mundo. Pelo segundo ano consecutivo, o clube gaúcho é o único brasileiro no famoso jogo de videogame Pro Evolution Soccer, também conhecido como Winning Eleven.
Reprodução

Inter espera que o game ajude o clube a conquistar mais torcedores jovens
Na última sexta-feira a empresa Konami fez o lançamento da versão 2008 da série, e mais uma vez os torcedores poderão disputar títulos com o atual elenco do técnico Abel Braga. A participação na edição anterior do jogo fez a fama mundial aumentar, e assim o clube acabou sendo convidado para participar da Dubai Cup, em janeiro, ao lado de Ajax-HOL, Internazionale-ITA e Stuttgart-ALE.”
O Winning Eleven pode fazer o Inter ser o segundo time de todo o brasileiro. A paixão dos jovens pelo jogo pode nos ajudar a alcançar os 100 mil sócios, que é nossa meta até abril de 2009″, comentou o vice de marketing, Jorge Avancini.
Ao conquistar a Dubai Cup, o clube renovou contrato com a Konami. O elenco de jogadores é o oficial, bem como o uniforme e seus respectivos patrocinadores. Pro Evolution Soccer surgiu em 1995, e a versão 2008 é compatível com os consoles Playstation 2 e 3, PSP, Xbox 360, Nintendo DS, Wii e PC.

Quer passar (ou perder) seu tempo?

Publicado: 29/03/2008 por BigDog em Mundão da internet

Eu demoro um tempo razoável para entrar em modinhas on-line. Não sei, acho que tenho uma relação meio indiferente ao mundo virtual, gosto mesmo de jogar no PC, portanto não perco muito tempo com redes sociais – com a honrosa exceção do Last.fm, mas só porque tem relação com a música – bate-papo em mensageiros instantâneos e coisas do tipo. Por isso, raramente sou usuário beta de alguma coisa e só vou conhecer os top sites depois que todo mundo já se cadastrou e está perdendo um pouco da graça. Por essas e por outras que só agora estou descobrindo o Kongregate, apesar de já ter gente jogando e se divertindo há muito tempo. Na verdade, não gosto muito de jogos em flash, acho que a necessidade de economizar banda muitas vezes compromete a qualidade dos gráficos e por aí vai. Mas esse site é realmente diferenciado. Talvez porque o conteúdo é livremente atualizado pelos usuários, no melhor esquema You Tube. Claro que tem um monte de coisas inúteis e totalmente dispensáveis, mas também aparecem uns jogos viciantes, daqueles de ficar horas a fio clicando para tudo que é lado. Uma maravilha para matar o tempo. Se você também está chegando tarde, fica a dica: vale a pena conferir.

Todo mundo que possui e gosta de utilizar aparelhos eletrônicos de ponta sempre fica preocupado com a durabilidade e conservação de seus favoritos. Mesmo sabendo que, dentro de muito pouco tempo, provavelmente vai substituir o aparelho por outro mais sofisticado, ainda que não vá usar os recursos do novo. Na ordem mundial vigente, o antes condenado esbanjador novidadeiro virou um sujeito descolado e, em um certo sentido, mais preparado do que a escumalha gargarejante. Por mais ridículo que isso possa parecer. No meu caso, como gosto apenas de coisas que me permitam ouvir e armazenar boa música, me restrinjo a adquirir os gadgets necessários à manutenção desse passatempo, e fim de linha. Ninguém jamais vai me ver desfilando celular de último tipo, nem abrindo notebook em shopping center para pegar o sinal wi-fi do McDonald’s. E é claro que passo pela experiência enlouquecedora de constatar o primeiro risco no cromado do iPod, como todo mundo. Comprei umas capas nacionais para tentar proteger meu fiel companheiro, mas todas eram inadequadas, mal projetadas, e, em resumo, mais atrapalhavam do que ajudavam. Foi quando descobri a Gelaskins, uma empresa canadense que desenvolveu uma espécie de adesivo decorativo/protetor, com a finalidade de evitar danos a iPods, notebooks e similares, sem retirar a funcionalidade desses equipamentos. Apesar do preço, quase US$ 15,00, comprei um desses adesivos (o da imagem), pensando, ingenuamente, que ele cumpriria o prometido. Afinal, era uma conceituada empresa canadense, sobre a qual já havia lido em diversos sites sobre tecnologia. Recebido o produto, entretanto, pude constatar que, definitivamente, a porcaria está completamete globalizada. O negócio é medonho, tosco e muito difícil de aplicar corretamente. Além disso, o tamanho está errado e fica sobrando um pedaço, que já está descolando e juntando sujeira. Enfim, dinheiro posto fora. E por que eu não deixo de usar o negócio? Porque temo que, ao contrário do afirmado na hora da venda, essa tralha ainda deixe uma meleca de cola no lugar em que estava colada. Aí sim, vou ficar irritado. Por isso, deixa como está. Mas não compre, diz a cobaia.