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Novidade… Espanha campeã!

Publicado: 29/06/2008 por Wolfarth em Tosco Futebol Clube

Espanha 1 x 0 Alemanha

Quem assistiu à final da Eurocopa 2008, disputada em Viena, poderia pensar que a Fúria não teria condições de superar a boa marcação germânica logo no início do prélio. Porém, com 15 minutos de jogo, os espanhóis passaram a ditar seu ritmo de jogo e a impor sérias dificuldades à retaguarda teutônica. Aos 33 minutos, o rápido e eficiente Fernando Torres marcou o único gol do jogo, que possibilitou à Espanha administrar o escore e ainda perder outros gols, em uma demonstração clara de superioridade dos ibéricos.

A conquista da Eurocopa de 2008 foi apenas o 2º título da história da seleção espanhola. O outro havia sido pela mesma competição, no distante ano de 1964. Portanto, a Eurocopa trouxe uma novidade ao mundo do futebol, em que pese a incrível quantidade de títulos obtidos pelos clubes espanhóis.

E ao que se deve a façanha castellana ? Técnica, velocidade e ambição. Também pode-se dizer que a Espanha perdeu seu complexo de “vira-latas”, algo que o Brasil perdeu no mesmo 29 de junho, só que há 50 anos, ao vencer a Copa do Mundo da Suécia. A título de ilustração, é digno de nota que a seleção espanhola apresentava um estrangeiro naturalizado, o brasileiro Marcos Senna, que teve atuações destacadas na campanha ibérica.

Fúria sempre é considerada protagonista em Copas do Mundo, mas jamais conseguiu sequer um 3º lugar nos 18 mundiais já disputados, tendo ficado entre os semifinalistas apenas na Copa de 1950, no Brasil. Em que pese essa escassez, é daquelas seleções que são indicadas como cabeça-de-chave nos sorteios das Copas do Mundo, faz boa campanha na fase inicial, mas acaba sempre eliminada por qualquer seleção que tenha mais ousadia. A mesma situação era observada com a Espanha nas Eurocopas posteriores a 1964.

Mas em 2008 se viu uma postura bem diferente. Os espanhóis chegaram na competição sem qualquer alarde. Não eram considerados favoritos, tampouco foram cabeças-de-chave no sorteio inicial. Eliminaram equipes do porte da Suécia, Itália e Alemanha. Nos 6 jogos disputados, venceram 5 e emparam 1.

Como pontos negativos da seleção hispânica, podem ser destacados a pouca oferta de bons nomes em algumas posições e a precariedade de alguns jogadores defensivos, como Puyol e Sergio Ramos, os quais, sinceramente, não seriam titulares em alguns clubes brasileiros.

Enfim, agora acredito que os espanhóis estejam entre as grandes seleções mundiais – Brasil, Argentina, Itália, Alemanha, França, Inglaterra e Espanha.

Vitória 2 x 1 “Derrota”

Publicado: 22/06/2008 por Wolfarth em Tosco Futebol Clube

A 4ª derrota em 4 jogos fora de casa está concedendo ao INTER o posto de pior visitante do Brasileirão 2008, deixando-o próximo da famigerada zona do rebaixamento. Antes do campeonato começar eu havia apontando nosso clube como candidato ao título. Palpite furado!

Talvez a maior responsabilidade por todo esse mau momento vivido pelo time seja da defesa. Se analisarmos bem os nomes disponíveis para o jogo contra o Vitória, nosso setor defensivo foi composto por Bustos, Índio, Orozco e Marcão, o que nos leva a concluir que esse quarteto é todo de segunda linha, tratando-se de jogadores medianos, pobres tecnicamente e com pouquíssima inteligência tática.

Bustos e Orozco são dois colombianos que não pegam nem banco em alguns clubes brasileiros. O próprio Bustos era reserva do co-irmão no ano passado. Foi contratado por ser um exímio cobrador de faltas frontais, mas pelo visto nem no arremesso lateral o gringo é bom.

Orozco é tosco, faz faltas demais, é fraco no jogo aéreo e também pelo chão. Enfim, é ruim de doer. Já deu mostras que faz parte de um grupo de estrangeiros que passaram pelo INTER sem marcar lugar na história. Orozco precisa ir embora logo, sob pena de perdermos muitos outros jogos por erros de posicionamento dele.

Índio já não é mais aquele jogador que foi Campeão da América e do Mundo. Trata-se de um zagueiro meramente coadjuvante, que rende quando tem a parceria de defensor de qualidade técnica apurada, como foi Fabiano Eller.

Já Marcão é um lateral/ala esquerdo esforçado e com o péssimo hábito de dar carrinhos desleais e não saber antecipar a marcação. Talvez seja um apoiador razoável, mas é um defensor de poucos recursos. No time atual, pega banco. Só entra em caso de contusão ou lesão do titular, que, para mim, seria o Ramon.

Observem que o dito acima não é feito de forma imotivada ou por mera perseguição aos aziagos defensores. No jogo de Salvador, o ataque do Vitória realizou uma manobra que foi repetida 3 vezes no 1º tempo: alçou uma bola alta na meia-lua da área do INTER, com um atacante (de porte médio) tendo escorado a bola para o lado, onde entrava um atacante mais rápido. Repetindo: foram 3 ataques em jogadas idênticas. No primeiro, quase houve o gol. Nos dois ataques subseqüentes, dois gols muito parecidos, todos com a falha clamorosa de posicionamento dos senhores Índio, Orozco e Bustos.

E para arrematar essa “draga” desgraçada que abateu o clube, constata-se uma carência de bons nomes no ataque do time, formado exclusivamente por Nilmar e Adriano (ou Gil). E a sensação ruim aumenta quando vejo que os dispensados Iarley e Wellington estão marcando gols por seus respectivos clubes. Iarley fez 2 gols pelo Goiás na vitória por 4 x 0 sobre o Santos em plena Vila Belmiro. Já Wellington, cujos direitos ainda pertencem ao INTER, já marcou 4 gols no Brasileirão jogando pelo Náutico.

Realmente, quando a fase não é boa, até ex-jogador parece ser a melhor opção.

Quanto ao nosso objetivo nesse Campeonato Brasileiro de 2008, a realidade só nos permite almejar uma fuga do rebaixamento. Ou alguém arrisca um outro palpite? Eu cansei de apostas…

Fernando Lúcio da Costa chegou ao INTER em junho de 2004, aos 26 anos de idade, para disputar uma vaga no ataque do clube, na posição de centroavante. Até então, tratava-se de um jogador de bom porte, formado pelo Goiás e com passagem razoável de 3 anos por clubes franceses (Toulouse e Olympique Marseille), mas sem qualquer status de craque ou mesmo de jogador diferenciado. Na verdade, Fernando Carvalho já era fã do atleta desde os tempos em que o mesmo defendia o clube goiano e resolveu que era hora de trazê-lo.

Lembro que a torcida o recebeu com certa parcimônia, pois o clube vivia um processo de renovação e muita indefinição, apesar da conquista do tricampeonato gaúcho naquele ano. Porém, logo no seu primeiro jogo pelo INTER, um Gre-Nal no Beira-Rio, válido pela 14ª rodada do Brasileirão de 2004, Fernandão entrou no 2º tempo e marcou de cabeça o gol 1000 dos Gre-Nais, colocando seu nome de forma definitiva na história do clube, já na largada.

E Fernandão não ficou só nesse gol. Fez outros 12 gols no Brasileirão daquele ano e tornou-se em pouco tempo o líder e o expoente técnico do INTER. Fez jogos memoráveis, principalmente em Gre-Nais daquele mesmo ano, marcou gols belíssimos (o de bicicleta contra o Coritiba em 2004, por exemplo) e conduziu o precário time Colorado à uma vaga na Copa Sul-Americana, a despeito de ter permanecido grande parte do campeonato nas posições inferiores da tabela.

Enfim, a Era Fernandão começou muito bem, tanto que naquele mesmo ano de 2004 o Grêmio foi vencido pelo INTER em 5 dos 7 Gre-Nais disputados, tendo terminado na derradeira posição do Brasileirão (24º lugar), o que o relegou à Segundona, com louvor.

