Arquivo da categoria ‘Mundão da internet’

Testando o Zoundry Raven

Publicado: 28/03/2008 por BigDog em Mundão da internet

Navegando lá no meio bit, descobri um software de publicação de blogs, o Zoundry Raven. Como escrevo tanto no Dog Years – meu blog pessoal, bem menos movimentado mas um espaço legal para dizer coisas mais pessoais – e na ABRIC, resolvi testar o funcionamento do programinha e ver se ele realmente facilitaria a minha vida, evitando ter de entrar na área de gerenciamento dos dois blogs, selecionando o texto em um, colando no outro, perdendo formatação de cá para lá, tendo de editar links de imagem à muque, enfim, uma trabalheira monstruosa. Este é o primeiro post que escrevo no software, e confesso que a experiência está sendo bem agradável. Vamos ver quanto tempo demoro para me adaptar a ele, mas se tudo correr bem espero em breve conseguir escrever com mais freqüência e produtividade. Enfim, boas ferramentas facilitam a vida das pessoas. Tomara que seja este o caso.

Fertilizante musical

Publicado: 08/09/2007 por BigDog em Mundão da internet, Solta o som...

logo_fairtilizer.jpgVocê já deve ter percebido que a indústria musical como a conhecemos simplesmente acabou. Responda rápido: qual foi o último CD que você comprou? Difícil lembrar, certo? Com o avanço da tecnologia e a possibilidade de copiar qualquer disco em questão de minutos – isso sem falar nas redes P2P da vida – as vendas cairam vertiginosamente e as grandes gravadoras estão assustadas com isso. Afinal de contas, o produto delas é a música em uma mídia específica, seja o LP, cassete, CD ou o que vier. Agora, quando a transposição da música de mídia para mídia, sem qualquer perda de qualidade, se tornou tão banal, em teoria basta que se adquira um único disco oficial para que ele se espalhe por milhares, milhões, de pessoas. Esse processo é irremediável, não adianta tentar incluir DRM nos arquivos digitais, porque essa solução chega a ser vexatória. Qualquer moleque com um computador quebra essa proteção em dois toques, basta ter os programas certos. Se o moleque em questão entender a fundo de TI, aí danou-se. Com as gravadoras quebradas, qual a solução para as bandas e artistas? Aliar-se ao “inimigo” e simplesmente dar de graça o que ele quer, para garantir que ao menos ingressos para os shows sejam vendidos. E nesse mundão da internet, uma iniciativa como o Fairtilizer é uma mão na roda. Para quem gosta e entende de música nem se fala. Dá para descobrir milhares de artistas e bandas que nem sequer se sonhava que existissem. Tem muita porcaria no meio, evidentemente, mas uma seleção criteriosa revela algumas faixas excepcionais. E o melhor, “de grátis”!!! O inconveniente, por enquanto, é que o site está em fase beta e somente permite o cadastramento por convite, o que já dobra o interesse e o desespero de gente que nem sabe do que se trata e provavelmente nem vai usar adequadamente todos os recursos que estão à disposição. Na verdade, se deixarem, muito em breve vamos ter milhares de músicas “engraçadas”, “para dançar”, “suingadas”, e qualquer outra porcaria que agrade a miguxas e miguxos dançadores de axé/pagode. Por isso, cada membro tem a disposição apenas cinco convites para enviar, o que eu acho até uma boa medida. Enfim, tenho alguns convites e posso enviar para alguém que esteja realmente interessado. Vale muito a pena, isso eu garanto.

Às vezes dá uma tristeza morar nesse país. A criatura usa software pirata e ainda acha que pode reclamar. Por essas e por outras que eu acho que esse negócio de inclusão digital não vai funcionar. O povo brasileiro é burro demais para usar computador.

Jeremias Forever!

Publicado: 27/05/2007 por BigDog em Mundão da internet, Não há o que não haja!

