100 anos e sem piedade do rival…
É… Mais uma vitória em Gre-Nal. Já são 7 clássicos de invencibilidade. O rival manda seu técnico adiante e a vida segue.
Em breve, FEITOS RELEVANTES, a saga contemporânea do Sport Club Internacional !
É… Mais uma vitória em Gre-Nal. Já são 7 clássicos de invencibilidade. O rival manda seu técnico adiante e a vida segue.
Em breve, FEITOS RELEVANTES, a saga contemporânea do Sport Club Internacional !
Inter 4 x 1 Grêmio
O título acima, alusivo aos nossos desalentados vizinhos segundinos, não merece qualquer reparo. Foi uma lavada, uma partida sensacional do INTER, que poupou o combalido rival de sofrer uma estrondosa goleada ao “tirar o pé do acelerador” no segundo tempo do jogo.
Mesmo que este não esteja sendo um ano dos melhores para os Colorados, a conquista do Gauchão com o balaio de 8 gols sobre o Juventude e a goleada de ontem representam a superioridade direta do INTER sobre seus adversários regionais. Só que isso não basta para nossas pretensões de clube Campeão do Mundo, título conquistado “anteontem”.
A irregularidade da campanha no Brasileirão está impedindo o clube de disputar o título da competição, haja visto que necessita de 100% de aproveitamento até o final para ser campeão. Já para a vaga na Libertadores, o objetivo está mais ao alcance, bastando a conquista de 23 pontos nos últimos 33 a serem disputados. Sim, é necessário fazer algo próximo de 70% para ficar em 3º ou 4º lugar no Brasileirão. Mas, para quem está vencendo 4 partidas seguidas, tal rendimento é viável.
Confesso que tenho sido um crítico contumaz, exigente e pessimista do nosso sagrado clube, mas a atitude se impõe face às exigências. As contratações, os investimentos e as belíssimas atuações em alguns prélios foram elementos que deram suporte à esperança da massa vermelha. Porém, a irregularidade, as falhas ocasionais em partidas decisivas e o “racha” no grupo de jogadores detectado há pouco tempo trataram de frear o crescimento do time no mês de julho, logo no momento em que mais foram disputadas partidas pelo Brasileirão.
Com isso, a perda de pontos irrecuperáveis naquele interregno levou o clube à posições intermediárias na tabela de classificação, de onde ainda não conseguiu sair, mesmo vencendo 4 seguidas. Não era para eu ter razão nas críticas ferrenhas? Óbvio que sim!
Agora o time parece engrenado, ensaiado, preparado fisicamente e unido. Ah, se tivesse sido assim desde maio…
Inter 1 x 0 Vitória
Depois de mais de um mês sem que nenhum dos acadêmicos postasse uma reles artigo neste humilde blog, volto a apresentar meus palpites na seara futebolística, muito embora meu tempo disponível seja pequeno em face do casamento que se aproxima.
No último post que escrevi (imediatamente abaixo), critiquei acidamente o INTER depois do vexame contra o fraco time do Vasco, dando a entender que o clube não faria nada além de brigar contra o rebaixamento no Brasileirão 2008. Porém, depois de 3 vitórias seguidas, muito embora a posição (11º colocado) não seja a melhor, estamos a 4 pontos de atingir a zona de classificação da Libertadores.
O time melhorou substancialmente na defesa, mas precisa marcar mais gols. Só Alex e Nilmar buscando as redes do adversário não basta. Tite precisa intensificar os treinamentos de jogadas ensaiadas e de finalização, senão a tarefa de chegar entre os 4 melhores será impossível de ser alcançada.
Segundo cálculos precários, entendo que com mais 24 pontos em 36 disputados o Colorado consiga o 4º lugar no campeonato e a aludida vaga na disputa pela América em 2009. No entanto, obter 66% de aproveitamento não será tarefa pouca. O risco de rebaixamento já passou e agora o que vier é lucro, ainda mais que o nosso rival está em queda de rendimento. Se eles forem vice-campeões, a metade vermelha estourará seus foguetes, em sinal de gáudio e regozijo.
Espero que os demais voltem a escrever, porque senão fica chato, né cachorrada!
Vasco 4 x 0 Inter
Como explicar o fato de um time que possui bons nomes em quase todas as posições ter atuações tão pobres?
Essa é a indagação que se faz sobre o INTER na 20ª rodada do Brasileirão. Antes do início do campeonato, o clube gaúcho despontava como favorito ao título. Agora, apenas é figurante e saco de pancadas.
A impressão é a de que tudo está dando errado e conspirando contra nossa paixão. Até da falta de sorte temos de reclamar. Mas a minha insatisfação principal é com a ausência de espírito de equipe, a falta de vontade, a pouca inspiração dos atletas Colorados.
O INTER contratou Bolívar, Gustavo Nery, D’Alessandro e Daniel Carvalho, mas nada mudou. Até acho que piorou, pois se depositam esperanças demasiadas em atletas comuns, que não são craques. São nomes fortes, individualmente falando, mas que não fecham um “time” com o restante dos jogadores.
A direção do clube engana bem a torcida. Só que eu não caio nessa história! Para mim, não basta empilhar contratações de bons jogadores se a estrutura e o planejamento do futebol está fragilizada. Tite não é treinador para o INTER tanto quanto Piffero e Luigi não são nomes para administrar e conduzir o departamento de futebol do clube. Eu não admito mais ser enganado!
