Requentado do Cachorrão – março/2008

Publicado: 11/03/2008 por BigDog em Ando ouvindo., Solta o som...

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Este mês é vapt-vupt. Gostei, não gostei, e pronto. Não estou com muita paciência para escrever tese sobre disco alheio. É isso aí, quatro dicas elementares, mas sempre tem gente que perde uma ou outra coisa. Aquele abraço, e dá-lhe Inter!

VAN MORRISON – Still On Top (The Greates Hits) (2007)
Coletâneas são sempre perigosas. Coisas como “The Best Of” podem tanto conter o melhor quanto o mais popular de determinado artista. Não foram poucas as vezes em que peguei um disco do gênero e simplesmente fiquei indignado porque “aquela” música não estava na tal coletânea. Com esse disco, no entanto, a história é diferente. Se o melhor do bardo irlandês está no disco, a carreira dele foi simplesmente magistral. Se não está, eu quero ouvir o resto! Não é a toa que esse cara influenciou todo mundo, de Patti Smith a Eric Clapton; de Joe Strummer a Margo Timmins. Blues, R&B, soul, e o que mais o freguês quiser que tenha qualidade. Enfim, para conhecer o obscuro Van Morrisson, nada melhor. E tem mais, concordo com Rachel Green. “Tupelo Honey” é a música mais romântica de todos os tempos. Quer saber? Nota 9,5.

THE ARCADE FIRE – Neon Bible (2007).
O Arcade Fire é uma banda composta de um monte de gente que toca uma variedade de instrumentos ao mesmo tempo, sem que ninguém saiba muito precisamente o porquê. Vale a pena ouvir, então? Claro que vale! Esse disco é um dos melhores de novos artistas que eu ouço em muito tempo. E olha que quase todas as coisas “geniais” que foram criadas nas últimas décadas já passaram aqui pela vitrolinha! É diferente, mas não muito, sério e ao mesmo tempo caricato. Enfim, dá um alento saber que pelo menos tem alguém pensando em alguma coisa diferente para a música moderna. Recomendo, de verdade! Nota 6,5.

BLACK SABBATH – Sabbath Bloody Sabbath (1973).
Foi no show do Iron Maider? Achou bacana? Os velhinhos são um barato? Esqueça. Sinto muito, o heavy metal começou de verdade com essa turma aí: Geezer Butler, Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Bill Ward. O resto é história. Muitas vezes peguei no pé do pessoal que ouvia o Sabbath, criticando a eterna mania de permanecer apegado aos mesmos ídolos do passado. Com o tempo, entretanto, foi ficando cada vez mais evidente que o que aqueles quatro pobres-coitados lá dos cafundós da Inglaterra fizeram foi simplesmente criar um novo parâmetro musical. E ainda tem gente que posa de genial tocando sempre com base no que o Sabbath criou milênios atrás – mais ou menos na época em que eu nasci. Sabbath, Holly Sabbath! Nota 9,5.

SEX PISTOLS – Never Mind The Bollocks… Here’s The Sex Pistols(1977).
O mundo não seria o mesmo sem o movimento punk. E o movimento punk não seria o mesmo sem esse disco. Logo, o mundo não seria o mesmo sem este disco? Não entendo nada dessas histórias de silogismos, lógica e argumentação. Sempre achei que isso fosse coisa de onanista enrustido que não tem argumento para defender seus pontos de vista. Mas quero ver sair desta. Faz sentido ou não faz? Não sei, mas noventa e nove por cento dos revoltados que tocam nas FMs da vida e vendem milhões de discos para adolescentes insatisfeitos e endinheirados do mundo inteiro devem até as calças para esta banda. Não é a toa que, no quesito ‘merda no ventilador’ nada supera tijolaços memoráveis como “Pretty Vacant” e “God Save The Queen”. Se alguém tiver a manha de cantar, a plenos pulmões, em um barco no meio do rio Tâmisa, no dia do aniversário de sua alteza, os versos deste último petardo, talvez o cetro de revolucionários deixe as mãos de Johnny Rotten e Cia. Até lá, nada feito. Nota 4, por que é ruim de doer. Conceito A++, por que é indispensável!

That’s all folks!!!

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comentários
  1. Felipe Wolfarth disse:

    Eu não acredito, Cachorrão!
    Tu, rusheiro de fina estampa, tecendo loas e apologias acerca do Black Sabbath??
    Mas o que houve contigo? O que tu andas bebendo? Me avisa que eu quero tomar isso também!
    Finalmente o velho e bom Moura abriu os olhos (e os ouvidos) e percebeu que existe música inteligente em outras bandas setentistas.
    Agora, só falta tu te render aos encantos do Led Zeppelin, e aí, mermão, estamos feitos!
    Ó… fala alguma coisa sobre o post aí de baixo, que eu levei horas e horas para escrever… não vai me deixar falando sozinho…

  2. BigDog disse:

    Alemão, Led não!

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