O inesquecível Jeremias José imortalizado neste novo modelo da Camiseteria! Cabra hômi e agora ícone cultural!

Linhas tortas?

Publicado: 27/05/2007 por BigDog em Mundão da internet, O veneno escorre

Eu devia ser um dos únicos dez brasileiros que nunca havia ouvido falar em Maria da Graça Mello, até que clicando no botão “next” da área de gerenciamento aqui do WordPress caí em um blog que contava a saga dessa moça. Para os outros nove, explico: Maria da Graça é uma advogada de Cachoeira do Sul/RS que teve suas fotos, digamos, desinibidas copiadas do notebook quando mandou o computador para manutenção em uma loja de informática de sua cidade. Como não poderia deixar de ser, o material foi parar na rede e virou sensação. Sites como este aqui já tiveram mais de um milhão de acessos, e divulgam exclusivamente as fotos da moçoila. Como você deve imaginar, uma coisa destas abala as estruturas de qualquer pessoa, não deve ser nada fácil andar pela rua e ser reconhecida como a garota nua que se exibe na internet sem que tenha havido o consentimento expresso para que isto acontecesse. Pessoalmente, fiquei compadecido da moça, afinal de contas o sofrimento deve ter sido muito grande. A história completa você pode acompanhar nesta reportagem do Teledormindo:

Repararam na descrição de como o fato aconteceu? Diz nossa donzela: “onde eu levei meu laptop para formatar numa loja de informática da localidade e, a partir daí, tinham fotos íntimas dentro do computador, fotos onde, mais picantes, onde tinha tirado junto com meu namorado na época”. Quanto à repercussão do problema, Maria da Graça afirma que “a dor que aconteceu na época foi muito forte, é difícil comentar, e as pessoas assim comentando sem conhecer da vida dos outros né, eu acho que o mais importante hoje, é a minha lição de vida foi exatamente não julgar os outros sem conhecimento de causa”. Finalmente, ela relata seu encontro com os facínoras que cometeram essa indiscrição com o material pornográfico-erótico-ousado-brega “quando eles confessaram o que eles tinham feito eles foram na delegacia e eu fiquei frente a frente com eles. Eu não sabia o que falar. O delegado até me pediu para mim ter calma e tal, mas eu, a única pergunta que eu lembro que eu fiz para eles naquele dia foi: vocês tem noção do que vocês fizeram com a minha vida?”.

Triste, certo? Claro que não! A moça, como visto na reportagem, posou para um ensaio do Colírio, está investindo tudo em sua carreira de modelo e já tem até site oficial, “onde inclusive” (desculpe, não resisti) se oferece para “abrilhantar eventos”. Ao que parece, vai muito bem assim, obrigado. Como sempre, escrita correta por linhas muito tortuosas. Claro que para Maria da Graça é melhor investir nessa nova carreira e deixar a advocacia para lá! Com esse português horroroso e o corpo que Deus lhe deu é a coisa mais lógica a fazer. Força, Maria da Graça! Estamos esperando o vídeo, ansiosamente!!!

A voz da razão foi ouvida!

Publicado: 16/05/2007 por BigDog em Mundão da internet, Solta o som...

Amazon vai vender músicas livres de proteção contra cópias
A Amazon.com afirmou na quarta-feira que vai lançar uma loja de música digital no final de 2007 com milhões de canções sem tecnologia de proteção contra cópias. A companhia informou que a gravadora EMI, casa de artistas como Coldplay, Norah Jones, Joss Stone e Pink Floyd, licenciou seu catálogo digital para a Amazon, o segundo acordo deste tipo em um mês. “A nossa estratégia de termos apenas arquivos MP3 significa que todas as músicas que os consumidores comprarem na Amazon serão livres de DRM e tocarão em qualquer dispositivo”, disse Jeff Bezos, fundador e presidente-executivo da Amazon.com. O Digital Rights Management (Gerenciamento de Direitos Digitais), ou DRM, foi exigido pela indústria musical para conter a pirataria. A tecnologia impede que usuários façam múltiplas cópias; mas seus críticos dizem que isso limita o número de consumidores e, portanto, impede o crescimento do setor.

