A praga do Power Point

Publicado: 04/07/2008 por BigDog em Mundão da internet, Não há o que não haja!
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Acabei de travar uma batalha com um cavalo de tróia sacana que queria arregimentar meus dados pessoais para enviar a algum endereço de mail, de onde certamente seriam utilizados para me lesar em algum aspecto, quase que certamente no financeiro. A origem? Um arquivinho *.ppt que veio anexado em um e-mail recebido. Não vou dizer quem foi o remetente da mensagem, mas posso assegurar que eu não abro essas coisas, em hipótese nenhuma. Não adianta enviar *.ppt ou *.pps para mim, com pensamentos profundos e edificantes de algum obscuro filósofo tibetano, ou sobre o valor da amizade, yada-yada-yada, que eu não tomarei conhecimento do conteúdo. Vai tudo direto para o lixo. O problema é que esse sacana se auto-executou com a simples abertura da mensagem, rodando suas rotinas sem vergonhas para amealhar informações confidenciais de pobres incautos. É por essas e por outras que eu renovo minha assinatura eletrônica no banco a cada utilização e formato completamente o HD do computador com alguma freqüência. Claro que não adianta, já dei uma de usuário “dois-dentes” e caí num golpe desses, mas, pelo meu perfil, o banco acreditou imediatamente na minha versão – sim, tem esperto que tenta dar calote simulando crimes eletrônicos – e repôs o dinheiro.

O que me leva a pensar, seriamente, é sobre a utilidade do PowerPoint. Sério, todas as vezes que fui submetido ao conteúdo gerado por esse programa, das duas uma: ou uma sensação de sono profundo ou uma desconfortável descrença na raça humana. Quando utilizado para fins profissionais, o software tem se revelado, salvo raríssimas exceções, a pior muleta para gente sem nada a dizer. Se o camarada precisa utilizar “recursos visuais” para explicar o seu ponto de vista, ou para passar algum ensinamento, certamente não vai ser a projeção de uma telinha colorida, com tópicos soltos e desconexos, muitos sobre os quais o sujeito não tem absolutamente nada a acrescentar, que vai resolver o problema. Quando aplicado para fins ‘sociais’, então, o programa é o próprio quadro da dor sem moldura. Juntar um monte de imagens fofas com uma música melada ao fundo, passando mensagens de caderno da Hello Kitty, deveria ser proibido por lei. Ou então gerar o banimento permanente do usuário do meio virtual. Algo assim: o sujeito houve a campainha, vai atender, e é uma agência especializada em coibir o uso do PowerPoint. “O senhor enviou o arquivo ‘miguxo.ppt’ para todos os contatos de sua lista e, infelizmente, algumas delas prestaram queixas. Vamos apreender seu computador, cortar sua linha telefônica, suspender sua assinatura de TV a cabo e trancá-lo no banheiro por duas horas, para que o senhor reflita melhor antes de fazer outra bobagem destas”. Eu seria o primeiro a ligar para o “denuncie PowerPoint” quando criassem o serviço.

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comentários
  1. MISTER disse:

    Ha Ha Ha Ha. Gostei de sua pirotecnia elucubrativa sobre o power point. Esta analogia com a muleta foi provicencial. Mas, ele serve pra alguma coisa. O mundo mudou. Não tem mais como eu, como professor, adentrar em uma sala de aula com alunos cibernéticos desde o nascimento, sacar um giz e um apagador e começar a vomitar conteúdo didático. Se não tiver umas imagens organzidas, os caras ronronam feito gatos. Um abraço.
    MIster.

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