Já em 2005, com o planejamento do clube mais consolidado, Fernandão manteve-se em posição destacada, como goleador e ídolo inconteste do time, liderando o clube no vice-campeonato brasileiro, cujo título foi injustamente “tomado na mão grande” pelo Corinthians, ajudado pelo STJD e pela CBF. Mesmo assim, o desempenho do clube foi louvável e a vaga na Libertadores estava garantida para o ano seguinte.

Sem dúvida alguma, o ano de 2006 foi o mais vitorioso, emocionante, imprevisível, heróico e memorável da história quase centenária do Sport Club Internacional, graças à Fernandão & cia. Pessoalmente, eu investi muito no clube e coloquei muita fé na conquista da Libertadores da América. Compareci aos 7 jogos válidos pelo torneio que foram disputados no Beira-Rio. Vi atuações soberbas do time e vivi emoções que jamais esquecerei. Foram dias incríveis, nos quais o time liderado pelo capitão Fernandão parecia imbatível. Lembro bem da semifinal, contra o Libertad (PAR), jogo duríssimo. O placar de 0 x 0 mantinha-se desde o jogo de ida e o 1º tempo da partida de volta havia acabado. A torcida, naquele impasse, apoiava na expectativa de sair o gol e, ao mesmo tempo, não levar um gol que seria fatal. Instantes antes do início do 2º tempo, com os jogadores de ambos os times posicionados para o reinício do prélio, os alto-falantes tocaram um derradeiro incentivo: “U U U U, terror, Fernandão é matador”. Não sei o que se passou na cabeça do capitão, mas ele resolveu jogar mais e conduziu o time à finalíssima com bravura e um gol decisivo.

A conquista da América pelo INTER revelou ao mundo um jogador que foi sendo moldado para exercer uma liderança técnica e emocional sem qualquer contestação. Fernandão incorporava o clube. Era o coração do time. Jamais vi um jogador ter sua imagem tão relacionada à algum clube como Fernandão-INTER. Não que ele seja um craque, um jogador com técnica apurada. Mas sua presença em campo dava outro temperamento ao time e um verdadeiro treinador presente dentro das 4 linhas.

No fim do ano, muito embora tenha feito um Mundial de Clubes apenas razoável, Fernandão foi o responsável indireto pelo título de Campeão do Universo. No vestiário do Estádio de Yokohma, fez uma palestra que até hoje ecoa na cabeça daqueles que ouviram. Machucou-se na final contra o Barcelona e em seu lugar entrou o predestinado Adriano Gabiru. Ergueu o troféu mais cobiçado pelos clubes envolto à uma atmosfera gélida e fantástica, permeada pelas almas de gerações de Colorados que ambicionavam tal façanha.

A despeito dos inúmeros períodos em que ficou impossibilitado de jogar por contingência de lesões musculares, Fernandão teve um ano de 2007 bastante apagado, mas sua imagem prosseguiu vigorosa e imaculada.

Voltou com tudo em 2008, já com sua fama em nível mundial arraigada, liderando o INTER na vitória histórica contra a temida e festejada Internazionale (ITA) na Copa Dubai. No Gauchão, foi responsabilizado pela imprensa marrom e gremista pela derrota no primeiro jogo contra o Juventude, fato que só aumentou a sua sede por vitória no jogo de volta, no qual o INTER teve a coragem de atacar de forma incessante e frenética a ponto de enfiar 8 gols nas redes do Juventude, sendo 3 gols dele.

Minha intenção não é a de fazer uma descrição das conquistas de Fernandão pelo INTER, mas sim prestar uma homenagem àquele que foi, sem dúvida alguma, o jogador mais importante da história do clube. Não quero desmerecer a qualidade técnica de Tesourinha e de Falcão, a liderança de Figueroa e os inúmeros títulos de Valdomiro, além de outros craques que já listei em tópico anterior. Todos eles ajudaram a contruir aquilo que podemos chamar de uma “Nação Colorada”. Fernandão faz parte dessa história, mas sua contribuição foi superior em virtude do momento em que o clube vivia em 2004. Foram anos que mudaram o perfil e a imagem do clube perante o seu torcedor, divulgando feitos relevantes pelo país, pelo continente e pelo mundo.

Por tudo isso, Fernandão, o período de 2004 a 2008 tem o teu nome. Foi a Era Fernandão. A torcida Colorada te idolatra, te venera como um deus. A torcida Colorada te ama, te ama de verdade, como à um amigo querido, por toda a felicidade proporcionada em momentos infinitamente fantásticos.

P. S.: Fernandão disputou 180 jogos e marcou 72 gols envergando a gloriosa camisa do INTER. Conquistou a Libertadores da América de 2006, o Mundial de Clubes FIFA 2006, a Recopa Sul-Americana 2007, a Copa Dubai 2008 e os Campeonatos Gaúchos de 2005 e 2008.

Um dia ele voltará. Com certeza!

Difícil explicar

Publicado: 01/06/2008 por Wolfarth em Tosco Futebol Clube

Inter 1 x 1 Sport.

O Brasileirão 2008 começou chato para o torcedor do INTER. Digo isso porque é inevitável a constatação de que o nosso time é comum, daqueles bem reles mesmo. Não há criatividade e não há formação tática definida. Ontem, por exemplo, nosso treinador resolveu escalar um atacante (Adriano) na lateral-direita.

Além disso, mais uma vez, tivemos um jogador expulso. Todos sabem que time com jogador a menos tem que correr muito e dificilmente ganha. E neste ano de 2008, já tivemos de enfrentar vários adversários em jogos fatídicos, com atletas expulsos de campo, como na final do Gauchão contra o Juventude, em Caxias do Sul, contra o Palmeiras em São Paulo e duas vezes contra o Sport, em Recife e ontem. Nenhum desses jogos o INTER ganhou.

Fizeram palestras para conscientizar os jogadores, conversas para evitar as expulsões, e nada. E o time continua ruim, sem identidade tática, sem alma. Na 8ª rodada terá Gre-Nal no Olímpico. Abel Braga não deverá mais ser o técnico do INTER até lá. Espero que as expulsões injustificadas também tenham ido embora, porque senão nosso time não irá disputar o título ou vaga na Libertadores, mas sim brigar contra o rebaixamento.

Ingleses

Publicado: 21/05/2008 por Wolfarth em Tosco Futebol Clube

Manchester United 1 x 1 Chelsea (6×5 nos pênaltis)

A supremacia dos clubes ingleses na Liga dos Campeões da Europa de 2008, bem como nos anos anteriores tem sido sintomática. Real Madrid, Barcelona, Milan, Internazionale, Bayern München, Lyon, são todos grandes clubes, endinheirados, opulentos, lotados de grandes jogadores das mais diversas nacionalidades. No entanto, as equipes britânicas estão atravessando seu auge em 2008, algo que não se via desde o final dos anos 70 e início dos anos 80, quando Liverpool, Aston Villa e Nottingham Forest assombravam as competições européias.

Acredito que a diferença dos clubes ingleses para os demais grandes clubes da Europa não é apenas investimento ou pujança econômica. É organização, metodologia, perseverança e excelência nas contratações.

Observem, meus caros, que os times da Inglaterra não investem nos atletas em fim de carreira. Não contratam jogadores que não tenham sido convocados ao menos 3 ou 4 vezes no último ano para suas respectivas seleções nacionais. Ainda, não escolhem boleiros pelo simples fato de que são famosos (Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, etc), mas sim visando um encaixe e adaptação dos mesmos na equipe de forma a privilegiar o jogo coletivo.

Enfim, são vários motivos que estão levando a liga inglesa (Premier League) a ser a mais badalada e assistida do mundo. Também são inúmeras as circunstâncias que delegam aos clubes ingleses o monopólio da final da Champions League 2008.

Não sou exatamente um apreciador das coisas estrangeiras ao extremo, tampouco posso ser considerado xenófobo, mas tenho uma certa inveja do estágio atual que vive o futebol inglês, bem como o europeu no geral. Muitos vão me chamar de insano, mas penso que a Copa do Mundo de 2014 poderá alavancar o futebol nacional em termos de organização e investimentos.