Até que enfim uma boa notícia. Uma grande empresa como a Amazon teria mesmo de dar este pontapé inicial, porque o DRM é um verdadeiro tiro no pé da indústria fonográfica. Para mim, parece bastante lógico que, entre comprar uma música com proteção que só será reproduzida em um dispositivo específico ou baixar o disco já desprotegido de qualquer uma das oito mil fontes disponíveis na internet, o camarada vá optar pela segunda opção, mesmo que pretendesse não praticar qualquer crime. Ora, se a empresa considera pirataria fazer uma cópia em CD de uma música comprada on-line, é óbvio que qualquer ser pensante vai optar por piratear direto o disco pretendido e utilizá-lo da maneira que lhe aprouver. Trocando em miúdos, se vou cometer um crime, mesmo contra a minha vontade, então vou praticar este delito com estilo! O fim do DRM é uma medida inteligente e acertada, que certamente será seguido por todas as lojas de música da rede, porque o raciocínio básico – é melhor vender alguma coisa do que não vender nada – beira a obviedade.

Cuide bem de seu iPodQuer saber quanto tempo de vida ainda tem seu iPod? O site iPod Mechanic resolve sua dúvida com o The iPod Deathclock. Basta informar o número de série de seu tocador e responder algumas perguntas sobre condições de utilização – quantas horas o aparelho é usado por semana, em quais atividades, se já sofreu algum acidente com líquidos ou alguma queda – e o site calcula, com base nas estatísticas dos serviços de manutenção da Apple, quanto tempo de vida útil ainda resta.

Segundo o site, o meu iPod 4th Gen de 20 GB, produzido em março de 2005, deverá resistir, com base no meu perfil de utilização, por mais 437 dias, devendo “morrer” por volta de 27/07/2008. Essa informação é alarmante, porque não pretendia ter de comprar outro tão cedo. Na verdade, nunca mais. Apesar de não reproduzir vídeos e de ter uma capacidade de armazenamento bem menor do que os modelos atuais, ele supre virtualmente todas as minhas necessidades. Primeiro, porque não sou assim tão aficcionado por filmes e programas de TV que se justifique a compra de um iPod Video. Segundo, porque o espaço é mais do que suficiente. Atualmente, tenho 3.512 músicas armazenadas no bichinho, que ainda tem mais 7,1 GB de espaço disponível. Isso é suficiente para ouvir música por meses a fio sem ter necessidade de alimentar novos arquivos. E depois, quando a seleção atual enjoar, é só conectar o aparelho no PC e apagar o conteúdo, substituindo por uma nova seleção, que levará outros bons meses para ser ouvida. Assim, o que me preocupa, agora, é otimizar o tempo de vida do iPod, para evitar a necessidade de comprar outro. Algumas dicas úteis, se você também tem essa preocupação, são as seguintes:

1) Manter o firmware do iPod atualizado. As atualizações podem ser encontradas aqui.

2) Sempre manter o iPod em temperatura ambiente, evitando extremos, especialmente o calor. A temperatura ideal é de 22ºC.

3) Carregar a bateria tão-logo tenha perdido toda a carga.

4) Nunca carregar a bateria enquanto o iPod estiver em algum case ou capa, o que pode forçar a conexão do carregador e provocar curtos.

5) Não deixar a bateria totalmente carregada quando o aparelho permanecer sem uso. Uma bateria com pouca ou nenhuma carga é melhor nesta situação.

