Brasileiro é apaixonado por automóvel.
Esta máxima criada por alguma agência de propaganda para a Ipiranga é tão genial que já está no ar há uns 10 anos. Realmente, não importa a condição econômica do brasileiro, o que ele mais almeja é um carro. Claro, quem pode mais, deseja modelos mais luxuosos; quem pode menos deseja o popular basicão; e quem pode menos ainda deseja apenas um usado para incrementar depois.
Mas eis que uma das maiores reclamações recai exatamente sobre o preço dos automóveis. Que o brasileiro não tem a possibilidade de comprar carros melhores devido aos altos preços, que uns dizem que é devido aos impostos (eu discordo), as elevadas margens de lucro das montadoras (concordo em parte) ou ao próprio mercado que paga o preço que pedem (concordo: lei de oferta e procura).
Como não há uma concordância sobre o tema, deixo minhas sugestões para redução dos preços dos automóveis vendidos e/ou fabricados na terra brasillis:
- Eliminação do sistema indicador de direção (vulgo pisca-pisca): entre sistemas elétricos e comandos, além da montagem no automóvel, sem falar no desenho de faróis e lanternas que poderiam ficar mais simples, acredito que a redução no preço do veículo ficaria entre R$ 200,00 e R$ 500,00.
- Eliminação de espelhos retrovisores: esta mudança representaria economia de R$ 500,00 a R$ 1.500,00, dependendo se é com controle elétrico ou manual. Eliminação também do retrovisor interno!
Como vimos, estas duas alterações poderiam reduzir o preço de um veículo basicão em no mínimo R$ 700,00, deixando o glorioso, imutável e honesto Fiat Mille com preço de R$ 19.300,00, uma redução de 3,5% sobre o preço de tabela atual, ou 3 folhinhas a menos no “carneirinho” BV ou ABN-Aymoré.
Claro, o melhor seria a redução dos preços sem a eliminação destes itens. Porém a utilização destes itens é ignorado pela imensa maioria dos motoristas. Porque cobrar de algo que o uso é apenas eventual ou restrito???
O brasileiro é apaixonado por automóvel, só não sabe utilizá-lo corretamente.
Muito bom o texto. Podemos ampliar a lista de componentes supérfluos. Dependendo do público alvo, acho que poderíamos eliminar também o freio de mão, uma vez que ele se torna um empecilho para a condução do carro, a menos que lembrem de destravá-lo. Para freiar o carro, é só deixar engatado mesmo… da mesma forma podemos eliminar o vidro traseiro… Para quê vidro traseiro se este serve apenas para que o retrovisor interno tenha utilidade… e ainda economizaríamos na instalação da película! Também poderíamos reduzir o tamanho do tanque de combustível para uma quantidade que comporte uns 20 reais de combustível, valor que normalmente é abastecido nas bombas (eu tenho um terço do volume do tanque de combustível do meu carro ocioso). Tchê, temos que desenhar um concept do automóvel para o motorista brasileiro!
Muito bom mesmo… Aliás, ora vejam se não é o Seu Otávio Júnior… Bem vindo, rapá.
Minha sugestão é a seguinte: vamos reduzir também o que é usado incorretamente pelo excesso. Sou a favor de carro sem buzina. Ou com um dispositivo mais tosco, que dê choque ao ser acionado, que é para o camarada só apertar em último caso e não tiver mais jeito.
Ah, seria bom também reduzir o tamanho das molas da suspensão, especialmente de carros destinados ao público jovem. Não sei quanto se economiza por ‘volta da mola’ reduzida, mas os bagaços vão cortar mesmo, então é melhor economizar por aí…
Se também parasse a corupção dentro das auto escolas e no Detram onde a troco de dinheiro dão carta de motorista para qualquer um. Venderia menos carros e portanto as empresas automobilisticas iriam achar melhores soluçoes para reduzir os custos dos automoveis, baixando consequentemente os seus preços de venda.