A goleada sofrida para o fraquíssimo time do Vasco expôs tudo o que de ruim, de inanimado, de passivo o INTER apresenta nesse Brasileirão 2008. Clemer fez um gol contra impossível de ser descrito. A defesa permite todas as infiltrações do ataque adversário. O meio-campo não marca, nem acompanha a bola. O ataque não faz gols e quando tem chances, desperdiça bisonhamente. A preparação física é deficiente. O treinador é previsível e não ensaia jogadas.
E a direção está arrotando um falso orgulho pela proximidade do centenário do clube, almejando uma distante e inacessível classificação para a Libertadores. A quem querem enganar? ACORDEM, TORCEDORES COLORADOS! NOSSO OBJETIVO É A FUGA DO REBAIXAMENTO. Nada mais do que isso!
Eu já venho dizendo desde o ano passado que não quero ver o INTER na Segunda Divisão em 2009. Depois da Tríplice Coroa, o excesso de otimismo tomou conta de todos no clube, inclusive torcedores. Não vamos pensar que só porque alcançamos glórias recentes tudo será fácil. Que nada! Sem trabalho, sem planejamento, sem objetivo, tudo naufraga. E o INTER, meus caros, está indo para o fundo do poço lentamente, sem que ninguém perceba. É necessário abrirmos os olhos e pararmos de mirar os top 4 do campeonato para nos fixarmos em fugir do descenso.
E só para piorar ainda mais a situação, nosso maior rival já é Campeão Brasileiro de 2008 com 18 rodadas de antecipação. Além disso, em 20 rodadas, está 18 pontos na frente do INTER, sem que exista qualquer hipótese de reversão desse quadro. E mais! Não vencemos sequer o time reserva deles, sendo lógica a conclusão de que vamos ser eliminados pelos pijamistas da Copa Sul-Americana. Ou seja: o que já era ruim, ficará pior.
Portanto, macacada, não fiquem cegos! Não fiquem surdos! Não fiquem mudos! Vamos protestar contra essa direção amadora e paternalista! Temos que evitar o rebaixamento, o único bastião que podemos levantar em nossa comparação com o vizinho. Não nos deixemos enganar por essa conversa barata! Urge que seja feita uma completa assepsia no Beira-Rio.
Depois não digam que eu não avisei…
Cruzeiro 2 x 0 Inter
Depois de mais uma derrota no Brasileirão 2008, tenho duas certezas: o INTER não disputa mais o título do campeonato e, igualmente, não terá condições de almejar uma vaga para a Libertadores em 2009, ano do centenário.
Incrível como o time Colorado tem se apresentado fraco, submisso, precário, apático, covarde e inofensivo em jogos longe de Porto Alegre. Marca poucos gols e não vence jogos tido como fáceis. O aproveitamento em jogos fora de casa é escasso, apenas 20%. No jogo contra o Cruzeiro, ninguém se salvou: pênalti perdido pelo Nilmar, gol contra do Sorondo… nossos melhores jogadores fazendo lambança.
Alguns dos novos contratados já estrearam. Penso que quando D’Alessandro, Bolívar e Daniel Carvalho estiverem em condições de jogo o time já esteja moribundo no campeonato. Na quarta-feira, dia 13 de agosto, começaremos a Copa Sul-Americana com um Gre-Nal. O que esperar do time do INTER? Com certeza, uma eliminação para o time misto dos bananas. Só está faltando isso.
Ninguém me convence que as coisas vão mudar. A falta de planejamento representa um preço alto para um clube que quer disputar o título do Brasileirão. O clube já utilizou 36 jogadores diferentes em seu jogos válidos pela competição. O grande número de atletas que circularam pelo Beira-Rio faz com que a falta de entrosamento seja visível e a ausência de um time-base gera confusão na cabeça do técnico e dos torcedores. Sinceramente, hoje eu não sei quem é titular do INTER.
Gurizada… o negócio agora é secar o vizinho e escolher um time para torcer no campeonato. Eu já escolhi. Cruzeiro!
Depois de disputada a 16ª rodada do Brasileirão 2008, começo a temer pelo pior. O INTER não terá condições de brigar por uma vaga na Libertadores, pois o campeonato chega à sua metade. A constatação evidente é a de que nosso time é covarde: não vence fora de casa e marca poucos gols. Nossos reforços ainda não entraram em campo e confesso que quando jogarem, já será tarde para reagir.
Já o co-irmão segue uma espantosa caminhada rumo ao título. Vence jogos fora de Porto Alegre com certa naturalidade e vai levando o campeonato com tranqüilidade impressionante. Ninguém está conseguindo pará-lo. Se os pijamistas encerrarem o 1º turno com pontuação acima de 35 pontos, acho que eles faturam o Brasileirão. E, para os perdedores, sobrarão as migalhas e a dor lancinante na alma.
- Bom dia! Por acaso o senhor é o “Seu Tertuliano”?
- Sô eu mesmo! E se tu for oficial de justiça ou fiscal do IBAMA pode ir dando meia volta e picando a mula, porque senão leva um pranchaço ou um tapão nos cornos!
- Calma, Seu Tertuliano! Sou jornalista!
- Jornalista? Mas o que diabo tu faz aqui nesse campo?
- Eu me informei e descobri que o senhor é uma lenda viva nos anais campeiros!