Quer ler a biografia não-autorizada de Roberto Carlos, o homem, o rei, o mito? Sem problemas, clique aqui. Apesar do imenso esforço do cantor (sic) para retirar a obra de circulação, incluindo o recolhimento de exemplares em diversas livrarias do país, a Internet, esse maravilhoso mundo à parte, já dispõe dos arquivos para download sem qualquer dificuldade. E, para poupar sua procura e economizar seus pilas (existem milhares de ofertas nos Mercados Livre da vida), estou fazendo a minha parte. Só não venham reclamar da total perda de tempo de ler sobre uma criatura como RC. Baixe por sua conta e risco. Só estou disponibilizando o arquivo porque acredito piamente que qualquer leitura é melhor do que nenhuma, e porque não suporto essa perseguição que beira a censura quando alguém se desembesta a escrever sobre pessoas famosas. Queria ver se alguém lançasse a biografia não-autorizada do Cachorrão – que iria encalhar, com toda a certeza. Fatalmente morreria na fila esperando uma decisão judicial, qualquer que fosse, e jamais conseguiria apoio na minha indignação. Mas, quando se trata do mala-mor da MPB, que nos obriga há anos a assistir seu constrangedor especial de fim-de-ano, a coisa muda de figura. Por isso, está aí. Quem quiser ler, que leia. Eu tenho mais o que fazer.

Apagão na ABRIC

Publicado: 02/05/2007 por BigDog em Mundão da internet

apagao_abric.jpg

A Academia Brasileira das Idéias Confusas – ABRIC, na forma de seu estatuto e em observância dos ditames legais atinentes à matéria, torna pública a CONVOCAÇÃO de seus membros para sua 1ª Assembléia Geral Ordinária, a ser realizada aos vinte e sete dias do mês de abril do ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2007, às 22 horas, no ABRIC Convention Center, também conhecido por salão de festas do prédio do Cachorrão. PAUTA: a) assuntos administrativos e definição do plano de gestão, cuja deliberação deverá tomar no máximo 5 (cinco) minutos, conforme previamente estabelecido em estatuto; b) churrasco de confraternização. CARDÁPIO: picanha, pernil de cordeiro e morcella dulce uruguaia. As impugnações ao cardápio, conforme artigo 171, LXIX, “c”, do estatuto social deverão ser apresentadas por escrito no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas antes da assembléia, oportunidade em que passará por votação entre os membros, sendo aprovada por maioria simples, com direito a veto pelo acadêmico encarregado de seu preparo, desde que por comprovada imperícia técnica no preparo do prato sugerido. TRAJE: Qualquer um, desde que não apareça nada que os outros não precisem ver. AUSÊNCIA: a ausência não justificada de qualquer dos acadêmicos não gera, conforme previsão estatutária, qualquer penalidade, a não ser o direito dos presentes de tratá-lo por “bundão” e “calça frouxa” durante o evento, não sendo autorizada qualquer forma de degradação moral do ausente após o final do efeito das bebidas alcoólicas ingeridas. DELIBERAÇÕES: as deliberações somente serão aprovadas por maioria, sendo vedado ao acadêmico sóbrio proferir qualquer voto até que se encontre devida e comprovadamente embriagado. PUBLIQUE-SE.

Brinde!!

Publicado: 16/04/2007 por Crânio em Mundão da internet

Um brinde aos colegas e  leitores que nos deram a honra de 27 visualizações em 15 de abril de 2007. Nosso recorde!!!

Rádio ABRIC no ar!!!

Publicado: 12/04/2007 por BigDog em Mundão da internet, Solta o som...

A rádio mais sem sentido da web. Cem kilowacas de potência, pastando nas invernada da comunicação! Como acessar? Basta clicar no botão abaixo ou no banner da barra lateral. Sugestões para a programação musical serão muito bem aceitas. Só não exagerem. Temos 5 GB de espaço no servidor. Dá para muita música, mas ligeirinho acaba. Meu iPod que o diga.

Mais um infeliz…

Publicado: 07/04/2007 por Crânio em Mundão da internet

Pois é, não bastasse estes dois tauras falando merda o tempo todo, cá estou eu para dar meus pitacos sobre coisas que não entendo…

Matéria paga?

