Será?

Publicado: 26/06/2008 por Crânio em Fórmula 1

O mundinho de primeira grandeza inútil da Fórmula 1 ainda consegue me surpreender. Quando pairava sobre meus pensamentos a idéia de não mais acompanhar tão ferrenhamente este esporte, eis que este estranho mundo (que muitos chamam de circo, porém “não sei quem sou o palhaço”?) torna a apresentar as cenas que gosto de ver: ultrapassagens, disputas, nivelamento entre competidores. Resumindo: emoção.

Nos últimos anos, mais precisamente na “Era Schummacher”, o GP da França poderia ser definido como Grande Procissão da França. O circuito de Magny Cours foi desenhado para trazer mais emoção para o público, com um traçado que prioriza a visibilidade para a torcida e que possibilitaria boas disputas. Mas a evolução das tecnologias e dos conceitos aerodinâmicos dos carros de F1 destruíram as boas intenções dos arquitetos e as corridas tornaram-se passeios de “sigam o líder”.

Felizmente, um pouco de chuva e as novas regras da F1 conseguiram resgatar a prova realizada neste circuito em 2008. E resgataram a emoção do campeonato também.

Realizada a 8º etapa do campeonato, temos o 4º piloto a liderar a pontuação. Depois de Raikkonen, Hamilton e Kubica, Felipe Massa passou a liderar o campeonato. A vitória de Massa nesta corrida era o que eu esperava para reduzir o tom das críticas. Largando em segundo, e não conseguindo um ajuste para corrida tão bom quanto Raikkonen, restavam duas possibilidades: ou ele faria uma corrida para o campeonato, garantindo os pontos; ou ele tentaria desesperadamente uma vitória.

Em outras corridas (Malásia 2007 e 2008, entre outras tantas) o desespero pelas posições levou Massa a cometer erros. Alguns perdoáveis, outros grotescos. Fosse na década de 70 ou 80, não haveria tanta cobrança, pois os campeonatos eram muito mais equilibrados -devido as quebras- possibilitando o erro e também exigindo mais agressividade dos pilotos. Mas no século XXI, com apenas 3 ou 4 pilotos disputando vitórias e o título, não admitem-se mais erros. E mesmo gostando do estilo de pilotagem de Massa, não conseguia vê-lo como campeão.

Na etapa francesa, Felipe Massa surpreendeu e ficou com a primeira possibilidade: decidiu fazer uma corrida para o campeonato. Após o primeiro pit-stop, não conseguindo aproximar-se ou ultrapassar Raikkonen, não partiu para o desespero e resignou-se com seus 8 pontos. E foi brindado com a vitória quando quebrou o escapamento (e mais um monte de peças e traquitanas aerodinâmicas) do carro de Raikkonen.

Esta é a postura que se espera de um piloto que pretende ser campeão mundial. E já que ele mostrou que tem um pouco de estrela, ao quebrar alguns tabus nestes seus 2 anos e pouco de Ferrari, quem sabe ele consegue quebrar o “jejum” de brasileiros campeões mundiais.

Será que ele vai conseguir?

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comentários
  1. Li um comentário que saiu deste liink de blog no Fim da Várzea. Gostei do que foi dito. Infelizmente, a promessa do problogueiro deu em exploração de mulé pelada, baixaria e tantos blogs caíram nessa que é difícil encontrar blogs pessoais.

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