- Buenas… eu não tenho mais piolho na cabeça e não quero saber de papo de pederasta! Arre!
- Nada disso, Seu Tertuliano! Vim entrevistá-lo, conversar…
- Ocha… se é só pra isso, se aprochega vivente! Tome assento! Aceita um mate?
- Sim.
- Pois diga o que tu qué porque tenho muita lida pra hoje mesmo!
- Seu Tertuliano, fale um pouco sobre a sua pessoa…
- Óia… me chamo Tertuliano Caré. Nasci em Cacequi, lá pelos idos de 1927 e servi o exército em 1945, depois da guerra. Estudei só até o segundo ano primário…
- Puxa… mas então o senhor está com 81 anos. Nem parece…
- Pois tô são de lombo e de casco. Ainda como carne gorda e coalhada. Bebo uma guampa de canha todo dia e marco gado. Subo em árvore e ando a cavalo. E se vejo uma prenda, perco os critério…
- Mesmo?
- Tô le dizendo. Quando não tenho mulé por mais de 10 dias, sobra pra égua… aquela ali, pastando perto da figueira…
- Ah… inclusive esse é um dos motivos que me levaram a vim entrevistar o senhor… fiquei sabendo que o senhor é famoso por suas aventuras sexuais…
- Arre! As putaria que fiz na vida até que foram boas. Mas nem tudo o que dizem é verdade. Começaram a inventar côsas a meu respeito quando fui obrigado a sair de Quaraí.
- Sério? Por que o senhor teve de deixar a cidade?
- Ah… essa é uma longa história!
- Mas me conte, Seu Tertuliano…
- Pois bem, vou contar. Faz uns 20 anos que moro nessas terras. Antes, eu vivia em Quaraí. Comecei minha vida com um bolicho. Eu vendia de tudo, desde rapadura e mortadela até caninha e adaga. Lá se jogava o jogo do osso e carteado. Os gaudério se divertiam barbaridade…
- … o senhor era casado? Tinha filhos?
- Nunca me casei. Só fui amigado com uma chinoca, a Honorina, mas ela morreu de bexiga em 1959. Que Deus a tenha! E filhos eu não sei quantos eu tive, porque eu só cobria mulé casada. Mas isso eu le conto despues…
- Tudo bem. O senhor pode continuar a falar de sua vida em Quaraí…
- Ah… sim! Eu comecei a ganhar alguns uns pila com o bolicho e tive que comprar outras guaiacas pra guardar os cobres. Naquele tempo, gastava muito com as piguanchas! Era uma por noite! Me diziam pra botar os troco no banco, côsa e tal, mas eu não confiava nisso. Como eu tava com plata demás, comprei umas terras e comecei a plantar arroz. Deixei o bolicho com um agregado…
- E o senhor ganhou mais dinheiro?
- Que nada! Teve uma seca braba que acabou com todo meu negócio. Daí eu pensei: ainda bem que ainda tenho o bolicho! Entonces, descobri que o agregado sumiu com as mercadoria e com toda a féria de vários mêis… o safado tinha fugido pra Porto Alegre. Mandei até um araponga atrás. Depois de um tempo, o detetivo achou o lacaio e me avisou. Me fui pra capital e dei uma sumanta de rabo de tatu no desgranido. Me parece que ficou alejado. Só sei que voltei pra Quaraí sem meus pila, mas com a honra lavada…
- E depois?
- Buenas, despues, como eu tinha poca côsa, tive que vendê o bolicho pra um turco que veio do Uruguai. Era uma época difícil pra todo mundo. A cada mêis, o dinheiro que eu tinha na algibeira não valia mais nada. Falavam numa tal de inflação, que fazia o dinheiro não valê nada e as côsa sempre custava mais. Fiquei sem nada. Tive que me virá e comecei a roubar gado. No começo, era fácil. Eu atravessava a frontera com uns peão e ia pro interior de Artigas. Lá a gente encostava um Ford velho, enchia de boi e se mandava de volta pra Quaraí.
- Então o senhor foi abigeatário?
- É… foi uma época complicada… senão morria de fome. Pelo menos eu comia um churrasco por dia. Depois que os castelhano nos descobriram, fui conhecê o capeta, o demo mesmo…
- Me explique isso, Seu Tertuliano…
- Pois é. Eu fui torturado. Me fizeram côsas que até Deus duvida. O cú véio, até hoje não aperta mais… mas deixa pra lá isso. Fui condenado e fiquei preso no Uruguai uns 2 anos. Quando saí, resolvi que nunca mais roubaria gado. Decidi que seria peão de estância. A vida era dura, mas eu tinha onde morá e comida no prato. Nos dias de inverno, meu poncho ficava duro de geada, mas eu acordava suado.
- E o senhor levou essa vida até quando?
- Bah… em seguida eu me cansei e voltei pra cidade. Eu ficava muito tempo sem prenda. Barranquear novilha não dava pra fazer todo dia… Consegui um emprego de segurança de baile. Côsa mui simples: se acontecia briga, eu e os vigia entrava no salão e afastava os índio vadio. Se percisasse, a gente batia de relho ou de porrete. Até se dizia na época que “quem briga na Bailanta do Licurgo acaba torto, preso ou morto”.
- E o senhor era violento nesses bailes?