Evidentemente, tal questão já foi pauta de inúmeras assembléias da ABRIC, sempre contestada de forma dura e intransigente pelo ilustre amigo BigDog, o “Tomás de Torquemada” da candidatura brasileira, o qual insiste em vergastar a idéia por entender que haverá inevitável desvio de dinheiro das burras do erário público.

Um dia, quem sabe, deixaremos de suspirar nas partidas dos campeonatos europeus e poderemos ter o retorno da qualidade e da soberania do futebol nacional. Enquanto esse dia não chega, palmas para os clubes ingleses.

Ontem, devido ao adiantado da hora, não consegui expor tudo aquilo que gostaria sobre a partida Sport 3 x 1 Inter, que merece mais considerações devido ao simbolismo que essa eliminação pode significar para o restante do ano futebolístico Colorado.

 

A Copa do Brasil era uma aposta alta que a direção do Inter fazia para o futuro imediato, especialmente no sentido de obter a vaga na Libertadores e tornar memorável o ano do centenário. Ouso dizer que falhou o planejamento da direção, por diversos motivos, passando pela soberba e também pela falta de preparo físico dos jogadores. Agora, o Inter terá 37 jogos de Campeonato Brasileiro para confirmar seu favoritismo ou encerrar o ciclo mais vitorioso da história Colorada.

 

Mas não pretendo fazer exercícios de retórica ou futurologia. Vou direto aos motivos que levaram à eliminação da Copa do Brasil:

 

– O Inter tem dificuldades históricas para superar adversários em jogos de ida e volta quando o 2º jogo é fora de casa. Para quem não lembra mais, o Inter sempre disputou partidas decisivas (2º jogo) no Beira-Rio nas fases finais das conquistas dos Campeonatos Brasileiros de 1975, 1976 e 1979, da Copa do Brasil de 1992 (todas as fases), da Libertadores de 2006 (nas fases eliminatórias) e da Recopa de 2007. Para confirmar a regra, quando decidiu a Libertadores de 1980, o Campeonato Brasileiro de 1987 e em muitas eliminações de Copa do Brasil (1989, 1990, 1996, 1997, 2000, 2004, 2005 e a de ontem) e da Copa Sul-Americana (2004 e 2005) jogou fora de casa a partida derradeira. Portanto, se o Inter conquistar um título ou eliminar um adversário fora do Beira-Rio, pode ser considerado como façanha, algo excepcional.

 

– O decantado favoritismo do Inter para conquistar a Copa do Brasil, alardeado pela imprensa, pela torcida e até pelos adversários, acabou por tirar a vontade dos atletas em superar os limites que antecedem a glória. Nossas maiores conquistas (Libertadores e Mundial) somente foram obtidas pela ausência de favoritismo, pela superação e pelo heroísmo.

 

– Foi visível a falta de preparo físico dos jogadores Colorados no 2º tempo do jogo de ontem. Ora, para um time que foi poupado de jogar no domingo, se esperava que fosse “voar em campo”, correndo até o apito final. Mas, infelizmente, temos de admitir que os titulares estão “sem pernas”, cansados e necessitam de recondicionamento físico urgente, sob pena de perdermos mais jogos com atuações ridículas e amadoras.

 

– O Inter foi obrigado a utilizar jogadores que não estão em condições de encarar com naturalidade as partidas decisivas e outros que sequer são reservas. Titi, Jonas, Derley e Pessanha (não é parente do BigDog!) são atletas ainda em formação e entraram numa “fogueira”, literalmente. Os citados acima jogam no setor defensivo, havendo um prejuízo substancial da cobertura dos laterais e da saída de bola vinda de trás, dificultando a posse de bola e a armação de jogadas.

 

– A mecânica do time é dependente de três jogadores: Guiñazú, Alex e Fernandão. Se um deles faz má partida, o fato até pode passar despercebido. Se dois deles jogam mal, o time sente e o rendimento cai abruptamente. Se os três têm atuações ruins, o Inter corre sérios riscos de perder. Ontem, pode-se dizer que os três não jogaram nada, apresentando raríssimos momentos de lucidez. De resto, apatia completa.

 

– Nilmar é esforçado, tem qualidade, mas é azarado demais. O único gol que marcou em jogos oficiais pelo Inter desde seu retorno ao clube foi contra o Juventude, na final do Gauchão, quando o jogo já estava 5 x 0.

 

– Magrão não tem reserva à altura. Mesmo que se cogite que Wellington Monteiro (machucado e sem previsão de retorno) possa ser o substituto, o time sofre sem a presença de Magrão. Se considerarmos que ele é um tipo de jogador que recebe muitos cartões e sofre seguidas lesões, teremos problemas com a composição do meio-de-campo em outros jogos.

 

– Enfim, nosso grupo de jogadores não é tão bom quanto acreditávamos que fosse até antes da eliminação, tampouco é ruim a ponto de ser feita “terra arrasada”. Trata-se de um plantel razoável, capacitado para ficar entre os 4 melhores do Brasileirão 2008 e buscar uma vaga na Libertadores. Não creio que o Inter poderá postular o título do campeonato, pois terá de jogar 19 partidas fora do Beira-Rio, não sendo lógico esperar que consiga o aproveitamento necessário de um campeão (aproximadamente 66% dos pontos disputados).

 

Para encerrar, folgo em dizer aos pijamistas segundinos que aproveitem o momento pois a eliminação do Inter da Copa do Brasil será a maior conquista “deles” no ano, haja visto que ultimamente os gremistas só ejaculam com o pênis alheio…

 

Esse é o velho Inter!

Publicado: 15/05/2008 por Wolfarth em Tosco Futebol Clube

Sport 3 x 1 Inter.

Para quem não lembrava mais do Inter das décadas de 80 e 90, o jogo que eliminou o Colorado da Copa do Brasil de 2008 dá uma idéia de como jogava o clube naqueles anos. Quando o time estava bem, com todos apostando no sucesso da equipe, o Inter tropeçava. Eram raros os momentos de glória. Faltava amor à camisa, organização e comando. Enfim, características instrinsecamente de perdedores, as quais foram vistas de forma evidente no jogo da Ilha do Retiro.

Não há muito o que ser dito. Um time que joga com um homem a mais, com vantagem no placar, não pode sucumbir à pressão do adversário mais frágil tecnicamente. É a velha ausência da alma. O espírito superando a matéria, lembram? Pois é. A crônica que escrevi alhures serve para balizar o meu entendimento sobre a partida.

Espero que agora, com essa eliminação vergonhosa, o treinador, os dirigentes e os atletas possam ter de volta o discernimento que permeou a nossa trajetória vitoriosa de poucos anos atrás. O Brasileirão está aí, temos uma partida dificílima contra o Palmeiras em São Paulo e urge que mudanças de atitude sejam adotadas. Senão, nosso ano terminará hoje, sem direito à 2º semestre.

Muito ruim… Mesmo…

Começando do zero

Publicado: 05/05/2008 por Wolfarth em Tosco Futebol Clube

Encerrados os campeonatos estaduais, embora ainda com a Copa do Brasil rolando nas quartas e quintas, o Campeonato Brasileiro terá início no próximo sábado, dia 10/05.

Como todos sabem, não sou muito bom em fazer prognósticos sobre futebol, ainda mais em se tratando de clubes brasileiros. Mas vou arriscar um pouco, com cuidado. Criei 4 categorias para os clubes disputantes: FAVORITOS AO TÍTULO, POSTULANTES À LIBERTADORES, MEROS PARTICIPANTES e CANDIDATOS À SEGUNDONA EM 2009.

 

FAVORITOS AO TÍTULO

Geralmente, são poucos os clubes que realmente encontram-se aptos a almejar a cobiçada taça de Campeão Brasileiro. Neste ano de 2008, penso que está havendo uma abertura maior na categoria dos protagonistas, potencializada pela manutenção de grupos homogêneos e pujança financeira, dentre os quais eu incluo: SÃO PAULO, FLAMENGO, PALMEIRAS, INTER e CRUZEIRO.

