Em 75 anos, o apocalipse global…

Publicado: 12/04/2007 por Wolfarth em Ah é, é???, Extra!!! Extra!!!, Isto é Brasil..., Não há o que não haja!, Populítica

Por Felipe Wolfarth

 

Tudo o que se sucederá com o mundo em algumas décadas ainda é incerto. Mas as previsões sobre o clima do futuro remetem à conclusões nefastas.

 

Como todos sabem, o planeta está sendo aquecido de forma gradativa pela ação humana, por meio da queima de combustíveis fósseis e até por arrotos bovinos (acreditem!).

Esse aquecimento já pode ser observado pela análise do gelo nos pólos e na Groenlândia, principalmente o degelo do pólo norte, sob o qual situa-se o Oceano Glacial Ártico. Naquelas paragens o derretimento das glaciações está acelerado, sendo inevitável o desmantelamento da calota polar original.

Entre 2055 e 2080, a Terra será bem diferente. E o degelo do Ártico será a principal causa da confusão climática que existirá.

O descongelamento do ártico fará com que milhões de metros cúbicos de água doce gelada sejam escorridos para o Oceano Atlântico, resultando em uma brusca diminuição de sua temperatura.

Pelo Oceano Atlântico circulam correntes marinhas que regulam a temperatura da água e, por conseguinte, interferem no clima em praticamente todos os quadrantes do globo terrestre. As correntes marinhas quentes provenientes do Atlântico Sul são responsáveis pelo aquecimento das águas do Atlântico Norte, o que torna possível amenizar o clima predominantemente frio daquele hemisfério.

No momento em que a quantidade de água gelada oriunda do degelo do ártico superar a capacidade de aquecimento das correntes marinhas do sul, esta água gelada (mais densa) irá descer à uma profundidade razoável e impedirá a livre circulação da corrente quente vinda do sul, ou seja: as águas do Atlântico norte ficarão permanentemente geladas.

Com esse súbito resfriamento, sobrevirão alterações climáticas significativas no hemisfério norte, dentre elas a diminuição drástica das temperaturas na costa leste dos EUA e do Canadá, além de todo o continente europeu, incluindo a Rússia. Nesses lugares os invernos, por regra, já são rigorosos. Com o degelo do ártico, haverá inverno praticamente o ano todo, em uma reedição da última era glacial. Na Europa, por exemplo, a circulação das massas de ar quente vindas da África será ineficaz, impossibilitando a agricultura e a pecuária em escala comercial. Quem já assistiu ao filme “O Dia Depois de Amanhã” consegue imaginar o cenário. Claro que a obra fictícia é exagerada, sendo voltada mais para o público norte-americano. Porém, a idéia dos produtores do filme foi antecipar os efeitos das catástrofes ambientais.

Mas os reflexos não param por aí. Como o meio ambiente é indivisível, funcionando em ciclos, outras latitudes serão afetadas em um “efeito dominó”. Como resultado do resfriamento do Atlântico Norte, as correntes do sul não circularão mais ao norte, limitando-se ao Mar do Caribe e ao Golfo do México. Essa mudança trará efeitos imprevisíveis para o litoral sul dos EUA, América Central e Caribe. Os furacões e tufões, muito freqüentes no verão, serão comuns em todo o ano. Viver naqueles lugares será pior do que viver hoje no Iraque. As imediações do Caribe viverão um eterno pesadelo.

E mais. Com a alteração das correntes marinhas atlânticas, o Oceano Pacífico ficará mais quente do que atualmente, fazendo do fenômeno “El Niño” um fato corriqueiro na costa oeste da América. É possível que até comece a chover no litoral do Peru e do Chile (o que seria positivo), mas os furacões e tufões, que jamais foram vistos no litoral da California, começarão a surgir e certamente acabarão com Los Angeles e com a american way of life.

As mudanças na pressão atmosférica tanto na costa leste quanto na costa oeste dos EUA criará um sistema impeditivo de frentes úmidas para o interior do país, resultando na desertificação de áreas agrícolas do “celeiro” da América. A escassez de terras aráveis nos EUA gerarão um colapso no sistema produtivo do país, tornando-o um importador de produtos primários.

