E agora, como vender música?
Faz muito tempo que eu venho afirmando que a indústria fonográfica como a conhecemos simplesmente acabou. Isso tem ficado cada vez mais evidente para mim, principalmente quando vejo uma grande loja do setor – a Banana Records – encerrar suas atividades de forma definitiva, fechando a única unidade ainda em funcionamento, aquela da Avenida Nilópolis, em frente à Praça da Encol, com uma melancólica liquidação do tipo “torra tudo” e descontos de até 70%. Claro que aproveitei a oportunidade e comprei vários discos nesta leva, coisas muito boas por preços de até R$ 9,50 (London Calling – The Clash. Isso é que é pechincha!). Mas o fato é que, estando a Banana fora do mercado, restam muito poucas opções de lojas especializadas aqui em Porto Alegre e região. Outra grande cadeia, a Multisom, está focando suas atividades na venda de equipamentos de som e vídeo e instrumentos musicais. As megarredes do setor, Saraiva, Siciliano e Cultura, vendem muito poucos CDs, mais como um complemento para a imensa variedade de livros, produtos de papelaria, softwares e até mesmo notebooks e afins. Ou seja, o mercado fonográfico faz água, e não é pouca.
Se perguntados, os executivos e produtores das gravadoras dirão que é por culpa da pirataria e troca de arquivos digitais via internet. Eu discordo. A culpa é da ganância desenfreada e da cara-de-pau de gente que remunera mal quem cria seus produtos (o músico, que recebe um verdadeiro caraminguá de direitos autorais) e vende a preços estratosféricos o que tem um custo total que tende a zero. Ora, um disquinho de acrílico, com uma caixa de um plástico que eu não faço nem idéia qual seja, mas certamente não deve ser muito caro, com um encarte feito de papel não pode sair por muito mais de R$ 5,00. Isso é quase indiscutível, ainda mais se considerarmos a produção em massa, que barateia o custo final. Claro que se uma determinada banda quiser gravar um lote de mil CDs independentes para divulgação do seu trabalho vai pagar um pouco mais do que isso, mas este custo resulta mais do trabalho de gerar matrizes para os discos e de off-set para a impressão do que pelo produto final em si. Produzidas milhões de unidades, no entanto, o custo cai radicalmente e não se chega ao preço que mencionei nem por decreto. Enfim, não há qualquer justificativa para que se cobre mais de R$ 50,00 por um único CD, preço que está sendo praticado como média nas lojas do ramo. O outro argumento, o do alto custo de divulgação, etc., já nem merece maiores discussões, porque com a internet a pleno vapor não há necessidade de se fazer sequer um folder de divulgação, basta jogar imagens e clips das novas músicas no site para que milhões de pessoas se interessem pelo trabalho. Ou não, vai depender da qualidade.
E esse é o ponto: a indústria fonográfica ficou preguiçosa, porque se acostumou a vender o que queria, pelo preço que queria. A decisão sobre o que lançar sempre foi um dos maiores trunfos do setor, que praticamente moldou todos os artistas – com raríssimas e honrosas exceções -, simplesmente rescindindo contratos dos que não interessavam mais e chegando ao cúmulo de exigir que a produção fosse nesse ou naquele sentido. Coisas do tipo “precisamos de uma nova moda, chama aqueles caras de cabelo vermelho aqui para ver que apito eles tocam”… Nesse roldão, a internet e a facilitação do acesso a todo e qualquer tipo de informação, aliadas à imensa facilidade de produzir um disco com qualidade decente e quase profissional – hosanas aos Pro-Tools e Garage Bands da vida – as pessoas começam a pensar por si mesmas e escolher o que gostam ou não gostam, quebrando o esquema do jabaculê em rádios e na TV. Claro que o Brasil ainda não se encontra neste novo perfil, ainda compramos tudo que nos mandam, mas isso é outra história. Então, não adiantava mais escolher com a empáfia tradicional o que gravar, porque isso já não era garantia de vendas exorbitantes. A cena atual demonstra que todas as gravadoras, agora mais focadas em embutir travas e proteções digitais em seus preciosos CDs, perderam simplesmente o rumo e não sabem mais o que fazem.