 

POSTULANTES À LIBERTADORES

Os clubes que não entram como favoritos, mas que sonham com uma posição que varia do 2º ao 5º lugar são em maior número. Por via de regra, são aqueles que recentemente estiveram disputando a Libertadores da América. Além dos 5 favoritos acima citados, tentam um lugar na América: FLUMINENSE, SANTOS, BOTAFOGO e GRÊMIO.

 

MEROS PARTICIPANTES

Nesse grupo estão aqueles clubes que não tem a menor condição de conquistar o título e dificilmente chegarão a figurar entre os 5 melhores. Outrossim, tais clubes também não podem ser catalogados como frágeis ao ponto de considerados virtuais rebaixados. Sinceramente, penso que vão apenas figurar no Campeonato Brasileiro de 2008: ATLÉTICO MG, VASCO, ATLÉTICO PR, SPORT e CORITIBA.

 

CANDIDATOS À SEGUNDONA EM 2009

No derradeiro bando que ouso formar nesse humilde espaço digital, sobraram 6 clubes que não estão em condições de disputar em igualdade com os demais clubes a gloriosa liga nacional e, por isso, correm riscos de serem relegados à Segunda Divisão: FIGUEIRENSE, NÁUTICO, PORTUGUESA, VITÓRIA, GOIÁS e IPATINGA.

 

Obviamente que esta previsão está sujeita à equívocos grosseiros, os quais vão ser detectados ao longo da competição. Porém, a opinião é baseada em fatos e em histórico recente.

Que venha o Brasileirão 2008! E boa sorte ao nosso INTER!!!!

A banca paga, mas também recebe

Publicado: 04/05/2008 por Wolfarth em Tosco Futebol Clube

Digamos que desde 1994, aproximadamente, o Juventude vem sendo um adversário bastante complicado para o INTER superar. Lembro de jogos que sofremos derrotas vergonhosas e decisivas, como um 5 x 1 em 1995, os 3 x 1 na final do Gauchão de 1998, os impiedosos 4 x 0 em pleno Beira-Rio, na semifinal da Copa do Brasil de 1999, um 4 x 1 pelo Gauchão de 2004 e uma sofrida derrota por 2 x 1 pelo Brasileirão de 2005, com direito a gol verde no último lance do jogo.

Enfim, além das 3 derrotas para a papada em 2008, o INTER vê no Juventude o seu algoz mais contundente nos últimos 15 anos. Mais até do que o Grêmio, do que o São Paulo e até Barcelona!

Evidentemente que o INTER também venceu o Juventude em diversas ocasiões nesses anos de touca verde, mas, convenhamos: o Juventude não pode ser considerado um clube grande, um rival que possa fazer dos enfrentamentos com o Colorado serem chamados de clássicos.

Nossas vitórias contra os caxienses sempre foram em momentos pouco importantes, em partidas de classificação, nas quais não era decidido muita coisa. Recordo de uma vitória por 2 x 1 no Brasileirão de 2000 que possibilitou ao INTER a classificação para as fases finais da competição. Tivemos também uma sonora goleada por 5 x 2 válida pelo Brasileirão de 2005 e o 3 x 0 que ajudou a rebaixar o Juventude no Brasileirão de 2007. Digamos que aconteceram momentos bons e ruins para o INTER nos embates contra eles ao longo dos últimos anos, mas sempre com mais débitos para o lado vermelho.

Mas hoje, caros acadêmicos, lavamos a alma. Pagamos nossa dívida com juros e correção monetária. A maiúscula vitória por 8 x 1 foi uma surpresa quase inimaginável. Eu digo “quase” porque se não fosse o meu chefe ter dito durante a semana passada que o jogo seria vencido pelo INTER por 8 x 1, eu diria que não havia viv’alma que tivesse a ousadia de ter sonhado com tal desfecho. Claro que o otimismo do Dr. José devia ser encarado como peta, bazófia, gozação. Mas alguém cogitou o resultado…

Eu tenho sido um indivíduo deveras pessimista antes dos jogos do INTER, coisa que eu não vinha sendo até 2006. Talvez a nossa senda de vitórias naquele ano tenha me deixado mais cético com relação à novas empreitadas épicas. Mas folgo em saber que a realidade tem sido muito mais dadivosa do que a minha sã consciência ousa prever.

O certo é que depois de anos e anos perdendo, houve uma súbita mudança na nossa sorte frente ao Juventude. O INTER sempre apostava alto, mas perdia. Desta vez, foi diferente. Ineditamente diferente.

Retificando… INTER CAMPEÃO GAÚCHO DE 2008!

P.S.: Clemer rumo ao gol MIL!!!

Tudo certo!

Publicado: 27/04/2008 por Wolfarth em Tosco Futebol Clube

Juventude 1 x 0 Inter.

O resultado do primeiro jogo das finais do Gauchão 2008 foi bastante previsível, principalmente devido ao histórico recente envolvendo os dois clubes.

Não pretendo me alongar na análise do prélio, mas entendo que os últimos 10 minutos da partida foram decisivos para o resultado final devido a 3 erros fatais que servem para corroborar o anúncio que fiz há uma semana de que o Juventude já é o Campeão Gaúcho.

O primeiro erro que o INTER cometeu veio por parte do seu técnico Abel Braga, que deixou o exausto Fernandão em campo até o final do jogo, preferindo substituir os jovens Nilmar e Andrezinho, os quais apresentavam desempenhos interessantes até então. A escolha foi péssima, pois nosso capitão estava moribundo em campo.

O segundo erro do INTER foi a expulsão incrivelmente desastrada do reserva Titi, que parecia intencionado a levar o cartão vermelho, quase aos 40 minutos do 2º tempo. A atitude estabanada, imprudente e, até mesmo, amadora do zagueiro reserva Colorado foi a senha para uma pressão constante do Juventude nos minutos finais do jogo.

O terceiro e derradeiro erro foi o mais incompreensível, além de ter sido facilmente evitável. Eram 47 minutos e o INTER prendia a bola com certa segurança na sua lateral-direita ofensiva, deixando de tentar o gol da vitória e esperando o jogo acabar, até que a bola caiu nos pés de Fernandão. Da mesma forma que já havia perdido a bola duas vezes durante o jogo, ao “dormir no ponto” e vê-la roubada pelo adversário, Fernandão, ao invés de passá-la, permitiu que o adversário lhe tirasse a bola com muita facilidade e a conduzisse até a linha de fundo, de onde cruzou para um atleta livre, no segundo pau, testasse para as redes, justamente na posição em que deveria estar o expulso Titi.

Ora, foram erros que um time experiente como o do INTER poderia e deveria ter evitado. Claro que o time estava desfalcado de, pelo menos, 4 titulares indiscutíveis e estava cansado pelo desgaste formidável que a partida contra o Paraná impôs. Mas, vejam bem… foram equívocos demais por parte de Abel, Titi e Fernandão.

Antes que me taxem de ingrato, entendo que Fernandão, o Capitão da América e do Mundo, jogador que destaco como responsável pelos nossos melhores momentos na história, não terá seu currículo manchado por causa desse pequeno lapso. Mas Abel Braga não deveria ter mantido Fernandão cansado em campo. Nilmar e Andrezinho estavam inteiros…

É uma pena isso. Mas está tudo certo! A minha premonição está sendo confirmada, sem nenhuma surpresa. Digo, afirmo e repito: JUVENTUDE CAMPEÃO GAÚCHO DE 2008!

… mas como eu ia dizendo…

Publicado: 24/04/2008 por Wolfarth em Tosco Futebol Clube

Inter 5 x 1 Paraná.

Promessa é dívida. Não vou mais fazer críticas ao time até o fim do ano…

Agora, minhas crônicas serão sobre os mais variados assuntos, inclusive futebol, só que sobre o INTER não falarei até 31 de dezembro. Afinal, eu não sei muito sobre o assunto mesmo…

Gauchão 2008 também já era…

Publicado: 20/04/2008 por Wolfarth em Tosco Futebol Clube

Inter de Santa Maria 2 x 4 Juventude.

Depois que terminou a outra semifinal do Campeonato Gaúcho de 2008, a qual classificaria o clube vencedor para disputar a finalíssima contra o INTER, perdi totalmente as esperanças.