Além disso, a África ficará mais quente e mais seca. Os ecossistemas do continente africano, a rica fauna e as florestas equatoriais serão aniquiladas. A África sofrerá ainda mais com a postura “isolacionista” do restante do mundo e morrerá aos poucos, vitimada pela fome, pelas doenças e pelas guerras.

Na Ásia, especialmente na China e Índia, serão freqüentes os tufões e inundações, matando milhões de pessoas nos populosos países da região. Algumas ilhas do Oceano Índico e do Oceano Pacífico sumirão do mapa e terão de ser abandonadas pelos habitantes. A Austrália sofrerá com estiagens. Alguns países deixarão de existir e problemas políticos dessa ordem serão o estopim de inúmeras guerras.

O aumento no nível dos mares já está ocorrendo e isso é perceptível. Em algumas praias já não há mais espaço de areia. A linha de preamar começa a avançar rumo ao continente. No Brasil as cidades costeiras sofrerão alterações em suas geografias.

Especificamente em relação à natureza, um terço das espécies (tanto da fauna quanto da flora) desaparecerão. Qualquer alteração na temperatura ou no regime de chuvas em determinadas regiões será suficiente para extinguir os seres vivos que se formaram em determinados habitats. O complexo ecossistema da floresta amazônica jamais será restabelecido.

As campanhas para reversão do quadro que se apresentará serão infrutíferas. À medida que as tentativas de preservação e mobilização dos homens crescerá em ritmo aritmético, a devastação e as ocorrências nefastas avançarão em progressão geométrica.

Com a escassez de água potável, no futuro haverá a necessidade de dessalinizar a água do mar em algumas regiões, principalmente no Oriente Médio e na África. Acredita-se, inclusive, que serão criadas tecnologias para utilização da água salgada como combustível, pois será uma forma de reverter o fenômeno das cheias em algumas regiões.

Com o aumento do nível dos oceanos, os imóveis à beira-mar serão “apropriados” pelas águas e haverá uma valorização dos imóveis situados em locais 200m acima do nível do mar. Nos próximos 20 a 30 anos quem possuir imóvel nas regiões costeiras terá prejuízos se não vendê-los a tempo.

Felizmente, o Brasil (em especial as regiões sul e sudeste) não sofrerá tanto com as drásticas seqüelas pelo cenário vindouro. Entretanto, a Amazônia desaparecerá aos poucos, com a escassez de chuvas, tornando-se um imenso cerrado. Será possível cultivar em larga escala por lá, mas somente culturas de clima mais seco. O Nordeste, que já é seco, será transformado em deserto.

A princípio, o sul do Brasil terá um clima mais tórrido no verão, com muito mais chuvas do que a média atual. Inundações no litoral e nas regiões baixas ao redor da Lagoa dos Patos serão inevitáveis em virtude da elevação do nível dos mares. Apesar disso, nossos pagos serão lugares ainda habitáveis e, por via de conseqüência, muitas pessoas (inclusive oriundas EUA e Europa) migrarão para cá para fugir do clima inóspito do hemisfério norte.

Inicialmente, o Brasil tenderá a aceitar alguns dos imigrantes, mas terá de conter as invasões dos estrangeiros, tal como os EUA procedem hoje. Em 2070, não haverá espaço gratuito para estrangeiros no nosso privilegiado país.

As doenças tropicais serão comuns na região sul do Brasil devido ao clima quente e úmido. Regiões como a Serra e Planalto Gaúchos terão superpopulação. A saída será o investimento em infra-estrutura, biotecnologia e agricultura de alta produtividade.

E o pior é que, mantidas as taxas de natalidade, em 2080 o planeta terá uma população entre 9 e 10 bilhões de habitantes. Porém, somente haverá locais habitáveis, alimento e água para 2 bilhões de pessoas. Será obrigatória a redução da população da Terra, nem que seja “na marra”. Com isso, é fácil imaginar o que acontecerá.

As nações pujantes formarão exércitos para tentar ocupar regiões mais aprazíveis. Poucos ecossistemas permanecerão incólumes ao cataclismo global. Planaltos de clima temperado na Ásia, América do Sul e a Nova Zelândia, são alguns exemplos de “paraísos” no futuro.