Publicado: 25/02/2007 por BigDog em Mundão da internet, Não há o que não haja!

Gosto muito da revista Superinteressante, que leio praticamente desde o lançamento. Fui assinante por um tempo, depois passei a comprar esporadicamente nas bancas quando a matéria de capa ou algum outro assunto era do meu interesse e, finalmente, mais por preguiça de procurar as edições nas lojas, voltei a assinar há cerca de um ano e tenho recebido todos os números regularmente. Sei que a revista trata alguns assuntos de maneira superficial e que, muitas vezes, veicula matérias francamente tendenciosas, mas ainda assim acho que ela é uma boa fonte de informações gerais sobre assuntos que, de outra maneira, eu não iria pesquisar de forma nenhuma. Claro que isso não faz de mim nenhum expert, mas atualmente existe tanta gente escrevendo sobre o que evidentemente não entende – vide a vexatória enxurrada de opiniões de blogueiros sobre a pendenga jurídica entre a Ciccarelli e o YouTube, em que todos, virtualmente, defendiam coisas como “liberdade de expressão”, citando inclusive a Constituição Federal, sem sequer dominar qualquer conceito jurídico sobre o que estavam escrevendo, confundindo liminar com recurso, recurso com ação, e por aí vai – que não me envergonho mais de escrever asneiras sobre o que não entendo. E, de mais a mais, isso aqui é um blog, portanto, é apenas a minha opinião e não deve ser levada muito mais a sério do que isto.

Mas, voltando à Superinteressante, na edição deste mês vi uma coisa que fatalmente vai levar ao cancelamento da assinatura. Nas páginas 12-13 saiu o anúncio da Microsoft sobre a substituição do Linux pelo Windows nos sistemas da empresa Sucos Dell Valle, aquela mesma campanha que já encheu a paciência por aí – certamente você já viu algum banner em algum lugar navegando pela internet. Eu, sinceramente, não faço a menor idéia do que isto representa, não sei se a Sucos Dell Valle vai ter tanto benefício com o que fez, nunca cheguei há mais de dois metros de um sistema Linux. O fato é que, como anunciante, a Microsoft pode publicar o anúncio que quiser na revista, porque isto é publicidade e vai de cada um, com o conhecimento e a vivência que tem, tirar suas próprias conclusões.

O problema é que lá nas páginas 23-24 está uma matéria – agora jornalística, ou seja, “conteúdo” da revista – sobre o lançamento do iPhone, com a chamada “A Apple não inventa nada”. O mote da matéria é que a Apple simplesmente pega tecnologias existentes e “enfeita” com designs arrojados, para que vendam muito. Diz a matéria:

Afinal, na prática, o iPhone é um celular que tem câmera embutida, acesso à internet e tocador de mp3 – coisa que já existe aos montes nas lojas … A resposta é simples e define a própria Apple: em toda a sua história, a empresa não inventou nenhum aparelho genuinamente novo … Veja o exemplo do iPod. Antes dele, a maioria das pessoas nem sabia o que era mp3 – mesmo existindo diversos tocadores do tipo no mercado. (Superinteressante, edição 236 – fev/2007)

Pegou a mensagem? Não posso citar mais matérias assim, porque não vou procurar nas edições antigas, é claro, mas faz muito tempo que a Super está evidentemente tentando arranhar a imagem da Apple. Faz meses que não sai um único equipamento da Apple, ou compatível com estes, na coluna Super Fetiche Tech, que mostra os lançamentos tecnológicos mais empolgantes – seja pela inovação que trazem ou pela praticidade do que se propõem a fazer.