O time de Santa Maria, cidade vizinha da conhecidíssima São Martinho da Serra, havia vencido a primeira partida em Caxias do Sul por 1 x 0, deixando-me esperançoso quanto às possibilidades do Colorado de retomar o título de campeão gaúcho com alguma facilidade.

Porém, com a vitória da papada, larguei de mão. Alguns podem me chamar de pessimista, fatalista, dentre outros “istas” (menos gremista, obviamente), mas sustento o meu entendimento de que o INTER não conseguirá superar o Juventude. A história conspira contra nossos interesses. Mais. Os últimos resultados do Juventude contra Grêmio e Inter de Santa Maria são indicativos de uma certa “imortalidade” do nosso adversário na final do Gauchão 2008.

Da mesma forma, a eliminação da Copa do Brasil na quarta-feira, contra o Paraná, vai repercutir no ânimo do time de Abel Braga. É por isso tudo que posso afirmar com toda a segurança:

JUVENTUDE CAMPEÃO GAÚCHO DE 2008!

Copa do Brasil 2008 já era…

Publicado: 17/04/2008 por Wolfarth em Tosco Futebol Clube

Paraná 2 x 0 Inter.

Como já é de conhecimento notório, em se tratando de Copa do Brasil esse resultado é catastrófico para quem perde, principalmente porque a história diz que é improvável que o perdedor do primeiro jogo reverta a desvantagem de 2 gols. E, como não poderia deixar de ser diferente, já estou capitulando (termo utilizado pelo meu amigo Crânio na crônica abaixo).

Abel escalou mal o time, principalmente no meio-campo. Derley ou Danny Morais deveriam ter jogado na função de primeiro volante. Por que o Roger? Também considero que o Nilmar não está dando o retorno esperado, principalmente porque atrapalha a mecânica do time, que não sabe jogar para um atacante do estilo dele. O resultado é que Nilmar não faz gol, não dá assistências e merece ser reserva. De mais a mais, o time não teve postura, tampouco alma.

Quanto às conseqüências do jogo e do resultado de ontem, é com tristeza e abatimento que tenho de dizer que estamos ELIMINADOS da Copa do Brasil, sendo que o jogo de volta será apenas uma tentativa de reverter o que já está decidido.

É incrível como o INTER consegue complicar-se contra times da espécie do Paraná: já foi eliminado por Goiás (1989), Criciúma (1990), Londrina (1993), Ceará (1994), Paraná (1995), América-MG (1998), Juventude (1999), Fortaleza (2001), Remo (2003), Vitória (2004) e Paulista (2005). Ou seja: são 11 eliminações para times médios e pequenos em 16 participações na Copa do Brasil.

Só contra o Paraná, desde 1994, considerando Campeonatos Brasileiros e Copas do Brasil, foram 9 vitórias, 6 empates e 11 derrotas do Colorado. Uma verdadeira touca.

Por fim, deixo registrado que, caso o INTER obtenha a façanha de classificar-se para as 4ªs-de-final, me calarei e deixarei de escrever crônicas sobre o clube até o final do ano.

Alex é o cara!

Publicado: 13/04/2008 por Wolfarth em Tosco Futebol Clube

Caxias 0 x 1 Inter, jogo de ida pela semifinal do Gauchão 2008.

O time que jogava fora de casa (Inter) foi armado ofensivamente porque não possuía opções de meio-campo defensivo em seu grupo de jogadores. Era quase que um 3-4-3, similar ao que a seleção da Holanda utilizou na Copa do Mundo de 1998.

Enfim, era um daqueles jogos onde poderiam acontecer muitos gols. Porém, a história começou a mudar quando Marcão foi expulso aos 26 minutos do 1º tempo e Abel Braga foi obrigado a arrumar o time à medida em que o tempo foi passando. Aos 15 minutos do 2º tempo, o Inter já não tinha mais Iarley, Fernandão e Nilmar. Com apenas Adriano isolado no ataque, o Colorado fazia esporádicas tentativas de chegar ao seu gol, ante à incapacidade do Caxias de pressionar.

Só com Magrão e Alex jogando com um pouco mais de ténica, o Inter resistia. Muitos devem ter pensado que não havia ninguém no time com alguma condição de decidir o jogo.

Inesperadamente, quando o 0x0 era aguardado por todos, ao perceber que Adriano estava vencendo a retaguarda caxiense pela ponta-direita, Alex correu para a grande área e estufou as redes do adversário. Simples e eficiente, Alex fez aquilo que poucos jogadores no mundo fariam aos 47 minutos do 2º tempo, quando acompanhou a jogada do companheiro e posicionou-se de forma privilegiada na grande área.

Há tempos que Alex vem jogando muito bem, acima de qualquer expectativa. Porém, muitos torcedores e segmentos da imprensa ainda consideram o Patolino um atleta mediano. Eu não. Sou fã do Alex e ele já faz parte do rol dos melhores jogadores da história do Inter.

Colorado de coração!

Publicado: 05/04/2008 por BigDog em Tosco Futebol Clube

Para quem não sabe, ontem foi o aniversário do glorioso Sport Club Internacional, o clube do coração de 100% (cem por cento) dos acadêmicos aqui da casa. Não sei se está nos estatutos da ABRIC, mas tenho a impressão que vai demorar até termos um gremista nos nossos quadros. Por isso fico à vontade para dar os parabéns a todos os colorados. Iniciando as comemorações, já está no ar o site Centenário do Inter com uma promoção para selecionar histórias de colorados que serão incluídas no livro comemorativo dos cem anos do clube do povo do Rio Grande do Sul. Vou convocar uma assembléia urgente aqui da ABRIC para tratarmos desde assunto, relembrar momentos marcantes e tentar redigir alguma coisa sobre meu time. Mas só para participar, porque é certo que o Alemão vai aparecer com um tratado genial e emocionante sobre o time e não vai ter nem graça brincar disso.

Em tempo: acesse e participe da comunidade Colorado de Coração no Orkut, criada pelo nosso grande amigo Wolfarth e com mais de treze mil membros cadastrados.

Do UOL Esporte
Em Porto Alegre
O Inter aposta numa nova e divertida forma de marketing para espalhar a paixão colorada por todo o mundo. Pelo segundo ano consecutivo, o clube gaúcho é o único brasileiro no famoso jogo de videogame Pro Evolution Soccer, também conhecido como Winning Eleven.
Reprodução

Inter espera que o game ajude o clube a conquistar mais torcedores jovens
Na última sexta-feira a empresa Konami fez o lançamento da versão 2008 da série, e mais uma vez os torcedores poderão disputar títulos com o atual elenco do técnico Abel Braga. A participação na edição anterior do jogo fez a fama mundial aumentar, e assim o clube acabou sendo convidado para participar da Dubai Cup, em janeiro, ao lado de Ajax-HOL, Internazionale-ITA e Stuttgart-ALE.”
O Winning Eleven pode fazer o Inter ser o segundo time de todo o brasileiro. A paixão dos jovens pelo jogo pode nos ajudar a alcançar os 100 mil sócios, que é nossa meta até abril de 2009″, comentou o vice de marketing, Jorge Avancini.
Ao conquistar a Dubai Cup, o clube renovou contrato com a Konami. O elenco de jogadores é o oficial, bem como o uniforme e seus respectivos patrocinadores. Pro Evolution Soccer surgiu em 1995, e a versão 2008 é compatível com os consoles Playstation 2 e 3, PSP, Xbox 360, Nintendo DS, Wii e PC.

Por Felipe Wolfarth

Desde os primeiros anos do novo milênio estamos percebendo no mundo do futebol um inusitado fator ainda inominado e em constante aperfeiçoamento, que tem levado equipes com menor capacidade técnica e financeira a derrotar rivais poderosos e obter conquistas outrora inimagináveis. Segue uma breve digressão histórica da questão primordial do futebol, que é a obtenção da vitória e os meios encontrados para vencer nas adversidades.