- Óia… eu posso le dizê que era bastante respeitado por todos. Mas os forasteros que não me conheciam e brigavam, não voltavam nunca mais: uns por medo, outros porque morriam.
- E depois?
- Buenas, eu fiquei bastante famoso. Era o segurança mais temido da cidade. Eu dançava com muita china no baile e depois fazia ticau atrás do galpão. O problema é que um dia eu acabei fornicando com a filha do delegado, sem saber que ela era de menor. Tinha só 15 anos! A la fresca! A guria tinha uns tetão e nem virgem era! Uma mulé feita! Foi um furdunço na cidade quando o delegado descobriu tudo. Tive que me esconder na casa de um parente em Piratini para escapar da cadeia.
- O senhor ficou quanto tempo em Piratini?
- Poco tempo. Um ano depois o delegado foi morto num tiroteio com contrabandistas e pude voltar pra Quaraí. Entonces, a Bailanta do Licurgo já tinha sido fechada. Demorei a ter outro emprego. Acabei aceitando o serviço de coveiro.
- Até isso o senhor fez, Seu Tertuliano?
- Pois é. O brabo era aguentar o fedor dos defunto e choro de carpideira. Enterrei muita gente: bandido, criança, político, milico e até padre. Em algumas noite, eu via alma penada e barulhos estranhos no cemitério. Mas eu não tinha medo. Acabei saindo desse emprego e fui convidado a concorrer a vereador pelo partido da oposição.
- E como foi a eleição?
- Um fiasco! Ganhei só 11 votos. Mas mesmo assim meu partido foi vencedor nas eleição e o novo prefeito me convidou pra ocupá um cargo de confiança. As minha tarefa não eram tão simples: eu era o responsável pelas licitação do município.
- Como foi a sua atuação?
- É… aconteceram umas côsa que a gente não pode divulgá, sabe como é… mas posso le adiantá que o tal de Ministério Público investigô todo mundo e até cadeia uns companheiros pegaram. Teve também uns causo com meio ambiente e o IBAMA processô à torto e à direito. Só sei que eu não tinha responsabilidade nenhuma, não sei o que aconteceu, mas abriram uma conta num banco pra mim. Fui ver e tinha muito dinheiro. Quase tudo eu tive que dar pra um companheiro do partido e me sobrou uns pila que serviram pra comprá essas terra que tu tá vendo e todo esse gado que pasta pelo campo a fora…
Faltando 10 dias para a abertura dos Jogos Olímpicos de Beijing 2008, já existe bastante movimentação em torno do grandioso evento. E, como não poderia deixar de ser, a ABRIC também vai apresentar tópicos relacionados aos jogos disputados na China, por intermédio do acadêmico infra-assinado.
Acredito que a China, como país mais populoso do mundo, merece recepcionar esse acontecimento. Os chineses têm dinheiro, disposição e organização. Claro que os orientais estão cheios de problemas, principalmente como relação ao meio ambiente, direitos civis e esbulho do Tibete. Mas a China é uma potência esportiva e chegou o momento dos Estados Unidos serem destronados no quadro de medalhas.
Com relação ao Brasil, país do futebol e do vôlei (nem tanto assim, haja visto as recentes derrotas em ambos os esportes), vai competir em 28 das 34 modalidades em disputa, sendo considerado favorito a medalha de ouro em poucas categorias. Os Jogos Pan-Americanos de 2007 foram positivos para muitos atletas brasileiros adquirirem experiência e o gosto pela vitória. Mas competir contra El Salvador, Haiti, Bolívia e atletas norte-americanos de segunda classe é uma coisa. Agora, o páreo será contra China, Alemanha, Austrália, Rússia e contra os americanos world class. Dificuldade máxima.
Penso que a conquista de 6 ou 7 medalhas de ouro pelos atletas brasileiros poderá ser considerado um excelente resultado, pois até hoje o país conseguiu o máximo de 5 medalhas de ouro em um mesmo evento, no caso, em Atenas 2004. Em alguns esportes o Brasil poderá se dar bem, tais como o vôlei, natação, vôlei de praia, judô, futebol, vela, hipismo e ginástica olímpica. O resto é especulação pura.
Beijing 2008 será a 26ª Olimpíada da história moderna e muito se fala em quebra de recordes, de boicote à cerimônia de abertura por parte de alguns governantes e até de doping de atletas. Mas, como diria o Barão de Coubertin, o importante é competir. Ah, e também assistir à esportes que só recebem atenção da mídia a cada 4 anos.
Pena que não será tão fácil para os incautos e vassalos acompanharem os jogos, pois existe um fuso horário de 11 horas de diferença entre China e Brasil. Haja insônia!
Todos os dias úteis me desloco na parte da manhã para meu local de trabalho, em São Leopoldo, e sempre utilizo a BR-116 para fazer o trajeto de quase 15 quilômetros de distância.
Até aí, tudo bem. Porém, o que tem chamado minha atenção ao longo desse itinerário é algo incrível. Em Sapucaia do Sul, mais precisamente no trevo que se forma a interseção da BR-116 com a RS-118, existe uma grande área tomada de uma pastagem, que muitos referem ser “macegas”, “capoeira” ou mesmo “mato”. E nesse terreno, há muitos anos que sempre venho observando que 3 ou 4 cabeças de gado pastam sossegadamente.
