Justiças e injustiças

Publicado: 12/06/2008 por Crânio em Fórmula 1

Já faz algum tempo que não comento as provas de fórmula 1. Não é por falta do quê comentar, é a simples falta de tempo (e de inspiração).

Mas eis que acertei meus prognósticos a respeito das 3 últimas etapas (Turquia, Mônaco e Canadá); corridas muito mais disputadas, com ultrapassagens, brigas por posições durante toda a corrida e não apenas nas 3 primeiras voltas. E inclusive o Imprevisível de Almeida voltou a dar o ar de sua graça. Volto a insistir: só teremos corridas interessantes em autódromos não utilizados para testes de equipes. E foi exatamente o que aconteceu; portanto, FIA, Max Mosley, Bernie Ecclestone e equipes de F1 em geral façam o favor de lerem este blog e acabarem com os testes coletivos das equipes.

Na Turquia, Felipe Massa foi perfeito, vencendo a corrida com justiça, mérito e consistência. Será muito difícil alguém, em condições normais, vencê-lo naquela pista. Massa achou o “atalho” do circuito, tal como Schummy na Bélgica, Prost no Brasil, Senna em Mônaco ou Berger em Hockenheim. Tomara que ele não se transforme em piloto de um ou dois circuitos. Ainda tenho resistência a achar que Felipe Massa poderá ser campeão, mas que ele está evoluindo isto é notório.

Em Mônaco, a injustiça. Adrian Sutil correndo com um Force India (Spyker de 2007 com pintura diferente) chegaria numa inacreditável 4º colocação. No entanto, uma bisonha manobra de Raikkonen acabou com o sonho de Sutil e da sua equipe. Sim, um sonho. O “feito” de Sutil é perfeitamente comparável ao 2º lugar de Senna em 84 (no mesmo traçado) com um Toleman. Em corridas cheia de adversidades, com chuva, acidentes, e todas dificuldades inerentes à equipes pequenas, um piloto destaca-se por sua constância e frieza para driblar a adversidade e levar seu carro para uma boa colocação ao fim da prova. A desolação da equipe quando do abandono de Sutil mostra a importância daquele possível resultado para a sobrevivência da equipe. Injustiça com os pobres da Fórmula 1.

Na etapa seguinte -Canadá- vimos que o mundo dá voltas, e aquele que fere um dia será ferido (provérbios de Crânio). Em nova corrida com adversidades, Raikkonen tinha tudo para ganhar e disparar na liderança do campeonato. Após um safety-car causado por Adrian Sutil, Raikkonen, ao sair dos boxes, é atingido de forma mais bisonha ainda por Hamilton. Acidente que ajudou na 1º vitória de Robert Kubica, mas que não lhe retira o mérito, apenas fez-se justiça a piloto e equipe que apresentaram incrível evolução nos últimos dois anos e mereciam uma vitória. E Raikkonen recebeu o troco por sua manobra sobre Sutil em Mônaco. Pena que Adrian Sutil não marcou pontos. Aí a justiça seria completa.

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comentários
  1. BigDog disse:

    Eu ia fazer um trocadilho com o nome do rapaz e a falta de sutileza para com ele, mas deixa para lá…

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