Antigamente, excetuando-se as incipientes ligas nacionais, em poucos momentos havia intercâmbio de culturas táticas no futebol. Competições envolvendo clubes eram raríssimas e quase sempre muito onerosas para os clubes amadores e semiprofissionais existentes até a década de 30.

A FIFA, pensando no desenvolvimento do futebol, instituiu um torneio mundial de futebol envolvendo seleções nacionais, que aconteceria a cada quatro anos, a partir de 1930. Foi a gênese do futebol organizado e o fim definitivo do amadorismo.

Com isso, surgiu a miscigenação de estilos que, até então, era simplificada por: técnica + truculência dos castelhanos; técnica + malandragem dos brasileiros; e, técnica + estratégia dos europeus.

Com o desenrolar dos mundiais, alguns países, principalmente os menos dotados de potenciais técnicos, passaram a copiar estilos vitoriosos, visando o aprimoramento de suas equipes. À medida em que algumas seleções protagonizavam belas apresentações nas Copas do Mundo, foram sendo adotados modelos que permaneciam até quando outro esquema tático trouxesse inovações.

Naquelas priscas eras, ocorreram poucos, porém importantes resultados surpreendentes: Uruguai 2 x 1 Brasil, na final Copa do Mundo de 1950, e Alemanha 3 x 2 Hungria, também na derradeira contenda de 1954.

Em 1950, o Brasil vinha de goleadas fantásticas nos jogos anteriores à final (7 x 1 na Suécia e 6 x 1 na Espanha), havendo um inevitável clima de otimismo que contagiou torcedores, imprensa e o próprio selecionado nacional. Até hoje, nem mesmo os uruguaios entendem como venceram aquela partida, disputada no Maracanã diante de 200 mil expectadores.

Também a Hungria, em 1954, vinha de um período de invencibilidade de 31 jogos quando perdeu para a Alemanha na final da Copa, mesmo tendo surrado os próprios alemães por 8 x 3 na primeira fase daquele mundial. Inexplicável até hoje, para alemães e húngaros.

Tais imprevistos eram exceção à regra do favoritismo declarado que vigia à época. Quando uma equipe de futebol era favorita ou possuía bons jogadores do ponto de vista técnico, haveria de ganhar a partida. Algo como ocorre no basquete.

Entre 1957 e 1964, contando com Pelé, Garrincha, Didi, Nilton Santos, Vavá, Amarildo, os brasileiros eram realmente os melhores.

Quando a seleção brasileira venceu a Copa do Mundo de 1970, no México, com uma constelação de craques que jogava por sintonia fina derrotando a Itália por 4 x 1 na finalíssima (1), os europeus se perguntaram: como faremos para pôr fim à supremacia técnica dos sul-americanos se nossos atletas não conseguem ser tão bons tecnicamente? A saída encontrada e desenvolvida à curto prazo foi a preparação física aliada à utilização de esquemas táticos que exigissem a constante ocupação de espaços no campo.

A seleção da Holanda, treinada por Rinus Michels, foi o primeiro exemplo prático do novo pensamento europeu, ao maravilhar o mundo com o esquema carrossel holandês, no qual os jogadores não guardavam suas posições, ora atacando, ora defendendo, com seguidas variações táticas e com ampla utilização do overlaping (lançamento para o ponto futuro). Inclusive, Michels afirmou anos mais tarde que a implantação do complexo esquema tático somente fora possível pela inteligência incomum dos seus atletas.

Coincidentemente, algumas das vítimas da laranja mecânica na Copa de 1974 foram uruguaios (2 x 0 na estréia), argentinos (4 x 0 na segunda fase) e brasileiros (2 x 0 na semifinal). Show de bola e de objetividade de atletas verdadeiramente foras de série para a época (2).

Registre-se, ademais, que os holandeses já eram vencedores no âmbito clubístico, em especial com quatro conquistas seguidas de Ligas dos Campeões da Europa no início da década de 70 (3).

Apesar de tudo isso, não superaram a obstinação pela vitória e o vigor físico dos alemães na derradeira pugna do mundial de 1974 (derrota por 2 x 1), suplantando aquela que foi a maior inovação tática de todos os tempos, que era extremamente avançada para o momento, no qual a Seleção brasileira, por exemplo, ainda atuava com o arcaico 4-3-3.

Também a Polônia conseguiu excelentes resultados utilizando um esquema que formava blocos de ataque e defesa que possibilitou a conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1972. Na Copa do Mundo de 1974, os poloneses obtiveram 6 vitórias em 7 jogos, dentre as quais um 3 x 2 na Argentina, 2 x 1 na Itália e 1 x 0 no Brasil, terminando o torneio no terceiro posto. Somente foi derrotada na semifinal pela anfitriã e campeã Alemanha por um apertado 1 x 0.

Sintetizando: as vitórias da Alemanha na Copa do Mundo de 1974, da Argentina em 1978 (4) e da Itália em 1982, sedimentaram o conceito do futebol-força que foi elaborado para causar danos no estigma técnico e vencedor dos sul-americanos, especialmente dos brasileiros, que viam sua capacidade criativa ser insuficiente para vencer a preparação física.

Em 1986, lampejos de técnica proporcionadas por Maradona puseram luzes de pirilampos no túnel galgado pelo esporte bretão, que, afinal, não representaram quase nada depois que a Alemanha (1990), Brasil (1994) e França (1998) venceram Copas do Mundo jogando um futebol que visava exclusivamente resultados.

Quando a Seleção brasileira venceu a Copa do Mundo de 1994 jogando um futebol defensivo e pragmático, houve uma ruptura definitiva de tudo aquilo que existia em torno da dissensão técnica x tática.

Foi o final de qualquer esperança de ver a retomada do futebol romântico, aquele baseado unicamente na técnica, refinamento, plasticidade e busca frenética de gols.

A postura das equipes do mundo todo passou a ser, salvo raras exceções: evitar o gol do adversário usando atletas toscos, marcar implacavelmente, treinar exaustivamente as bolas paradas e, quiçá, fazer um gol para depois fechar-se defensivamente e garantir o 1 x 0. Foi-se o belo, o onírico. Restaram a simplicidade, o pragmatismo, a preparação física e o perfeccionismo tático como herança da evolução futebolística ao longo de um século de competições.

Mas, apesar de tudo isso, os apreciadores do futebol bem jogado não deixaram de acompanhar o esporte, o qual prossegue sua sina de cativar e apaixonar a cada dia milhares e milhares de novos adeptos. O surgimento dessa nova dinâmica tática possibilitou um maior acesso dos países e clubes periféricos às competições de alto nível, sem que isso represente apenas participações honrosas. Todos passaram a ter condições de vencer. Nada ficou impossível, pois a técnica foi suplantada pela organização e pelo planejamento.

A seleção brasileira foi protagonista dessa nova ordem estabelecida. Vamos aos fatos.

Em 2000, no ápice de uma crise técnica sem precedentes, após a derrota contundente para a França na final da Copa de 1998 (3 x 0), houve uma escassez momentânea de ídolos e de brilhantismo, amplificada pela eliminação da Seleção olímpica frente Camarões, em Sydney (5).

Paralelo à isso, os brasileiros tiveram uma trajetória negativa sem precedentes nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002 sofrendo 6 derrotas, algumas das quais para adversários que nunca haviam superado o Brasil em certames idênticos (6). Igualmente, o Brasil foi eliminado pela desprezível seleção de Honduras na Copa América de 2001, com derrota por 2 x 0, em um dos maiores fiascos da história do futebol contemporâneo.

A troca constante de treinadores (Wanderley Luxemburgo, Émerson Leão, Candinho e Luiz Felipe Scolari) exemplifica o momento de confusão vivida em um período de poucos meses.

Ao mesmo tempo em que conseguiu a vaga na Copa de 2002 na base da superação, em mero 3º lugar (atrás da Argentina e do Equador), Scolari providenciou mudanças na filosofia de trabalho que campeava nos grupos canarinhos.

Formou-se uma família na Seleção brasileira e o planejamento foi minuciosamente imposto por Felipão. Poucos acreditavam que o Brasil desbancaria os favoritos do momento – França e Argentina – e outros postulantes ao título (Portugal, Itália, Espanha, Inglaterra e Alemanha). Pela primeira vez em muitas Copas do Mundo (talvez desde 1958) que o país não figurava como favorito ao título, até porque seus melhores atletas não vinham de boas temporadas na Europa.