Quanto à alegação de que já haviam tocadores de mp3 no mercado antes do iPod, eu posso dar meu testemunho. Antes do iPod, eu adquiri um Nomad Jukebox de 6 GB, que era o máximo que se conseguia na época. Fiquei feliz com o aparelho quando o adquiri, é lógico. Levava centenas de músicas para cima e para baixo, o que era muito prático e conveniente. Junto, comprei um sistema de caixas de som para discman da Sony, que permitiam que eu conectasse o Nomad e o ouvisse onde quer que eu estivesse. E havia, é claro, os fones de ouvido, de boa qualidade e que proporcionavam uma experiência agradável. Com o tempo, entretanto, fui começando a me cansar do aparelho. Pesado, enorme – maior que os discman comuns – e movido a pilhas recarregáveis que em pouco tempo começaram a perder a capacidade de recarga e passaram a durar apenas duas horas ou menos. Para gerenciar o conteúdo da biblioteca, um software horroroso, desenvolvido pela Creative, que fazia mais confusão do que organizava os arquivos, e demorava demais para ripar qualquer CD e transferir seu conteúdo para o player. Para transportar tudo, as caixas de som inclusive, só de carro, porque carregar toda aquela tralha na mão era praticamente impossível. Resultado: o Nomad – que custou uma pequena fortuna – ficou atirado em um canto pegando poeira enquanto eu me lamentava por ter comprado aquilo. Na prática, para mim, a era mp3 começou, efetivamente, com o iPod, quer a Superinteressante goste ou não. Hoje carrego 20 GB de arquivos para todo o lado, no bolso, sabendo que minhas baterias vão durar pelo menos oito horas, sem recarga. o iTunes me permite facilmente definir os critérios de classificação das músicas, editando tags e agrupando conteúdo, que depois é automaticamente transferido para o iPod quando ele é conectado ao PC. Tudo muito rápido e prático. A Apple certamente não inventou o mp3 ou o conceito de tocador, mas com toda a certeza o tornou viável e acessível às massas, o que é muito mais importante do que tudo. Ferdinand Porsche também não inventou o motor a explosão ou a linha de montagem, mas alguém duvida que é dele a maior contribuição para a indústria automobilística?

Seus problemas se acabaram-se!!!

Publicado: 25/02/2007 por BigDog em Mundão da internet

songbird logoSabe quando você encontra no site de alguma banda legal diversos links para downloads de amostras de músicas em mp3 e fica clicando em tudo, adicionando ao seu gerenciador de downloads, e depois que os arquivos foram baixados já nem lembra mais do que se tratam, até porque as únicas informações disponíveis são os nomes dos arquivos, coisas como “bt2005-07-14t01.mp3”, “ylt2005-04-21d1t01.mp3” ou “dmb1998-08-04d1t01.mp3”? Ou então quando alguma banda generosa, como o Blues Traveler, disponibiliza shows inteiros em formato mp3 e você resolve baixar os discos, perde um tempão movendo os arquivos para pastas específicas, tem que ouvir os arquivos para descobrir qual deles corresponde a qual música e acaba desistindo de organizá-los? Ou, ainda, quando você está gostando de alguma música, ficou interessado pelo artista e gostaria de conhecer o trabalho dele melhor, mas vai fazer outra coisa e depois simplesmente esquece o endereço do site que estava acessando, perdendo muito tempo para refazer o caminho que o levou até lá? Para resolver estas e outras questões, foi desenvolvido o Songbird, um mashup que usa o navegador Mozilla e o mp3 player do Winamp, em um só programa. A vantagem deste programinha é que, ao mesmo tempo que navega na internet, ele já vai relacionando os arquivos disponíveis para download, lendo as tags e montando uma listagem que você tanto pode salvar como uma lista de reprodução da web quanto fazer o download direto dos arquivos, já editando as tags e escolhendo o diretório de destino para cada grupo de arquivos selecionados. Assim, quando os downloads terminam, já estão organizados e na pasta correta, e catalogados na biblioteca do Songbird, para que depois você não precise ficar abrindo pastas quando quiser ouvir as músicas. Além disso, uma vez incluída na lista de reprodução da web, nunca mais você vai precisar procurar por aquela música que gostou novamente, bastando selecioná-la para ouvir. Finalmente, se você é usuário do last.fm, o programa tem um add-on específico para fazer o envio das informações para o servidor, atualizando automaticamente seu perfil. E tudo isto enquanto você navega confortavelmente na web. Simplesmente uma sacada de gênio. O único porém que eu encontrei foi que, por alguma razão, a função de queimar CDs não foi habilitada no meu PC. Mas isto é o de menos, considerando o trabalho que está sendo poupado no processo todo. Abaixo, uma amostra da interface do programa. Para download da versão para Windows, clique aqui.

