Posso perder os amigos…mas não a notícia!
Aos 6 anos, o labrador Skeeter é bacharel em direito. No início de novembro, ele recebeu o diploma honorário da Universidade de Baylor, no estado americano do Texas, após acompanhar durante dois anos e meio todas as aulas exigidas para se graduar.
Ela convive com o animal desde 2004. “Ele me ajuda a pegar objetos, já que tenho dificuldades para manipular canetas, por exemplo”, conta Amy.
O diploma da escola de direito da Baylor dá ao cão o título de “dog’tor”, um trocadilho entre os termos “doctor” (doutor, em inglês) e “dog” (cão).
Skeeter, segundo seus colegas de curso, era um participante ativo das aulas. Ele ficava quieto pelo menos durante a maior parte das preleções dos professores, mas rosnava ou latia quando alguém falava por muito tempo.
Ao contrário de sua dona, o cão não deve prestar exame da ordem dos advogados do Texas. “Ele está satisfeito com o diploma”, brinca Amy.
As perguntas para meus amigos (a partir de agora não sei se ex-amigos!) Felipe e Cachorrão:
Será que ele teria lugar no mercado de trabalho aqui?
Será que passa no exame da OAB?
Ele deve saber fazer uma “peticão”?
Difícil é eles encontrarem um cachorro que tenha recebido diploma de Tecnólogo em Polímeros. Nem cachorro sarnento se disporia a fazer este curso (já me adiantando as possíveis críticas).
O velho Manoel André da Rocha, fundador da faculdade de direito da UFRGS, uma vez chamou alarmado um funcionário para retirar um burro que estava no pátio da faculdade, sob o pretexto de que “se passar cinco anos aqui, esse animal sai bacharel”… Labrador é fichinha. Acho que não passa no exame da ordem, mas tenho certeza que tira nota melhor que muito ‘profissional do séquiço’ que eu aturo o dia inteiro… Enfim, nada que me ofenda porque, como tu bem sabes, diploma de direito e vale refeição qualquer um consegue… Até eu!
Então eu sou menos do que “qualquer um”, porque nem vale-refeição eu consigo. Ah… e o diploma de Direito não foi fácil…