Ronaldo vinha da convulsão de 1998 e seguidamente acometido de moléstias. Rivaldo estava decadente e opaco. Ronaldinho Gaúcho era uma promessa maculada pela eliminação vergonhosa nos Jogos Olímpicos de 2000.

O resto do time-base era formado por jogadores medianos. Marcos, um regular goleiro do Palmeiras. Cafu, um bom preparo físico. Edmílson, Lúcio e Roque Júnior eram zagueiros de clubes europeus emergentes. Roberto Carlos estava marcado pela preguiça e pelas bombas à esmo. Gilberto Silva e Kléberson eram ilustres desconhecidos. Denílson, um exímio driblador, mas sem qualquer efetividade. E Juninho Paulista, um corpo desprovido de sustentação.

Enfim, eram atletas que não gozavam da simpatia nacional, relegada exclusivamente ao choro de Romário, atleta que fora deixado de lado por Scolari por alegada falta de comprometimento com o grupo.

As características básicas para integrar a Seleção brasileira foram assim definidas: união, disciplina, humildade e pegada. E, assim, com a desconfiança geral do povo, o Brasil voou para a Coréia do Sul.

Em 2002 houve uma Copa interessante. Na estréia, Senegal venceu por 1 x 0 a França, favoritíssima ao título. Depois, a França empatou sem gols com o Uruguai e caiu estatelada frente a Dinamarca por 2 x 0. Foi eliminada na primeira fase e não marcou sequer um gol. Pecou pela soberba e pela falta de renovação do grupo campeão de 1998.

Já a Argentina perdeu para a Inglaterra por 1 x 0 e empatou com a Suécia em 1 x 1. Também foi eliminada na primeira fase, castigada pelo azar e pelas escolhas equivocadas do treinador Marcelo Bielsa.

Outros favoritos foram sendo defenestrados do torneio aos poucos: Portugal, igualmente na primeira fase, ao perder para a Coréia do Sul por 1 x 0. Itália, nas oitavas-de-final, também morta pelos coreanos, por 2 x 1 no golden goal. Espanha, nas quartas-de-final, terceira vítima fatal do implacáveis sul-coreanos, nos pênaltis.

Enquanto isso, o Brasil seguia sua trajetória sem percalços no mundial, vencendo todos os seus adversários: Turquia (2 x 1), China (4 x 0), Costa Rica (5 x 2) e Bélgica (2 x 0).

Nas quartas-de-final, houve o confronto mais difícil, contra a Inglaterra de Beckham, Owen e Scholes. Com grandes atuações individuais de Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho, aliada à aplicação tática imposta por Felipão, o Brasil venceu os ingleses por 2 x 1, de virada.

Na semifinal, 1 x 0 na Turquia. E, na grande final, o duelo mais aguardado da história das Copas do Mundo, mas totalmente inesperado para 2002: Brasil pentacampeão com um 2 x 0 na Alemanha.

A Seleção brasileira sobrou fisicamente na competição, vencendo seus 7 jogos sem necessitar de prorrogação. Superou as táticas adversárias e ainda impôs momentos de alguma técnica. Marcou 18 gols e sofreu 4. Foi o melhor desempenho, em termos numéricos, de uma seleção campeã do mundo em todos os tempos. Campeão com alma e coração.

Além disso, a Copa do Mundo de 2002 apresentou uniformidade dos esquemas táticos utilizados pelas 32 seleções, com poucas variações entre o 4-4-2 e o 3-5-2, aliado à surpresa no resultado final de algumas partidas: nada menos do que 22 dos 64 jogos tiveram resultados inesperados. As equipes do Senegal, Estados Unidos, Coréia do Sul e Turquia foram as maiores zebras, todas atingindo as quartas-de-final da Copa (7). Foi um sinal dos tempos.

Mas a lição que deve ser extraída da Copa do Mundo de 2002 é a de que uma Seleção (ou clube) só vai vencer competições com planejamento, com entrega, com aplicação tática, com humildade e apego aos detalhes de cada partida. Um time técnico pode vencer um jogo, mas não um campeonato. Só um grupo comprometido com o objetivo poderá manter-se vencedor e impor hegemonia de conquistas.

Todo esse escorço histórico serve como referência para apontar as causas da nova dinâmica do futebol. No momento em que os resultados passam a ser inesperados e a ousadia tática não é suficiente para vencer partidas ou competições curtas, temos um novo elemento que distingue equipes de futebol. Alguns preferem chamar de temperamento ou entrosamento. Muitos afirmam que são times focados no objetivo. Outros dizem ser espírito de equipe. De fato, são equipes com alma vencedora, algo que supera a dimensão material enfrentada.

E tudo isso debelou-se em 2004, que foi um ano pródigo em surpresas. Algumas equipes sem qualquer tradição ou técnica dominaram as competições realizadas em 2004, no qual aconteceram, ao menos, 8 surpreendentes aparições:

– A seleção da Grécia, que foi campeã européia ao derrotar Portugal (de Felipão) por 1 x 0 em Lisboa, superando França e República Tcheca nas fases anteriores;

– Once Caldas (COL), que arrebatou a Libertadores da América na final contra o Boca Juniors, tendo eliminado o São Paulo na semifinal;

– Porto (POR) e Monaco (FRA), que fizeram uma improvável final de Liga dos Campeões da Europa vencida pelo clube português por 3 x 0;

– Santo André, que conquistou a Copa do Brasil ao vencer o Flamengo no Maracanã por 2 x 0, única conquista do clube até hoje;

– São Caetano, que tornou-se campeão paulista ao derrotar na final o Paulista, da cidade de Jundiaí, o qual havia sido campeão da Copa do Brasil no ano anterior;

– Valencia (ESP), que cumulou os títulos de campeão espanhol e da Copa da UEFA;

– Ulbra, vice-campeã gaúcha, surrando o vilipendiado Grêmio na semifinal pelo placar de 3 x 1 (8);

– E, por fim (por que não?), a Seleção brasileira, jogando com sua equipe B, derrotando a Argentina nos pênaltis na final da Copa América disputada no Peru.

Importante ressaltar que a cada ano temos mais e mais surpresas acontecendo no cenário futebolístico. O que era para ser exceção virou regra: equipes pequenas e médias vencem campeonatos difíceis e, por outro lado, clubes grandes e tradicionais protagonizam vexames.

Obviamente que o investimento no futebol, principalmente em estrutura e em aquisição de atletas é bastante eficaz para a obtenção de vitórias. Mas, por outro lado, temos que é inegável que atletas de renome sem motivação, sem identificação com o clube e sem interagir com o grupo, não são suficientes para levar um time às alturas. Logo, a alma, o espírito de equipe é elemento que faz fluir o jogo, que faz Davi derrotar Golias.

Com efeito, é necessário gizar que o enfoque adotado neste artigo é gnoseológico (conhecimento) e metafísico (ser ou não ser), não sendo apenas voltado para a constatação óbvia de que quem vence é o melhor. O futebol é um esporte único, onde os melhores necessitam provar sempre, em campo, que merecem vencer.

Aliado à isso, temos que a aparente falta de investimento no futebol brasileiro não está conduzindo o país à estagnação técnica. Pelo contrário. O Brasil exportou mais de mil jogadores para o exterior em 2007 e seus clubes continuam vitoriosos em competições internacionais. O curioso é que esse êxodo tem sido vital para os clubes nacionais, uma vez que o dinheiro oriundo das transações garante a manutenção do salários, da estrutura e da formação de futuros craques nas categorias de base. Além disso, à medida em que exporta jogadores jovens, os clubes brasileiros buscam atletas mais consagrados que passam por períodos de relativa desvalorização no exterior. O que existe no Brasil é uma eficiente máquina mercadológica a serviço do futebol.

