Você tem fome de quê?

Publicado: 29/07/2007 por BigDog em Chef Charlatão.

Eu sou um camarada que adora comer. Não necessariamente comer bem, sou fascinado por uma botecagem e por tranqueiras como hamburger e pizza. Mas, de vez em quando, gosto de experimentar restaurantes novos e, eventualmente, pilotar um fogão para a família e os amigos. E quando vejo um sujeito como Gordon Ramsay vociferando em seu programa que o importante são ingredientes locais frescos e uma quantidade planejada de tempero, apenas os suficientes para destacar e acompanhar o sabor do ingrediente principal, começo a imaginar que estou indo no caminho certo. Na real, acho que mais de cinco ingredientes principais – excluídos, claro, aqueles coadjuvantes, como o alho, cebola, tomilho, e por aí vai – já é frescura da grossa. Ou alguém aí vai negar que uma bela carne bem preparada com pouco mais que sal e alho, acompanhada de um molho simples mas bem elaborado e uma boa porção de carboidrato – arroz, aipim, batata, o que for – é uma refeição digna dos deuses? Portanto, se o quesito é comer bem, o importante é o prazer da refeição, e não a quantidade de palavras em francês usadas para descrever o prato. Atualmente, as dicas que tenho a passar são mais ou menos essas.

Modinha da vez, o Outback é uma casa de steaks cuja proposta é servir carnes selecionadas com acompanhamentos à altura. Mas, na verdade, seria um excelente boteco, não fosse o preço. Digo isso porque a batata frita, o chopp e a cebola empanada – típicos piriris de boteco – são divinos. A batata é uma ode ao colesterol, coberta com requeijão, cheddar e bacon frito. Uma delícia, é claro. A cebola empanada é um crime, servida com um molho espetacular de páprica e mostarda e o chopp, em quantidade pra lá de justa, chega sempre na temperatura ideal, não importa a estação. Só que a comida, em si, é sofrível. Sinceramente, comer carne crua e sem sal por 40 mangos não dá! Certamente, em casa você faz melhor. A salada de camarão é um insulto, pelo preço, uma vez que mandam meia dúzia dos bichinhos em uma tigela de alface. Uma picaretagem, definitivamente.

Para quem gosta de comida árabe, o Al Nur, na Av. Protásio Alves, é uma boa pedida. Comida honesta e caprichada, principalmente o quibe, a kafta e os charutinhos (não me perguntem o nome em árabe, não faço a menor idéia), servidos em quantidades generosas no rodízio. Tudo isso acompanhado pela excelente cerveja artesanal Coruja, apesar do preço salgado.

Pois foi lá no Al Nur, jogando conversa fora, que eu disse que um dia queria ter um restaurante chamado “Confraria do Arroz”, servindo apenas pratos preparados com esse maravilhoso ingrediente, tais como o nosso tradicional carreteiro e alguns risotos e paellas. Pois não é que a Marta veio com um papo de que isso já existia, o Tutto Riso, na Rua Dinarte Ribeiro? Inconformado, fui conferir e tive de dar o braço a torcer. Idéia arquivada, meu restaurante já existe. E está sendo maravilhosamente bem administrado, por sinal. Preços acessíveis em um ambiente simples e agradável. A comida? Meu Deus, é de comer ajoelhado rezando uma Ave Maria. Recomendo o risoto sardo, com pernil de ovelha, vinho tinto, ervas e queijo parmesão. Para acompanhar, nada de muito vinho que os caras mordem é por aí. Enfim, meu restaurante está lá e é excelente!

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comentários
  1. Felipe Wolfarth disse:

    Falando em comida ou comilança, a coisa anda danada, né Sr. Moura?
    Nem se cogita mais um churras básico…
    Se for questão financeira, não te furtes de alardear.
    O rateio é medida de assaz pertinência para todos os casos.

  2. BigDog disse:

    Mas bota danada em cima disso. Cara, temos que nos organizar melhor, mas não podemos suspender as assembléias aqui da academia. Não esquenta com grana, o negócio é a gente arrumar um horário. Aceito sugestões.

  3. Felipe Wolfarth disse:

    Eu sou sempre favorável para que as assembléias ocorrram nas quintas-feiras. Mas entendo que os Acadêmicos tenham seus compromissos profissionais, familiares e sociais, o que resulta em uma ausência de datas quase que absoluta.
    Sugiro o agendamento de um dia determinado, tipo 09/08/2007, que é uma quinta-feira. Caso alguém não possa, marcamos para a quinta-feira seguinte, e assim sucessivamente, até que a coisa se confirme.
    Caso haja discordância, aceito sugestões.

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