Pois é. Nesse trevo de acesso, que fica à direita de quem se desloca no sentido POA-São Leopoldo, existe alguém (ou serão alguns?) que estabeleceu sua moradia naquele local, uma área pública, de domínio da União e do Estado, e começou a criar gado. Sim, o sujeito é agropecuarista em um dos trevos mais movimentados do estado do Rio Grande do Sul.
Aí eu pergunto: como é possível tal situação, na qual alguém mora e cria gado numa interseção de rodovias em zona urbana? Será que ninguém se deu conta do risco que existe caso um dos bovinos se desprenda das amarras que instalaram em seu pescoço e invada a rodovia? O que o Poder Público está esperando para agir e acabar com o agronegócio que esse sujeito desenvolve em uma área estatal?
Realmente, isto é o Brasil.
Ipatinga 1 x 0 Inter
Sábado, dia 26 de julho, o INTER tratou de esfriar novamente a motivação de sua já desiludida torcida. Depois de 7 partidas invictas (a última derrota havia sido para o Vitória, por 2 x 1), o clube complicou um pouco suas pretensões à uma vaga na Libertadores e (por que não?) ao título do Brasileirão 2008.
O campeonato está aberto. Nenhum time é imbatível ou desprezível, tanto em casa como fora, servindo de exemplo o modesto Ipatinga, clube do interior de Minas Gerais, contra o qual o INTER jamais havia jogado na história.
Com a competição dando oportunidades à todos, o que se espera de um time de futebol que faz investimentos pesados, como o Colorado, é que vença fora de seus domínios e aproveite algumas situações criadas para marcar gols em partidas como a do último sábado. Mas não foi o que aconteceu. O INTER abusou de perder gols e quando todos esperavam um modorrento 0 x 0, tomou um gol que poderia ser facilmente evitado.
Talvez eu esteja sendo um crítico muito ácido, mas a despeito da estatística dizer que nos últimos 7 jogos o INTER havia sofrido apenas 3 gols, todos marcados por meio de pênaltis duvidosos marcados por arbitragens caseiras e atrapalhadas, o último gol de “bola rolando” havia sido sofrido contra o Vitória quando Orozco estava presente. Curiosamente, o colombiano foi colocado por Tite na defesa Colorada nesse jogo contra o Ipatinga devido às ausências de Índio e Sorondo e o time foi vitimado com uma atuação desastrosa do Sr. Orozco, o pior zagueiro em atuação no futebol brasileiro da Série A.
Evidentemente que a derrota não passa só por Orozco, mas também pelo aproveitamento do ataque, que foi ineficaz barbaridade. Mas o colombiano tosco não sabe sair jogando e isso complica a construção de jogadas e a contenção do adversário, principalmente porque Orozco não sabe fazer a linha de impedimento. Mas como não tínhamos outro zagueiro para utilizar no sábado…
Agora é torcer pela rápida recuperação de Sorondo e pela regularização da situação de Bolívar para, enfim, mandarmos embora o Orozco. Time que almeja mais do que um 7º lugar no Brasileirão não pode brincar com o seu torcedor utilizando atletas que só estão jogando futebol porque não souberam fazer outra coisa em suas vidas.
Começo pedindo escusas aos demais acadêmicos pela falta de artigos de minha autoria nos últimos dias. Estou vivendo um momento conturbado, sem muita inspiração, possivelmente potencializado pela TPM (Tensão Pré-Matrimônio).
São muitas coisas a serem vistas, contatos com pessoas, visitas, contratos, enfim, uma gama de situações de ordem prática que vão aparecendo por contingência da opção por mim escolhida. Opção esta que considero acertada, diga-se de passagem. Mas depois do casório tudo muda e a inspiração retorna.
Um dia desses eu estava assistindo vídeos no YouTube, sem qualquer finalidade específica, só por curiosidade, até que me deparei com este:
Trata-se de uma filmagem independente (aparentemente), contando breve histórico de Gustave, um crocodilo-do-nilo que vive no Burundi, pequeno país da África central. Segundo consta, o réptil tem 6 metros de comprimento, mais de 900 kg e cerca de 60 anos de idade, tendo devorado mais de 300 seres humanos às margens do Rio Rusizi, que desemboca no famoso Lago Tanganica.
A enormidade do animal, classificado como o maior crocodilo já visto na África, deve-se ao seu gosto peculiar por carne humana, hábito que desenvolveu na época em que a ditadura militar do Burundi jogava os inimigos do regime no habitat de Gustave.
Evidentemente, a National Geographic já fez máterias sobre o “jacaré” em sua programação. Mas o mais incrível é que foi rodada uma produção bastante criticada sobre o crocodilo para o cinema, chamada “Primitivo”, no qual o réptil é superdimensionado e visto como um pesadelo. Não vi o filme, mas boa coisa não deve ser.
Para encerrar, comentando o vídeo que assisti, só posso dizer que o crocodilo realmente existe, não é um monstro de outro mundo, age instintivamente como os outros répteis e está fazendo o seu papel: se alguém se bobear e cair na sua área, ele devora.
Creio que não vai ser fácil conseguir capturar viva essa lagartixa!
Inter 3 x 0 Coritiba
Super Alex. Ele foi o nome da partida, marcando os 3 gols e liderando o INTER em sua primeira vitória tranqüila no Brasileirão 2008, apenas na 9ª rodada. Porém, o aproveitamento do clube ainda é ruim no campeonato, havendo expectativa de crescimento.