Ao mesmo tempo, o crescimento financeiro do mercado do futebol brasileiro possibilita também a importação de jovens valores estrangeiros, especialmente da Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Bolívia e Colômbia. Em alguns casos, antes das promessas dos vizinhos rumarem diretamente para a Europa, são testados no cenário tupiniquim, que é mais exigente que o de seus respectivos países. Não raro ocorrem casos de grandes clubes brasileiros possuírem 4 atletas estrangeiros durante uma mesma temporada, mesmo podendo utilizar apenas 3 deles durante um jogo.

Neste talante, interessante confrontarmos a situação dos estrangeiros no futebol brasileiro com algumas ligas européias. Clubes da Itália, Espanha, Inglaterra e França possuem em seus grupos mais de 50% de estrangeiros, oriundos sobretudo da América do Sul, África e de países periféricos da Europa. Tal situação denota uma fragilidade dos europeus ocidentais em gerar novos jogadores, modificando a forma de jogar até mesmo de suas seleções nacionais.

Aliás, o que se espera (inclusive já ventilado pela FIFA) é o fim gradativo das seleções nacionais da Espanha e da Inglaterra, pois percebe-se uma ausência de jogadores de alto nível nos setores de meio-campo e ataque dos selecionados desses países, diretamente ligada ao pouco investimento na base, incapaz de formar atletas do mesmo quilate dos sul-americanos e africanos. Logo, esses clubes não geram jogadores nativos e suas seleções naturalizam estrangeiros.

Porém, há uma exceção na Europa. Apenas a Itália vem conseguindo manter a identidade nacional de seu futebol, pois tradicionalmente seus jogadores possuem espírito patriótico e alma vencedora. Como exemplo recente, temos a seleção italiana de 2006. Com lideranças técnicas em cada setor da equipe (Cannavaro, Pirlo e Totti), juntamente com seus gladiadores-trogloditas (Zambrotta, Materazzi, Grosso, Gattuso, Perrotta, De Rossi e Toni) venceu a última Copa do Mundo graças à união e o espírito vencedor contagiante do grupo.

Enfim, no mesmo ano tivemos o melhor exemplo a ser citado nos últimos 20/30 anos de futebol. Embora muitos tentem esquecer, quiçá menosprezar, em 2006 o Inter venceu a Libertadores da América, superando o São Paulo na finalíssima, e o Mundial de Clubes da FIFA, derrotando o poderosíssimo Barcelona. Já em 2008, o Colorado venceu o Torneio de Dubai dando uma aula de determinação e aplicação tática na Internazionale de Milano, até então invicta por vários jogos na Europa, tendo em seu grupo atletas de várias seleções top.

Qual é a explicação para essa senda de vitórias de um clube tido como grande apenas no cenário brasileiro, mas que não vencia nada há décadas? Como justificar o fato de que o Inter, clube de estrutura limitada, tenha superado adversários infinitamente mais poderosos do ponto de vista financeiro e técnico?

Uma análise superficial dos resultados atuais do futebol permite enxergar uma quantidade incrível de zebras em todos as competições.

As idiossincrasias contidas em cada time de futebol podem ser controladas em benefício do todo. A repetição de movimentos e o esforço pleno em prol de um benefício comum é a resposta. Mais do que isso: ter alma. Essa palavra tão pequena, contendo 4 letras, é praticamente inexplicável do ponto de vista científico. Ter alma, no futebol, muitas vezes é efêmero. Uma hora acaba. Mas, analisando-se todo o contexto exposto, trata-se do nó górdio que deve ser desvendado para possibilitar a descoberta da fórmula vencedora.

Recado para os co-irmãos da freguesia lindeira: se o clube é brasileiro, não basta ter alma castelhana. Para quem já morreu tantas vezes, a mudança de nacionalidade da alma parece ser uma explicação bastante convincente.

Ainda bem que o Sport Club Internacional tem alma brasileira!


(1)- Seleção brasileira da final da Copa do Mundo de 1970: Félix, Carlos Alberto, Brito, Piazza, Everaldo, Clodoaldo, Gérson, Pelé, Jairzinho, Tostão e Rivelino.
(2)- Time-base da Holanda na Copa do Mundo de 1974: Jongbloed, Suurbier, Rijsbergen, Jansen, Krol, Haan, Van Hanegem, Neeskens, Cruyff, Rep e Rensenbrink.
(3)- O Feyenoord, em 1970, e o Ajax, em 1971, 1972 e 1973, venceram a Liga dos Campeões da Europa, denotando toda a supremacia tática holandesa na época.
(4)- Os argentinos venceram a Copa de 1978 amparados por forças ocultas e pela complacência da FIFA. Quem nunca ouviu falar do jogo em que a Argentina venceu o Peru por 6 x 0, quando necessitava fazer 4 gols de diferença para ir à final da Copa de 1978 e eliminar o Brasil no saldo de gols?
(5)- Nos Jogos Olímpicos de Sydney 2000, o Brasil foi derrotado por Camarões pelo placar de 2 x 1, no golden goal, mesmo com 2 atletas a mais em campo.
(6)- A Seleção brasileira sofreu 6 derrotas em 18 jogos das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002, contra o Paraguai 2 x 1, Chile 3 x 0, Equador 1 x 0, Uruguai 1 x 0, Argentina 2 x 1 e Bolívia 3 x 1, todos disputados fora do Brasil.
(7)- Na Copa do Mundo de 2002, a Turquia finalizou em 3º lugar, Coréia do Sul em 4º, Senegal em 7º e Estados Unidos em 8º.
(8)- Também podemos registrar que em 2004 aconteceu não uma façanha, mas algo que está se tornando assaz corriqueiro, que foi o segundo rebaixamento do Grêmio para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro. Os gremistas vivenciaram um exemplo de falta de planejamento, de incompetência administrativa e de total ausência de comprometimento dos atletas, que pareciam mais interessados nas orgias homossexuais que praticavam no suntuoso ônibus do clube, único orgulho do ex-presidente Flávio Obino.

Qual é o esquema?

Publicado: 06/03/2008 por Wolfarth em Tosco Futebol Clube

Tenho ouvido e lido muito sobre um certo “carrossel Colorado”, esquema tático supostamente utilizado pelo Inter em 2008. Bobagem. O que se vê são 7 atletas atacando quando a posse de bola é vermelha e 9 jogadores defendendo quando o time rival está com a bola. Aliado à isso, muito entrosamento e alguma técnica de jogadores como Alex, Fernandão e Iarley.

Vejam. Não há nada de espantoso, espetacular ou mesmo inovador. Além do mais, excetuando-se a Copa Dubai, quais adversários exigiram extremo esforço do Inter?

A imprensa, essa instituição secular, de quem tanto necessitamos e também muitas vezes abominamos, trata sempre de querer impor pontos-de-vista e viciar a opinião dos incautos. Porém, quando a coisa não sai da forma planejada, são os primeiros a mudar de lado. Algo como o inesquecível Augusto dos Anjos descreveu certa vez em seu poema Versos Íntimos:

“… Toma um fósforo, acende teu cigarro!

O beijo, amigo, é a véspera do escarro

A mão que afaga é a mesma que apedreja…”

Já conheço a imprensa de outras temporadas. É muito fácil elogiar agora, quando não há tanta cobrança, e depois sentar o cacete no clube caso seja eliminado n’alguma competição, em um momento de infelicidade. Aí, o esquema era ruim, faltavam jogadores, pau no Abel, enfim.

Deixem o Inter. Foi difícil para o Abel Braga atingir esse nível, obter o entrosamento dos jogadores, ter um pouco de tempo para treinar. Confesso que não gosto de falsos otimismos e de elogios embasbacados da imprensa marrom (e gremista) que atua em nosso Estado.

De mais a mais, esses 12 primeiros jogos que o Inter disputou no ano não significaram absolutamente nada em termos de Gauchão e Copa do Brasil. Vamos esperar jogos mais difíceis para podermos dizer algo que soe como definitivo em termos de esquema tático do time. Afinal, qual é o esquema?

Em breve…

Publicado: 09/01/2008 por Wolfarth em Ah é, é???, Não há o que não haja!, Tosco Futebol Clube

VEM AÍ O MAIOR POST SOBRE FUTEBOL JÁ PUBLICADO NESTE BLOG.

AGUARDEM…