O que algum visionário ainda encontrará é uma maneira de vender música no cenário atual, onde tudo está disponível a custo quase zero – só a eletricidade do PC ligado, a mensalidade do ADSL e a mídia de R$ 0,99 -, com um serviço diferenciado e que atraia novamente o consumidor. Este camarada vai ficar muito rico e acabará vendendo a idéia para o Bill, ou para o Steve, ou para o Balmer, o que o tornará ainda mais rico. Alguém se habilita?
Já te disse para ver o quanto custa o empreendimento!!! Acho que a idéia é ótima e talvez tenha até um segundo ponto: cobrar uns caraminguás dos artistas para eles hospedarem música no teu portal (para artistas independentes). Mas acho a idéia boa e com necessidade de maturação urgente.
Cervejada em nóis! Assembléia geral…
Eu nem penso mais em comprar CD’s, nem que seja por R$ 1,99.
Talvez eu já tenha gasto dinheiro demais na vida para alimentar essa indústria falida. Em breve, “eles” vão entrar para a categoria dos afiadores de faca, dos compradores de ferro velho, dos fabricantes de videocassete, dos pontas, dos professores de geografia…
Música agora, só em download.
assembléia geral: apoiado!!!!
eu gostaria de vender minhas letras de musicas
como fasso pra vander minhas musicas
Walmir, a dúvida é justamente esta… Se eu soubesse, tava fazendo dinheiro! Obrigado pela participação.
gostaria de saber como faço pra vender minhas composiçoes
Eu também…
como faço pra vender…?
Favor reler o texto.
eu já tenho diversas músicas + não consigo vender!?
Sim, Pinto, e nós com isso?
quero vender musicas, da minha letras
Ediana, aqui nós não podemos comprar músicas. Passa o número do teu cartão de crédito, com o código de segurança, que a gente intermedia a negociação com nossos contatos. Obrigado.
Olha BigDog,
Você vai respondendo, respondendo até que, como dizia aquele personagem da TV, o Saraiva: “Tolerância Zero!” para essa turma que não lê o que você escreveu. Eu tô de pleno acordo com você: a saída é essa mesmo: passa o número do cartão de crédito e código de segurança que você resolve a questão.
Ri muito….
eu só componho e gostaria de vende-las .
somente a letra delas pois não sei tocar nem um estrumentos.
tenho aprocimadamente 15 musicas prntas prontas para ser trabalhadas, e arrebentar nas paradas , pois são otimas se enteressar entre em contato.
OBREGADO!
Só pode ser gozação… Não dá para crer que alguém que não sabe tocar nenhum ‘estrumento’ tá querendo nos empurrar um repertório. Não, xará, não queremos suas músicas não… Tenta na Bahia…
p.s.: na real, acho que essas músicas devem ser uns ‘estrumes’… Desculpa o trocadilho. Não ‘arresisti’.
mais esse big dog pensa que é um visionário é um pateta que parece que ja tem alguns diciplos que concordam com essa ideia idiota ridicula que ele nem sabe como fazer pra colocar em pratica vai se profissionalizar cara ,pode ser que tuas musicas comecem a ter alguma qualidade ,ai vai vender que nem agua.falei e disse,se não gostou ,fazer o que é por que não gosta de ser criticado,então reveja as criticas que faz para as pessoas que te fazem perguntas e voce não sabe ser uma pessoa com respostas certas pra dar e fica respondendo com grosserias ,talvez é por que voce não esteja preparado pra estar com o público.se não vai responder numa boa o que te perguntam tira essa droga de comentário que voce escreveu no site,pois não esta ajudando em nada mesmo,me desculpe pela franquesa ,mas voce estava precisando que alguem te falasse algumas verdades pra voce conhecer a realidade das pessoas,nem parece que mora em um Estado pra la de bom e respeitador.
Quá, quá, quá, quá… Valeu, muito bom para levantar o astral numa sexta-feira. Manda mais, a gente sempre se diverte com tosqueiras aqui…
Eu fico “pateta” com a quantidade de gente que lê esse tópico e não entende nada do que foi escrito!
Devem ter passado pelo MOBRAL e são apreciadores do créu. Só pode!
Vinde até nós, Jocelitos do meu Brasil!
“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus”
É o tal do analfabetismo funcional.