Songbird screenshot

Presentes todos os dias

Publicado: 25/02/2007 por BigDog em Mundão da internet

logo_giveawayUma dica que eu estou querendo dar faz horas, mas por uma razão ou outra sempre esqueço de comentar, é o site Giveaway of the Day, que todos os dias disponibiliza um programa para download, devidamente licenciado pelo desenvolvedor, inteiramente sem custo. Trata-se de um acordo com os desenvolvedores de softwares menos conhecidos para entregar gratuitamente o programa por um dia, a fim de divulgá-los entre os usuários que buscam alguma ferramenta para tarefas específicas, que pode coincidir com aquelas que estão sendo oferecidas no site. Tem de tudo, antivírus, editores de áudio, monitoradores de HD, conversores de vídeos, jogos, e por aí vai. Bem legal para quem gosta de usar software legalizado sem gastar os tubos por isto. Porém, visite o site com regularidade, porque a oferta só vale por um dia e depois não adianta chorar porque perdeu um software bacana que interessava.

Sexta-feira é o dia ideal para não fazer nada. Todo mundo devagar, o pessoal pensando no fim-de-semana, compras de ingressos, passagens, telefonemas para combinar programas, etc. Hoje não é sexta-feira, mas amanhã é feriado, um santo feriadão emendado com o fim-de-semana, que, ao que tudo indica, vai valer a pena. Quer dizer, pode ser, porque agora saí da minha baia (sim, eu sou quase o Dilbert) e vi que o céu está nublado. Enfim, passei o dia hoje como uma típica sexta-feira. E achei lá no Criado Mudo uma dica de um programinha bem legal que não faz absolutamente nada. Ou faz: cria uma barrinha de progresso na tela, como se alguma coisa estivesse acontecendo no PC, e fica nisto, o tempo todo. Bem legal para quem precisa se afastar do micro para fazer coisas importantes, como, por exemplo, tomar um café ou fumar um cigarro. Eu baixei e instalei. Olha que bacana:

Donwload aqui. Bom divertimento….

Nada a acrescentar.

Publicado: 17/01/2007 por BigDog em Isto é Brasil..., Mundão da internet

Chega a ser patético que, na semana em que o iPhone foi lançado, o Brasil rivalizava com o aparelho da Apple nas páginas de tecnologia dos jornais em todo o mundo. Nosso feito? Tentar tirar do ar o YouTube, um serviço de internet de alcance mundial que hospeda pequenos vídeos digitais colocados ali pelos próprios usuários. A idéia de um juiz brasileiro era impedir que fosse visto o vídeo em que uma modelo brasileira, Daniella Cicarelli, aparece em vias de fato com o namorado em uma praia da Espanha. O juiz mandou, com o perdão da expressão, cortar o mal pela raiz. Como não se conseguia impedir apenas a exibição do vídeo, a solução que ocorreu foi tirar do ar o site inteiro. O lançamento do iPhone e a tentativa de proibição do YouTube são símbolos de duas culturas, de dois ambientes antagônicos de negócios, de duas visões de mundo. Feliz o país cuja cultura, cujo ambiente de negócios e cuja visão de mundo produzem o iPhone e o YouTube. Pobre do país que proíbe o YouTube. (Revista Veja, 17.01.2007, p. 55)