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Motivado pela prometida arrancada do Internacional rumo à Libertadores 2009 – ano do nosso centenário -, assinei o serviço Premiere Futebol Clube da SKY em janeiro, na ilusão de que veria partidas emocionantes do colorado. Ledo engano, porque não tenho assistido praticamente nenhum jogo deste campeonato. As razões são simples: primeiro, não tenho tido tempo de ver futebol. Simples assim. Segundo, os jogos estão cada vez mais duros de assistir, somente colorados fanáticos agüentam o desempenho pífio do time, categoria na qual se enquadra nosso amigo Wolfarth. Em resumo, estão indo R$ 54,00 pelo esgoto todos os meses, e a reação mais coerente nesse caso seria cancelar de vez a bagaça e assistir os jogos que passarem na TV aberta, com um pouco de boa vontade. Só que, ligando para a central de atendimento do infeliz assinante SKY, descobri que tenho plano de fidelidade até novembro deste ano, o que me obriga a permanecer assinando o serviço, sob pena de pagar uma multa de R$ 299,00. Ora, até novembro são quatro meses, o que dará um valor total de R$ 216,00 a título de mensalidade do PFC. A solução, sem nem precisar pensar muito, é permanecer assinando o serviço, porque sai mais barato.

O que me irrita é cair nessas arapucas de fidelidade. Claro que fui avisado que deveria permanecer no plano até novembro, o caso é que na ocasião do primeiro atendimento o valor da assinatura mensal é repetido mais de mil vezes – para ressaltar a facilidade da proposta – enquanto que o da multa é dito somente uma vez, e bem rápido para o sujeito não se dar conta do que isso representa. Agi como um babaca, claro, assinando algo por impulso. Mas é muita picaretagem estabelecer relações com o consumidor nesses termos. Que diabos me levaria a pagar uma multa para cancelar um serviço que eu não quero mais? Qual o prejuízo da empresa, que já me cobra R$ 54,00 há seis meses para um total de, no máximo, cinco ou seis partidas? E nem me venham com o argumento de que eu ganhei “desconto” na assinatura do pacote, por isso o plano de fidelização. Todo mundo sabe que não há alternativa a esses pacotes prontos. O consumidor não pode simplesmente dizer “não, quero pagar o valor integral e não ficar fidelizado a nada”. E, de mais a mais, só o que eu pago de assinatura básica mensal já dava para transmitir todos os jogos e sobraria troco. O que se cobra de TV por assinatura neste país é um negócio escorchante, como todo preço praticado por monopólio. Sim, porque, além de monopolistas, a SKY e a Net funcionam num esquema quase mafioso, vide a recente briga com a MTV. Certo está o Alemão, que ainda acompanha os jogos no velho rádio AM. Com o futebol do nosso time, rádio transistorizado é luxo!