Desde que Bustos e Orozco deixaram o time, a defesa do INTER melhorou substancialmente, deixando de tomar gols bobos e tendo desempenho seguro nas duas últimas partidas. Até Índio, que vinha tendo atuações comprometedoras, passou a jogar bem, graças à companhia de Sorondo, o xerife insubstituível da zaga Colorada. Eu já havia alertado sobre o fato de que Índio necessitava de um companheiro acima da média para voltar a render, pois Orozco afundava tudo como uma erosão descontrolada na área defensiva. Aliás, os colombianos devem ir embora de uma vez, para que seja possível a contratação de outros estrangeiros.
Em que pese a ausência de Magrão no jogo contra o Coxa, Maycon entrou bem. Taison, em seu 2º jogo, ainda vai dar muito o que falar. Incrível é ter de aceitar que a saída de Fernandão representa o crescimento técnico de Alex e de Nilmar no ataque, pois a forma de jogar é modificada. Alex já deu mostras durante o Gauchão, quando Fernandão não jogou alguns jogos, que poderia ditar outro ritmo para o time, assumindo o controle do meio-campo e, até mesmo, a artilharia da equipe, tal qual ocorreu hoje.
Ainda é cedo para tecer qualquer projeção, uma vez que o INTER ainda briga para escapar das últimas posições da tabela (12º colocado, 2 pontos acima da zona de rebaixamento). O campeonato será longo e dificílimo para o Colorado, principalmente nos jogos fora do Beira-Rio. Sem pontuar fora, não há evolução. Bolívar vai trazer grande segurança à defesa e outras contratações deverão ser feitas, além da inclusão de novos valores vindos da base, como Guto, Tales e Sandro.
É o fim de um ciclo e o início de outro. Tite começa sem alarde, mas com resultados, para frente.
O Fluminense tentou ser grande, mas fracassou.
Depois de ser rebaixado para a Segundona duas vezes na década de 90 (1996 e 1997), tendo caído para o inferno da Terceirona em 1998, o Fluminense conseguiu se reerguer aos poucos e conquistou a Copa do Brasil de 2007. Vaga na Libertadores garantida, planejou o ano de 2008 com grande aporte de capital (leia-se UNIMED), fez investimentos e contratações, dando amplas condições para entrar no páreo pela disputa do cobiçado caneco da Libertadores da América.
No entanto, em pleno Maracanã, com apoio quase total do público presente, o tricolor do Rio não conseguiu controlar os nervos e perdeu o título para a LDU Quito (EQU) em dois grandes jogos, ao cabo dos quais foram marcados 10 gols, havendo a necessidade da decisão da Libertadores ir para os pênaltis. Aí, tudo foi por águas abaixo para os comandados de Renato Gaúcho, os quais perderam 3 cobranças e deram aos equatorianos o 1º título na história do futebol do país andino.
Não costumo torcer para clubes brasileiros na Libertadores, exceto quando jogam contra o nosso vizinho petulante (GFBPA), podendo classificar a derrota do Fluminense como boa para os meus interesses, pois posso afirmar, com orgulho, que o INTER continua sendo o último clube brasileiro Campeão da América e do Mundo.
Aparentemente, o Fluminense tinha mais condições de ser campeão, mas tenho certeza que houve falha no planejamento para a final, “racha” no grupo ou “oba-oba” típico brasileiro, o que só comprova que não existe facilidade, tampouco acaso no mundo da bola. O goleiro Cevallos, da LDU, provou que no futebol, acima de tudo, deve prevalecer a vontade de vencer, com alma.
Acredito que a maior parte das pessoas pensa que, com o passar do tempo, o amadurecimento é capaz de dar maior capacidade de encarar e resolver os problemas, de vencer desafios e perceber o mundo da forma como ele se apresenta. Enfim, há um aperfeiçoamento do ser humano do ponto de vista emocional, social e intelectual.
Afora o envelhecimento físico, a pessoa adquire novos hábitos e, por via de regra, muda completamente seu perfil em questão de poucos anos. A maneira de encarar a vida é diferente, pois passa a pensar menos individualmente, planejando sua rotina em função de um número maior de pessoas (mulher, filhos, netos, etc) e tomando decisões mais abrangentes.
O crescimento pessoal do indivíduo é interessante. Todos os novos valores que ele passa a incorporar exige a eliminação de “pesos extras” que carrega consigo. E dentro desse pacote encontram-se condutas, hábitos e, até mesmo, pessoas. Sair da escola, entrar na universidade, trocar de emprego, brigar com a namorada, ter filho(s), tudo isso é suficiente para trazer mudanças substanciais na vida de uma pessoa. A sucessão de experiências boas e ruins gera toda uma carga que vai se acumulando e tornando o modus vivendi do camarada uma lenta e gradual evolução. Claro que existem exceções, muitas sendo classificadas como patologias crônicas. Mas a regra é essa.
Na infância, na adolescência, na idade adulta e na velhice, cada indivíduo tem determinados comportamentos que agradam e/ou desagradam algumas pessoas, não significando que alguém que não simpatizasse com o sujeito na infância vá continuar com o mesmo sentimento depois de 20 ou 30 anos. A menina que adorava o estilo maluco do guri na adolescência vai achá-lo um porre quando se encontrarem com 30 anos de idade. Tudo é relativo na questão do crescimento pessoal e isso é muito, muito interessante.
