Simples assim

Publicado: 17/07/2008 por Crânio em Um muito sobre nada...

“Continuamos, como antigamente, formando médicos, engenheiros, advogados, e não cidadãos. A educação superior deve ser encarada como um direito à cidadania, e não como uma chave de ingresso no mercado de trabalho, como acontece”
Aloísio Teixeira, reitor da UFRJ, durante a 60ª Reunião Anual da SBPC

(e humildemente completo, dizendo que formam-se técnicos e não cidadãos)

Ou na música O Haiti é aqui (Gil e Caetano) “ninguém é cidadão”.

Eis a razão de nossos problemas. Não somos cidadãos na plenitude de sua definição. Vivemos em comunidades porém somos egocentristas. Não imaginamos o quanto nossos atos irão influenciar ou modificar -para o bem ou para o mal- o meio onde vivemos.

Pensar dói, pensar é difícil, pensar é chato, pensando perdemos tempo para realizações concretas, pensar é careta.

Dos garis que jogam sujeira no já sujo Dilúvio, de todos nós que passamos sinais vermelhos, que não separamos o lixo, que não fazemos panelaço na frente dos legislativos municipais (que é de onde surgem muitos de nossos problemas), de presidentes que não tomam ações condizentes com seus cargos. E por aí vai um sem número de exemplos que podem ser descritos para ilustrar e escancarar que o problema somos nós. Sim, NÓS! Eu, você e não os outros. Os outros também têm culpa no cartório, mas não nos isenta da nossa parcela de culpa.

Confúcio simplificou, criando duas categorias: o homem vulgar e o cavalheiro. As diferenças entre estas duas classes são várias, mas uma das diferenças citadas é conceitual: “O cavalheiro, à vista de uma vantagem a ser obtida, deve pensar e agir conforme o que é correto”. Mais uma vez, com humildade complemento: “com o que é correto para a sociedade”. Acredito que 99,99% das pessoas sejam vulgares, inclusive eu.

E volto àquela frase de Lou Marinoff (Pergunte a Platão), simplificando mais um pouco a questão: “Apesar de toda evolução tecnológica de nossa sociedade, ainda nos comportamos da mesma forma de quando vivíamos nas cavernas”. Sim, vivemos em cavernas tecnológicas e ainda temos instintos de neanderthais. E os estragos que ocasionamos são maiores a cada dia.

Ao menos estes estragos ficam a cada dia mais aparentes, e ao menos nos indignamos. Talvez mudemos com o tempo. Ou não.

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comentários
  1. Crânio disse:

    Não sei o que aconteceu que saiu com letras miúdas.

  2. BigDog disse:

    Resolvido. Aquele abrassss…

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