O valor único

Publicado: 02/06/2009 por BigDog em Um muito sobre nada...
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Para quem mora no Brasil, escândalo envolvendo dinheiro público é uma coisa absolutamente cotidiana. É passagem aérea para a família para cá, mensalão para lá, superfaturamento não sei mais onde, num círculo vicioso instalado há décadas e que, para falar a verdade, não sei se alguma geração vai chegar a banir. Reclamamos muito, de tudo, principalmente porque não são tomadas quaisquer medidas para coibir tais abusos. Nenhuma mesmo. Parece que mais sorte tem quem chega primeiro, quem consegue meter a mão na bolsa da viúva antes… Eu, particularmente, ando absolutamente cansado de tudo isso. Desde que me entendo por gente – mais ou menos uns três meses atrás – as coisas são assim, é pilantragem em cima de pilantragem, e já não tem nem mais graça falar disso. O mais dolorido é que esse comportamento reflete exatamente o das pessoas que colocam estas raposas para cuidar do galinheiro: o eleitor. E este, por sua vez, faz tudo o que faz porque tem uma única lógica na sua cabeça: o dinheiro!

Fenômeno mundial, o endeusamento da bufunfa faz com que as pessoas tomem atitudes cada vez mais tresloucadas, transformando o único valor que não está intrinsecamente ligado ao caráter no único válido. Em síntese, honestidade, lisura, lealdade, palavra, tudo isso são coisas absolutamente dispensáveis e irrelevantes. Apareça bem vestido e com um carro do ano, e ninguém vai se importar se isso tudo foi adquirido com dinheiro honesto ou com desvios e crimes. A influência do larjã é tão grande que cega as pessoas e faz com que algumas atitudes levianas e impensadas as conduza ao extremo: perder dinheiro! Algumas pessoas não se dão conta de que, ainda que possam ter um ganho imediato, isso representa uma perda no futuro, e não necessariamente um prejuízo para o suposto ‘lesado’. Mas não adianta, quando se trata de lucro, vendemos a mãe, desrespeitamos e prejudicamos amigos, colegas de trabalho, familiares e quem mais estiver na volta. Coisas que seriam absolutamente ilógicas passam a representar grandes metas na vida das pessoas. Perde até um pouco o sentido a velha frase feita de que os fins justificam os meios. Atualmente nem as finalidades práticas justificam o fim almejado. Triste viver esses tempos, em que somente a carteira se apresenta como importante. Pena.

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comentários
  1. Karla disse:

    Jeralmente escrevo poemas,mas de uns tempos pra ca venho escrevendo musicas e gostaria de vendelas

    • BigDog disse:

      Karla, tenta lá na Bahia… Com este teu português horroroso pode ser que escreva algo que o povo lá goste… Falar nisso, post errado, minha fia. Melhor sorte da próxima vez.

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