E para os adultos, vai ter emprego também?

Publicado: 06/07/2019 por BigDog em Isto é Brasil..., Não há o que não haja!

Recentemente nosso estimado presidente declarou que não via qualquer problema no trabalho infantil, citando que ele próprio trabalhou em plantações desde os oito ou nove anos de idade, e disto não decorreu qualquer problema para sua personalidade e/ou formação.

Vamos deixar de lado, para esta análise, a profunda desumanidade da proposição, já reconhecida como danosa ao desenvolvimento infantil na maior parte do mundo civilizado, bem assim a distorcida avaliação de si mesmo de Jair Bolsonaro, um sujeito com claros problemas psíquicos que clamam por tratamento urgente. Esqueçamos, também, que um irmão do presidente declarou no passado à revista Crescer que seu pai jamais teria autorizado que os filhos trabalhassem para não prejudicar seus estudos, o que contradiz frontalmente a fanfarronice de Bolsonaro. Sei que é difícil, mas vamos tentar ser objetivos.

Conforme as últimas pesquisas, o número de desempregados supera os 13 milhões, totalizando quase 12,5% da população economicamente ativa, e as pessoas subutilizadas chegam a 28 milhões. Ou seja, se não há emprego sequer para adultos, qual o sentido minimamente lógico em se propor – além de uma profunda desconexão com os mais elementares sensos de empatia e piedade para com a infância – que se coloquem crianças para trabalhar? Gritarão, rapidamente e em uníssono, os apoiadores deste lunático que “a culpa é do PT”! E com grande dose de razão, não se pode cobrar de um governo de apenas seis meses que tenha resolvido um problema que vem se tornando cada vez maior há mais de cinco anos.

Mas, definitivamente, podemos e devemos cobrar de um presidente coerência e sensatez, abertura a proposição de soluções ponderads e compreensão para com os outros. No entanto, até o momento só temos alucinações, preconceitos e análises completamente distorcidas da realidade. O rumo que tomamos é preocupante, as mais singelas amarras com o bom-senso e a civilidade está sendo perdidas em ritmo acelerado, e não me surpreenderei se, em breve, alguém ainda proponha abertamente o retorno da escravidão. É só o que falta, já que nem de crianças – CRIANÇAS – se tem mais pena.

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