Sim, porque seria maçante demais para um ser ficar estagnado e não ter qualquer novidade para contar, não poder compartilhar experiências ou mesmo surpreender com novas atitudes. A questão não é tentar agradar à todos, mas poder ser uma pessoa interessante para muitos em diversos momentos da vida, pouco importando que alguns não aprovem ou não simpatizem contigo.
Apenas quero compartilhar essas convicções que tenho momentaneamente, concluindo que crescer é exteriorizar o pensamento a ponto de ser útil não só a si mesmo, mas pelo menos para mais uma pessoa.
A notícia que repercutiu no dia 1º de julho de 2008 não foi nenhuma novidade. A enfermeira gaúcha Tatiane Damiane, 41 anos, havia jogado fora sua filha de 8 meses. O detalhe é que ela não deixou o bebê à própria sorte, mas sim deixou-o cair do 6º andar do prédio em que residia em Curitiba (PR).
O pior de tudo é que tal fato já não choca mais as pessoas. O caso envolvendo a morte da menina Isabella Nardoni abriu um precedente midiático e comportamental que certamente tornará banais episódios semelhantes no futuro. Não pretendo mais falar do fato em si, pois lamento profundamente que as vidas de crianças indefesas sejam postas ralo abaixo por motivos que nem mesmo o melhor psiquiatra forense poderia desvendar.
Eventuais transtornos psicológicos, períodos puerperais ou mesmo patologias graves do ponto de vista psíquico não são salvo-conduto para a prática de aberrações dessa natureza. O ser humano, de um modo geral, vem se revelando torpe, reles, desprezível, por não saber cultivar o mínimo de coerência em sua vida social.
Ao mesmo tempo que sabemos que o planeta está sendo afetado substancialmente pela mão do homem, voltada para o mercantilismo extremo, vemos que toda a maldade cultivada ao longo dos séculos pelos nossos antepassados está impregnada muito firmemente no DNA de muitas pessoas, resultando no descontrole total das atitudes e na postura irracional que vira notícia diariamente.
O fato de que as instituições voltadas para o humanismo e a caridade estejam constituindo fundos de amparo aos necessitados e doentes não é suficiente para aplacar a fúria que a sociedade ataca seus integrantes. Ninguém está imune aos efeitos nefastos da vida contemporânea. É a idiossincrasia dos interesses. O respeito pela coletividade sendo soterrado pelo apego ao individualismo.
Todas as facilidades, a tecnologia e o conforto conquistados pelo homem ao longo dos séculos teve um preço, o qual está sendo cobrado sob a forma de loucura, de sangria de valores, de falta de respeito, de má educação e de perda das boas referências.
Muitos estão pagando pelos erros que foram cometidos para chegarmos até aqui, da forma como o mundo se apresenta hoje. E os que pagam, nada devem.
Buenas, como eu disse no meu último post, não sei se existe(m) outro(s) universo(s). Nem mesmo o sapiente Crânio ousou formular alguma teoria sobre o assunto, motivo pelo qual concluí que os universos paralelos não estão ao nosso alcance.
Ato contínuo, deletei o meu blog pessoal denominado “Universo Paralelo do Futebol”, local ermo e desabitado, onde reinava o império das baratas e das aranhas, sem ter um post novo há quase um ano. Convenhamos que de “universo” aquele submundo não tinha nada!
Evidentemente que o propósito adotado de me dedicar exclusivamente à ABRIC (ou futura ABRICON) é muito mais atraente, dada à grandiosidade do projeto elaborado pelo acadêmico BidDog, não havendo mais qualquer motivo para manter página paralela voltada estritamente para o esporte bretão.
Enfim, o “Universo Paralelo do Futebol” já vai tarde. Há muitos outros assuntos interessantes para serem comentados além do futebol e, por isso, confio cegamente nesta tríade intelectualmente acima da média para acabar com a pasmaceira e com muitas idéias curtas que grassam pelo mundo virtual, este sim, um verdadeiro universo dentro do universo.
Andei lendo sobre o Big Bang, astronomia e astrofísica. Considerei tudo muito bom e pude saciar a minha curiosidade acerca de alguns temas que me inquietavam. Porém, muitas perguntas ficaram sem respostas e, quem sabe, jamais serão respondidas.
Como sei que a confusão campeia neste humilde espaço cibernético, vou apresentar algumas das indagações que tenho, na intenção de promover um debate, caso seja do interesse dos acadêmicos e dos leitores deste humilde blog:
1 – Segundo cálculos dos astrônomos, o universo comportaria, no máximo, 16 planetas com vida inteligente, dentre eles a Terra. Será possível que nenhum destes planetas tenha tentado estabelecer contato conosco até hoje ?
2 – Uma vez que não há a certeza de que o universo seja infinito, mas sim de que o mesmo está em expansão constante, o que poderá acontecer quando a energia que move o crescimento do universo se acabar ?
3 – Considerando que o universo é aquilo que conhecemos, ou seja, o espaço onde há aplicação das leis da física, seria possível a existência de outro(s) universo(s) ?
4 – Caso existam outro(s) universo(s), haveria um meio de localizá-los ?
5 – Realizando uma espécie de interação científica-religiosa, uma vez que a ciência, por si só, não explica muitos fenômenos já experimentados por seres humanos, pode-se dizer que outro(s) universo(s) sejam locais para onde iremos ao morrer ?
