Brasil é Brasil…

Publicado: 16/07/2007 por Wolfarth em Tosco Futebol Clube

Sempre quando a Seleção Brasileira joga algum jogo ou torneio oficial aparecem críticos de plantão ávidos por derrubar a única instituição que funciona no país (em termos).

São jornalistas, comentaristas, parasitas e torcedores que parecem desejar a morte definitiva da Seleção Brasileira e, depois disso, ainda vilipendiar o cadáver.

É claro que a figura de linguagem utilizada é deveras imprópria para a situação, mas é assim que eu enxerguei até antes da final contra a Argentina pela Copa América 2007.

Está certo que o Dunga convocou alguns atletas que não deveriam estar no grupo da Copa América, tais como Fernando e Afonso, mas não haviam muitas opções melhores para o restante das posições do time.

O que se viu, aliás, foi um técnico que apostou nos seus convocados e que morreria abraçado com os mesmos independente de qualquer coisa que acontecesse. E isso fez a diferença.

Diversamente do que acontecia com o Parreira e o Zagallo que convocavam atletas com base na fama, clube ou salário. Ora pois: o Dunga convocou gente do Shakhtar Donetsk e do Bordeaux!

A imprensa não sossegou enquanto não viu o Dunga irritado, enchendo o homem de perguntas cretinas e de comentários pouco construtivos. Na real, muita gente queria ver o Brasil ser goleado impiedosamente pelos argentinos só para poder dizer:

– Viram só? O futebol arte ainda ganha jogo. Fora Dunga! Vamos colocar o Luxemburgo no comando!

Entretanto, apesar de estar acreditando que o Brasil não levaria o caneco pelo tão-só fato de que a Seleção estava desfalcada de, no mínimo, 5 titulares (Júlio César, Cicinho, Lúcio, Ronaldinho e Kaká), eu torcia para que o Brasil vencesse a Argentina, nem que fosse nos pênaltis, como na Copa América de 2004.

Sim, porque, acima de tudo, como Colorado e brasileiro, eu nunca irei torcer pelo Grêmio e pela Argentina, em hipótese alguma, até porque os adeptos de ambos se equivalem na arrogância, nas cores e no idioma.

Por isso, posso dizer que lavei a alma ontem (15/07/2007). Vibrei e comemorei muito, tanto quanto na conquista do Pentacampeonato (2002), porque a Seleção Brasileira que estava em campo deu uma demonstração de que nome e fama não ganham jogo na véspera.

O Barcelona aprendeu isso em dezembro de 2006. Qualquer semelhança não é mera coincidência.

Viva a imortalidade do Internacional e da Seleção Brasileira!

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