Decaindo…

Publicado: 17/06/2008 por BigDog em Cultura nunca é demais!

M. Night Shyamalan surpreendeu o mundo quando, em 1999, lançou o magistral “O Sexto Sentido”, aquele filme com um dos melhores finais de todos os tempos. Era de se imaginar que, frente a tal obra prima, o interesse pelo diretor crescesse e, ao menos de minha parte, se esperasse filmes tão bons ou até mesmo melhores. Confesso que fiquei meio decepcionado quando assisti “Corpo Fechado”, mas tudo bem, não se pode exigir 100% de acerto em uma área tão difícil. “Sinais” e “A Vila” foram, na seqüência, decepções ainda maiores, fiquei com a sensação que o diretor havia perdido a mão, ou que “Sexto Sentido” fosse um acerto único na carreira, aqueles eventos extraordinários que só acontecem uma vez na vida.

Esta semana, dei a última chance a Shyamalan. Fui assistir “O Fim dos Tempos“, especialmente porque a crítica estava dizendo maravilhas do filme. Pensei com meus botões, “de repente o cara acertou o rumo novamente”. E, mais uma vez, dei com os burros n’água. Passar duas horas em uma sala de projeção, a R$ 13,00, para ver gente morrendo não é o meu ideal de diversão. Digo isso porque, no final das contas, é só isso: gente morrendo. Você até espera alguma explicação fenomenal para os acontecimentos do filme, fica aquela sensação de que, alguma hora, alguma coisa vai acontecer. Só que não acontece nada, tudo volta ao normal, todos vivem felizes para sempre, a exceção de quem morreu pelo caminho. O pior de tudo é saber, lá pelo meio do filme, a explicação do enredo e simplesmente não acreditar que possa ser tão simples, ainda mais que a teoria parte de um personagem maluco, fanático por cachorro-quente.

Minha teoria é de que o motivo da badalação em torno do filme seja a questão ecológica, tão em voga nos dias atuais. Não vou ficar aqui contando enredo de filme, mas o fato é que, se não fosse a ênfase na questão do “aviso das plantas”, duvido que alguém se dispusesse a sequer comentar o abacaxi – já que estamos falando de vegetais – cinematográfico que se apresenta. Para piorar, o canastrão protagonista do filme, Mark Wahlberg, no papel de Elliot Moore, dá, simplesmente, um show de como NÃO atuar. As emoções que deveriam ser passadas por seu personagem são caricatas demais, as expressões são totalmente plastificadas. Acho que nem o Stalone faria pior. Não bastasse, o coadjuvante é ninguém menos que John Leguizamo. Sim ele mesmo, o ator de “O Peste“. Na minha opinião, não vale a pena perder tempo com esse filme. Vá por sua conta e risco. Mas que fique bem claro: eu avisei!

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