6 – Levando em conta que somos todos feitos de poeira cósmica, a qual deu origem às galáxias, estrelas e planetas, com tudo isso originado do ponto inicial denominado Big Bang, não seria lógico deduzir que o homem um dia conseguirá viajar pelo espaço manipulando corretamente os elementos básicos da criação ?
7 – Antes do princípio do universo que conhecemos, os cientistas dizem que existia o nada absoluto, nem mesmo havendo o “tempo”. Não é pretensioso demais para a ciência deduzir que sequer um ser superior (DEUS) existisse para dar início à tudo ?
Bom, acho que é isso. Boa confusão a todos!
Eu tinha poucas esperanças. Antes de começar o Gre-Nal, eu diria que um empate seria um ótimo negócio para o INTER, divisadas as circunstâncias que envolviam os clubes no momento atual. Terminada a pugna, o empate por 1 x 1 foi apenas aceitável para o Colorado.
Não vou dizer que o resultado acabou sendo ruim, justificando que estávamos ganhando e sofremos um gol tolo, do mesmo tipo que sofremos no 1º jogo da final do Gauchão, contra o Juventude. Renan, que ainda será um grande goleiro, teve atitude infantil e totalmente inesperada dentro de sua grande área, com o domínio da bola nas mãos. Acabou expulso e um pênalti foi marcado.
Ainda restavam 12 minutos de jogo e o INTER encarou o rival como se estivesse com os 11 em campo, perdendo uma boa chance de retomar a vitória no último lance da partida, com Nilmar.
Mesmo não tendo assistido o jogo, posso concluir que o goleiro Victor, dos pijamistas, foi o melhor em campo, tendo feito 3 defesas difíceis. Ramon acertou uma bola na trave e ainda tivemos outra grande chance com Alex. Defintivamente, o INTER merecia ter ganho.
Foi o primeiro ponto conquistado pelo INTER fora de casa, em 5 jogos pelo Brasileirão. Para se ter uma idéia da precariedade do INTER fora do Beira-Rio, o jogo contra o Caxias, no Gauchão, fora a última vez que o clube havia saído de campo sem derrota. Desde então, perdemos todos os jogos fora de casa.
Com esse empate, afastamos momentaneamente essa estatística de clube pequeno e roubamos um ponto do maior rival, o qual saiu evidentemente satisfeito de campo, com a certeza de que “achou” um gol que não teria condições de marcar, senão de pênalti.
Agora, mesmo que o 14º lugar na tabela de classificação seja pouco para nossas pretensões, ao menos a dignidade do INTER está preservada.
Espanha 1 x 0 Alemanha
Quem assistiu à final da Eurocopa 2008, disputada em Viena, poderia pensar que a Fúria não teria condições de superar a boa marcação germânica logo no início do prélio. Porém, com 15 minutos de jogo, os espanhóis passaram a ditar seu ritmo de jogo e a impor sérias dificuldades à retaguarda teutônica. Aos 33 minutos, o rápido e eficiente Fernando Torres marcou o único gol do jogo, que possibilitou à Espanha administrar o escore e ainda perder outros gols, em uma demonstração clara de superioridade dos ibéricos.
A conquista da Eurocopa de 2008 foi apenas o 2º título da história da seleção espanhola. O outro havia sido pela mesma competição, no distante ano de 1964. Portanto, a Eurocopa trouxe uma novidade ao mundo do futebol, em que pese a incrível quantidade de títulos obtidos pelos clubes espanhóis.
E ao que se deve a façanha castellana ? Técnica, velocidade e ambição. Também pode-se dizer que a Espanha perdeu seu complexo de “vira-latas”, algo que o Brasil perdeu no mesmo 29 de junho, só que há 50 anos, ao vencer a Copa do Mundo da Suécia. A título de ilustração, é digno de nota que a seleção espanhola apresentava um estrangeiro naturalizado, o brasileiro Marcos Senna, que teve atuações destacadas na campanha ibérica.
A Fúria sempre é considerada protagonista em Copas do Mundo, mas jamais conseguiu sequer um 3º lugar nos 18 mundiais já disputados, tendo ficado entre os semifinalistas apenas na Copa de 1950, no Brasil. Em que pese essa escassez, é daquelas seleções que são indicadas como cabeça-de-chave nos sorteios das Copas do Mundo, faz boa campanha na fase inicial, mas acaba sempre eliminada por qualquer seleção que tenha mais ousadia. A mesma situação era observada com a Espanha nas Eurocopas posteriores a 1964.
Mas em 2008 se viu uma postura bem diferente. Os espanhóis chegaram na competição sem qualquer alarde. Não eram considerados favoritos, tampouco foram cabeças-de-chave no sorteio inicial. Eliminaram equipes do porte da Suécia, Itália e Alemanha. Nos 6 jogos disputados, venceram 5 e emparam 1.
Como pontos negativos da seleção hispânica, podem ser destacados a pouca oferta de bons nomes em algumas posições e a precariedade de alguns jogadores defensivos, como Puyol e Sergio Ramos, os quais, sinceramente, não seriam titulares em alguns clubes brasileiros.
Enfim, agora acredito que os espanhóis estejam entre as grandes seleções mundiais – Brasil, Argentina, Itália, Alemanha, França, Inglaterra e Espanha.
Ficaram confusos