A luta será somente pela sobrevivência. Países que não sofrerão tanto com as catástrofes naturais, como o Brasil, serão os mais visados pelos demais. Nações outrora poderosas, como as européias e os EUA, entrarão em franco declínio, motivado pelo inverno permanente que receberão como herança. Honestamente, trata-se apenas do alto preço que pagarão por usufruírem de forma desmedida dos recursos naturais do planeta por mais de 500 anos.

A formação de exércitos e arsenais será necessária. Imagina-se que as batalhas travadas serão um pouco diferentes do modelo utilizado hoje. Como o objetivo será o extermínio de uma população para posterior colonização do local, as armas de destruição em massa serão evitadas para que não haja a devastação da região que se pretende ocupar futuramente. As pugnas serão, provavelmente, travadas em terra, por milícias. Também serão comuns as batalhas navais, semelhantes às ocorridas até a 1ª Guerra Mundial.

É custoso acreditar que o nosso país esteja capacitado para defender-se à contento das investidas estrangeiras. Só haverá tempo para construir uma solidez nacional em termos estruturais e econômicos com uma visão estratégica e preventiva dos acontecimentos globais.

 

Acredito que eu não esteja sozinho neste pensamento preventivo.

Registro que tudo isso não é fruto de uma imaginação demente, nem de alguém tentando ser “pitonisa” e tampouco um novo Nostradamus. Os cientistas e pesquisadores já estão certos dos eventos que virão. Especialistas em geopolítica não têm dúvidas sobre os efeitos gerados e relacionados ao clima do futuro próximo.

Claro que algumas das ponderações colocadas foram pessoais, baseadas no precário conhecimento do articulista sobre o assunto, mas todas são providas de lógica. Talvez não seja o fim dos tempos, o apocalipse. Mas o planeta Terra não será mais o mesmo. Definitivamente.

Enfim, há somente uma certeza. Diante de tudo isso, o Brasil terá de estar preparado para ser uma potência em 50 anos, nem que seja pelo demérito ou infortúnio dos outros. Oxalá tenhamos líderes proeminentes no futuro que consigam manter nossa nação soberana.

Como já previam os antigos, pode ser que o Brasil seja o país do futuro.

Pena que eu não estarei mais por aqui para presenciar o espetáculo.

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comentários
  1. Crânio disse:

    E eu preocupado com a fórmula 1…
    Bom, fim dos tempos é difícil de se dizer. Fim da humanidade, pode ser. O planeta sobreviverá. Os habitantes é que terão que adaptar-se ou serão varridos do mapa. Mas neste meio tempo pode explodir um vulcão em algum lugar do planeta (ao estilo Cracatoa) e dar-nos uma sobrevida climática.
    Que ponto chegamos, de torcer por uma catástrofe!

  2. BigDog disse:

    Morte às vacas! Espeto nelas!!! Falar nisto, quando iremos colaborar para diminuir os efeitos do aquecimento global, exterminando alguns bovinos para que estes bichos não solte mais seus gases maléficos na atmosfera?

  3. Felipe Wolfarth disse:

    Ué… só falta marcar a data e convidar os acadêmicos…
    Pensando bem, é por causa de consumidores inveterados de carne como a gente que estão “plantando gado” por aí, e o bovinos arrotando em sua ruminação infinita, rumo ao caos climático…

  4. Felipe Wolfarth disse:

    Tá… mas e aí? Gostaram do meu artigo? Aceitam as minhas teorias?
    Podem crer que eu não copiei ou tirei de nenhum site ou autor do gênero. É coisa minha mesmo…
    Idéias confusas, mas com um fundo de verdade.

  5. Crânio disse:

    Artigo de vital importância para este dignissímo espaço democrático-confuso-cibernético-temático. Alguns itens não encontram eco em outras pesquisas, mas como tem pesquisador dizendo que o desmatamento irá reduzir o aquecimento global, tudo vale atualmente.
    Pode inscrever teu texto na Science ou Nature que certamente será publicado!

  6. ThaTah disse:

    eu quero saber quais sao os ecossistemas da africa?

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