Mais considerações sobre o desastre de ontem…

Publicado: 15/05/2008 por Wolfarth em Tosco Futebol Clube

Ontem, devido ao adiantado da hora, não consegui expor tudo aquilo que gostaria sobre a partida Sport 3 x 1 Inter, que merece mais considerações devido ao simbolismo que essa eliminação pode significar para o restante do ano futebolístico Colorado.

 

A Copa do Brasil era uma aposta alta que a direção do Inter fazia para o futuro imediato, especialmente no sentido de obter a vaga na Libertadores e tornar memorável o ano do centenário. Ouso dizer que falhou o planejamento da direção, por diversos motivos, passando pela soberba e também pela falta de preparo físico dos jogadores. Agora, o Inter terá 37 jogos de Campeonato Brasileiro para confirmar seu favoritismo ou encerrar o ciclo mais vitorioso da história Colorada.

 

Mas não pretendo fazer exercícios de retórica ou futurologia. Vou direto aos motivos que levaram à eliminação da Copa do Brasil:

 

– O Inter tem dificuldades históricas para superar adversários em jogos de ida e volta quando o 2º jogo é fora de casa. Para quem não lembra mais, o Inter sempre disputou partidas decisivas (2º jogo) no Beira-Rio nas fases finais das conquistas dos Campeonatos Brasileiros de 1975, 1976 e 1979, da Copa do Brasil de 1992 (todas as fases), da Libertadores de 2006 (nas fases eliminatórias) e da Recopa de 2007. Para confirmar a regra, quando decidiu a Libertadores de 1980, o Campeonato Brasileiro de 1987 e em muitas eliminações de Copa do Brasil (1989, 1990, 1996, 1997, 2000, 2004, 2005 e a de ontem) e da Copa Sul-Americana (2004 e 2005) jogou fora de casa a partida derradeira. Portanto, se o Inter conquistar um título ou eliminar um adversário fora do Beira-Rio, pode ser considerado como façanha, algo excepcional.

 

– O decantado favoritismo do Inter para conquistar a Copa do Brasil, alardeado pela imprensa, pela torcida e até pelos adversários, acabou por tirar a vontade dos atletas em superar os limites que antecedem a glória. Nossas maiores conquistas (Libertadores e Mundial) somente foram obtidas pela ausência de favoritismo, pela superação e pelo heroísmo.

 

– Foi visível a falta de preparo físico dos jogadores Colorados no 2º tempo do jogo de ontem. Ora, para um time que foi poupado de jogar no domingo, se esperava que fosse “voar em campo”, correndo até o apito final. Mas, infelizmente, temos de admitir que os titulares estão “sem pernas”, cansados e necessitam de recondicionamento físico urgente, sob pena de perdermos mais jogos com atuações ridículas e amadoras.

 

– O Inter foi obrigado a utilizar jogadores que não estão em condições de encarar com naturalidade as partidas decisivas e outros que sequer são reservas. Titi, Jonas, Derley e Pessanha (não é parente do BigDog!) são atletas ainda em formação e entraram numa “fogueira”, literalmente. Os citados acima jogam no setor defensivo, havendo um prejuízo substancial da cobertura dos laterais e da saída de bola vinda de trás, dificultando a posse de bola e a armação de jogadas.

 

– A mecânica do time é dependente de três jogadores: Guiñazú, Alex e Fernandão. Se um deles faz má partida, o fato até pode passar despercebido. Se dois deles jogam mal, o time sente e o rendimento cai abruptamente. Se os três têm atuações ruins, o Inter corre sérios riscos de perder. Ontem, pode-se dizer que os três não jogaram nada, apresentando raríssimos momentos de lucidez. De resto, apatia completa.

 

– Nilmar é esforçado, tem qualidade, mas é azarado demais. O único gol que marcou em jogos oficiais pelo Inter desde seu retorno ao clube foi contra o Juventude, na final do Gauchão, quando o jogo já estava 5 x 0.

 

– Magrão não tem reserva à altura. Mesmo que se cogite que Wellington Monteiro (machucado e sem previsão de retorno) possa ser o substituto, o time sofre sem a presença de Magrão. Se considerarmos que ele é um tipo de jogador que recebe muitos cartões e sofre seguidas lesões, teremos problemas com a composição do meio-de-campo em outros jogos.

 

– Enfim, nosso grupo de jogadores não é tão bom quanto acreditávamos que fosse até antes da eliminação, tampouco é ruim a ponto de ser feita “terra arrasada”. Trata-se de um plantel razoável, capacitado para ficar entre os 4 melhores do Brasileirão 2008 e buscar uma vaga na Libertadores. Não creio que o Inter poderá postular o título do campeonato, pois terá de jogar 19 partidas fora do Beira-Rio, não sendo lógico esperar que consiga o aproveitamento necessário de um campeão (aproximadamente 66% dos pontos disputados).

 

Para encerrar, folgo em dizer aos pijamistas segundinos que aproveitem o momento pois a eliminação do Inter da Copa do Brasil será a maior conquista “deles” no ano, haja visto que ultimamente os gremistas só ejaculam com o pênis alheio…

 

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